Kruger Park: todas as nossas dicas para o seu primeiro safári na África do Sul

Gisela Cabral 29 · março · 2017

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Num belo dia frio do último outubro holandês, pulei de alegria ao abrir a minha caixa de e-mails e deparar-me com uma bela promoção de passagens aéreas para Joanesburgo, na África do Sul. Instantaneamente, percebi que ali estava a minha chance de conhecer o famoso Kruger National Park, o mais famoso daquele país e considerado um dos melhores do mundo para safáris.

Rinocerontes, elefantes, girafas, búfalos, leopardos, hipopótamos, zebras e pássaros das mais diversas espécies. Sim, o Kruger é a casa de todos estes e vários outros animais fantásticos, isso sem contar com uma flora exuberante.

Depois de efetuar a compra da passagem e sonhar bastante com tudo o que seria vivido nessa viagem incrível, passamos (meu marido e eu) para a parte prática: pesquisa de preços, reservas de carro, hospedagem, etc. E foi exatamente neste momento que muitas dúvidas começaram a surgir…

Belo pôr do Sol no rest camp de Mopani/fotos: Rafael Dantas

Como chegar ao Kruger? É melhor se hospedar dentro ou fora do parque? O parque é seguro para self-drive ou precisamos contratar um serviço específico? Será que estamos indo em uma boa época do ano para observar os animais? Estas foram alguns dos questionamentos que rondaram os pensamentos de um casal super inexperiente, porém bastante animado em estrear no mundo dos safáris.

Pensando naqueles que, assim como nós, aproveitaram promoções de passagens para a África do Sul, elaborei um mini guia com dicas que podem ajudar bastante, principalmente se esta for a sua primeira vez no Kruger. Aliás, o intuito desse post é coletar dicas de leitores que já estiveram uma ou várias vezes no parque, portanto, sintam-se à vontade para contribuir nos comentários!

Antes das dicas, vamos saber um pouco mais sobre o Kruger…

O parque ocupa uma área de quase dois milhões de hectares, um belo habitat onde aproximadamente 147 espécies de mamíferos, mais de 500 espécies de pássaros, 114 de répteis, 34 de anfíbios, 49 de peixes e 227 de borboletas vivem livres e cercados por uma belíssima fauna. Há fortes indícios de que o primeiro homem pré-histórico tenha pisado na região entre 100 mil e 500 mil anos atrás.

O parque tem, ao todo, 10 portões de entrada e é todo “cortado” por estradas de asfalto bem conservadas nas quais o veículo, por lei, não pode passar de 50 quilômetros por hora. Por todo o Kruger o visitante também vai encontrar uma série de camping sites com estrutura excelente e acomodações que vão desde áreas de camping até lodges cheios de luxo.  

Quanto tempo ficar e qual a melhor época para conhecer

A quantidade de dias no Kruger vai depender muito da vontade e das intenções de cada um. Na época do planejamento da viagem, ouvi de alguns amigos que duas noites seriam mais do que suficientes. Porém, ao meu ver, o ideal é que haja tempo não só para os game drives, mas também para aproveitar um pouco mais da estrutura dos camping sites – piscinas, restaurantes, etc.

Sem contar que o parque é enorme, a velocidade dentro dele é de no máximo 50km/h, não sendo aconselhável, portanto, cobrir longas distâncias em um curto espaço de tempo. O ideal é planejar game drives mais curtos e com paradas estratégicas para não “acabar” cansado e aproveitando pouco.

Nossa primeira visão ao cruzarmos os portões do parque/fotos: Rafael Dantas

Sobre o clima, bem, o Kruger fica em uma região sub-tropical com verões quentes e chuvosos (de outubro a março) e inverno (entre abril e setembro) com temperatura agradável, dias mais quentes/secos e noites frias.

Estive no parque no início de janeiro deste ano e os dias por lá foram de muito sol e um calorzinho gostoso. Tá bom, vai, pegamos um pouco de chuva na parte Sul, mas ainda assim não tivemos dificuldade alguma de ver os bichinhos durante o self-drive.

Qual a melhor região do Kruger para avistar os animais?

Não há uma região melhor do que a outra, até porque os game drives são verdadeiras caixinhas de surpresa: você pode ter a sorte de ver vários animais ou nenhum deles! O que se sabe é que a região Sul do parque costuma ter uma população maior de animais, porém maior concentração de automóveis e índice de chuvas mais alto.

Tive a oportunidade de me hospedar em um camping site no Sul, em Skukuza, e vi toda essa movimentação de carros de perto. Por esse motivo, achei os arredores do camping site de Mopani, no Norte, bem mais tranquilo para observar os animais.

Dica do Parque: a melhor hora para observar os animais/fotografar é de manhã bem cedinho (assim que os portões se abrem) ou à noite. Ah, ao meio-dia vários animais encontram-se próximos às poças de água! 

Búfalos tornam-se animais extremamente perigosos quando ameaçados

Hospedagem no Kruger

O visitante que quiser se hospedar dentro do parque pode optar por um dos 17 camping sites existentes na região e vamos combinar que não há nada melhor do que já acordar “ao lado” de toda aquela riqueza natural.

Mopani e Skukuza, onde me hospedei, têm – além das áreas de camping e bangalôs com cozinha e churrasqueira, em várias faixas de preço – piscinas, restaurantes, postos de gasolina, lavanderias e lojinha onde se vende de tudo: carnes para churrasco, bebidas e suvenires da marca Kruger.

O bangalô em Skukuza tinha até churrasqueira/ fotos: Rafael Dantas

Skukuza, inclusive, me surpreendeu bastante por ser uma verdadeira cidade com uma estrutura fantástica com ATM e loja que mais parecia um shopping center! A reserva em ambos os locais foi feita via website oficial no botão booking your trip assim como o pagamento da hospedagem/taxas de conservação, via cartão de crédito.

Imprimi os comprovantes e apresentei tudo ao cruzarmos o portão de Phalaborwa, um dos 10 que dão acesso ao parque. Lembrando que a entrada no Kruger é altamente controlada, depois do check-in, na entrada, recebi um documento que nos acompanhou do começo ao fim da estada no parque.

Hospedagem fora do Kruger

Algumas pessoas também acabam optando por hospedar-se em guest houses/campings e hotéis que ficam nos arredores; Estabelecimentos que estão fora, porém muito próximos do parque. Phalaborwa é um exemplo disso… basta uma rápida espiada no Booking.com para notar a grande quantidade de estabelecimentos disponíveis na região.

Uma das principais razões para hospedar-se fora do parque são os preços, que podem acabar saindo mais em conta. Tenha em mente, no entanto, que você terá que respeitar os horários de entrada e saída do parque. Confira aqui os horários.

As árvores nativas do Kruger são belíssimas/foto: Rafael Dantas

Como chegar ao Kruger

A maneira mais fácil de chegar ao Kruger é alugando um carro em Joanesburgo. Precisa ser um carro 4×4? Não, a não ser que você queira dirigir um 4×4 ou vá ao Transfrontier Park pelo portão Giriyondo, a única seção que exige um veículo mais potente!

Optei por um carro simples mesmo – o mais barato com ar condicionado e direção hidráulica – e não tive problema algum. Do aeroporto da capital sul-africana até o portão de Phalaborwa, foram 390 quilômetros feitos em uma estrada boa e bem sinalizada.

Placa informando que nesta área é possível sair do carro “por sua conta e risco”

Ir com o próprio carro acaba sendo mais cômodo para fazer o itinerário que quiser e na hora que quiser. Porém, é bom deixar registrado que três aeroportos encontram-se nas mediações do parque, sendo possível, portanto, voar de localidades como Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban. Nos aeroportos de Nelspruit, Phalaborwa e Hoedspruit, inclusive, é possível alugar carros.

O que levar na mala

Roupas de cores neutras – na cor cáqui, de preferência – são essenciais para que o visitante não chame a atenção desnecessária de animais durante atividades como uma caminhada matinal, por exemplo.

Tecidos nas cores claras – manga comprida e calças – também são importantes pois ajudam a proteger a pele das picadas de insetos. Ah, se você for ao Kruger em pleno inverno, não deixe de levar um casaquinho/roupa quente, principalmente se a intenção é fazer algum night drive ou morning walk.

Durante o safári não deixe, ainda, de proteger-se do sol, usando um chapéu/boné e bastante filtro solar. Outra coisa importante é a escolha dos sapatos. Optei por um tênis comum e me arrependi muito, pois durante a caminhada matinal molhei os pés na água fria e machuquei-os levemente, ao pisar em gravetos na mata. O melhor, nesse caso, são calçados com material mais resistente. Binóculos também são acessórios que ajudam muito durante os game drives!

Remédios

Sempre costumo levar na mala uma mini farmácia com remedinhos que servem para várias situações de emergência. Porém, o principal conselho é que você consulte um médico antes da sua viagem e discuta com ele quais itens não podem faltar nessa “bolsinha salva-vidas”.

Veja com ele, por exemplo, a possibilidade de tomar remédios para prevenir a malária. Este é um assunto meio polêmico e muito discutido em vários fóruns de viagem na internet; isso porque o tratamento não garante que o viajante não vá contrair a doença, além disso os tabletes pode proporcionar efeitos colaterais desagradáveis.

Na minha “farmacinha”, por exemplo, tinha repelente de máxima proteção contra insetos que transmitem malária, remédios para indisposição estomacal, febre, anti-histamínico para reações alérgicas, remédio para picadas de insetos, entre outros. Reforçando, no entanto, que o melhor é sempre discutir o assunto com um médico da sua confiança!

Kruger park/ foto: Rafael Dantas

Malária

Apesar de o Kruger ser uma região de incidência de malária, os riscos de contrair a doença por lá são baixos, especialmente em temporadas de seca (quando a água é mais escassa). Mesmo assim, os cuidados não devem ser dispensados: não deixe de aplicar uma loção repelente na pele dia e noite; roupas de manga comprida e claras também são ótimas para fins de tarde, quando os insetos costumam dar o ar da graça, além disso, use e abuse de telas, mosquiteiros e repelentes de tomada.

Self drive, morning walk, night drive?

Além do self-drive – quando dirigimos no parque por conta própria, parando na hora que a gente queria para observar os bichinhos – contratei uma caminhada matinal no rest camp de Mopani e um night drive em Skukuza.

Ambos os passeios foram selecionados e reservados no momento em que fechamos a hospedagem, no site oficial do Sanspark. A caminhada matinal durou mais ou menos quatro horas e foi linda do começo ao fim. Assim que deixamos o rest camp, às 5 da matina, já avistamos um grupo de hienas, seguidas de um hipopótamo e diversas espécies de pássaros.

O melhor de tudo, no entanto, foi a adrenalina em caminhar mata a dentro na companhia de dois guias que sabem tudo da região. Inclusive, os dois estavam armados para a segurança do grupo – e confesso que fiquei bem nervosa quando vi o tamanho das espingardas – mas em nenhum momento foi preciso utilizá-las. Ufa!

Caminhar na mata foi uma experiência fantástica e cheia de adrenalina/foto: Rafael Dantas

O night drive em Skukuza foi feito em um ônibus de safári, equipado com refletores que iluminavam bem a mata. Na direção do veículo, um experiente guia local que, apesar da boa vontade em procurar pelos animais mais fantásticos, não conseguiu encontrar muita coisa, pelo menos não aqueles que estavam na expectativa do grupo.

Infelizmente, não vimos os desejados felinos, porém várias impalas lindas, um grupo grande de belos búfalos, hienas dormindo abraçadinhas (ouuuuun!!!), uma espécie semelhante a um gato, conhecida como Genet, e um scrub hare (Lepus saxatilis), bem nativo da África. No site do Kruger é possível conferir todas as atividades oferecidas aos visitantes, só clicar aqui;

O que esperar da sua estadia no Kruger

Como disse anteriormente, os game drives são como caixinhas de surpresa, sendo impossível prever o que será visto. Todavia, o visitante não só pode como deve se informar bastante dos locais onde os animais aparecem com frequência, os próprios rest camps ajudam nessa “busca” divulgando informações todos os dias (veja logo abaixo nas regras do Kruger).

Porém, não basta só procurar com afinco por girafas, leopardos e elefantinhos, marcar a sua visita para um período com clima mais propício, é preciso contar com o fator sorte. Assim que cruzamos os portões do parque, por exemplo, já demos de cara com um grupo de belas girafas se alimentando bem próximas à pista.

Rinocerontes estão na “lista” dos Big Five/foto: Rafael Dantas

Além disso, foi durante um dos self-drives que avistamos, sem muito esforço, quatro dos famosos Big Five: leões durante a cesta, elefantes adultos e bebês, búfalos e rinocerontes. Para quem não sabe, Big Five é o termo usado para designar os cinco maiores animais selvagens da África, os quatro já mencionados aqui, além do leopardo.  

Obviamente que ficamos felizes demais em poder observar quatro dos mais “cobiçados” no mundo dos safáris, mas posso afirmar, com toda certeza, que a experiência não seria completa sem os vários e deliciosos momentos em que paramos o carro devagarinho para apreciar grupos de zebras, macacos, antílopes, impalas, pássaros ou apenas as belíssimas árvores do Kruger. 

Regras do Kruger (fonte: sanspark)

– Visitantes devem permanecer em seus veículos e descer apenas em áreas designadas. Nenhuma parte do corpo pode sobressair da janela, teto solar ou qualquer outra parte do veículo. As portas também devem estar sempre fechadas.

– O limite de velocidade é de 50 km/h em estradas de asfalto e de 40 km/h em estradas de terra.

– Fique atento ao horário de fechamento dos portões do parque; visitantes devem estar em seus campings ou fora do parque após estes horários; atrasados podem estar sujeitos a uma multa.

– O visitante não tem permissão para dirigir “off-road” ou em estradas com um sinal que proíbe a entrada.

– Perturbar ou alimentar animais é considerado ofensa grave no Kruger; lembre-se que os animais também veem lixo como comida.

– Visitantes que se hospedarem no parque só podem ficar em um estabelecimento reservado e reconhecido durante a noite, além disso, devem reportar-se à recepção antes de ocupá-lo. O check-in é a partir das 14h e o check-out até às 10h;

– Para garantir que você veja todos os animais que deseja, não deixe de conferir o quadro exposto em locais estratégicos nos campings, a fim de acompanhar a localização dos animais no parque.

E você, leitor do MD, já esteve no Kruger? Deixe a sua contribuição nos comentários!

Autor

Gisela Cabral - Editora de Destinos Jornalista brasileira vivendo uma grande aventura na terra dos queijos, moinhos e tamancos!