Governo eleva limite de capital estrangeiro em empresas aéreas. Saiba como isso vai revolucionar o mercado no Brasil!

Leonardo Cassol 1 · março · 2016

Está confirmado! O governo publica amanhã uma Medida Provisória que eleva o limite de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras de 20% para 49%, abrindo espaço para uma inevitável ampliação da participação de grupos estrangeiros na gestão das companhias brasileiras, bem como novas fusões e aquisições, a exemplo do que já ocorreu com a Latam.

Saiba o que deve ocorrer com as quatro grandes companhias aéreas nacionais após essa mudança, nesse post exclusivo.

A expectativa em torno da mudança era enorme, num momento em que as companhias aéreas brasileiras acumulam grandes prejuízos e precisam de capital para sobreviver num cenário extremamente desafiador, com uma longa e profunda crise econômica no Brasil, de um lado, e a forte alta e volatilidade do dólar de outro. Ao mesmo tempo, os maiores grupos da aviação mundial anunciam lucros históricos, resultado principalmente da redução do custo do combustível junto preço do petróleo e dos ganhos com sinergias de fusões e aquisições.

O cenário que tratamos aqui começou a se desenhar meses atrás. A Azul tem hoje como sócios a norte-americana United Airlines e o grupo chinês HNA, proprietário da Hainan Airlines. A GOL tem como sócios a Delta Air Lines e o grupo Air France – KLM. A TAM anunciou a fusão com a chilena LAN, criando a Latam. A Avianca Brasil já faz parte do grupo Synergy, que controla a Avianca Holdings.

O que pode ocorrer após a mudança?

LATAM

Informações de bastidores dão como certa a aquisição do grupo Latam pelo grupo IAG, dono das companhias British Airways, Iberia e Vueling, e pela American Airlines. Os dois gigantes já manifestaram publicamente, através de representantes, interesse na Latam. Isso formaria o maior grupo de aviação do planeta. E há quem acredita num surpreendente anúncio já em 2016. Consultorias, bancos de investimento e auditorias supostamente estariam trabalhando na avaliação da Latam.

Quando surgiram os boatos, os irmãos Cueto negaram qualquer negociação em andamento, mas são cada vez mais fortes os rumores sobre um anúncio da compra de uma participação da Latam pelo IAG ainda no primeiro semestre de 2016. Alguns meses depois, seria confirmada a intenção de fusão, que ainda ficaria pendente de aprovação das autoridades regulatórias no Brasil e nos países envolvidos. Fontes ouvidas pelo Melhores Destinos confirmaram, em caráter de confidencialidade, que há um projeto de integração das bases da Latam no exterior com as da American Airlines, Iberia e British, o que sozinho não é a prova de uma fusão, mas converge com as especulações do mercado.

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GOL

O caminho da GOL já está traçado. Não seria surpresa nenhuma a Delta e/ou a Air France – KLM ampliarem substancialmente a participação no capital e no controle acionário da empresa, que hoje, é o ativo mais depreciado e que mais foi atingido pela crise econômica brasileira. Se isso não ocorrer, a empresa vai precisar buscar rapidamente algum outro sócio. Por enquanto, ela tem buscado respaldo no Smiles, com a venda antecipada de R$ 1 bilhão em passagens, anunciada na semana passada.

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AZUL

Um movimento da American Airlines sobre a Latam certamente instigaria a United a ampliar ou consolidar sua participação na Azul, sendo esse um cenário provável. Outro cenário crível é um movimento do grupo chinês HNA de ampliar e consolidar sua participação na Azul, que hoje se restringe a 23,7% das ações preferenciais, que não dão direito a voto. A TAP, que é controlada por David Neeleman, fundador da companhia, também tem estreitado laços com a Azul e HNA.

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Avianca

A Avianca Brasil já faz parte do grupo Synergy, que controla a Avianca Holdings. Um cenário possível seria a fusão com a irmã Avianca Internacional, cujo grupo controlador adquiriu companhias como Taca e Lacsa. Outra possibilidade, no momento puramente especulativa, seria a investida de algum grupo europeu, como a Lufthansa. Mas, diferentemente dos outros casos que comentamos nesse post, não há nenhuma evidência ou intenção conhecida do grupo Lufthansa, nem mesmo aparenta estar na estratégia do grupo a aquisição de uma companhia aérea brasileira.

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Consequências da consolidação no setor aéreo

A consolidação das companhias aéreas em poucos e enormes grupos globais parece uma tendência irreversível. De um lado, as fusões e aquisições animam investidores com ganhos de escala, reduções de custos operacionais e administrativos. E acabam mesmo aumentando a eficiência do setor.

De outro lado, a criação de grandes grupos preocupa autoridades e passageiros, devido ao risco de monopólios e da redução drástica da concorrência em determinado mercados. Menos concorrência significa preços das passagens mais altos. Além disso, quanto maiores ficam os grandes grupos da aviação mundial, mas difícil é a competição para as companhias menores, que podem quebrar e desaparecer do mercado, ou se tornarem presas mais fáceis para esses grandes grupos.

Nos Estados Unidos, apenas nos últimos 5 anos, tivemos a fusão da United e da Continental, bem como da American Airlines com a US Airways. E ainda aquisição da Northwest pela Delta, formando  três dos maiores grupos do mundo. Na Europa, o grupo Lufthansa expandiu seus domínios com a aquisição da Swiss, Austrian, Brussels, além da formação das low costs Germanwings e Eurowings. Ainda na Europa, o grupo IAG adquiriu a Iberia, a British, a Vueling e a Aer Lingus.

No Brasil, não foi diferente. Quem ainda se lembra da aquisição da Webjet pela GOL, ou da Pantanal pela TAM, ou a fusão da Azul com a Trip? A criação da Latam foi apenas o episódio mais recente, e certamente não será o último.

Para os passageiros brasileiros, na minha visão, é melhor ver uma companhia nacional passar a ser controlada por um grande grupo estrangeiro do que ver ela quebrar. Isso pensando no aproveitamento dos impactos positivos desse movimento, como ganhos de eficiência e maior escala, integração das malhas internacionais e dos programas de fidelidade, e na mitigação de seus impactos negativos, como a menor concorrência.

A fusão entre empresas nacionais também não é um bom negócio para os consumidores. Como exemplo, podemos lembrar o que aconteceu poucos meses após a aquisição da Webjet pela GOL. Parte das rotas operadas pela Webjet foram extintas e os preços subiram rapidamente.

Publicado por

Leonardo Cassol

Editor

  • Mateus

    Marx e Lenin mais certos do que nunca, o capitalismo monopolista aterrissou no mundo das companhias aéreas!

    • Vicente Cassepp-Borges

      Aviação é um setor fortemente regulamentado pelo estado, não existe livre mercado. O governo não permite que seja criada concorrência. Seria bom que qualquer um pudesse comprar um Airbus e sair fretando voos.

      • Mateus

        Conte-me mais sobre papai noel, coelho da páscoa, cinderela… Coisas que você também acredita!

    • Charles

      Não me surpreende que os boêmios esquerdistas caviar viajem bastante. O
      que me surpreendeu ao ler os comentários é que eles também buscam as
      boas ofertas do mercado aqui no MD!

      • João Rodrigues

        Também não me surpreende; afinal, voto de pobreza é coisa de franciscanos, não de socialistas 😉

        • Thalita Campos

          Muito bom!!!!

        • Iury Faria Malta

          VRÁ na cara do nosso desinformadíssimo Charles! Valeu, João! 😉

          • Jonatas Elias

            Concordo que o Charles estava desinformado ao confundir franciscanos com socialistas. Enquanto os primeiros se valem pela pobreza os últimos se apoderam da riqueza alheia.

          • brunofranca

            Os esquerdistas não estão incomodados de ver seu governo “dando” o controle de praticamente metade das empresas nacionais aos “porcos capitalistas”? Aumento de 20% a 49% é muita coisa..

          • silvio alpendre

            Franciscanos pobres? Já foi a Assis?

        • Jonatas Elias

          O que me surpreende é essa preocupação dos socialistas em bem usar o dinheiro alheio. Não se pode gastá-lo na primeira executiva que aparece né!?

        • ph

          Com socialista não é voto de pobreza, é pobreza de verdade. Leiam o que foi o Holomodor 🙂

        • Charles

          To cada vez mais surpreendido. Sei que os bon-vivants esquerdistas adoram luxo, adoram viagens e adoram ser tratados como reis em hoteis finos. Mas economizar?!?!? Economizar é coisa de capitalista pão-duro, que são muito apegados à bens materiais.

      • ph

        Deveriam viajar mais de AirKoryo

        • Jonatas Elias

          A própria AirKoryo tem lá sua classe executiva. E não nos esqueçamos que a “primeira dama” usava bolsa Louis Vuitton.

        • Mates

          Por que não?! Se você ler aqui mesmo no MD vai perceber que a Koreia do Norte tem alguns atrativos turísticos e a Air Koryo também não é tão ruim assim!

      • Mateus

        Eu ia dar a mesma resposta que o João Rodrigues, porém o mesmo já o fez…
        No entanto, saiba que a página do Melhores Destinos é uma fonte de informação que não se restringe apenas a preços de passagens aéreas! Gosto de ler pois tem dicas sobre destinos, sobre pacotes, milhas, programas, companhias e etc, ou seja, aqui tem uma coisa que me parece faltar em você (vide a resposta que o colega lhe deu): INFORMAÇÃO!!!!
        Além de que a equipe do MD é muito fantástica, sempre ajuda, sempre solícita e sempre presente!!!
        Até mais direita

    • Marlon J Anjos

      Hahahaha mais um trazendo discussão política para um site de viagens e turismo.

      Capitalismo monopolista? Sabe quantas empresas aéreas existiam na união soviética? Apenas UMA. Socialismo monopolista?

      • Mateus

        Lá o monopólio era baseado na premissa de que não deveria haver proprietários dos meios de produção. Tudo era do povo! O monopólio garantia que o serviço prestado ou o produto fosse entregue sem haver exploração de uma classe por outra. No caso do capitalismo o monopólio é uma condição para ainda mais exploração e aumento da taxa de lucro! As coisas são diferentes!!!!

    • Jonatas Elias

      Com certeza eles NÃO estavam mais certos do que a Dama de Ferro.

    • Fabio

      Marx e Lenin nunca falaram nada que prestasse

    • brunofranca

      KKKKK Tua presidanta ignoranta aumentando de 1/5 para quase 1/2 a participação estrangeira nas empresas aéreas brasileiras.. É culpa do FHC também?

    • Bruno Bastos

      Passando pra deixar meu apoio aos companheiros bolcheviques mãos de vaca. Quero bug e as empresas que buscam o lucro que se f…

  • Andre S

    Acredito que recebendo capital de terceiros as tarifas sem dúvidas serão reajustadas para maior, pois buscarão dar o máximo possível de retorno aos gringos pelo capital investido. Vai inviabilizar e muito nossas próximas viagens, vai dar trabalho pro MD encontrar bons preços rsrs

    • Hugo Leonardo

      O que é mais comum, encontrar promoção nas estrangeiras ou nas brasileiras quando o assunto é rota internacional?

    • Oseias Paes Goncalves

      Pelo contrário. No exterior as tarifas são baratas porquê? competitividade e concorrência, meu amigo. Agora fica mais fácil as estrangeiras entrarem no Brasil, vai ser uma guerra de preços só.

    • MTorres

      O mercado é soberano. Mesmo hoje, todas as empresas buscam o preço máximo, mas o MERCADO dita a regra. Se ta caro, ninguem voa. E os sites de busca de passagens aéreas nada mais são que leilões. Voce vai no menor preço e melhor horario.

    • Rodrigo Valdez

      “…máximo possível de retorno aos gringos pelo capital investido.”

      Então quer dizer que o investidor estrangeiro gosta mais de retorno que os brasileiros?

      • Andre S

        Não quer dizer que o investidor estrangeiro gosta mais de retorno que os brasileiros, mas sim que o Brasil no geral valoriza mais o investidor estrangeiro do que o nacional. 😉

        • Rodrigo Valdez

          André, você está errado. Como o brasileiro valoriza o investidor estrangeiro se na legislação já há restrições a ele?
          Dê um exemplo onde o investidor brasileiro é preterido em relação ao estrangeiro.

          • Andre S

            Tudo bem, você é o dono da verdade agora… Rodrigo não se faça de desentendido. Não estou/estamos falando no sentido legal, até mesmo porque leis no Brasil não é sempre que funcionam. Acredito que você não é nenhuma criança e entendeu o que eu quis dizer. Sem mais.

          • Rodrigo Valdez

            Não, não entendi. Poderia explicar? Se não estamos falando no sentido legal, estamos falando em qual sentido? Como o brasileiro valoriza mais o investidor estrangeiro?
            Fiquei curioso…

  • Aurelio Souza

    Livre mercado mostrando, como de costume, que opera a favor das empresas gigantes e dos monopólios, concentrando a riqueza na mão de poucos.

    Quem perde, no fim, é sempre o elo mais fraco (trabalhadores e consumidores).

    • Hugo Leonardo

      Nos EUA, é muito comum o cidadão comum investir sua poupança ou mesmo sua aposentadoria em ações das empresas na bolsa, aqui no Brasil, o número de pequenos investidores é pequeno, mas temos os fundos de pensões, pode parecer que que “pouca gente” lucra com isso, mas na verdade, são centenas de milhares de pessoas que também lucram quando uma empresa grande com ações em bolsa lucra.

      • Henry

        Hugo…
        Agora que o Brasil perdeu o grau de investimento, qualquer administrador de fundo de pensão nos EUA que aplique em bolsa brasileira está passível de ser preso por lá…
        As regras de administração dos fundos de pensão americanos não permitem que se aplique recursos em países / empresas que não tenham o grau de investimento..
        Mas… com certeza existem fundos por lá, com perfil extremamente agressivo que estão “lavando a égua” aplicando ki na nossa bolsa… só nos últimos 2 meses, que comprou/vendeu ações na Petrobrás, de forma frenética, conseguiu lucrar mais de 40%… tal a volatilidade das ações… isto não significa que as ações tiveram esta variação de 2 meses para cá.. não é isto.. mas, se o cara comprou na baixa… aí, 2/3 dias depois as ações subiram 6%.. o cara vendeu…daqui a alguns dias, as ações caíram o o cara comprou novamente… depois subiu 13%, o cara vendeu.. se fiz isto várias vezes, faturou muito… e Vale, e bancos também tiveram alta volatilidade…

      • Kra M

        Mas eu concordo, se o brasileiro investisse mais seu dinheiro nas empresas nacionais, elas teriam mais força pra brigar com as estrangeiras, agora ficar deixando dinheiro na poupança ou adquirindo tesouro direto (que é a moda) é investir nos bancos e no governo, digamos que ambos não prestam mto por aqui.

    • ph

      Pesquise como o preço era antes de 2002, antes da liberalização e com as diversas restrições e controle da receita por passageiro-quilômetro.

  • Hugo Leonardo

    O triste dessa história é ler que enquanto as empresas aéreas no resto do mundo lucram, no Brasil elas acumulam prejuízo.

    Será que é tão difícil para os governos (federal e estaduais) perceberem que a aviação traz não só os empregos diretos da aviação, todo um desenvolvimento do turismo, dos negócios, oportunidades, esse setor deveria ser tratado com muito mais empenho, mas, ainda assim, há governos estaduais cobrando imposto sobre o querosene de forma proibitiva, sem contar da conta maluca do preço para voo nacional e internacional no mesmo aeroporto para o combustível.

    É muita visão pequena em não entender o desenvolvimento e as oportunidades geradas quando as empresas aéreas se tornam eficientes, mas com esses absurdos impostos, dá é uma tristeza enorme =/

    • Henry

      Hugo..
      Não é correto pensar que TODAS as empresas aéreas no resto do mundo lucram… se tem um setor que tem um índice de mortalidade altíssimo, este é setor aéreo.. quantas empresas americanas e europeias faliram ?? (ou então se fundiram para não se fu—— ???? )…
      O Brasil tem dificuldades adicionais para qualquer ramo de negócio: impostos altos, burocracia para criar dificuldades para se vender facilidades (leia-se corrupção), falta de infra estrutura de suporte na área turística (aí, a coisa é mais ampla, pois falta desde segurança, passando por estradas, aeroportos, portos, etc etc)..
      Além destas dificuldades o setor aéreo ainda tem dificuldades com valor do querosene muito alto (e isto corresponde a 30/45% do custo do voo) e muita ingerência governamental, que ao invés de ajudar só atrapalha..
      Bem.. todas estas dificuldades estarão à disposição dos gringos tb…
      Mas.. como o pessoal do “13-confirma” parece que gosta de beneficiar estrangeiros, é capaz das coisas melhorarem..
      Concordo contigo quando se diz que os governos federais e estaduais poderiam ajudar e terem uma visão estratégica do que significa o turismo..
      Mas.. infelizmente isto é uma visão romântica em relação aos nossos governantes…
      Se você analisar bem o que eles têm feito nos últimos 10 anos, vai perceber que os caras estão mesmo é interessado em saquear os cofres públicos…

      • Todos os governos só sabem olhar pras montadoras, como se o setor aéreo não tivesse milhões de empregos diretos e indiretos também.

        • Henry

          É porque “o cara” já sabe negociar com as montadoras desde a época em que “negociava” com a MB..
          Então, ele já sabe a quem pode ou não pedir o pixuleco…

    • Kra M

      Mas isso é em todos os setores, qualquer empresa paga no minimo 40% do faturamento bruto para o governo.

  • ph

    Já eu acho absurdo haver qualquer tipo de restrição. Mais empresas (brasileiras ou não-brasileiras), mais concorrências = melhores preços e melhores preços.

    • Marcelo Sá de Sousa

      Se não me engano, existe esse tipo de restrição no mundo todo. Até na terra do livre mercado, os EUA. Lá o limite era 20%, creio. Aumento do capital estrangeiro não vai gerar aumento algum de concorrência, como a própria matéria aqui do site aponta.

  • Rodrigo Valdez

    Porque só 49%? Porque essa restrição ridícula? Porque não libera de vez o investimento estrangeiro, sem restrição alguma?

    E o pior é que essa aversão ao investidor estrangeiro encontra respaldo na população.

    • Kra M

      Mas isso foi “ensinado” em campanha politica né, quando queriam privatizar a petrobras e outras estatais, o partido da estrela era contra, agora que vemos o que por que.

    • Henry

      Parece que este percentual poderá chegar a 100%.. li em algum lugar… assim que achar novamente coloco o link aqui…

      • Rodrigo Valdez

        Seria ótimo, mas duvido muito.

    • Hermes Hs

      Setor aéreo, é setor estratégico (comercial ou militar). Jamais se pode deixar liberar, para dar oportunidade de controle estrangeiro, nas empresas aéreas nacionais! Espero que saindo o governo atual, o próximo dê mais valor ao setor! mas infelizmente como PT e PSDB, são iguais (e as pessoas somente conseguem enxergar tais partidos como se não existissem outros), não acredito em uma valorização, porém, TALVEZ…….TALVEZ… uma pequena redução da roubalheira! Enfim, sem a devida valorização do setor aéreo, que é estratégico para cada nação! Mas essa liberação já está de bom tamanho, embora não ideal. O ideal seria que nossas empresas fossem fortes o suficientes para adquirir controle acionário e não para conceder controle!

      • ph

        Para quem quer pedir dinheiro ao governo e cobrar mais caro, tudo é estratégico. Aço, comida, avião, etc…

      • Rodrigo Valdez

        “Setor estratégico” é desculpa para o governo satisfazer o apetite arrecadatório. E tem quem acredite…

        Me explique porque o setor aéreo é estratégico e outros setores, como a indústria alimentícia, não são.

    • Marcelo Sá de Sousa

      Se não me engano, existe esse tipo de restrição no mundo todo. Até na terra do livre mercado, os EUA. Lá o limite era 20%, creio. Aumento do capital estrangeiro não vai gerar aumento algum de concorrência, como a própria matéria aqui do site aponta….

    • Victor Oliveira

      Rodrigo, o governo federal pretende liberar futuramente patamares inclusive superiores a 49%, DESDE QUE haja RECIPROCIDADE por parte de outros países para eventual participação de empresas brasileiras nesses mercados. Uma medida racional, justa e coerente. Afinal, ninguém abre seus mercados de graça e sem contrapartidas. E quem o faz, no mais das vezes, acaba prejudicando a própria população e os trabalhadores do país. Sabia que na União Europeia há restrição para que cidadãos extra-europeus controlem mais do que 25% de cias aéreas europeias? Todos os mercados (inclusive os mais desenvolvidos) possuem alguma forma de proteção. Sou favorável à abertura total como você propõe, desde que seja RECÍPROCA.

      • Rodrigo Valdez

        Victor, então fica aquela coisa do “eu não faço porque você não faz”, e o consumidor paga o pato.

        Austrália e Nova Zelândia são 100% abertas, e convenhamos, Europa está longe de ser um exemplo de liberalismo.

        • Jonatas Elias

          Europa está longe de ser exemplo em muitas coisas. Quem já viu europeu fora do velho continente bem sabe.

  • MTorres

    Acho que vai chover investidor agora. As empresas estão valendo metade, METADE, do que valiam ano passado. A Gol, por exemplo, vai ser disputada a tapa. Querem apostar? O mesmo será se a Azul colocar mais cotas a venda.

    • Henry

      Até pode ser….mas…
      Como é que as estrangeiras vão conseguir ganhar dinheiro com esta carga tributária, custo de querosene elevado e “n” problemas que órgãos governamentais criam….?????
      Será que as dificuldades das aéreas nacionais é SÓ decorrência da má gestão dos administradores brasileiros ???

      • Dayse

        A ideia é sempre adquirir quando as ações valem menos. Hoje há problema de inflação, ata do dólar, etc. Mas sabemos que o país irá se recuperar no futuro e é pensando nisso que as estrangeiras compram.
        Eu trabalhava com fusão em aquisição e, acredite, o ano em que mais trabalhei foi 2008, o ano do quebra-quebra internacional (“marolinha”, segundo o nosso presidente na época). Estrangeiro comprando à rodo hospitais, clínicas, usinas de cana,
        universidades, etc.

      • Patrick Ferreira

        pelo que eu sei a querosene ta barata….

  • Cidadão

    O que mais me preocupa são as mudanças nas regras que a ANAC está pensando em implantar

  • Julia

    Queria muito que a Virgin começasse a operar no Brasil.

  • Rogerio

    Ah se o governo tivesse feito isto antes da crise… Agora os estrangeiros vão comprar as empresas brasileiras a preço de banana.

  • Como no Brasil tudo sempre acaba mudando pra pior, eu não sei se isso muda algo no final das contas pra nós consumidores finais… Por exemplo o caso da Webjet, o que ocorreu de fato foi que ela vendia mais barato que todas as outras, talvez por ter conseguido de fato ser uma lowcost, e estava incomodando a Gol, que foi lá e acabou com a história.
    Sobre o Smiles… Eu prefiro nem comentar.

    • Marcelo Guimarães

      Na minha opinião, muda (algo no final das contas pra nós consumidores finais) e muito!

      O exemplo que vc citou é um que podemos usar. Voos daqui de BH pro Rio, pela Webjet, custavam a metade do que cobrava a Gol, TAM, etc. Foi só a GOL comprá-la que deixou de haver passagens aéreas mais baratas que passagens terrestres.

      À medida que o monopólio se fecha e diminui em número de companhias, maior a chance de os preços se tornarem muito próximos, o que pode ser visto como quartelização dos mesmos.

  • Leonardo Ibiapina

    Acho que a Passaredo vai ser adquirida pela Latam se já não foi e não fiquei sabendo…

  • ph

    Se o meu vizinho está em um barco, e dá um tiro contra o piso, permitindo que a água entre, não é uma boa justificativa para que eu também fure o barco. Que um país tenha más políticas não é justificativa para que as implementemos aqui.

  • Curious Jorge

    Será lindo! Uniremos os preços altíssimos do Brasil com a falta de direitos do exterior (franquia de bagagem paga, cobrança por marcação de assento, impressão de e-ticket). Será o pior dos mundos, o “jumento chifrudo”, como diria Reinaldo Azevedo.
    Igual quando houve a fusão da Gol com a Webjet. Ficou o serviço porco da Webjet com o preço alto da Gol.

  • Mauricio Laukenickas

    Excelente reportagem. Completa e esclarecedora. Parabéns ao MD!

  • Fabio

    “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”- Margareth Thatcher

    Otima noticia!

    Agora eh soh assinar uma lei semelhante em relacao a Petrobras e acabar com a roubalheira.

    • Bruno Bastos

      Porque nas empresas privadas não tem corrupção. A Siemens e a Alstom não pagaram propina no metrô. As empreiteiras não pagam caixa dois todo ano de eleição.

      Esse acredita até em unicórnio.

      • Fabio

        A corrupcao nas empresas privadas eh para fazer as mesmas ganharem dinheiro, lucrarem mais. Jah a corrupcao no setor publico eh para fazer a a Uniao e as demais estatais terem perdas.

        Quem lucrou? a Siemens, a Alston, a Odebrecht ou o governo de SP e o governo federal?

        • Renan Binder Veneziani

          Belo pensamento!! hahhaah
          E o que a população lucra quando a Siemens e a Alston lucraram??
          Meu caro, pra haver corruptos tem que haver corruptores. Não defenda nem um e nem o outro. Ambos estão errados.
          Mas pode ter certeza que empresas privadas jamais irão beneficiar espontaneamente a população.

        • Bruno Bastos

          Aposto que esse Fabio é um batedor de panela cego. A Alstom e a Siemens podem roubar então que é tranquilo, mesmo que o metrô gaste mais pra construir meio metro de trilhos por ano. O retorno pra coletividade que se exploda. Reaças sempre usando dois pesos e duas medidas.

          A Petrobras explorando o pré-sal, teremos recursos pra educação. As estrangeiras explorando, teremos apenas a própria exploração.

          • Fabio

            E aposto que você é um romântico admirador de Che Guevara. Onde eu disse que podem roubar? Eu disse que quando executivos de uma empresa que tem dono como Alstom e Siemens se envolvem em corrupção ela tem por finalidade trazer benefícios para a camisa que ele veste. Já quando um funcionário público ou executivo de empresa publica se envolve em corrupção é para tirar dinheiro do seu próprio empregador. No caso destes últimos, caberia não se corromper e defender o interesse público, pois eles são pagos para isso. Comunas sempre incapazes de raciocinar.

          • Renan Binder Veneziani

            Eu já desisti há tempos de argumentar com um ser desses.
            Acha que meu pensamento é ultrapassado e ainda acredita que no mundo só há definições direita/esquerda, capitalismo/socialismo, bom/mau, etc.
            Seres binários não conseguem enxergar o mundo real.
            E eu também vou devolver minha carteirinha de ser humano, pq antes de lucros tenho meus valores, escrúpulos e muito mais.
            Sugiro que vc também desista de argumentar com esse cidadão, Bruno. Tudo será em vão.

  • Leonardo PA

    Discussão política está igual torcida de futebol. Aumentando o limite da participação, reclamam. Se o governo tivesse baixado, também estariam reclamando. Parabéns ao MD por fazer uma análise fria do cenário, trazendo tanto os pontos positivos como os negativos. Sem “torcida organizada”.

  • Cleusa Rabelo

    SAUDADES DAS PASSAGENS DE 9,90 OU 19,90 DA WEBJET. FOI O ANO QEU MAIS VOEI. NAO ESQUEÇO DA PROMOÇÃO SSA-NVT 19,90. SSA-BH 9,90 E SSA-RIO 14,99. QUEREMOS A WEBJET NOVAMENTE!!!! Apesar de ser desconfortavel e nao ter lanche. O valor que enconomizei durante um ano com ela. Visitei mais de 10 destinos e sobrou para hoteis e tudo mais. Valeu a pena!

  • Mikael Kenan

    Daqui a pouco as maiores empresas aéreas “nacionais” serão American Airlines, British Airways e Delta.

  • silvio alpendre

    Então os bons preços nunca apareceram nas empresas do tio Sam ou em empresas fora do Brasil. Peguei para agora viagem para San Andres e Cuba com ótimos preços.

  • Benicio Monte

    Galera que fica defendendo que as as passagens são caras, quero ver quando chegou no fim do ano passado e as passagens para o nordeste triplicaram de valor! A gente tem memória de amendoim mesmo! É bom que venha capital estrangeiro sim! Parem de pensar pequeno, só nas 4 empresas! Com essa situação qualquer investidor brasileiro não precisar investir 80% do seu bolso pra montar uma empresa! Agora basta 51% e os 49% podem vir de uma empresa de fora ou investidor de fora! Pode crer que vamos ter mais empresas! Mais concorrência, uma hora ou outra pode haver aumento de passagem, menos rotas, mas outras irão suprir, irão se reinventar! Que venham novas flyways, trip, airbrasil, brasil united e tudo mais! E esses esquerdopatas são bando de hipócritas, fala lá da petrobrás sendo entregada pelo vampiro, mas da aviação aérea ng fala! todo mundo quieto! Bando de HIPÓCRITA! ESQUEDOPATAS SEUS LIXOS ENGANADORES! Quando lhes convém abrem a boca, quando não, botam a culpa no FHC!

  • Fabio

    A população lucra com empregos. E o que a população lucra com a quebra da Petrobrás?

    • Renan Binder Veneziani

      Engano seu…muitos empregos são tirados de outras empresas em detrimento da majoração do LUCRO destas empresas que corrompem o sistema.
      Sabe a crise de 2008/2009 que quebrou o mundo todo e tirou milhares de empregos no mundo inteiro? Exemplo de que pra UM ganhar muito, milhares tem que perder.
      Quebra da Petrobrás está sendo a mesma coisa, quem ganha são os especuladores da Bolsa e o capital estrangeiro que jajá, com apoio da mídia e da população induzida pela mídia, vai ser majoritária nas ações quando o Brasil abrir as pernas e os lucros saem para o exterior às custas do patrimônio brasileiro.

      Parabéns!! Continue assim!! Vc com certeza ganha muito vendo os milionários ficando mais milionários roubando a população.

  • Fabio

    Esse é um pensamento típico de um esquerdista, ultrapassado e sem nenhum conhecimento de economia.
    O único sistema que se mostrou sustentável no mundo foi o capitalismo simplesmente porque ele não vai contra a essência do homem, que é eterna busca pela maximização do seu lucro.
    O capital estrangeiro não pode assumir o controle da Petrobrás porque leis retrógradas ainda vigoram no país. Mas seria ótimo se pudesse.
    Ninguém precisa ser induzido pela mídia. Basta ver o sucesso dos países capitalistas e o fracasso dos socialistas.

    • Bruno Bastos

      Dizer uma frase dessa ofende a humanidade. Se a maximização do lucro é a essência do homem, vou ali devolver minha carteira de homem e pedir visto pra ser de outra espécie.

      • Fabio

        Então sugiro que faça isso. Porque é exatamente assim que o homem funciona. O resto é blá-blá-blá politicamente correto.

  • Kelly

    Sugestão de leitura: qualquer livro de introdução à economia.
    Temáticas:
    1 – O monopólio: como afeta o consumidor
    2 – Como o controle de empresas estrangeiras afeta a economia nacional

  • André Luis

    Conte-me mais sobre ficar fumando maconha o dia inteiro na federal e acreditar em papai noel, Marx e Lenin.
    Pesquise sobre empresas como PrivatAir, UberAir e muitas outras empresas que trabalham nessa área.

  • Marlon J Anjos

    Incrível que estatal é tão boa que nunca consegue concorrer com uma empresa privada. Estatal só funciona no monopólio.