Um tufão gigante no caminho: como planejar sua viagem para driblar emergências e imprevistos

Gisela Cabral 13 · novembro · 2013

Estamos no meio de nossa viagem por Tailândia, Laos, Vietnã e Cambodja para o Guia Melhores Destinos e tudo está correndo bem, como vocês podem acompanhar pelo Instagram do MD. Nessa semana, contudo, uma notícia ameaçou nossos planos de viagem: a passagem do tufão Haiyan pela Ásia. Vocês devem ter acompanhado no Brasil a catástrofe causada por ele nas Filipinas.

Recebemos a notícia quando estávamos em Sapa, no extremo norte do Vietnam, e a temperatura por lá tava ótima, sem chuvas e com sol durante o dia. A próxima parada do nosso roteiro seria Halong Bay, na última segunda-feira e tivemos que cancelá-la devido à ameaça do tufão. O governo ordenou que todos os barcos retornassem à costa. 

Hanói
Hanói

Com a mudança de planos, de Sapa nós pegamos o trem pra a capital Hanói e não havia o que fazer a não ser aguardar as informações sobre o tufão e ver se o governo liberaria Halong Bay na terça-feira. Outra preocupação era a cidade de Hoi An, nossa próxima parada (chegaremos amanhã). As primeiras previsões diziam que o olho do tufão passaria exatamente por lá!  Por algumas horas vivemos a incerteza do que ocorreria, acompanhando pelo noticiário as notícias sobre a tempestade.

Talvez em suas viagens você nunca tenha encontrado um tufão pelo caminho, mas há sempre a possibilidade de que grandes ou pequenos incidentes te obrigue a alterar seus planos e roteiros originais. Não há como prever isso, mas é bom estar preparado e para isso vale a pena seguir alguns cuidados básicos:

1. Faça um bom seguro de viagem –  Isso é importante em muitos casos, desde o extravio de bagagens a problemas mais sérios, como acidentes e doenças;

2. Tenha cópia de seus documentos –  Uma dica fácil, mas muito útil em caso de perda ou furto dos originais;

3. Tenha o telefone do consulado ou embaixada –  Eles podem ser acionados em situações inesperadas, como desastres, catástrofes naturais, atentados, conflitos armados e revoluções. Em casos de menor perigo não costumam ser de grande auxílio, mas é sempre bom ter os contatos;

Halong Bay

4. Leve uma cópia da receita médica dos medicamentos –  Comprar remédios no exterior costuma ser bem complicado, por isso leve quantidade que costuma usar no período e uma cópia da receita médica;

5. Leve mais de uma opção para pagar suas contas – Cartão de débito, crédito, cartões de viagem e dinheiro espécie são algumas das opções disponíveis. Tenha sempre um fundo de emergência em dinheiro vivo para eventualidades.

6. Leve os vouchers e mapas impressos e confira os horários – Pode soar estranho imprimir e-mails e confirmações, mas em muitos lugares – mesmo no Brasil – a era digital ainda não chegou. Redobre a atenção com horários!

7. Acompanhe o noticiário – Não precisa ficar o tempo todo vendo notícias, mas pelo menos dar uma olhada nas manchetes do dia dos principais jornais e site do país visitado pode te ajudar em muitos casos;

Sapa
Sapa

8. Monte uma “base” no Brasil – Deixe com familiares ou amigos os telefones dos hotéis e seus roteiros, cópias de documentos e instruções de como podem auxiliá-lo em caso de alguma necessidade.

Dicas como essa são importantes para garantir uma viagem mais tranquila e que os perrengues no meio do caminho se transformem somente em boas histórias de viagem, dessas que contamos por toda a vida, até para os netos!

20131105_165654No nosso caso, felizmente o tufão perdeu força  e conseguimos embarcar para a antiga cidade de Hoi An, prosseguindo nosso tour pelo Vietnã. Logo você poderá conferir o resultado dessa trip em no nosso Guia de Destinos.

E você? Já passou por alguma situação de emergência ou algo inesperado ou inusitado que te obrigou a mudar os planos de viagem? Tem alguma dica bacana para compartilhar? Deixe um comentário e participe!

E já que tocamos no tema, você pode fazer sua colaboração para ajudar às milhões de pessoas afetadas pelo tufão nas Filipinas. Basta clicar em um dos links abaixo e fazer sua doação online, seja por cartão de crédito ou Paypal:
Cruz Vermelha Filipina
WFP Nações Unidas
AmeriCares
Unicef
Exército da Salvação

Publicado por

Gisela Cabral

Editora de Destinos

  • Luisa Campos

    Bom dia!

    Eu estava na Asia no mês de setembro (Tailandia, Vietnam, Laos, Malasia e tinha planos para o Cambodia) e peguei Dengue no caminho. Comecei a sentir febre em Hanoi, fui para Halong Bay com febre e só depois de 4 dias, consegui ir para um hospital (em Kuala Lumpur – Malasia) onde fui diagnosticada com dengue. Minhas plaquetas estavam tão baixa que precisei ficar internada por 5 dias. Suspeita de dengue hemorragica.

    Graças ao seguro de saúde e todo apoio da minha família, consegui seguir a viagem, depois do ocorrido.

    Hoje vejo e recomendo todos fazerem um seguro de saúde!

    Parabéns pelo post!
    Luísa

    • Samuel

      Luisa, qual foi seu seguro de viagem?

      • Luisa Campos

        Oi Samuel,

        Usei esse site: https://www.seguroviagem.srv.br/?agency_code=144

        Fechei com o seguro mais barato: Green Card Assistance, paguei para 32 dias 127 reais.

        Não tive nenhum problema, foram super atenciosos comigo e fiquei em um dos melhores hospitais do sudeste asiatico.

        Estou indo para Australia em fevereiro e vou fazer o seguro com eles também.

        • otima dica….ate agora so ouvi coisas ruins de seguros de viagens por isso nunca faço….Separo uma quantidade de dinheiro pra uma emergência maior. vou fazer meu seguro das próximas viagens com eles!

  • Contratempos podem aparecer, a gente sempre tem que estar preparado para eles, a internet pode ajudar a termos sempre a mão documentos e roteiros da viagem para podermos acessar quando precisarmos, por isso sempre tenho copias dos documentos, hotéis e passagens em algum email que eu e alguém da família tenha acesso de forma rápida e fácil.

  • Em Junho fui para Halong Bay e tb tive meu passeio cancelado devido a um Tufão, por sorte estava no final e no dia seguinte conseguimos pelo menos conhecer a bahia mas na verdade era para ficarmos hospedados em um barco durante 1 noite.

  • Qual será as melhores seguradoras pra viagem?

  • Luiza

    Já precisei usar o segura viagem numa viagem pelo Caribe, na qual tive infecção alimentar severa. Foram mais de 5 dias internada, com todos as despesas (hospital, ambulância, remédios e etc) pagas pelo seguro. Se fosse pagar, teriam sido quase 50 mil dólares. Graças a Deus fiz o seguro, por insistência da minha gerente do Itau.

  • claudia

    Em fevereiro desse ano nós estávamos com toda a viagem paga pela Tailândia, Bali e Cingapura quando recebi um e-mail do hotel em Bali informando que na data que estaríamos por lá (apenas 3 dias) seria o Ano Novo Balinês (Dia do Silêncio) e que os hospedes não poderiam sair do hotel e nem fazer barulho, ir à praia, etc., ou seja, nada !!
    Como nós teríamos apenas poucos dias resolvemos cancelar Bali do roteiro e deixar para uma outra oportunidade. Cancelamos as passagens e compramos novas passagens para outro roteiro. Estamos até hoje esperando a devolução do dinheiro da MALAYSIA AIRLINES. Cuidem de forem voar com essa cia!!!!

  • Andreia

    http://www.worldnomads.com/

    Bom e barato. Não usei mas todas as pesquisas que fiz na net de quem usou confirmaram que o atendimento foi excelente e o preço compensa muuuito.

    • alguém já usou esse? É bem barato e parece ser muito bom!!!! Q tal uma materia Denis e pessoal do MD? e um teste?

    • rOD

      Viagei agora ao Japão e fui com ele, não deu nada mas me pareceu um dos melhores 😉

    • Adriano

      Sempre compro o do worldnomads,nunca precisei usar.Eles cobrem esportes radicais e o limite de gasto sao ilimitados no plano explorer.

  • Margareth

    O seguro que pode ser solicitado quando compra a passagem com cartão de credito (meu da direito + dependentes). Até hoje não precisei usar em viagens realizadas, mas vale a pena fazer. Caso não use cartão, o valor do seguro já entra nos custos do passeio.

  • jorge otavio

    O seguro do Visa Platinum segundo me conta é de 30000 Euros o que está ok…contudo pífios 25.000 USD fora de Schengen. Sempre uso o mesmo na Europa ou viagens de até 7 dias pelo citado anteriormente. Contudo se for para os USA ou Canada 25.000 USD é muito pouco se a estadia for maior que 7 dias e com isto mais risco.A worldnomads e a green assistence são de fato ótimas pedidas para um seguro mais amplo…acho que 100000 USD te deixa hiper tranquilo.Veja o preço de um dia no CTI pelos USA e verás que 25000 USD não são muito neste mercado.

    • vc ja usou essa worldnomads? Vale mto a pena fazer sempre, muito justo o preço!

      • jorge otavio

        Já contratei quando fui fazer um giro no extremo sul da África, tudo via Internet por este link mesmo.

        Inglês é fundamental para qualquer contato verbal com a operadora, o que não tive necessidade.

        Risos….graças a Deus não precisei usar então não tenho como avaliar o serviço hospitalar, mas o seguro básico com cobertura de 100.000 USD foi de cerca de USD 40 ou 50 dólares por 30 dias se me recordo bem, vou tentar verificar se acho o recibo do mesmo e posto.

  • Ano passado fui para NY com minha esposa. Era para ser uma viagem curta, 4 noites. O furacão Sandy pegou a gente em cheio, ficamos 11 dias mas acabou sendo uma viagem única.

    Embora não tivéssemos usado, o seguro é absolutamente fundamental.

    Vale lembrar que o valor geralmente mencionado no seguro é POR EVENTO, não para a viagem toda. Isto é, com um seguro de 20.000 dólares o segurado pode (toc toc toc) quebrar uma perna em um dia, quebrar a outra perna noutro dia, depois quebrar o braço no outro (azar, não?) e ter direito a 20.000 dólares para cada um destes eventos. Corrijam-me se eu estiver errado.

  • Marcos Sobral

    Eu já usei o seguro saúde nos EUA na Mastercard (Masterassist). Aquele que se ganha quando compra passagem pelo cartão.

    Um verdadeiro lixo. Me mandaram para o pronto socorro e quando fui atendido gerou uma fatura de 13 mil dólares. O seguro deveria cobrir até 30 mil. Só que eles não mandaram o fax para o hospital e a central da MAster disse que não tinha previsão para envio. Fiquei horas esperando e nada. Depois o hospital fez um acordo para que eu ser liberado. Paguei 3500 dólares e pedi o reembolso no Brasil

    Depois de meses me reembolsaram o valor com uma cotação ruim e sem devolver o IOF (pois tinha pago no cartão de crédito). Foi quase 700 reais de IOF. Entrei na justiça, ganhei uma indenização de 3000 reais e eles ainda recorreram.

    Ótimo negócio para eles: tinham uma fatura de 30 mil reais. Eu negociei e ficou por 7 mil reais. Pagaram uma indenização de 3.000 e ainda tiveram um lucro de 20 mil. Minha dica é nunca usar o Mastercard. Já ouvi relatos de diversas pessoas que passaram por isso. Deixam o cara no hospital para renegociar a fatura e depois reembolsa o cara no Brasil. E se ele entrar a justiça, ainda assim é mais vantajoso.

    Por isso agora só opto por usar o seguro do Visa. É outro atendimento. Sem contar que no Master tive que fazer várias ligações internacionais. Já a central do Visa para questões de seguros tem ligação gratuita.

  • Leonardo Pereira

    Eu também costumava um seguro a parte mesmo tendo o do Visa Platinum exatamente pelos valores baixos e o receio de serem ruins para cobrir, mas quando você vai ler os detalhes, existem vários seguros específicos que é coberto pelo cartão que os pagos não cobrem.

    Se você alugar um veículo, você ganha o seguro do veículo para eventos que uma seguradora normal não cobre, como eventos da natureza, vandalismo e coisas assim, o Visa paga, se ficar doente, há valores para traslado até um centro médico, o valor do tratamento de emergência, hospedagem extra, traslado de familiar, retorno emergencial pro Brasil, etc.

    Eu me envolvi em um acidente um tempo atrás e estava com o seguro da Visa apenas, na mesma hora liguei, fui encaminhado para um atendimento específico lá e já fizeram os contatos com hospital, seguradora e tudo mais, foram super atenciosos.

    No fim eles mesmo resolveram sozinho com a locadora do veículo e o hospital, quando ligaram perguntaram se eu queria negociar eu mesmo e depois ser ressarcido ou que eles providenciassem tudo, eu pedi para eles e fizeram e foi super tranquilo, e depois de um mês ainda ligaram para afirmar que estava tudo certo e não precisava me preocupar.

    O problema é que o seguro deles é automaticamente cancelado se você contrata outro, então tem que avaliar bem se vale a pena, talvez $25k seja pouco para coisas mais complexas, mas para situações corriqueiras é satisfatório para quem vai passar uma semana.

  • Andreia

    Eu passei mal quando estive em Paris, liguei na operadora do cartao eles ligaram para um medico que retornou a ligaçao oferecendo uma ambulancia para me buscar, como nao era tao grave dispensei. Acho que o seguro é excelente para casos graves, que necessitam de internaçao. O detalhe é que o medico so falava frances, ainda bem que minha cunhada me ajudou.

  • já usei seguro viagem uma vez no Peru. A assist-card se recusou a me reembolsar (mesmo tendo a documentacao completa) porque (pasmem) eu nao solicitei o reembolso em 24 horas… existe essa clausula no contrato deles. Então pra eles você pode estar morrendo na cama, sem condições de ir ao banheiro, mas tem que ligar pra explicar sua historia. No mesmo caso, contatei a visa (pois tinha comprado a passagem pelo cartão), enviei os documentos e me reembolsaram no em 15 dias sem problema algum.

    Resumo da ópera: NÃO compre assist-card, eles vão dar um jeito de cair fora

  • Um comentário sobre a questão de apoio ou não de Embaixada/consulado.

    A atuação das embaixadas e consulados é limitada porque é regida por uma série de normas – nacionais e internacionais. Já pensou se o pessoal tivesse que atender todas as "emergências" como se emergências fossem? Sabem quantas pessoas ligam pros plantões consulares (números 24/7 para EMERGÊNCIAS) porque perderam vôo?

    O governo não pode bancar hotel/hospital/advogado/taxa de alteração de passagem. Porque não é algo que os imposto dos brasileiros deveriam bancar.