Goiânia e Vitória: saiba o que será feito nos aeroportos com situação mais crítica do Brasil

Denis Carvalho 6 · abril · 2011

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O Melhores Destinos publicou em março matérias sobre os investimentos previstos no sistema aeroportuário brasileiro com para a Copa 2014, incluindo investimentos nos terminais e instalação dos módulos operacionais. Tanto nessas matérias como em outras, recebemos muitas reclamações sobre os aeroportos Santa Genoveva, em Goiânia, e Eurico de Aguiar Salles, em Vitória.

Para finalizar esta série, entramos em contato com a Infraero para saber quais são os planos da empresa para esses dois aeroportos, que são considerados hoje os piores do Brasil, proporcionalmente à população que atendem.

Apesar de não pertencerem a cidades sedes da Copa, estes terminais são importantes como auxiliares do sistema, especialmente no caso de Goiânia e Brasília. Mais do que isso, independente de Copa, esses dois aeroportos já não atendem a demanda dessas importantes capitais há bastante tempo.

Novo projeto em Vitória

Em resposta ao Melhores Destinos, a Infraero informou que no dia 28 de março abriu licitação para a “complementação dos projetos básico e executivo das obras do novo Terminal de Passageiros do Aeroporto de Vitória”. Estes projetos definirão exatamente o que será feito, com que prazo e com a que custo. Apenas após a conclusão – e dependendo da disponibilidade dos recursos federais – será aberta uma nova licitação, desta vez para contratar a empresa que construirá finalmente o novo terminal.

A empresa informou ainda que já licitou as obras para a nova Torre de Controle e da nova Seção Contra-Incêndio do Aeroporto de Vitória.

Módulos Operacionais

Além disso, a Infraero publicou edital para a conclusão da instalação de Módulos Operacionais – estruturas pré-fabricadas que cumprem a função de sala de embarque, desembarque ou check-in com toda a infraestrutura de uma área tradicional – para os aeroportos de Vitória e Goiânia. A previsão é que abertura da licitação ocorra neste mês .

O Módulo Operacional de Vitória, com investimentos estimados de R$ 5,3 milhões, operará embarques e desembarques, ampliando a capacidade operacional do aeroporto em 800 mil passageiros/ano. Já o Módulo de Goiânia, para o qual estão previstos cerca de R$ 2,7 milhões, será utilizado para operações de embarque, e ampliará a capacidade do aeroporto em 700 mil passageiros/ano.

Problemas legais

Em relação a questões legais envolvendo Vitória e Goiânia, a Infraero informou que as obras de ampliação do Aeroporto de Vitória e as obras do novo Aeroporto de Goiânia se encontram paralisadas. Buscando subsidiar perícia técnica, a empresa contratou em 2010 o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para a análise das obras dos dois terminais, visando ao levantamento dos serviços remanescentes dos contratos anteriores. Essa perícia servirá de base para solucionar a demanda judicial existente entre a Infraero e o consórcio construtor, sanando as pendências existentes.

Em Vitória, o contrato com o consórcio foi rescindido em 2009, e a empresa aguarda decisão judicial sobre o encontro de contas do contrato rescindido. O IPT iniciou os trabalhos de perícia em Vitória em fevereiro do ano passado e a previsão de conclusão do encontro de contas é para o final deste mês.

Em Goiânia, a obra foi paralisada em 2007 por iniciativa do consórcio. A Infraero aguarda decisão da Justiça sobre o encerramento do contrato e encontro de contas para regularização das obras. A perícia técnica do IPT no Aeroporto de Goiânia foi iniciada em maio de 2010, e a Infraero aguarda a conclusão dos trabalhos de perícia.

Conclusão

Entre pendências e lutas judiciais a serem resolvidas e a demora nas licitações, os usuários de Goiânia e Vitória continuarão a sofrer por um bom tempo com as péssimas condições de seus aeroportos. A saída mais rápida parece ser a implantação dos módulos operacionais, que não são uma solução definitiva mas pelo menos devem garantir um mínimo de conforto a estes usuários. Resta acompanharmos para ver se o “provisório” não vira “definitivo”.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe