Entrevista exclusiva do Presidente da GOL ao Melhores Destinos

Denis Carvalho 28/09/2012 às 17:12h 101 Comentários

Entrevista exclusiva. Essas palavras bastam para atrair a atenção de todo jornalista. Quando o entrevistado é alguém da importância de Paulo Kakinoff, que há três meses preside a GOL Linhas Aéreas, o evento se torna de fato especial. Na sede da companhia aérea, no aeroporto de Congonhas, o manda-chuva da companhia recebeu a reportagem do Melhores Destinos e fez alguns anúncios interessantes, como a adoção do check-in e embarque com smartphones e a implantação do serviço de venda de lanches em todos os voos em 2013. Além disso, a companhia estuda tornar regulares os voos para Miami, Orlando e Nova York. Em quase uma hora de entrevista, Kakinoff respondeu a todas as perguntas, esclarecendo inclusive polêmicas como os boatos de que a Qatar estaria tentando comprar a companhia, da entrada da GOL na aliança Skyteam e do interesse da companhia brasileira no leilão da TAP. De quebra, apresentou um pouco do panorama do setor aéreo, que vive um momento delicado devido à alta dos custos. Acompanhe os principais trechos da entrevista:

Melhores Destinos – Quais as novidades da GOL  para nossos leitores, muitos deles passageiros e admiradores da companhia?

Paulo Kakinoff – Nós estamos mantendo e até intensificando o processo de renovação de nossa frota. A GOL tem como estratégia fundamental oferecer a frota mais moderna e jovem entre as empresas que operam Boeings 737. Nós temos acelerado bastante o processo de renovação com o objetivo de oferecer à maioria dos clientes a nova cabine da Boeing, a Sky Interior, que oferece mais conforto em todos os sentidos, visual, acústico e tátil. Essa nova cabine faz muita diferença na experiência de voo. A segunda notícia  é a extensão de nosso serviço de venda a bordo, que tem sido muito bem recebido pelos nosso clientes. Dos nossos 900 voos diários, em 400 já há esse serviço e estamos ampliando de 5% a 10% por mês para  termos em todos os voos no ano que vem. A terceira é que a GOL continua investindo em soluções inteligentes para facilitar e simplificar a vida de nossos clientes, desde inovações tecnológicas e melhorias nos processos de check-in tradicional no balcão à disponibilização de mais totens de atendimento e investimentos em tecnologia para uso de smartphones para todo o processo de compra e embarque. A partir do próximo mês os clientes poderão fazer o embarque apenas com o celular.

MD – Já a partir de outubro?

Kakinoff - A partir do próximo mês teremos já o piloto e até o final do ano deve estar disponível a todos os passageiros este recurso adicional.

MD – O senhor falou sobre novas tecnologias no check-in. Pode adiantar alguma coisa nesse sentido?

Kakinoff - Nós estamos rodando um sistema piloto que fará com que o tempo de cada check-in seja reduzido em aproximadamente 35%, o que obviamente terá um impacto muito grande na velocidade de atendimento.

MD – O assunto que mais tem preocupado os passageiros da GOL são as finanças da empresa. Ela está caminhando para voltar a dar lucro?

Kakinoff - Esse tem sido o maior desafio para todo o comitê executivo da companhia, em função da variação intensa que os fatores externos não controláveis pela empresa sofreram nos últimos doze meses. E aqui eu coloco em destaque o preço do querosene de aviação que é o mais alto da história no Brasil. Tivemos o recorde quebrado em junho e agora novamente em setembro. Em pouco mais de um ano tivemos um aumento de 40%. Só para ter uma ideia o peso do combustível nos custos totais da GOL também foi recorde. Cerca de 45% de todo o custo operacional está neste único item que é o querosene. Isso dá uma boa dimensão do desafio. Somado à variação cambial, com a valorização do dólar frente ao real, e ao aumento das tarifas aeroportuárias chegamos a um patamar recorde de resultado negativo para as companhias aéreas no segundo trimestre. Estamos trabalhando em todas as dimensões que são gerenciáveis  por nós, em especial custos, eficiência e aumento da receita. Porém, não estamos enxergando uma reversão dessa tendência de adversidade trazida por esses três indicadores. É um momento de alerta para o setor todo, de trabalhos intensos e também de diálogo com o poder público no sentido de sensibilizar as autoridades que regulamentam o setor. A gente vê um movimento autêntico dessas autoridades em estabelecer um diálogo conosco e estamos estruturando isso por meio da nossa recém criada associação Abear. Um passo foi dado nesse sentido com a desoneração da folha de pagamento, porém, esse item isoladamente não é capaz de neutralizar nem 20% do impacto do aumento do querosene nos custos.

 

MD – Os cortes de custos da GOL já terminaram ou ainda há mais a ser enxugado?

Kakinoff - No que diz respeito à redução do número de voos e à consequente redução de colaboradores ligados a esses voos, eu diria que sim, dadas as condições atuais. Se houver uma degradação ainda maior no cenário macro possivelmente haja necessidade de novas medidas, mas no momento não há nenhum planejamento nesse sentido

 

MD – Falando em promoções, que é o foco principal do Melhores Destinos, o que a GOL tem planejado neste setor?

Kakinoff - As promoções são movimentos estratégicos nossos e obviamente dar grande previsibilidade para isso não é interessante para nós. Mas acho importante destacar que a GOL tem adotado medidas para reforçar seu posicionamento como uma empresa de baixo custo e melhor tarifa. Digo isso porque o modelo de precificação no setor aéreo é dinâmico. Não sei se é tão claro para todos os consumidores, mas ele está associado à velocidade de ocupação das aeronaves, de acordo com a antecedência e fluxo de vendas antes de voo. Para que as tarifas sejam comparáveis é importante se comparar as ofertas com a mesma antecedência e nesse sentido a gente tem o compromisso de oferecer as melhores tarifas, mesmo fora das promoções.

 

MD – Existem em outros países aquele modelo de venda de passagens muito baratas de última hora. Pluna e Passaredo fizeram algumas experiências, mas não temos nada assim no Brasil e muitos leitores perguntam sobre isso. A GOL pensa nessa estratégia?

Kakinoff - Não, para o nosso modelo de negócio e para o tipo de operação das nossas aeronaves nós temos um grau de segmentação muito forte, com clientes corporativos, governo, passageiros que compram diretamente conosco, agências de turismo, operadoras e agências online. Para atender a todos, precisamos manter uma consistência em nossa precificação. Nosso modelo de negócios não nos permite fomentar ações como esta, que normalmente acabam atendendo um número muito reduzido de passageiros, pois são aplicadas quando nível de ocupação daquele voo é baixo. Nós temos direcionado nossa política para termos de fato o preço mais atrativo no momento de compra mais conveniente para o cliente.

 

MD – A GOL lançou mais uma leva de voos chater a Miami e Orlando, além de voos a Nova York. Existe a possibilidade desses voos se tornarem regulares?

Kakinoff - Sim, a gente tem oferecido esses voos exclusivamente para nossos clientes Smiles e o que temos feito é o desenvolvimento desse produto, partindo dos nossos clientes frequentes. Eles são os mais exigentes, pois conhecem a GOL, preferem a GOL, viajam pela empresa há mais tempo em função dos nossos atributos específicos que queremos sempre reforçar, como segurança, inteligência de processo e desejo genuíno de servir o cliente sem abrir mão de nossos preços atrativos e da facilidade no acúmulo de milhas. Nós elegemos esse grupo para ser referência no desenvolvimento destes voos ao mesmo tempo em que estamos verificando a viabilidade econômica de atuarmos nessas rotas. Então existe sim a possibilidade de se tornarem voos regulares no futuro, não obstante o fato de não haver ainda nenhuma decisão nesse sentido.

 

MD – No curto prazo, então, está descartado?

Kakinoff - Nem descartado, nem confirmado. Estamos ainda na fase de desenvolvimento, não há uma definição.

 

MD – Muito se comenta e consta até na página da GOL na Wikipedia o pedido de nove Boeings 787  pela empresa. Isso é verdade?

Kakinoff - Não, não (risos) A Wikipedia é uma construção comum, livre e realmente não procede isso. É também parte do nosso posicionamento estratégico a padronização da frota. Isso tem um impacto importante em nossos custos e não há nenhuma intenção de abandonar esse modelo.

 

MD – E o casamento com a Delta, como anda?

Kakinoff - Muito bem! Agora estamos partindo para a segunda fase, que é a integração de sistemas. Desde o início do segundo semestre estamos aprimorando isso em etapas para permitir que até o terceiro trimestre de 2013 as duas companhias tenham, do ponto de vista do cliente, operações totalmente integradas para reservas, compras e nivelamento de status nos programas de milhagem. Os clientes Delta poderão adquirir as passagens da GOL por meio dos canais de venda da Delta e da mesma forma os clientes GOL comprando passagens Delta, também com experiências de voos equalizadas, com o clientes diamante do Smiles tendo os mesmos benefícios do status elite da Delta e vice-versa. A cada mês os clientes verão cada vez maior facilidade nisso.

 

MD – Alguma possibilidade de a Delta aumentar sua participação na GOL?

Kakinoff - Não, não há nenhum tipo de expectativa nesse sentido.

 

MD – A GOL já tem data para assinar a entrada na aliança SkyTeam?

Kakinoff - Não, o nosso planejamento não inclui a entrada da GOL em nenhuma aliança. Nós estamos bem satisfeitos com o posicionamento da empresa de trabalharmos com parcerias individuais com as companhias aéreas que apresentam maior nível de sinergia conosco sem fazer parte de nenhuma aliança.

 

MD – Qual é a vantagem de manter essa independência? 

Kakinoff - As alianças representam custos importantes para as empresas e elas fazem sentido quando há também um benefício igualmente importante. A GOL tem como estratégia focar suas operações no Cone Sul e, em parceria com a Delta, estender a oferta de voos dos nossos clientes para a América do Norte. Esse mesmo modelo nós podemos fazer seletivamente com as companhias que atendem os destinos mais desejados pelos nossos clientes, como fazemos com a Air France, KLM, Qatar e Alitalia. Isso nos permite oferecer produtos estratégicos sem termos de arcar com os custos e restrições de uma aliança, que dificulta, por exemplo, fazermos parcerias com empresas de outras alianças mas que seriam estratégicas para a GOL.

 

MD – Vocês chegaram a receber um convite formal por parte deles para fazer parte da aliança? 

Kakinoff - Geralmente não funciona dessa forma, por convite formal, e sim por análises, estudos, reuniões… Nós estamos sempre monitorando as oportunidades do mercado e eles também. As companhias aéreas de uma maneira geral, pela característica de nosso negócio, estão com frequência em contato. Eu diria que quase todas as companhias, pois muitas são fornecedoras de sistemas, de tecnologias, benchmark  em determinados processos, outras têm interesses em negócios específicos… Então sempre as companhias aéreas estão conversando, independente de estarem em uma aliança ou não e a mesma coisa funciona na interação entre as alianças e as companhias aéreas.

 

MD – O senhor citou a Qatar, tivemos recentemente a nota da revista Veja que causou aquele burburinho todo, de que eles estariam interessados em comprar a GOL…

Kakinoff - Não, não procede. Especulação total.

 

MD – Eles nem chegaram a fazer uma proposta?

Kakinoff - Nada, absolutamente nada. A Qatar é nosso parceiro operacional. Vira e mexe surgem boatos de todos os tipos, pois como eu disse as empresas estão sempre se falando e pode haver algum evento que seja interpretado de uma forma mais interessante ou atraente do que a verdade pura e simples. Uma simples reunião operacional pode ser interpretada como uma negociação. Nesse caso específico não houve sequer uma reunião. Não temos a menor ideia da origem desse comentário.

 

MD – A GOL deixou de voar para Santiago nesse ano. Alguma previsão de retorno à cidade?

Kakinoff - Não, no momento nós não temos. A GOL tem um processo dinâmico de revisão da malha. No mesmo instante em que deixamos de voar para Santiago inauguramos rotas para outros destinos na América do Sul. Sempre nós olhamos as oportunidades disponíveis no mercado e avaliamos a viabilidade econômica desse mercado. No caso de Santiago não havia mais essa possibilidade.

 

MD – Algum outro destino na América do Sul?

Kakinoff - Sim! Mas ainda é confidencial por uma questão estratégica. O que já é oficial, saiu hoje (ontem) no Diário Oficial que a Anac concedeu novos voos para Estados Unidos, Bolívia e República Dominicana. Agora temos 180 dias para definir rotas e aeroportos nesses países.

 

MD – Para os Estados Unidos qual seria?

Kakinoff - Nova York, o voo que nós pedimos. Mesmo não sendo voo regular é necessário ter essa autorização.

 

MD – E quanto à Webjet? 

Kakinoff - Nós aguardamos a definição do Cade. Foi adiado nesta semana, mas é um processo normal, usual, para a conclusão do processo de análise por todos os conselheiros. Não há nenhum movimento que possamos fazer enquanto não há essa definição.

 

MD – Mas a ideia hoje da GOL é manter a Webjet após a aprovação pelo Cade ou unificar as operações como GOL?

Kakinoff - Nós de fato só vamos tomar qualquer decisão com relação a isso após a aprovação pelo Cade, pois não sabemos como nem quando será feita essa aprovação. As transferências de aviões já foram concluídas a atual frota é suficiente para atender a malha da companhia.

 

MD – E quanto à TAP. Tivemos a declaração do embaixador brasileiro de que a GOL estava interessada…

Kakinoff - Não, nada…

 

MD – A GOL nem chegou a solicitar os editais do leilão? Não houve mesmo nada nesse sentido?

Kakinoff - Absolutamente nada. Nós recebemos todos os materiais e obviamente é nossa obrigação monitorarmos tudo que acontece no mercado. Obviamente temos conhecimento do edital, mas não há nenhuma intenção de nossa parte de participarmos desse processo

 

MD – Como o senhor vê o futuro da GOL nos próximos dez, vinte anos. Como imagina em termos de crescimento da empresa e em termos de mercado?

Kakinoff - A GOL deverá manter essa trajetória de crescimento mantida nos últimos doze anos, sendo uma companhia aérea com um papel de protagonismo no desenvolvimento do setor de aviação comercial no Brasil, mantendo as características que a levaram à trajetória mais rápida de crescimento, com os mais altos padrões de segurança, aviões modernos, uma frota jovem e soluções inteligentes, sempre com uma tarifa muito competitiva e atraente. Vamos manter nossa trajetória de crescimento com esses pilares que nos conduziram nos últimos anos.

 

MD – Nesse posicionamento como low cost há alguma companhia aérea no mundo que vocês espelham como objetivo a ser alcançado?

Kakinoff - Uma não, existem muitas companhias aéreas que servem de referência para a GOL em setores específicos – e não só necessariamente no setor low cost. Esse é um dos motivos das diversas interações entre as companhias aéreas. Existem muitas empresas com processos acima da média em termos de qualidade e custo e não necessariamente uma companhia se destaca em todos os aspectos. Então temos várias companhias que nos servem de referência, de inspiração.

 

MD – Algum exemplo?

Kakinoff - Tem várias: Southwest, Easyjet e Alaska, só para citar algumas. Uma delas, que não é low cost, e que tem no servido de muita referência em termos de processos é a própria Delta. Um dos principais ganhos da parceria com a Delta foi de poder ter acesso a uma série de procedimentos de alto padrão de excelência que a Delta oferece e que têm contribuído muito para o aprimoramento da GOL.

 

MD – Como o senhor vê a preparação do Brasil para os grandes eventos esportivos dos próximos anos. Especificamente no setor aéreo, acredita que vamos conseguir montar uma estrutura minimamente capaz de atender?

Kakinoff - Vamos. Pela natureza de nossa atividade temos estado bem envolvidos com as ações que estão sendo tomadas no setor de infraestrutura pelos poder concedente. Óbvio que há uma preocupação de todos nós com relação ao calendário, mas até este presente momento nós temos uma expectativa muito positiva de que nós teremos todas as condições de desempenhar um ótimo papel na recepção destes dois eventos esportivos mundiais. Com respeito à GOL, especificamente, nós estaremos preparados.

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101 comentários para “Entrevista exclusiva do Presidente da GOL ao Melhores Destinos

  1. Gilberto

    Antes de pensar em renovar a frota, deveriam pensar em seus clientes, sexta passada comprei um trecho Curitiba – FOZ e a GOL simplesmente pousou em Floripa e mandou seus clientes de Curitiba a FOZ de ônibus, que absurdo!

    Fica a dica Sra. GOL!

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  2. Gilberto

    Apenas para constar, a AZUL teve o mesmo problema, pousou em FLORIPA, pegou seus clientes em CURITIBA e levou a FLORIPA para então realizar o embarque.

    Talvez a GOL possa aprender com a AZUL como tratar seus clientes.

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  3. Vitor J. Nunes

    Show!

    Parabéns ao MD pela credibilidade construída, afinal, CEO de grande empresa não dá entrevista a qualquer meio de comunicação. É preciso que haja seriedade e profissionalismo, patamares que o MD alcançou com muito mérito.

    Só uma observação: a despeito do afã de divulgar a entrevista estou certo que pequenas revisões ortográficas serão feitas, não é? :-)

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  4. Bruno

    Acho estranho ele negar a compra de 787 e confirmar a intenção da companhia em voar para os EUA. Será que tão querendo manter os voos pra NY, Miami e Orlando de 737 com escala operacional no caribe? Ninguém merece…

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  5. Guilherme Ortale

    Legal demais, pena o 787 não estar nos planos… se bem que a resposta dele não teve nada a ver. 787 é uma categoria totalmente diferente dos 737. Uma frota só com Boeing, 2 modelos de 737 e um de 787 é uma frota padronizada.

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  6. Diego Nascimento

    Assisti a uma entrevista no Kakinoff para a Época Negócios, quando ele era ainda presidente da Audi e ele pareceu super simpático.

    Ele deve ter atendido vocês muito bem também, fiquei ansioso por ler a entrevista quando soube por e-mail pelo Denis!

    Agora, como presidente da Gol espero realmente que ele possa ajudá-la a retomar seu ótimo rumo financeiro!

    Parabéns novamente MD =D

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  7. RECF

    Primeiramente, parabéns ao MD! Muito boa a entrevista!

    No entanto, tenho algumas ressalvas com relação ao que o presidente da companhia falou:

    """A segunda notícia é a extensão de nosso serviço de venda a bordo, que tem sido muito bem recebido pelos nosso clientes."""

    Olha, nem voei ainda pela gol com serviço de bordo pago (só pela Webjet, que já cobra há um bom tempo), mas o que vejo são reclamações por parte de quem realiza voos longos e que acaba comendo no avião por estar com fome e não ter outra opção, pois os preço é salgado (nos aeroportos também). É importante lembrar que andar de avião deixou de ser coisa "bacana" há um bom tempo aqui no Brasil.

    Se a companhia fosse realmente "low cost" (coisa que não é), tudo bem, mas continuar cobrando o mesmo de antes pelas passagens e ainda cobrar caro pelo serviço de bordo… será uma boa???

    Outras coisas ditas por ele:

    """Mas acho importante destacar que a GOL tem adotado medidas para reforçar seu posicionamento como uma empresa de baixo custo e melhor tarifa."""

    Não é nenhuma novidade que a Gol não é de "baixo custo", então, 'reforçar' o que??? Os preços atuais???

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  8. Fabio

    Hoje recebi o Extrato Mensal de Pontos do Smiles… e para minha surpresa a pontuação para upgrade de categoria do mês de setembro estava 3 mil e no mês passado eu tinha 7 mmil. Entrei em contato pelo chat do Smiles e eles não souberam me explicar, sendo que a atendente disse que esta milhagem para upgrade tem validade de 3 anos e sou cadastrado desde Jan 2010, só venceria em Jan 2013. Achei uma tremenda sacanagem da GOL! Sera que aconteceu so comigo? Alguém sabe como resolver?

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  9. Marcus

    Não entendo porque não houve mais viabilidade economica e de mercado para a GOL operar em Santiago…

    Não é um destino importante e estratégico na America do Sul, na visão da empresa?

    Justo agora que a LATAM é a unica empresa que opera do Brasil para o Chile?

    Sou leigo nesse assunto, mas o abandono dessa rota pela GOL me parece ruim para o mercado…

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  10. Vinicius - POA

    Parabéns pela entrevista MD. Com relação a gol ser "low cost"?. Ela só leva o título, mas não pratica esse conceito, pois na MAIORIA DAS VEZES Azul e Avianca que tem um padrão muito melhor que a gol oferecem passagens bem mais baratas. Trechos como:

    - Porto Alegre/Guarulhos a média de valor gol é R$ 100, enquanto Avianca R$ 65.

    - Porto Alegre/Curitiba a média de valor gol é R$ 118,90, enquanto Azul R$ 59 a R$ 79.
    ;)

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      1. Guilherme

        Uma curiosidade, vocês procuraram a Gol ou foi o contrário? Independentemente da resposta, essa entrevista mostra a importância do MD. Muito Legal isso !!!

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  11. segundotorres

    Ótima entrevista.

    Mas se soubesse que iam fazer ela, teria feito sugerido a seguinte pergunta: Por que a Gol continua a ter a busca no site separada para as cidades que têm mais de 1 aeroporto?

    É muito ruim a busca pro RJ,BH,SP, cidades que possuem mais de um aeroporto, a busca se torna mais lenta, tendo que fazer aeroporto por aeroporto.

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      1. Carlos Alberto Pinto

        Outra coisa q não entendo até hoje: porque para o aeroporto de Viracopos, a GOL insiste em utilizar o código CPQ ao invés de VCP. E isto ficou ainda mais latente agora quando ela aglutinou Campinas como uma opção p/São Paulo. Acontece que ao buscarmos por SAO, a pesquisa será feita por VCP e não por CPQ.

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  12. Caio Alex

    Preços na Tam estão muito melhores que na Gol. Principalmente aqui pro pessoal de MAO, que paga um absurdo para sair daqui para o restante do Brasil. Às vezes, é mais barato ir de Manaus pra MIAMI do que Manaus para São Paulo/GRU.

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  13. Hugo Gustavo

    Espero que esse check-in pelo smartphone já seja compatível com o Passbook do iPhone. Será muito prático! A TAM já está utilizando o check-in mobile, mas tenho que acessar pelo navegador, pois a companhia não utiliza mais o App. Que eles revejam essa prática e possam facilitar ainda mais a vida dos passageiros.

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  14. Wólnei

    Parabéns pela entrevista!!

    Em relação aos lanches.. Tem viagens de ônibus que duram 1 dia, 2, 3 e até 4 dias e as empresas não servem nada.. Já ao lanche cobrado pela GOL chega a ser mais barato do que um lanche em Congonhas.. Se ninguém está satisfeito com preço cobrado, cada um que leve o seu..

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  15. Guilherme Ortale

    Nossa, terminando de responder… que legal… olha a importância de um site independente… eu mesmo não leio NENHUM outro que fale de viagens e passagens, já contribuí e vou continuar contribuindo com o site que é visita diária obrigatória ! Haja banda no servidor ein, hehehe !!! Parabéns MD !!!

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  16. Gilberto P Filho

    Muito bem MD. Vcs perguntaram tudo e eles nao responderam nada!! Sei q isso e' estrategico, mas quanta enrrolacao! E falar em lowcost… isso e' onda ne'? A unica coisa q tem de lowcost e' a venda de produtos nas aeronaves… e falou q a clientela esta gostando… os leitores aqui no MD em algumas ocasioes ja mostratam seu desagrado!! Mas afinal quem somos nos… nem viajamos de aviao, verdade MD?!!

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    1. Guilherme

      Barbaridade o povo só reclama de lanche no avião. Não tá satisfeito, não compa, ninguém tá te obrigando a comprar nada no avião.

      Faça uma marmita em casa e leve, tenho certeza que ninguém vai te recriminar por isso…talvez vc até lance moda. Imagina vc criando uma tendência?

      Responder
  17. @PRDANIEL_

    Que absurdo! Ir de Curitiba a Foz de ônibus? Tsc tsc. Uma pessoa que prefere passagem aérea é pq não quer todo o transtorno da malha viária. A Gol ja me deslocou varias vezes para aeroportos proximos (ex: ja comprei passagem para Viracopos, me mandaram para CGH. De CGH me mandaram para GRU, etc) agora mandar vocês de ônibus em mais de 600 km é de mais. É a mesma coisa (ou pior) de comprar uma passagem para a Ponte aérea Rio-SP e me mandarem de ônibus.

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    1. Guilherme

      Eles justificaram o motivo?

      Não acredito que tenham feito isso sem explicações. Geralmente os clientes que pedem são realçados em outros voos, mas existe a demora, pois provavelmente o aeroporto de destino está fechado. Acontece bastante em Caxias do Sul / Porto Alegre.

      Responder
  18. Voute

    Os lanchinhos são um sucesso? Várias pessoas preferem viajar em outras companhias só para não passarem fome ou serem roubadas comprando pão a peso de ouro, mas isso eles não enxergam…

    Responder
    1. Guilherme

      Por favor…não me diga que em 1, 2, 3 horas vc passa fome no avião… Colega, leve de casa…agora se vc acha mais vantajoso pagar 90 reais a mais para comer sanduíche de peito de Peru, "vc vai, e vai de Tam".

      Dica de amigo…

      Pão 0,50 centavos

      Peito de Peru defumado (3 fatias, mais generosas que a Tam) 3,50

      Requeijão 4,50 o pote todo pra vc

      Agora faça as contas…

      Talvez realmente seja melhor viajar de Avianca, ou Azul, ou qualquer outra, não somos a Coreia do norte onde os passageiros apenas tem uma opção de empresa aérea. No Brasil vc pode escolher e pagar quanto quiser

      Responder
  19. Walber Guimaraes

    Na minha opiniao a GOL nao tem nada de low cost low fare. As tarifas geralmente sao mais caras se comparadas as demais companhias aereas. E o servico? nem se compara.

    Responder
  20. Marcus

    Alias, o foco da GOL não é a America do Sul?

    qual o sentido de entrar nos EUA e abandonar cidades como Bogotá (onde já operava) e agora Santiago?

    Responder
    1. Rafael

      tam e avianca não tem como não operar em bogotá, com a gol a guerra de preços inviablizaria a operação. Como a gol tem limitação de frota, e como eles não tem cacife pra quebrar a tam, eles vão dando preferência à outros destinos menos concorridos ou com demanda absurda (EUA).

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  21. Gustavo Costa Ribeir

    Faltou o MD abordar a problemática constante sobre o descaso promovido pela GOL com os clientes Smiles. Quedas no sistema, dificuldades na compra do bilhete, entre tantos outros problemas que ocorrem e nem foram citados.

    Parece mais uma matéria institucional da GOL, onde os problemas são colocados à parte.

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  22. Luciane Braga

    O que eu tenho a dizer é que a GOL é minha amiga. Nunca tive problema algum e acho a empresa muito humana. Gostaria de mandar um abração pro Comandante TITO e sua equipe que no dia 06 de agosto de 2011 teve uma atitude humana comigo, se colocou no meu lugar e fez algo que só seria possivel se ele tivesse realmente a certeza que não seria punido por seu gesto grandioso. Amo a Gol, torço pelo novo presidente, torço pelo Brasil e vamos olhar ou tentar ver as coisas pelo lado positivo

    Parabéns Melhores Destinos vcs são muito porretas :))) Ja conheci tantos lugares bacana graças a vcs !!!!!

    Beijão

    Luciane Braga

    Responder
  23. Anderson Fláv

    Rs. Não dê esse tipo de ideia porque o pessoal pode acaber exagerando. Imagina alguém abrindo uma marmita bem temperada com curry. O ar do avião ficaria insuportável.

    Responder
  24. Guilherme

    A gol tb tem o serviço, eu particularmente, uso bastante, porém, vc faz o checkin no celular e imprimi o cartão no aeroporto.

    Pelo que entendi esse sistema deve mudar, talvez não será necessário imprimir o cartão de embarque.

    Na feira de aviação civil que aconteceu este ano em Sao Paulo, várias alternativas ecológicas (sem uso de papel em todo o processo) forma apresentadas, inclusive o checkin realizado pela leitura da córnea.

    Responder
  25. Guilherme

    Concordo… 1:20 de são Paulo pra Porto alegre e o povo reclama.

    Vai de Tam de Avianca de Azul e encha bem a barriga nessas empresas.

    A gol tá muito bem assim… Realmente é mais barato comer no avião ao aeroporto.

    E falando serio, se vc tá com fome é melhor pagar e comer um lanche que preste a comer um pacotinho de amendoim.

    Responder
  26. Thiago Castro

    Ainda bem q eu aproveitei uma promoção de milhas da TAM (4 mil/trecho) e fui até lá. Duvido que a TAM, sem concorrência, vá fazer outras promoções como essa.

    Responder
  27. Denis Martins Autor do post

    Jorge, nós não ganhamos nada com essa entrevista e não é nenhuma propaganda. Nós ficamos muito felizes pelo convite da GOL, que mostra respeito e reconhecimento do nosso trabalho. Procuramos basear as perguntas nas principais perguntas que nossos leitores nos fazem, tocando em temas pouco interessantes para a GOL, como corte de custos e voos, corte de destinos como Santiago e muitos boatos que sempre envolvem a companhia. Agora, é evidente que o presidente da GOL só vai falar bem da empresa, né? Ou você acha que ele vai ficar criticando a própria companhia? Desculpe, mas vovê está vendo falta de seriedade e corrupção onde não existem, o fato de um presidente de companhia aérea conceder um entrevista exclusiva ao MD é só prova do reconhecimento duplo: do nosso trabalho, sim, mas muito mais da força que nossa comunidade de leitores têm. A GOL parece ter percebido isso e ao valorizar o MD valoriza também cada um de vocês. Mas fique certo de que não vamos deixar de criticar quando houver alguma coisa errada, como já fizemos inúmeras vezes. Vou te confessar uma coisa, durante a entrevista o próprio pessoal da GOL nos disse isso: que admira nosso trabalho porque somos comprometidos apenas com nossos leitores, sem nos vendermos como tantos fazem. Esse é o compromisso e a alma do MD e nunca vai mudar!

    Responder
    1. Luciane Braga

      Por favor Denis não perca seu tempo. Nem devia ser aprovado esse tipo de comentário besta. Ignore os que jogam cascas de banana pelo caminho de quem anda e olha pra frente ! Abração

      Responder
    2. Fábio - Porto

      Gostaria de dizer que achei e entrevista muito interessante e elucidadora de questões muito importantes para nós, consumidores, por exemplo, o grande aumento do querosene de aviação e o seu impacto nas tarifas.

      Não percebi falta de seriedade ou qualquer indício de corrupção no texto, bem pelo contrário, nota-se, sim, o grande prestígio do MD no cenário atual da aviação no Brasil, quando reconhecido por uma grande cia áerea.

      Parabéns a toda a equipe do site

      Responder
  28. Denis Martins Autor do post

    Se fosse o da TAM certamente teríamos perguntado, mas o site do Smiles até tem se comportado bem. No mais, pelas respostas você percebe que se fosse uma matéria institucional o conteúdo seria bem diferente…

    Responder
    1. Anderson Fláv

      Realmente não percebo a entrevista como algo institucional para a GOL. No entanto, discordo da justificativa para não terem tratado do Smiles especificamente. Afinal, são muitas as cogitações para que ele se torne uma empresa a parte tal como é o Multiplus. Seria interessante saber mais sobre isso, especialmente para os leitores que mantem pontos nos programas de pontuação dos bancos na expectativa por campanhas promocionais do Smiles e do Multiplus.

      Responder
  29. ricardo

    Acho que o Denis nem devia dar "bola" para certas perguntas capciosas de alguns pseudo eleitores, mas de qualquer forma mostra seu caráter e se chegou aqui foi por méritos próprio e de sua equipe.

    Quem acompanha o MD desde o início, meu caso, fico feliz por esta entrevista, isso é PURO reconhecimento do trabalho de vocês.

    Ao MD vida longa, e mais uma vez parabéns a toda equipe, quem sabe um dia alguma companhia área não brinde o MD e seus leitores com promoções exclusivas!!!

    Abs,

    Formigoni

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    1. Helio Deragil

      Concordo! Das duas uma, ou o cara está muito p… com a GOL ou é dono de algum desse blogs fundo de quintal e está morrendo de inveja. Não consigo ver outra explicação para alguém falar mal de um trabalho tão bem feito. Eu jamais teria essa paciência e calma toda na hora de responder esses tipinhos! Parabéns ao pessoal do MD pelo sucesso, reconhecimento e pela polidez, vcs vão para o céu!

      Responder
  30. André

    A cobrança de lanches pela Gol varia conforme o poder aquisitivo de cada mercado.

    Fiz São Luís- Guarulhos com lanche free – mais DE 3 HORAS de vôo.

    Já Guarulhos-Porto Alegre – 1h20 min – o lanche foi cobrado e os comissários de bordo sequer ofereceram um copo de água aos quase 200 passageiros q lotaram o avião .

    A

    Responder
  31. Luciane Braga

    Adorei ! Cada um que leve o seu lanchinho ! Tenho a sensação que essas pessoas que fazem esse tipo de observação são os mesmos que só começaram andar de avião depois que o governo favoreceu a classe C. Digamos que um ” Emergente Aéreo “.

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  32. RABUGENTO (@RABUGENT

    Tem razão!

    Já vi até um comentário dizendo que a GOL e a TRIP estava pousando no Campo dos Amarais(CPQ), o que não é verdade.

    CPQ é usado apenas para aviões particulares e helicópteros.

    A TRIP, antes de ir para Belo Horizonte, usava hangar de manutenção de seus ATR no CPQ.

    Responder
  33. RABUGENTO (@RABUGENT

    Quando iniciaram essas vendas recomendei que o pessoal levasse seus "sandubas" regionais: No Rio o de queijo com linguiça, em SP o de mortadela cheirosa, no Nordeste aqueles deliciosos de carne seca e por aí vai.

    O perfume dentro dos aviões ficará maravilhoso. ;)

    Responder
  34. RABUGENTO (@RABUGENT

    Pode até ser humana mas não gosta de transportar animais.

    Já viram quantos cães e gatos foram perdidos pela empresa nos últimos tempos?

    A TAM agora também está entrando nessa de perder os animais..

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  35. Voute

    Várias pessoas não pagam passagens pois viajam a trabalho, e essas são justamente as passagens mais lucrativas para as companhias. É lógico que nessa situação ninguém escolhe a Gol.

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  36. Anderson Fláv

    AMIGO, a sua companhia do coração não tem tarifas mais baixas que a concorrência. Portanto, se você prefere pagar mais para ter um serviço de bordo pior, problema exclusivo seu.

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  37. Felipe Rossi

    O serviço de venda a borso é PÉSSIMO! Não há troco para quem paga em dinheiro, as máquinas de cartão volta e meia estão fora do ar, com pouco mais de uma hora muitos passageiros não tem tempo de ser atendido e ainda ocorre muita vezes de acabar os produtos do serviço de bordo. A empresa deveria treinar os funcionários, proporcionar meios de trabalho e oferecer produtos proporcionalmente ao número de passageiros. E falo isso com propriedade de quem voo no mínimo 4 vezes por semana, não é especulação. É conhecimento de causa.

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  38. Arnaldo José

    O problema q a passagem não é + barata e ao tempo do voo se soma o tempo de deslocamento p o aeroporto e bate sempre uma fome, tem de ser farofeiro mesmo p encarar a Gol…

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  39. Erick Andrade

    eu gosto muito da GOL, espero que a mesma continue crescendo mais e mais. A maioria dos voos que eu fiz foi pela GOL. Viva a GOL!!!

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  40. Danilo Fernando

    Comentário Ridículo… ! E olha que tenho uma 'queda' pela TAM e só voo de Gol se valer muito a pena. Não percebi parcialidade. E mesmo que fosse tendenciosa a matéria, o que temos com isso? As pessoas tem direito de escolha, e felizmente podemos escolher com qual empresa vamos viajar! Se quiser, pode ir de busão também! Acho que nos faria um favor!

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  41. Luciana

    Eu tenho 200 mil acumuladas e as vezes tirava dúvidas com um atendente roda presa. Pergunte de novo a outro. É bem provável que aquele atendente não sabia te responder. Pelo q vc conta, eu acho q talvez tenham expirado mesmo e o atendente só não soube te explicar. Uma vez fiz queixa na ANAC, me jogaram pra um atendente experiente pra resolver e vi q era aquilo mesmo, só não tinham me explicado e mandado ler um item do regulamento q eu nào tinha visto.

    Responder

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