Companhias aéreas garantem que preço das passagens vai cair com fim da franquia de bagagem!

Leonardo Cassol 14 · dezembro · 2016

O Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, garantiu hoje que os preços das passagens aéreas irão cair a partir do ano que vem, com a entrada em vigor da nova regulamentação do setor aéreo aprovada pela Anac. Entre outras medidas, a agência eliminou a franquia obrigatória de bagagens despachadas para voos nacionais e internacionais.

As medidas foram publicadas no Diário Oficial de hoje e passar a valer para passagens compradas a partir de 14 de março de 2017.

“Eu posso garantir que você terá modalidades de passagens aéreas mais baratas. E eu posso afirmar isso com base na experiência mundial. Ao redor do planeta, em todos os países que esse modelo foi apresentado, as passagens caíram”, afirmou o presidente da Abear, associação composta pelas companhias Avianca Brasil, Azul GOL e Latam.

Sanovicz explicou que o transporte da bagagem não é gratuito hoje. “A bagagem é paga. O problema é que é paga sem transparência para o consumidor e de forma injusta. Metade dos passageiros viaja sem bagagem e tem na sua passagem um custo de quem está levando bagagem”, disse.

A Abear defende que o serviço da bagagem despachada vai se tornar um diferencial competitivo para as empresas, que poderão oferecer pacotes diferenciados para cada perfil de viajante, fazer parcerias com operadoras de cartão de crédito, ou mesmo não cobrar pela bagagem em voos com menos procura ou para clientes frequentes, por exemplo.

A possibilidade de liberação de espaço no porão das aeronaves também pode contribuir para a queda de preços, diz o presidente da Abear, já que outros serviços poderão gerar mais receitas na mesma aeronave.

No entanto, Sanovicz não deu uma previsão de quanto o preço das passagens pode cair. Mas uma conta é certa: a cada 10% de redução no preço dos bilhetes, o volume de passageiros aumenta 14%. “[A mudança nas regras] não é um instrumento para recuperar a demanda, mas na medida em que vamos abrir novas classes tarifárias, mais baratas, [isto] será instrumento para que parte dessa demanda volte”, disse. Segundo ele, as empresas aéreas perderam quase nove milhões de passageiros em 2016.

Modelo internacional

Para Sanovicz, a desregulamentação de alguns itens vai trazer mais democratização e transparência para o setor, com novos benefícios aos passageiros. Segundo ele, o Brasil era um dos últimos cinco países que estavam com regras dos anos 80 e 90, junto com Venezuela, Bolívia, Rússia e China.

“Teremos modalidades de passagens aéreas mais baratas. Afirmo isso porque nos países onde esse modal foi implementado, os preços caíram. E, no Brasil, quando fomos nos aproximando do modelo internacional, os preços caíram”, disse, explicando que os bilhetes aéreos que custavam cerca de R$ 600 passaram a custar em média R$ 300, com o regime da liberdade tarifária a partir de 2002.

Na avaliação da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), as mudanças nas regras aproximam o Brasil de uma maior harmonização com as melhores práticas internacionais de viagens aéreas. “Quando os governos trabalham para manter a regulamentação em linha com as melhores práticas internacionais, a indústria oferece maior escolha de destinos e tarifas mais competitivas para os passageiros”, disse a entidade, em nota.

De forma geral, o presidente da Abear acredita que as medidas serão benéficas para o consumidor, principalmente no que diz respeito aos cancelamentos e à transparência dos serviços que estão sendo contratados no momento da compra.

Reação 

Enquanto as companhias aéreas comemoram a decisão, outros setores da sociedade questionam a mudança e até estudam medidas para tentar revertê-las. A Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do Ministério Público Federal (MPF), é o principal exemplo. Durante sessão extraordinária realizada ontem, o órgão decidiu que deve entrar com ação judicial para questionar a legalidade e a constitucionalidade das novas regras para o transporte aéreo aprovadas pela Anac.

Entre as mudanças aprovadas está a permissão para que as empresas aéreas passem a cobrar pelas bagagens despachadas. Para o MPF, a medida representa um retrocesso legal, viola o direito do consumidor e não garante os supostos benefícios anunciados, como a redução das tarifas das passagens.

“As empresas aéreas em nenhum momento assumiram compromisso público de compensar a supressão de direitos hoje assegurados aos consumidores, como redução de tarifas hoje praticadas ou outras medidas”, aponta o órgão colegiado.

Quem também estuda recorrer à Justiça para barrar as mudanças é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade está promovendo um abaixo-assinado contra o fim da franquia de bagagem obrigatória, parte da campanha #bagagemsempreco.

E você? O que achou das declarações das companhias aéreas? Deixe seu comentário e participe!

Publicado por

Leonardo Cassol

Editor

  • FabioPalmeiras

    O pau vai quebrar, mas o capital vai ganhar, como sempre.

  • Rene

    KKKKKK…agora conta a do Japones…vai cair sim, que nem a Black Fraude no Brasil, tudo pela metade do dobro..como tem gente boba nesse país..afff

  • Tiago Cardoso

    Esse senhor mora no Brasil e viaja de avião?
    No Brasil esse número de que muita gente viaja sem bagagem é FICTÍCIO!
    Não se fiscaliza bagagem de mão, muitos que são taxados como sem bagagem levam sua mala de 8, 12 ou até 15kg dentro do avião e colocam em cima das poltronas e ninguém fala absolutamente NADA.
    Porque isso acontece?
    Basta olhar pela janelas dos aviões que você vê as companhias que ignoraram o passageiro levar uma mala gigante sem despachar, usando o espaço que a mala dele (e de outros na situação) deixou para entupir o bagageiro do avião de malotes, caixas, etc, ou seja, de carga.
    Essa norma só vai prejudicar quem realmente viaja com bagagem, principalmente famílias que tiram férias e viajam de avião.
    No Brasil tudo é diferente, pra pior, infelizmente!

    • Tarcísio Medeiros

      As cias não fiscalizam justamente porque não há incentivos por parte delas. Aliás, há desincentivo. Por que uma GOL iria te incentivar a levar bagagem de porão se pra ela há um custo maior para se despachar mala? Óbvio que ela não fará isso. Agora a partir do momento que a bagagem de porão é paga, há incentivo pra que ela tente a todo modo empurrar pra que seja despachada, e você, como usuário, irá ter de levar malas menores e mais leves. Como o cara mesmo disse “no mundo todo é assim”. Ou quando tu vai pra Europa usar de Ryan Air tu acha que o povo lá vai andar com 64kg de mala? De forma alguma. O problema da visão de vocês é que acham que nada vai mudar. Comportamento de preço das cias mudam, e o comportamento dos usuários também. Ou tu acha que sabendo que a empresa pode cobrar por aquela mala, ela vai ficar calada? E tu como consumidor sabendo que pode ter o risco de pagar um preço pela mala se a Cia verificar que tenha que ser despachada e vão continuar abusando das roupas? Cada pessoa tem direito a 10kg, se você com sua familia de digamos 4 pessoas 40kg de bagagem for pouco, mostra que não é o modelo que tá errado…

      • Rodrigo Figueiredo Bertelli

        Você pode achar que 10 kg por pessoa é muito. Tem gente que acha que é pouco. A pessoa não está errada, nem você. Cada um sabe de suas necessidades. Os tênis e roupas que eu uso pesam muito mais e são muito maiores que de outra pessoa. Nem por isso eu estou errado.

      • Colega, me desculpe, mas equivoca-se. Passagens baratas de companhias low-fare na Europa e Ásia acontecem por dezenas de outros fatores, nos quais a bagagem é somente uma pequena parcela. As passagens não irão cair aos preços competitivos que existem na Europa devido: a) custo do combustível no Brasil ser absurdamente caro e com diferentes preços em diferentes cidades. b) processos das companhias aéreas brasileiras são arcaicos. c) a eficiência dos aeroportos brasileiros é tão grande quanto tomar sopa com garfo, fazendo com que a aeronave fique mais tempo em solo. d) não existem aeroportos secundários como existem na Ásia e Europa, fazendo com que o custo do slot seja o mesmo. e) o custo do profissional de aviação no Brasil é maior que noutros países. Estes são somente alguns pontos de uma enorme lista que poderia ser aqui colocada.

        Se somente a bagagem trouxesse o “fair game” e resolvesse algo, a Ryanair estaria indo para o Brasil ao contrário da Argentina (matéria facilmente encontrada na Internet de julho deste ano). Porém o sistema aéreo brasileiro é tão burocrático, tão corrompido e tão estúpido que nem mesmo aquele que é obcecado por dinheiro quer vir.

        Uso semanalmente estas companhias para viajar por todo o continente Europeu onde moro e o modelo simplesmente não se aplica no Brasil. O que foi feito é o que sempre é feito: pela metade, meia boca. Passagens ao custo de 50, 60 dólares no Brasil, esqueça. Não será sua mala de 10kg que derrubará uma ponte aérea para esse valor (enquanto na Europa o corredor Londres-Paris encontra-se passagens a €50 facilmente).

        Pegue as companias Wizz, Volotea, AirBaltic, Ryanair, Transavia, AirAsia, Cebu, etc. Obtenha o valor de uma passagem e faça a conta do valor por milha voada. Verá que não existe como conseguir o mesmo no Brasil, nem que o passageiro voe pelado.

        É fato que está desbalanceado o sistema de bagagens no Brasil, porém como dito acima, somente se beneficiará a companhia aérea. O passageiro, duvido e faço pouco.

        Saudações

        • Caio

          Ótima colocação!!!

        • Augusto

          É por causa de comentários construtivos como esse que eu venho ler aqui a parte de comentários. Obrigado Paulino.

        • Paulo Roberto Medeiros Correia

          Boa tarde, um trecho Londres-Paris a 50 euros dá pouco mais de 200 reais. Já temos tarifas muito mais baixas que isso em trechos semelhantes. O MD cansa de anunciar promoções de trechos a 80 reais.

        • Bruno Santos

          Exato!

    • Pedro

      Seu comentário é perfeito.

  • Rene

    Os preços vão cair uns 50 reais para quem não levar mala e subir 250 pra quem leval..triste isso, no Brasil nada disso funciona sem regulamentação, infelizmente, cada as empresas low coast que virão?

    • Tarcísio Medeiros

      Ou seja, as pessoas que levam bagagem que tem de se adaptar. no regime atual, quem não leva mala paga por quem leva. Nessa mesma visão sua, por que, digamos, eu que levo apenas minha bagagem de mão tenho de pagar R$ 50 pra que, digamos, você possa economizar R$ 250? Injusto.

  • Eduardo Carrá

    Eu realmente não acredito nessa comparação de uma passagem de 600 indo p 300. Vai cai 40, 50 reais. Ok, serei positivo, vai diminuir 90 reais… Trocaremos a certeza das malas despachadas por viagens sem despacho e com preço de Black Fraude. É o que penso.

    • Leandro Godinho

      O cara não disse isso (que vai cair de 600 para 300), leia novamente.

    • Leandro esteves

      Histórico de preço médio. Ele não disse isso que você está afirmando.

      • Eduardo Carrá

        OK, foi uma comparação mal interpretada. De qualquer forma, continuo sem expectativa em relação a preços mais baixos. Acredito que será uma diferença minima que não valerá a pena.

  • Rene

    Outra coisa, isso de aumentar de 5kg para 10 kg dentro do avião é pior ainda, imagino a briga que vai ser todo mundo correndo pra garantir um lugar pra colocar a mala já que esta não será cobrada..hoje em dia já não cabe e pessoas tem percorrer o avião pra achar um espaço vago pra mala..o povo besta que acha que vai melhorar..

    • Rodrigo Figueiredo Bertelli

      Mas isso já acontece nos EUA. Quem entra primeiro consegue colocar a bagagem. E como faz pra entrar primeiro? Pagando! Sendo cartão black platinum plus. Depois vem grupo 1, grupo 2 e só então a galera do grupo 3.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        E lá tem espaço pra mala de cada pessoa, porque só é permitido embarcar com uma, e se ela for muito grande a comissária retira e avisa que será despachado e cobrado no destino…

        • Rodrigo Figueiredo Bertelli

          Não, não tem espaço. O avião que voa lá, voa aqui. Nenhum 737, A320 e o que for tem espaço para acomodar uma mala de 10 kg de cada passageiro. ATR então, nem espaço tem.

          • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

            10kg é uma medida de peso/massa e não de tamanho, você pode ter uma mala “padrão bagagem de mão” dentro das medidas permitidas que acomode 10kg.
            Peguei vários vôos internos na última vez e TODOS os passageiros tinham bagagem de mão, praticamente nada despachado, só não paguei lá porque era conexão pra voo internacional, eu despachei duas bagagens. Coube tudo dentro do Airbus da JetBlue.

          • Marcio K

            Exato – é assim mesmo. Principalmente nas low costs.

          • Leandro esteves

            Viajei de Easy Jet e quando não tem mais espaço para colocar malas dentro da cabine eles despacham no portão de embarque gratuitamente. Não se preocupe que as companhias vão dar jeito desde que sua mala de mão esteja no tamanho e peso corretos.

    • Tarcísio Medeiros

      Ou simplesmente passarão a fiscalizar, visto que tem pessoas com malas gigantescas que obviamente pesam mais de 5kg e usam de bagagem de mão.

      • Leandro esteves

        Exato, tem gente que leva 20 kg de mala dentro da cabine só pra não esperar na esteira.

  • Rodrigo Figueiredo Bertelli

    Eu só vou acreditar que não sairemos perdendo quando eu comprar uma passagem no dia 15/03/17, comprar para levar uma mala de 23 kg e ela sair pelo mesmo preço que estava no dia 13/03/17.

    • Rene

      isso pode esquecer, pois o argumento deles que aprovaram e que quem não levava pagava pra quem levava, ou seja, quem despachar bagagem vai pagar caro,…infelizmente..é pra ficar indignado…vai baixar 60 conto e subir 250 reais

    • Diego_F

      Não faz sentido isso que você quer. É claro que o custo global vai aumentar para quem viaja com mala despachada, afinal o custo total não será mais socializado com quem viaja leve. A regulamentação nova é bem mais justa, cada um paga de acordo com seu uso.

      Só tenho duas preocupações:
      – Vai ter espaço para bagagem de mão de todo mundo? Certamente muita gente vai se adaptar para viajar leve e crescerá a demanda pelo espaço interno de bagagens;
      – As cias fiscalizarão adequadamente os espertinhos ou farão vista grossa com o pessoal que entra com malas acima do tamanho/peso?

      • Rodrigo Figueiredo Bertelli

        Então, na média, o custo geral vai subir, já que existem mais pessoas que viajam com malas, que pessoas que viajam sem.

        • Tarcísio Medeiros

          Não, pois segundo o levantamento da ANAC, a média de peso das bagagens são 12kg. O que a ANAC quer é que as pessoas com a mudança de tarifário que estão próximas desse peso se readaptem para utilizar os 10kg e não precisar despachar a mala. Além disso obviamente que haverá mudança comportamental. Você não pode dizer que a pessoa tenho 4kg numa bagagem de mão e 8kg numa bagagem despachada vai agir da mesma forma com a nova regra. É muito mais fácil ela economizar viajando com 10kg de bagagem de mão. Afinal quando sai do bolso diretamente, quem está nesse intervalo inicial não vai querer pagar a toa. Certamente as Low cost europeias não tem quase 70% dos usuários despachando malas como acontece hoje no Brasil, e não apenas por uma questão “cultural”.

          • Rodrigo Figueiredo Bertelli

            O peso médio das bagagens não significa a média de pessoas despachando bagagens. 35% dos passageiros não despacha. Ou seja, 65% despacha. Adaptar-se para que a regra puna ou não o passageiro é uma coisa. Mas a verdade é que, como é o perfil do passageiro hoje, a maioria será punida.

          • Tarcísio Medeiros

            65% das pessoas despacham => Eu disse que era quase 70% despachando, logo não entendo de onde tu tirou relação com peso médio.

            E mais uma vez digo, seria um erro grotesco achar que o comportamento das pessoas permanece igual quando uma nova situação é dada. Quer dizer que hoje eu pago pra poder utilizar 64kg, eu uso 12kg, aí em abril eu vou pagar, digamos, R$ 40 numa mala porque minha demanda por mala despacha é inelástica e sabendo que eu despacho meros 2kg a mais eu vou continuar despachando? Cara, é sem noção isso. Tão sem noção quanto dizer que uma pessoa vai consumir o mesmo em um rodízio, um self-service e a la carte. Que aliás, é um ótimo exemplo de diferença comportamental…

          • Rodrigo Figueiredo Bertelli

            Eu havia dito que a maioria despacha malas. Você disse que o peso médio é de 12 kg. Eu disse que no Brasil 65% despacha malas. Você disse 70% em low cost europeia. A relação com o peso médio é que você continua se pegando em mudança de comportamento, já que pelo peso médio é só a pessoa levar 2 kg a menos que não pagará nada. Você está se pegando eu mudança comportamental. Essa mudança só ocorrerá porque a regra mudou, e mudou de maneira a não beneficiar a maioria dos usuários.

          • Tarcísio Medeiros

            Rodrigo: Digamos que tu tenha o costume de ir lá num rodízio. Tu come absurdamente, sai passando mal. Resultado da conta: R$ 40. De repente o dono do restaurante diz, “agora vou mudar para a la carte”. Aí o prato custa R$ 30. O que tu comia é equivalente a 1 1/2, mas como você só come aquela quantidade, teu custo dá R$ 60. Aí o dono muda mais uma vez, vai ser por quilo. Aí tu continua comendo o mesmo por R$ 80.

            Tive de desenhar, porque você está falando de “se apegar a mudança comportamental” como se fosse algo extraordinário, mas o exemplo está aí, simples. O usuário que usa pouco, vai economizar naturalmente. Quem usa na faixa de uns 10 a 15kg, vai se readaptar pra economizar (seja reduzindo o volume ou comprando uma mala despachada pro casal ou familia, por exemplo), porque ele usa essa quantidade a mais porque já está paga (assim como no rodízio se come até passar mal e não até ficar saciado). Ou seja, só vai pesar pra quem de fato não está disposto a diminuir e quer continuar levando volume exagerado. É absurdo você querer dizer que a maioria dos usuários foram prejudicados sem avaliar mudança comportamental. No exemplo do restaurante, é como se a pessoa saísse satisfeita com apenas uma porção no a la carte e você está dizendo que ela foi prejudicada porque a conta passou de R$ 40 pra R$ 30 porque ela não comeu o mesmo que o rodízio. Ela comeu menos, mas também pagou menos. Engraçado que o povo adora falar que o país é uma merda, que a passagem tá cara, mas quando ele segue o padrão mundial ficam achando isso. Imagino o que o pessoal não falou em 2002 com essa tal de flexibilização das passagens, devem ter falado que as empresas iriam cobrar R$ 1000 pela passagem de R$ 600 como disse aí a notícia, e no final o resultado foi queda brusca.

          • Leandro esteves

            Adorei o exemplo kkk. Em 2002 deu a mesma ladainha e as passagens cairam absurdamente. Mal do Brasileiro é reclamar de tudo sem conhecimento de causa. Povo com complexo de vira lata, sempre acha que está tomando volta. Se não gostarem da política de bagagem da empresa, mudem de empresa, simples assim.

          • Cristiano Alencastro

            Pena que concorrencia no Brasil não funciona. As empresas funcionam em esquema de Cartel.

      • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

        Faz sentido sim, não é um rateio de custo total de espaço das malas, é cada passageiro pagando por um espaço mesmo que não use (hoje todos pagam por 23kg num vôo nacional), e até deveria pagar menos, por exemplo, se usar uma mala menor (15kg contra 23kg da franquia obrigatória, por exemplo)

      • Tarcísio Medeiros

        Provavelmente irão fiscalizar, visto que agora elas podem cobrar para a mala ser despachada. Logo aquele engraçadinho que viaja com mala que vale por duas na bagagem de mão, certamente vai ter de pagar e vai no porão. Além disso como é uma mudança brusca, provavelmente vão limitar o tamanho das malas, como fazem as low cost na Europa. Ou então mesmo não sendo oficialmente, uma mala grande demais ter de ser despachada.

      • Leandro esteves

        Normalmente quando não existe mais espaço para bagagem de mão a empresa despacha sua mala gratuitamente no portão de embarque.

  • Felipe

    E as organizações querem barrar essas novas regaras? Eles não sabe o quê é avanço? E não tem nada mais importante para fazer? A aviação do Brasil já está atrasada por muito tempo, nem pode compara aos EUA, Europa, nem Asia.

    • Leandro esteves

      Dá vontade de ir lá na OAB e pedir pra eles pararem de “nos defender”. Quem está chorando é o povo que leva guarda roupa inteiro e os muambeiros. Quem viaja dentro da razoabilidade só tem a ganhar com as mudanças.

  • LuRodamilans

    Tiraram o serviço de bordo, os preços baixaram?

    • Leandro esteves

      Viaje com uma que tenha serviço de bordo. Se todos fizerem isso, a empresa fatura menos, percebe que o serviço fez diferença e volta com o lanche. Agora tem gente que abusa querendo que sirvam almoço numa ponte aérea.

  • kleber silva

    Já assinei o documento da OAB.para barrar na justiça essa decisão da Anac para prejudicar os usuários.ja tem quase um milhão de assinaturas.

  • Alexandre Martins

    Certamente o preço vai cair, mas para aqueles que viajam só com uma mochila ou maleta. E quem vai ficar uma semana fora e precisa levar uma valise grande ou duas?

  • João Pedro

    Eu só acredito… VENDO!

  • Ernesto Lippmann

    Em SP houve uma lei que possibiltou aos supermercados cobrarem pelos sacos plásticos. Foi prometida uma redução no preço. Ela ocrreu? claro que não…. Infelizmente o governo sem discutir o assunto legisla contra o consumidor. E so pensar a bagunça que vai ser na cabine com todos levando malas de 10 kg. para colocar no bean.

  • Cláudio Netto

    Mais uma vez estão nos fazendo de palhaços…. vergonhoso. Tem hora que dá raiva viver nesse país.

  • Diogo Avila

    #Duvido, isto é um país de pilantras e os consumidores pagam o pato.

  • Marco Ávila

    Vai cair como cai o preço da gasolina quando a Petrobras reduz seus preços para as distribuidoras

  • Leandro esteves

    Maior problema do Brasil é o governo se meter onde não deve. Cada companhia que faça suas regras, não gostou é simples, viaje com outra, ainda não deu certo, vá de ônibus ou pare de viajar, uma hora o mercado se equilibra. A empresa é privada, ela faça o que quiser e compra quem quer. Se todo mundo parar de viajar com uma companhia X ou ela vai melhorar ou vai quebrar, e se quebrar outra vem e toma seu lugar. E Tarcísio, concordo com você, tem gente indo passar um fim de semana em SP levando 30 peças de roupa, outros indo pro nordeste no verão e levando 20 casacos. Aprendam a planejar, comprem suas balanças de mão e aceitem a realidade.

  • Fabricio Reis

    Quem quiser que acredite. A Gol disse isso quando cortou o lanche nos voos. Na prática, serão cada vez mais cortes nos serviços sem nenhuma redução no preço. Funciona, sim, no resto do mundo. No Brasil a gente já sabe bem como essa história vai acabar.

    • Leandro esteves

      1001, Unida, Expresso Brasileiro, Cometa, Itapemirim, ETC… Insatisfeitos podem ir de ônibus, que não cobra por bagagem ( Apesar de também já ter uma regulação, mas que não é fiscalizada.

      • Fabricio Reis

        Poxa, cara, que ótima ideia. Por que não pensei nisso antes?

  • Leandro esteves

    Não tem nada grátis amigo, você paga pela bagagem de todos no voo, uma vez que os custos são diluídos nos preços das passagens.

  • Lucas Tanaka

    pra variar quem se fode eh o consumidor, esse pais eh uma piada, vtncu

  • Oseas Moura

    Muito eloquente a palavra do presidente da ABEAR. Só acredito que os preços de bilhetes aéreos caiam quando forem assim anunciados. Estamos no Brasil e nada do que faz sentido lá fora necessariamente faz sentido aqui. Geralmente não faz. Vide preços de carros no Brasil x USA e até na Europa. Considerando nosso poder aquisitivo (menor) pagamos os carros mais caros do mundo e ainda com as taxas de juros mais elevadas do mundo, com o petróleo mais caro do mundo. Mesmo que o preço do petróleo desabe lá fora continuamos pagando os mais elevados. Práticas espúrias e ganaciosas nos faz lamentar mais esta medida CONTRA o cidadão brasileiro.

  • Hugo Leonardo

    Não entendo, a grande maioria defende que as empresas estrangeiras são melhores do que as brasileiras, mas quando se tenta aproximar as regras que as de lá seguem aqui, todo mundo reclama. Pergunta para quem já dormiu no chão do aeroporto nos EUA por causa de nevasca. Aqui, tem hotel 3~4 estrelas. Óbvio que esse dinheiro desse hotel, dessa mala extra e todo o resto está nas passagens, as empresas não fabricam dinheiro, elas tiram da receita, então, todo mundo paga por esses “beneficios”, ou seja, nossos preços não podem nunca se aproximar com os lá de fora se nossas regras não forem iguais lá fora.

    • Então precisamos ter aeroportos eficientes, combustivel barato, baixa corrupção e etcetera, não?

      By the way, já dormi no aeroporto de Bangkok, no de Kuala Lumpur e no Tegel em Berlin. Servem? 🙂

      Saudações

  • Maiara

    Ótimo esse video!!!!

  • Sander Jr

    No curto prazo, talvez, mas logo os preços sobem e os lucros aumentam. Isso poderia funcionar em ambientes de livre concorrência de várias empresas. No Brasil acho difícil, me parece mais um golpe contra o consumidor.

  • José Eduardo

    O Senado acaba de aprovar decreto legislativo que susta os efeitos da ridícula decisão da ANAC.
    Se a Câmara também assim decidir, voltamos ao status quo.
    Há esperanças.

  • Marcelo Barbosa

    Vai ser igual a gasolina do Temer: baixar 2 centavos e depois aumentar 4 reais, o famoso desconto negativo

  • Fabricio Rezende

    Viajando de ônibus eu já vi camarada levar uma moto no bagageiro haha

  • Antônio Augusto, obrigado pelo comentário, mas convido você a reler a matéria e verá que não emitimos nenhuma opinião nesse post, apenas relatamos o que as empresas disseram. É dever do jornalismo relatar todos os lados.

  • Nilton Alexandre Parisoto

    Está evidenciado que a ANAC fez exatamente o jogo das Cias. Aéreas….O passageiro? nem aí. Esse paga a conta.Porque uma mudança tão importante foi decidida por algumas ou então uma pessoa? Porque não foram ouvidas as partes interessadas?

  • Augusto

    Kkkk, morri. Lembrei de algo que eu li de uma empresa que cobra pelo peso dos passageiros.

  • debora borgs

    Até acho vantagem esse sistema, na Europa funciona, AGORA NO BRASIL, sinto muitissimo ter que dizer isso, MAS NÃO VAI ROLAR! sabemos como as coisas aqui funcionam, aprovar uma coisa assim, na garantia de que as passagens vão diminuir de preço é praticamente surreal! sabemos que isso não irá acontecer! Então, em se tratando do BRASIL, infelizmente, tenho que ressaltar, ACREDITO QUE NÓS CONSUMIDORES E USUÁRIOS DESSE MEIO DE TRANSPORTE ESTAMOS FERRADOS!

  • Rodrigo Aguiar

    Nao seria mais pratico as proprias Cias Aereas terem uma tarifa “mais em conta” oferecendo o desconto pra quem nao tem malas? Tipo TARIFA SEM MALAS!…. Elas tem Tarifa TOP, Tarifa Flex, Tarifa Promo e tal… Cire uma Tarifa sem Despacho de Malas, resolvido….. Europa e EUA eh assim….. Se quer economia eh uma forma disso..!

    • Augusto

      Na prática acho que é isso que vai acontecer. O pessoal vê um demonio por tras desse ajuste, mas eu to esperançoso de ofertas melhores. Vejamos!

    • Thiago Paulino

      Mas a questão é que as companhias não podem praticar esse tipo de tarifa porque a lei os obriga a despachar a bagagem “gratuitamente”. Esta alteração é justamente pra permitir esse tipo de tarifa.

  • Tiago M

    Se a bagagem despachada fosse relevante na conducao do preco da passagem, PORQUE AS COMPANHIAS NAO REDUZEM O VALOR OU DAO INCENTIVOS PARA QUEM NAO AS DESPACHA? Essa reducao sera como a black fraude dos empresarios: sobem 100% e “dao” 50% de desconto…

  • Thiago Paulino

    Se danificar sua mala pode pedir reembolso.

  • José Eduardo

    SENSACIONAL!

  • Oseas Moura

    O Senado Federal deu uma freada no processo. Um lapso de interesse pelo bem comum. Um alento.

  • LuisDias

    Por 5 reais é só um refrigerante!!!

  • LuisDias

    Boa!!!!

  • Bruno Santos

    Mitou!

  • Bruno Santos

    Kkkkkkkkk

  • Fabiana

    Se o preço das passagens se igualar às companhias low cost da Europa tá valendo… O problema é o se…