Latam vai mudar estrutura de tarifas dos voos domésticos e espera reduzir preços mais baixos em 20%!

Leonardo Cassol 9 · novembro · 2016

O grupo Latam anunciou que vai lançar novas tarifas que devem mudar a forma de viajar em rotas domésticas nos seis países onde opera. A mudança será feita por país e por etapas a partir do primeiro semestre de 2017 e podem reduzir o valor das menores tarifas em até 20% segundo estimativa da companhia.

Segundo a Latam, farão parte desta nova proposta o acesso a tarifas mais econômicas e a uma nova forma de comprar bilhetes, na qual o passageiro escolhe por quais serviços quer pagar. Além disso, também será feita a incorporação de tecnologias que melhorarão a experiência de viagem, como o sistema de entretenimento de bordo sem fio gratuito já disponível em todos os voos.

Os clientes terão acesso a um novo fluxo de compras mais simples, que permitirá a escolha da tarifa de acordo com o tipo de viagem. Também poderão optar pelos serviços adicionais que desejarem, como desfrutar de uma ampla variedade de refeições a bordo, escolher o assento favorito no avião, poder mudar o voo ou reembolsar o bilhete. Desta forma, o novo modelo de vendas será mais transparente em relação às tarifas existentes e sobre o que está incluso em cada uma delas.

“Nosso objetivo é que as tarifas sigam diminuindo, permitindo que cada vez mais pessoas utilizem o avião como meio de transporte e que aqueles que já o utilizam possam voar ainda mais. Este modelo busca satisfazer as necessidades dos nossos passageiros atuais, que valorizam viagens rápidas, simples e eficientes, tomam suas próprias decisões e querem ter as ferramentas para participar ativamente de sua experiência e assim fazer uma viagem sob medida, pagando somente pelos serviços que utilizarão”, destaca Enrique Cueto, CEO da LATAM.

Com esta mudança, a LATAM e suas filiais projetam reduzir em até 20% as tarifas mais baratas disponíveis para seus voos domésticos até 2020.

“No caso do Brasil, nossas tarifas médias caíram cerca de 60% na última década, permitindo o acesso a milhões de passageiros ao transporte aéreo. Nosso objetivo é seguir avançando neste caminho. Com as mudanças, nossos passageiros poderão escolher como voar e poderão voar mais vezes, o que resultará num crescimento de todo o tráfego aéreo”, afirma Claudia Sender, presidente da Latam Airlines Brasil.

“A frequência de voos na região continua sendo muito inferior a de países como os Estados Unidos e a Inglaterra, onde as taxas superam duas viagens anuais por pessoa, a América Latina ainda tem muito potencial de crescimento. Por isso, com esta nova forma de viajar, estima-se um aumento de até 50% no volume de passageiros transportados até 2020, mantendo o grupo como um protagonista do crescimento do tráfego aéreo nesta região do mundo”, acrescenta Cueto.

É aguardar para ver… A companhia não informou, no entanto, qual o prazo de implantação desse novo modelo no Brasil, nem como pretende driblar a engessada legislação nacional para incorporar essas mudanças.

Amanhã a presidente da Latam receberá a imprensa para dar mais detalhes das novidades. Estaremos lá e publicaremos mais informações.

Publicado por

Leonardo Cassol

Editor

  • Samuel Félix

    Podem começar cobrando o fim da franquia de bagagem.

    • Gustavo Vilela

      Infelizmente isso não depende da cia aérea e sim da legislação engessada que obriga as cias a terem franquia de bagagem, penalizando os que viajam de forma mais otimizada, sem levar 2 containers de 32 kg mais a mala de bordo em suas viajens….

      • Samuel Félix

        Sim. Por isso sugerir que cobrem da ANAC alterações nestas regras,

  • Engraçado: A LATAM buscando a redução das tarifas enquanto a GOL anunciou essa semana que está fazendo de tudo para o valor médio das passagens aumente…

  • César Novaes

    Percebi há algum tempo alguns reajustes de tarifas e diminuição de promoções, Há 2 anos cheguei a fazer 10 trechos domésticos agora nos dias atuais não chego a fazer 2… infelizmente utilizo mais o transporte rodoviário… 🙁

  • Pois é, as mudanças aqui tem que passar por cima da legislação brasileira, para aí sim baixar os preços, porque o que vemos hoje é um sistema que não permite otimizar nada para baratear o preço final ao consumidor.