Qantas planeja voos diretos para o Brasil com novos A350 e Boeing 777

Wendell Oliveira 24 · agosto · 2017

A Qantas divulgou em sua página oficial no Facebook que pretende voar sem escalas da Austrália para Londres, Nova Iorque, Paris e Rio de Janeiro!

O lançamento das novas rotas foi batizado de Project Sunrise e remete aos voos “de dois sóis nascentes” que a companhia fazia durante a Segunda Guerra pelo Oceano Índico, com voos tão longos que era possível ver o nascer do sol duas vezes!

No entanto, os novos voos diretos dependem dos avanços da Airbus e a Boeing, que foram desafiadas pela Qantas a aumentar o alcance das suas aeronaves de nova geração, como o A350 e o 777X.

A notícia vem logo após sua principal concorrente, a Air New Zealand, anunciar oficialmente que também pretende voar direto para o Brasil com uma destas duas aeronaves de nova geração. A Qantas opera atualmente na América do Sul com voos para Santiago do Chile com o Boeing 747-400, e já chegou a voar para Buenos Aires, mas a rota foi cancelada.

Confira abaixo o vídeo promocional da Qantas, com ares de super produção:

Qantas – Our Spirit Flies Further

Today we announced the future of aviation to take Australia further. Are you ready The Boeing Company and Airbus?

Δημοσιεύτηκε από Qantas στις Πέμπτη, 24 Αυγούστου 2017

A Qantas planeja iniciar estes voos até 2022, já a Air New Zealand até 2021. Apesar de ainda não confirmado, o voo para o Rio de Janeiro deverá partir de Sydney, mas as cidades de Brisbane e Melbourne também serão contempladas pelo Project Sunrise. Atualmente a Qantas opera a partir da costa leste da Austrália para Nova Iorque com escala em Los Angeles, e para Londres com escala em Dubai.

Em resumo, o anúncio parece ser mais pensamento positivo do que de fato uma realidade. Somente “se” a Airbus e a Boeing desenvolverem suas aeronaves até lá, teremos o voo direto para o Rio. Pensando desta maneira, quem sabe em breve também não teremos anúncios de voos diretos até a Lua? 🙂

E você, o que achou? Anúncio precipitado ou planejamento a longo prazo? Deixe sua opinião nos comentários!

Autor

Wendell Oliveira - Editor
  • Italo Silveira

    Quanta agilidade! Daqui pra lá ninguém sabe nem se ainda existe essa budega chamada Brasil.

    • Wendell Oliveira

      Calma, jovem… 😛

    • Marcos Loureiro

      kkkkkk….. Não sei do que gostei mais, do termo budega ou de vc. kkk

      • Italo Silveira

        Vlw Marcos, tamo junto. Kkkkk

      • Marcos Loureiro

        KKKKKK…Figura.

    • Patrik Rodrigues

      Muda para o Iraque então, preserve sua existência tão “útil”!

      • Italo Silveira

        Se você não teve a capacidade de perceber, foi uma brincadeira. Útil deve ser essa sua arrogância no dia a dia. Tenha um bom dia.

        • Patrik Rodrigues

          Talvez esse seja o problema: brincamos demais, reclamamos demais, fazemos memes demais e coisas p mudar de menos!
          Tenha um bom dia!

  • thiagocolorado

    Talvez eu não esteja vendo algo, mas o alcance do A380 (que a Qantas tem 12), é de 15.700km (ou 9700milhas). Já a menor distância Rio – Sydney é de 8400milhas. Pq não usar um A380 na rota (e ficar esperando uma nova versão do A350 para próxima década)?

    • PauloHCM

      O A350 já tem alcance maior que o A380, pois supera os 16.000km com boa margem. Talvez ela não queria pagar as taxas aeroportuárias do A380 aqui no Brasil, ou não achou slot em Guarulhos

      • Jose

        Brincadeira se for falta de slot em GRU. Aeroporto de SYD é show de bola e ainda tem trem direto pra cidade. Australia tem cerca de 24 milhões de habitantes; a região metropolitana de São Paulo cerca de 22 milhões. Tirem suas conclusões…

        • Eros Alexandre

          Mas a Australia é de primeiro mundo

    • MTorres

      Acredito estar relacionado ao alcance e custo. O a350 é mais economico e de tamanho mais ajustado que o a380. Não imagino demanda de um A380 pra australia saindo de GRU ou GIG.

      • Márcio Sampaio

        A questão não é a simples autonomia da aeronave, mas qual a capacidade máxima para esta autonomia.

        Um A350 ou um 777 atuais podem fazer a rota tranquilamente, mas com restrições sobre quantidade de passageiros e/ou carga. Como é uma rota cara, as empresas querem a máxima lotação possível, inclusive de carga (transportada no porão). Por exemplo, um 777 com metade da capacidade de passageiros e porão vazio faz a rota SDY-GIG tranquilamente, mas provavelmente com prejuízo. Logo, não vale a pena.

        Mal comparando, por que Latam e Avianca não operam no SDU com A320? Porque precisariam limitar o peso máximo de decolagem, o que significa menos passageiros. Assim, é melhor um A319 ou A318 lotado que um A320 com, digamos, 75% de lotação Já a Gol consegue operar o 737-800 porque suas últomas versões receberam melhorias encomendadas à Boeing para que operasse no SDU com plena capacidade.

        Assim, tanto o voo da Qantas como o da Air Newzealand dependem de novas versões de aeronaves já existentes, com melhorias que permitam voos tão longos com máxima capacidade de pax e de carga.

    • Fabio

      Talvez porque o estudo de demanda da rota nao justifique um A380.

  • Marcelo Luna

    Muito bom. Tive o prazer de conhecer Brisbane porém meu trecho foi complicado saindo de Recife foi o seguinte:
    Recife x São Paulo Tam. São Paulo x Santiago Lan Chile
    Santiago x Auckland Lan Chile passei 3 dias em Auckland para conhecer. Depois Auckland x Brisbane Qantas.
    Se realmente tiver vai ser ótimo. Recife x Rio de janeiro. Rio de janeiro x Brisbane direto ótimo. Prepara o coração viajem longa.

    • Ronaldinho Gaúcho

      Nossa que viajem do corvo essa sua heim… Credo!

  • Patrik Rodrigues

    kkk se eles fizerem um bom filme e tiverem uma boa persuasão tb encenam uma ida a Lua assim como os EUA fizeram!

  • Ivo Júnior

    Pra quem é de São Paulo valerá mais a pena ir até Auckland pela Air New Zealand.

  • Anderson Pedron

    Qantas será que vai custar? 😉

  • Wemerson

    Adorei o “Voo direto para a lua” e ” Qantas será que vai custar.” haha Mas demanda para um voo GIG/GRU-Oceania acredito que exista sim. Vejamos Santiago e Buenos Aires cuja a população é bem menor que a nossa e tem várias companhias que fazem esse percurso. A questão é mais tecnológica mesmo: Oceania é muuuuuuuito longe.

  • Ricardo

    Não há demanda? Quase metade dos passageiros dos quase 2 vôos diários entre Santiago e a Oceania são brasileiros. Sem falar nos muitos que viajam via LAX, Europa, Dubai e mesmo África do Sul. Eu acredito que sim, há demanda.

  • Rodrigo Figueiredo Bertelli

    A rota percorrida foi muito menor que a que você imaginou, pois essa é a rota mais curta entre Buenos Aires e Sydney. Exatamente percorrendo toda extensão da Argentina, passando pela Antártida e chegando à Austrália, sem passar por sobre a NZ.

  • Rodrigo Figueiredo Bertelli

    O A380 tem autonomia de sobra pra fazer essa rota. Acontece que a Qantas quer fazê-la de maneira mais econômica, com só 2 motores, gastando menos combustível.

  • Fabio

    Autonomia tem sim. Mas a demanda da rota pode nao justificar uma aeronave desse porte

  • Fabio

    Olha no GC Map que voce vai ver que essa rota percorrida eh a mais curta e logica.

  • Fabio

    Boa empresa. Gostei mais dela que da Air New Zealand

  • jorge moraes

    Há relatos que o B747-400 que a Qantas usa para Santiago está caindo aos pedaços.