LATAM deve ser criada em abril e terá base de voos internacionais no Norte ou Nordeste

Denis Carvalho 21 · novembro · 2011

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Os executivos da TAM estão muito confiantes na aprovação da fusão da empresa com a chilena LAN para a criação da Latam, que será uma das maiores companhias aéreas do mundo. Tanto é verdade que já existe até a provisão da data para a troca de ações e concretização da operação: 1º de abril de 2012. Além disso, o novo grupo deve trabalhar com dois grandes centros de conexão para voos internacionais: Lima, no Peru, e uma cidade ainda a ser definida no Norte ou Nordeste do Brasil

“Em uma das reuniões, eu acho que foi o Bologna [Marco Antonio, presidente da TAM] que mencionou que tinha de ser no dia 2 de abril e não no dia 1º, que é o dia da mentira. Eu já gosto do dia 1º porque foi o dia que eu comecei a trabalhar na TAM. Então, vamos ver”, afirmou Maria Claudia Amaro, presidente do Conselho Administrativo da TAM, sobre o início do novo grupo, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Segundo ela, os passageiros da companhia notarão pouca diferença nos serviços da empresa, já que as marcas TAM e LAN serão preservadas: “Os aviões da TAM continuam sendo pintados como TAM, com matrícula brasileira. Isso não pode mudar. A tripulação continua sendo a mesma. Eu não sei se o passageiro percebe essa mudança”.

“A TAM, como a LAN já é hoje, será dividida em áreas doméstica e internacional. A área internacional das duas empresas será concentrada numa unidade de negócios que responderá para ambos os lados. E o doméstico da TAM responderá para um novo executivo que virá para tocar a área de passageiros do Brasil. Essa é uma grande mudança na TAM”, completa Mauricio Amaro, atual vice-presidente da empresa brasileira e futuro chefe do Latam Group.

Já  o presidente da TAM, Líbano Barroso, revelou que após a conclusão da operação com a LAN, as duas aéreas pretendem trabalhar com dois grandes hubs (aeroportos de conexão) para voos internacionais: um em Lima, no Peru, e outro no Norte ou no Nordeste do Brasil. A ideia é utilizar a capital peruana como uma base de acesso à Costa Oeste norte-americana e transformar o futuro hub brasileiro numa plataforma para movimentar passageiros para outras partes dos Estados Unidos, Europa e África.

“Hoje, um voo direto de São Paulo para Los Angeles ou para San Francisco não é viável, mas um voo que concentre passageiros em Lima e vá para a Costa Oeste é possível”, disse Barroso. “A mesma lógica vale para a Costa Leste da América do Sul, que seria o caso do Norte ou Nordeste do Brasil. De um hub logístico ali, você ficaria a seis horas tanto de Miami, quanto da Europa e África”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo Barroso, a TAM já estuda “grandes cidades” nas duas regiões brasileiras para estruturar o futuro hub da Latam, porém uma definição só deve ser sair ao longo de 2012.  O executivo disse ainda que até o primeiro trimestre de 2012 a Latam deve definir em qual aliança aérea ficará: a StarAlliance, da qual a TAM faz parte hoje, ou a OneWorld, da qual participa a LAN.

Já ao jornal chileno El Mercurio, Barroso estimou que a Latam pode aumentar sua frota para chegar a 500 aeronaves dentro de uma década e que o grupo também deve lançar voos  para a Ásia dentro do mesmo período. “Quantos aviões, é difícil dizer, mas é provável dobrar a nossa frota durante este período, atingindo cerca de 450 ou 500 aeronaves. E certamente também podemos estar voando para a Ásia, que hoje não é viável”.

Com informações dos jornais Valor Econômico, O Estado de S. Paulo e portal Terra

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe