Kruger Park: todas as nossas dicas para o seu primeiro safári na África do Sul

Gisela Cabral 29 · março · 2017

Num belo dia frio do último outubro holandês, pulei de alegria ao abrir a minha caixa de e-mails e deparar-me com uma bela promoção de passagens aéreas para Joanesburgo, na África do Sul. Instantaneamente, percebi que ali estava a minha chance de conhecer o famoso Kruger National Park, o mais famoso daquele país e considerado um dos melhores do mundo para safáris.

Rinocerontes, elefantes, girafas, búfalos, leopardos, hipopótamos, zebras e pássaros das mais diversas espécies. Sim, o Kruger é a casa de todos estes e vários outros animais fantásticos, isso sem contar com uma flora exuberante.

Depois de efetuar a compra da passagem e sonhar bastante com tudo o que seria vivido nessa viagem incrível, passamos (meu marido e eu) para a parte prática: pesquisa de preços, reservas de carro, hospedagem, etc. E foi exatamente neste momento que muitas dúvidas começaram a surgir…

Belo pôr do Sol no rest camp de Mopani/fotos: Rafael Dantas

Como chegar ao Kruger? É melhor se hospedar dentro ou fora do parque? O parque é seguro para self-drive ou precisamos contratar um serviço específico? Será que estamos indo em uma boa época do ano para observar os animais? Estas foram alguns dos questionamentos que rondaram os pensamentos de um casal super inexperiente, porém bastante animado em estrear no mundo dos safáris.

Pensando naqueles que, assim como nós, aproveitaram promoções de passagens para a África do Sul, elaborei um mini guia com dicas que podem ajudar bastante, principalmente se esta for a sua primeira vez no Kruger. Aliás, o intuito desse post é coletar dicas de leitores que já estiveram uma ou várias vezes no parque, portanto, sintam-se à vontade para contribuir nos comentários!

Antes das dicas, vamos saber um pouco mais sobre o Kruger…

O parque ocupa uma área de quase dois milhões de hectares, um belo habitat onde aproximadamente 147 espécies de mamíferos, mais de 500 espécies de pássaros, 114 de répteis, 34 de anfíbios, 49 de peixes e 227 de borboletas vivem livres e cercados por uma belíssima fauna. Há fortes indícios de que o primeiro homem pré-histórico tenha pisado na região entre 100 mil e 500 mil anos atrás.

O parque tem, ao todo, 10 portões de entrada e é todo “cortado” por estradas de asfalto bem conservadas nas quais o veículo, por lei, não pode passar de 50 quilômetros por hora. Por todo o Kruger o visitante também vai encontrar uma série de camping sites com estrutura excelente e acomodações que vão desde áreas de camping até lodges cheios de luxo.  

Quanto tempo ficar e qual a melhor época para conhecer

A quantidade de dias no Kruger vai depender muito da vontade e das intenções de cada um. Na época do planejamento da viagem, ouvi de alguns amigos que duas noites seriam mais do que suficientes. Porém, ao meu ver, o ideal é que haja tempo não só para os game drives, mas também para aproveitar um pouco mais da estrutura dos camping sites – piscinas, restaurantes, etc.

Sem contar que o parque é enorme, a velocidade dentro dele é de no máximo 50km/h, não sendo aconselhável, portanto, cobrir longas distâncias em um curto espaço de tempo. O ideal é planejar game drives mais curtos e com paradas estratégicas para não “acabar” cansado e aproveitando pouco.

Nossa primeira visão ao cruzarmos os portões do parque/fotos: Rafael Dantas

Sobre o clima, bem, o Kruger fica em uma região sub-tropical com verões quentes e chuvosos (de outubro a março) e inverno (entre abril e setembro) com temperatura agradável, dias mais quentes/secos e noites frias.

Estive no parque no início de janeiro deste ano e os dias por lá foram de muito sol e um calorzinho gostoso. Tá bom, vai, pegamos um pouco de chuva na parte Sul, mas ainda assim não tivemos dificuldade alguma de ver os bichinhos durante o self-drive.

Qual a melhor região do Kruger para avistar os animais?

Não há uma região melhor do que a outra, até porque os game drives são verdadeiras caixinhas de surpresa: você pode ter a sorte de ver vários animais ou nenhum deles! O que se sabe é que a região Sul do parque costuma ter uma população maior de animais, porém maior concentração de automóveis e índice de chuvas mais alto.

Tive a oportunidade de me hospedar em um camping site no Sul, em Skukuza, e vi toda essa movimentação de carros de perto. Por esse motivo, achei os arredores do camping site de Mopani, no Norte, bem mais tranquilo para observar os animais.

Dica do Parque: a melhor hora para observar os animais/fotografar é de manhã bem cedinho (assim que os portões se abrem) ou à noite. Ah, ao meio-dia vários animais encontram-se próximos às poças de água! 

Búfalos tornam-se animais extremamente perigosos quando ameaçados

Hospedagem no Kruger

O visitante que quiser se hospedar dentro do parque pode optar por um dos 17 camping sites existentes na região e vamos combinar que não há nada melhor do que já acordar “ao lado” de toda aquela riqueza natural.

Mopani e Skukuza, onde me hospedei, têm – além das áreas de camping e bangalôs com cozinha e churrasqueira, em várias faixas de preço – piscinas, restaurantes, postos de gasolina, lavanderias e lojinha onde se vende de tudo: carnes para churrasco, bebidas e suvenires da marca Kruger.

O bangalô em Skukuza tinha até churrasqueira/ fotos: Rafael Dantas

Skukuza, inclusive, me surpreendeu bastante por ser uma verdadeira cidade com uma estrutura fantástica com ATM e loja que mais parecia um shopping center! A reserva em ambos os locais foi feita via website oficial no botão booking your trip assim como o pagamento da hospedagem/taxas de conservação, via cartão de crédito.

Imprimi os comprovantes e apresentei tudo ao cruzarmos o portão de Phalaborwa, um dos 10 que dão acesso ao parque. Lembrando que a entrada no Kruger é altamente controlada, depois do check-in, na entrada, recebi um documento que nos acompanhou do começo ao fim da estada no parque.

Hospedagem fora do Kruger

Algumas pessoas também acabam optando por hospedar-se em guest houses/campings e hotéis que ficam nos arredores; Estabelecimentos que estão fora, porém muito próximos do parque. Phalaborwa é um exemplo disso… basta uma rápida espiada no Booking.com para notar a grande quantidade de estabelecimentos disponíveis na região.

Uma das principais razões para hospedar-se fora do parque são os preços, que podem acabar saindo mais em conta. Tenha em mente, no entanto, que você terá que respeitar os horários de entrada e saída do parque. Confira aqui os horários.

As árvores nativas do Kruger são belíssimas/foto: Rafael Dantas

Como chegar ao Kruger

A maneira mais fácil de chegar ao Kruger é alugando um carro em Joanesburgo. Precisa ser um carro 4×4? Não, a não ser que você queira dirigir um 4×4 ou vá ao Transfrontier Park pelo portão Giriyondo, a única seção que exige um veículo mais potente!

Optei por um carro simples mesmo – o mais barato com ar condicionado e direção hidráulica – e não tive problema algum. Do aeroporto da capital sul-africana até o portão de Phalaborwa, foram 390 quilômetros feitos em uma estrada boa e bem sinalizada.

Placa informando que nesta área é possível sair do carro “por sua conta e risco”

Ir com o próprio carro acaba sendo mais cômodo para fazer o itinerário que quiser e na hora que quiser. Porém, é bom deixar registrado que três aeroportos encontram-se nas mediações do parque, sendo possível, portanto, voar de localidades como Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban. Nos aeroportos de Nelspruit, Phalaborwa e Hoedspruit, inclusive, é possível alugar carros.

O que levar na mala

Roupas de cores neutras – na cor cáqui, de preferência – são essenciais para que o visitante não chame a atenção desnecessária de animais durante atividades como uma caminhada matinal, por exemplo.

Tecidos nas cores claras – manga comprida e calças – também são importantes pois ajudam a proteger a pele das picadas de insetos. Ah, se você for ao Kruger em pleno inverno, não deixe de levar um casaquinho/roupa quente, principalmente se a intenção é fazer algum night drive ou morning walk.

Durante o safári não deixe, ainda, de proteger-se do sol, usando um chapéu/boné e bastante filtro solar. Outra coisa importante é a escolha dos sapatos. Optei por um tênis comum e me arrependi muito, pois durante a caminhada matinal molhei os pés na água fria e machuquei-os levemente, ao pisar em gravetos na mata. O melhor, nesse caso, são calçados com material mais resistente. Binóculos também são acessórios que ajudam muito durante os game drives!

Remédios

Sempre costumo levar na mala uma mini farmácia com remedinhos que servem para várias situações de emergência. Porém, o principal conselho é que você consulte um médico antes da sua viagem e discuta com ele quais itens não podem faltar nessa “bolsinha salva-vidas”.

Veja com ele, por exemplo, a possibilidade de tomar remédios para prevenir a malária. Este é um assunto meio polêmico e muito discutido em vários fóruns de viagem na internet; isso porque o tratamento não garante que o viajante não vá contrair a doença, além disso os tabletes pode proporcionar efeitos colaterais desagradáveis.

Na minha “farmacinha”, por exemplo, tinha repelente de máxima proteção contra insetos que transmitem malária, remédios para indisposição estomacal, febre, anti-histamínico para reações alérgicas, remédio para picadas de insetos, entre outros. Reforçando, no entanto, que o melhor é sempre discutir o assunto com um médico da sua confiança!

Kruger park/ foto: Rafael Dantas

Malária

Apesar de o Kruger ser uma região de incidência de malária, os riscos de contrair a doença por lá são baixos, especialmente em temporadas de seca (quando a água é mais escassa). Mesmo assim, os cuidados não devem ser dispensados: não deixe de aplicar uma loção repelente na pele dia e noite; roupas de manga comprida e claras também são ótimas para fins de tarde, quando os insetos costumam dar o ar da graça, além disso, use e abuse de telas, mosquiteiros e repelentes de tomada.

Self drive, morning walk, night drive?

Além do self-drive – quando dirigimos no parque por conta própria, parando na hora que a gente queria para observar os bichinhos – contratei uma caminhada matinal no rest camp de Mopani e um night drive em Skukuza.

Ambos os passeios foram selecionados e reservados no momento em que fechamos a hospedagem, no site oficial do Sanspark. A caminhada matinal durou mais ou menos quatro horas e foi linda do começo ao fim. Assim que deixamos o rest camp, às 5 da matina, já avistamos um grupo de hienas, seguidas de um hipopótamo e diversas espécies de pássaros.

O melhor de tudo, no entanto, foi a adrenalina em caminhar mata a dentro na companhia de dois guias que sabem tudo da região. Inclusive, os dois estavam armados para a segurança do grupo – e confesso que fiquei bem nervosa quando vi o tamanho das espingardas – mas em nenhum momento foi preciso utilizá-las. Ufa!

Caminhar na mata foi uma experiência fantástica e cheia de adrenalina/foto: Rafael Dantas

O night drive em Skukuza foi feito em um ônibus de safári, equipado com refletores que iluminavam bem a mata. Na direção do veículo, um experiente guia local que, apesar da boa vontade em procurar pelos animais mais fantásticos, não conseguiu encontrar muita coisa, pelo menos não aqueles que estavam na expectativa do grupo.

Infelizmente, não vimos os desejados felinos, porém várias impalas lindas, um grupo grande de belos búfalos, hienas dormindo abraçadinhas (ouuuuun!!!), uma espécie semelhante a um gato, conhecida como Genet, e um scrub hare (Lepus saxatilis), bem nativo da África. No site do Kruger é possível conferir todas as atividades oferecidas aos visitantes, só clicar aqui;

O que esperar da sua estadia no Kruger

Como disse anteriormente, os game drives são como caixinhas de surpresa, sendo impossível prever o que será visto. Todavia, o visitante não só pode como deve se informar bastante dos locais onde os animais aparecem com frequência, os próprios rest camps ajudam nessa “busca” divulgando informações todos os dias (veja logo abaixo nas regras do Kruger).

Porém, não basta só procurar com afinco por girafas, leopardos e elefantinhos, marcar a sua visita para um período com clima mais propício, é preciso contar com o fator sorte. Assim que cruzamos os portões do parque, por exemplo, já demos de cara com um grupo de belas girafas se alimentando bem próximas à pista.

Rinocerontes estão na “lista” dos Big Five/foto: Rafael Dantas

Além disso, foi durante um dos self-drives que avistamos, sem muito esforço, quatro dos famosos Big Five: leões durante a cesta, elefantes adultos e bebês, búfalos e rinocerontes. Para quem não sabe, Big Five é o termo usado para designar os cinco maiores animais selvagens da África, os quatro já mencionados aqui, além do leopardo.  

Obviamente que ficamos felizes demais em poder observar quatro dos mais “cobiçados” no mundo dos safáris, mas posso afirmar, com toda certeza, que a experiência não seria completa sem os vários e deliciosos momentos em que paramos o carro devagarinho para apreciar grupos de zebras, macacos, antílopes, impalas, pássaros ou apenas as belíssimas árvores do Kruger. 

Regras do Kruger (fonte: sanspark)

– Visitantes devem permanecer em seus veículos e descer apenas em áreas designadas. Nenhuma parte do corpo pode sobressair da janela, teto solar ou qualquer outra parte do veículo. As portas também devem estar sempre fechadas.

– O limite de velocidade é de 50 km/h em estradas de asfalto e de 40 km/h em estradas de terra.

– Fique atento ao horário de fechamento dos portões do parque; visitantes devem estar em seus campings ou fora do parque após estes horários; atrasados podem estar sujeitos a uma multa.

– O visitante não tem permissão para dirigir “off-road” ou em estradas com um sinal que proíbe a entrada.

– Perturbar ou alimentar animais é considerado ofensa grave no Kruger; lembre-se que os animais também veem lixo como comida.

– Visitantes que se hospedarem no parque só podem ficar em um estabelecimento reservado e reconhecido durante a noite, além disso, devem reportar-se à recepção antes de ocupá-lo. O check-in é a partir das 14h e o check-out até às 10h;

– Para garantir que você veja todos os animais que deseja, não deixe de conferir o quadro exposto em locais estratégicos nos campings, a fim de acompanhar a localização dos animais no parque.

E você, leitor do MD, já esteve no Kruger? Deixe a sua contribuição nos comentários!

Autor

Gisela Cabral - Editora de Destinos Jornalista brasileira vivendo uma grande aventura na terra dos queijos, moinhos e tamancos!
  • Robson Fenasci

    Bom dia, Gisela! Você precisou da PID para alugar o carro na África do Sul? Obrigado!

    • Gisela Cabral

      Olá Robson, bom dia! Aluguei o carro apenas com a carteira de motorista holandesa (moro na Holanda) e segundo a embaixada do Brasil na África do Sul, a brasileira também é válida. Não só a brasileira, como a de outros países também, porém, eu não deixaria de levar a internacional, caso tivesse oportunidade. Isso é uma opinião pessoal minha, tá? Gosto de viajar sempre como o “plano A e o plano B” em mãos para evitar qualquer dor de cabeça.

    • Davi Carvalho

      Bom dia. Voltei da África do Sul semana passada. Não precisei da PID para alugar carro em Cape Town. Aluguei o carro pela EuropCar e apenas a carteira de motorista do Brasil foi pedida. Não posso afirmar em outras agências.

    • Calebe

      Bom dia. Eu não precisei da PID para alugar o carro, mas fui parado pela policia que me orientou a portá-la da próxima vez. A regra é a seguinte: você precisa de um documento com foto e no idioma inglês. Várias pessoas foram sem a PID e nunca tiveram problemas, mas por segurança eu irei com a minha da próxima vez.
      Algumas locadoras de veículo tambem exigem a PID para liberar os automoveis.

  • Calebe

    Excelente o post, Gisela! Eu fiz todos os games que o parque oferecia, e na minha opinião é melhor fazer ou o sunrise ou o sunset drive, pois ambos pegam uma parte do dia em que ainda está escuro. No night drive, assim como vocês, quase não avistamos animais.

    • Gisela Cabral

      Obrigada, Calebe. Concordo com vc! Foi dureza acordar às 4h para o morning walk, mas valeu cada minuto!!! 🙂

  • Marcio Cicero Durval Durval

    Bom dia! Muito bom o post, mais na minha opinião faltou por preços de passeios, visto que o turismo na Africa são meio caros. Tipo safari.

    • Gisela Cabral

      Olá Marcio, o Kruger tem 17 camping sites e colocar o preço de todos (hospedagem e passeios) seria impossível. Só clicar nos links do texto que vc confere os preços super atualizados

      • Marcio Cicero Durval Durval

        obrigado.

  • Andréa Kotzent

    Estivemos no Kruger em janeiro, uma das experiências mais fantástica que minha família já teve. Ficamos fora do park em Hoedspruit. Quem tiver a oportunidade de ficar mais dias eu indico o HESC e o Moholoholo (centros de reabilitação de animais), eles têm um trabalho muito bonito de cuidado, proteção e reintegração dos animais à natureza.

    Também na região, tem a Rota Panorâmica, passeio divino aonde você visita lindas cachoeiras (Lisbon, Germany e Mac Mac Fall) e a maravilhosa God`s Window

    • Gisela Cabral

      Que legal, Andréa!!!! Você foi com crianças?

      • Andréa Kotzent

        Oi Gisela, “minhas crianças” já são adolescentes kkkk
        Foi presente de 15 anos, pois são gêmeos (um casal), e mais um de 20 anos que está fazendo Veterinária.
        Dá para imaginar o quando curtiram né?!

        • Gisela Cabral

          ahahahahaha
          Nossa, q demais!!! Te perguntei porque vi carros com famílias inteiras dentro…deve ser o máximo mesmo!!!! 🙂

          • Andréa Kotzent

            Agradeço muito as dicas do Melhores Destinos, fiz tudo por conta e risco, sem agência e nada. E tudo deu muito certo.Tenho diversas páginas de vocês salvas no meu Favorito.

            Outra dica fantástica foi o Old Biscuit Mill em Cape Town, o que é aquilo…. Agora aqui em casa todo sábado falamos: Vamos tomar café da manhã no Old Biscuit

          • Gisela Cabral

            Ahahahaha ahhh, que querida!!! São leitores como vc que nos motivam a ir cada vez mais longe!!!! <3

  • Gisela Cabral

    Todo mundo quer ver o leopardo, não é, Marina?! ahahaha Quero voltar com mais calma só para tentar encontrá-lo! Que experiência fantástica a sua!

  • Gilberto

    Excelente guia! Parabens! Bateu a vontade de conhecer o Kruger Park, alem de Cape Town.

    • Gisela Cabral

      Obrigada! A África do Sul é um paraíso para os viajantes de plantão, Gilberto! Fomos de carro de Johanesburgo até Cape Town (passando pelo Kruger). Viagem dos sonhos!!!!!!

  • Viviane Miranda

    Gisela, amei as dicas. Vou ao Kruger com carro alugado e me
    hospedarei num hotel numa cidade próxima a um dos portões.
    Não quero fazer o passeio dentro do Park com meu carro,
    quero fazer com guia naqueles jipes com mais pessoas.
    Vc tem contato de alguma empresa que faça esse passeio lá dentro?

    Aguardo!

    Muito obrigada!

    • Gisela Cabral

      Oi Viviane, tudo bem? Então, infelizmente não tenho o contato porque fiz os passeios oferecidos pelos camping sites e vários self-drives, mas te diria para pegar o contato com o seu hotel. Com certeza eles devem ter boas opções para os hóspedes, pois devem receber pessoas que chegam de avião e não alugam carro. Espero que você consiga uma empresa bem legal! Abs!

  • Está rolando uma ótima promoção da Latam para Joanesburgo

  • Marina

    Olá Gustavo, tudo bem? Vcs vão adorar o Kruger! Bom, eu e meu marido ficamos 4 dias, 2 em Crocodile Bridge e 2 em Skukuza (bangalô em ambos), fizemos 2 sunset drives e 1 night drive. O valor total, já com as taxas, foi algo em torno de 2000 reais. Sobre a comida, em Skukuza e Lower Sabie tem restaurantes, mas Crocodile Bridge e outros rest camps tem tipo uma conveniência com algumas comidinhas prontas e principalmente carne e material pra churrasco, já que todos os bangalôs tem churrasqueira. Quando fomos passamos num supermercado antes, em Komatipoort, e compramos coisinhas pra café da manhã. Mas como eu disse, a conveniência dá pra quebrar o galho. Tem frutas, sanduíches prontos, etc. Como Crocodile Bridge era perto de Lower Sabie, almoçamos dois dias por lá e não achei o preço das refeições nada fora da média em relação ao Brasil.

    • ARYSON FRANCA

      Marina, você disse que alugou um carro em Maputo, ou seja, em Moçambique. Estive lendo e o Kruger fica cerca de 120kms, mas tenho uma dúvida: Brasileiros têm que ter visto, neste caso, visto de múltiplas entradas para ir e voltar a Maputo? Como eu faço para contratar um pacote a partir desta cidade?

  • Excelente post Gi.

    • Gisela Cabral

      Obrigada, Marco!!! 🙂

  • Aniela Amorelli

    Excelente post! Onde você me recomendaria fica vindo de Joanesburgo em carro alugado? Obrigada.

  • Liara Rocha

    Olá!
    Adorei o post! Estou pretendendo ir ao Kruger em outubro, apenas 2 dias. Irei de Maputo e estou em dúvida onde ficar, qual portão e se fico dentro ou fora do Park.

    Obrigada!

    • Gisela Cabral

      Oi Liara! Então, acho que para você o melhor é entrar pelo Crocodile Bridge gate. O Crocodile Bridge Camp fica a 25 km de distância da fronteira África do Sul/Moçambique. Sobre ficar dentro ou fora, vai depender de você. Eu amei ficar dentro, achei a experiência muito legal, mas tem gente que prefere ficar fora por conta dos preços mais em conta.

  • Julia

    Bom dia ! Parabéns pelo post, bem explicativo.
    Fiquei com algumas dúvidas.
    1 – É realmente seguro fazer os passeios com o próprio carro? Sem nenhum guia?
    2 – Eu vi que vocês ficaram dois dias em um lugar e dois em outro. Eu não consegui entender, são duas “vilas” que ficam em Kruger? Se sim, qual motivo de ficar em dois lugares diferentes?

    Eu vou ficar em Joanesburgo (3 dias), Kruger (4 dias) e Cape Town (6 dias).

    Você foi para CapeTown também?

    • Gisela Cabral

      Olá Julia. É super seguro fazer o passeio com o próprio carro, não se preocupe. Como eu disse no texto, o Kruger é enorme e tem 17 camping sites, fiquei em dois deles pois queria experimentar o game drive na parte Norte (Mopani) e também na parte Sul (Skukuza). Sobre Cape Town, eu fui sim! Temos o guia completinho aqui no site 🙂

  • Alexandra de Souza

    Oi Gisela, uma dúvida, pq vc escolheu 2 campings? No caso só tenho três dias. Qual dos q ficou é melhor?

    • Gisela Cabral

      Alexandra, eu amei os dois, mas acho que Skukuza tem mais infraestrutura. A questão é que Skukuza é bem mais popular e, por isso, mais cheio. No Kruger tive as duas experiências, dias mais tranquilos em Mopani e mais agitados em Skukuza.

  • Alexandra de Souza

    Skukuka tbém é perto desta entrada?

    • Gisela Cabral

      Oi Alexandra! Não, Skukuza fica na parte Sul do Parque. O melhor, neste caso, é entrar pelo Paul Kruger Gate, que fica 12 km a oeste de Skukuza. A viagem de Joanesburgo até este portão leva mais ou menos 5 horas, já o new Kruger Mpumalanga International Airport fica a uma hora e meia, de carro, do Paul Kruger Gate.

  • Gisela Cabral

    Oi João, ué, fechei todos os passeios por lá, no momento que fechei as hospedagens. Dá uma procurada que vc acha. Garanta logo pra não correr o risco de ficar sem vagas! Abs!

  • Gisela Cabral

    É possível sim. Vi muitas famílias com crianças fazendo o self-drive. Acho que é bom ficar pelo menos uma noite no Kruger, pelos motivos que expliquei no texto.

  • Letícia Toss

    Gisela, você sabe se é mandatório ter os games views reservados quando chegar no parque? Estou com a hospedagem dentro do Kruger paga, mas fiquei na dúvida se seria mais garantido deixar reservado pelo menos um game também! O medo é de não conseguir na hora (vamos em setembro)…

    • Gisela Cabral

      Oi Letícia, tudo bem? Eu te aconselharia a reservar/pagar antes, viu? Na época que eu estava fechando a hospedagem no Kruger, as vagas para os game drives já estavam meio escassas. Para garanti-las, e também não ter que me preocupar com isso quando chegasse lá, fechei tudo de uma vez e foi a melhor coisa que fiz.

  • Geisa Bittencourt

    Ola gostaria de saber se nesses campings que vc foi da para contratar o guia.. estou querendo ir mas nao quero fazer o self drive! E nao encontrei so em hotéis de luxo.. e queria um mais em conta.. obrigada

  • Jane

    Olá, Gisela
    Tudo bem?
    Você visitou os cânions do Rio Blyde? Acha que consigo contratar essa visita no parque ou nas cidades próximas? Estou indo para um intercâmbio em Cape Town e devo ir sozinha para o safári, então não será interessante alugar um carro.

  • Lucas Coelho

    Boa tarde Gisela! Muito bom o post, obrigado por todos os esclarecimentos. Estarei na África pela primeira vez, depois de vários mochilões por aí … minha dúvida é se há necessidade de reserva antes (irei em janeiro também) ou se posso simplesmente entrar no parque, pagar na porta e ir até um campsite para passar a noite, pagando na hora. Gosto do improviso e da liberdade de não ter reserva – posso simplesmente decidir ficar um dia mais ou um dia menos em qq lugar; por outro lado entendo que há lugares que não é possível fazer isso. Saberia me dizer? Já entendi que os passeios podem ser agendados e pagos durante a hospedagem e poderei decidir na hora o que/onde fazer. Outra dúvida: tive a ideia de alugar um “camper van” ou “motorhome” (fiz isso na Nova Zelândia e foi uma experiência incrível). Sabe me dizer se é viável?

    • Gisela Cabral

      Oi Lucas, tudo bem? Eu te aconselharia a reservar tudo com o máximo de antecedência, ainda mais no verão. Fiz as minhas reservas nos dois camping sites três meses antes da viagem e quase fiquei sem ter onde ficar, os passeios também já estavam bem concorridos. Acho a ideia da camper van maravilhosa e super viável, para me locomover no Kruger usei bastante bastante o google maps e o maps me, mas nos portões do parque encontram-se lojas que vendem mapas supercompletos. Abs!!!!!