Governo vai liberar amanhã 100% de investimento estrangeiro no setor aéreo!

Leonardo Cassol 10 · abril · 2017

O Governo Federal finalmente deve publicar amanhã uma medida provisória com grande relevância para o setor aéreo. A “MP do Turismo” pretende facilitar investimentos de estrangeiros nas companhias aéreas que operam no Brasil e incentivar a aviação regional.

A versão da nova medida provisória vai retirar qualquer restrição ao capital estrangeiro nas companhias aéreas. O limite, que hoje é de 20%, deverá chegar a 100%, permitindo que novas empresas aéreas estrangeiras comecem a operar no Brasil ou que grandes grupos globais adquiram o controle das empresas que hoje operam por aqui.

O objetivo é atrair companhias de baixo custo que hoje não operam no mercado brasileiro, bem como ajudar na capitalização das empresas nacionais, que gastaram boa parte de suas reservas financeiras durante a crise.

Em relação à aviação regional, deverá ser lançado um programa com incentivos, além de obras em aeroportos. Além disso, a medida deve permitir que o governo contrate a Infraero para operar e realizar serviços em aeroportos regionais, o que hoje é proibido.

Será a segunda tentativa do governo, que viu o limite de capital estrangeiro para as companhias aéreas cair na Câmara em 2016.

Com informações do Valor Econômico

Vamos ver se agora esses projetos saem do papel e se trarão benefícios para os passageiros! E você, o que achou da notícia? O Brasil vai conseguir atrair companhias de baixo custo e baixa tarifa? Comente e participe!

Autor

Leonardo Cassol - Editor Editor e especialista em programas de fidelização do Melhores Destinos.
  • Pedro

    Leonardo e MD o que vocês acham, no que vai melhorar? E se pode piorar? E em quanto tempo isso deve começar a surti efeito?

    • O efeito pode ser rápido no que se refere a participação de empresas estrangeiras nas companhias nacionais. Para novas cias, como low costs, talvez após uma decisão sobre a desregulamentação sobre a franquia de bagagens e uma melhora ou maior clareza do cenário econômico. A concorrência pode aumentar se esse objetivo for atingido, puxando os preços para baixo. As empresas que já operam aqui também poderão se capitalizar com menor custo, retomando ou ampliando investimentos. Por outro lado, podem haver grandes fusões ou aquisições, com redução na concorrência em algumas rotas… Enfim, difícil antecipar se os efeitos serão mais positivos ou negativos.

      • Edson Netto

        Quer mais redução na concorrencia do que no trecho VIX x SSA? A uns 3 anos atras Azul, TAM e GOL competiam quase pelo mesmo horario pra ira pra Salvador, hoje em dia apenas a Gol tem voo direto pra la e apenas 1. Tudo bem que Vitoria não é la o aeroporto mais movimento do Brasil né, mas ir pra SP/RJ/BRasilia ou Confins pra depois ir pra Salvador complica viw. Alem do trecho ser o olho da cara no final de semana. Como eu dizia, já cheguei a pagar 200 reais pela azul em ida numa sexta a noite e volta na segunda de madrugada, hoje em dia se eu pagar 600 reais pra ir na sexta a tarde evotlar domingo a tarde pois n existe mais voo segunda bem cedinho, eu to soltando fogos. Ah, e a AVIANCA não deve ter nem planos pra VIX

  • Tarcísio Medeiros

    Acho que o terreno está todo sendo preparado. Espero que as passagens continuem caindo de preço como foi nos anos 2000

    • Renato Matos

      Vai depender do dólar ajudar e cair também, a rentabilidade das empresas continua em baixa.

  • Italo Silveira

    É, chegou a vez dos gringos nos explorarem! Nenhum serviço que é prestado com excelência fora do país deixa de aprender o jeito brasileiro de ser quando se acomoda por aqui.

  • Alberto Kiess

    Só prometem reformas e ampliações em aeroportos regionais. Promessas e mais promessas…

  • Andre

    Aviação regional, talvez o mais efetivo seja o incentivo estadual. No RS existe um programa que quanto para mais cidades se voa menor é o imposto sobre combustível. Deu muito certo no inicio. Então Floripa baixou o icms para 2% creio. Só para ter mais escalas lá dos voos PoA-SP e PoA-RJ, então o programa do governo meio que afundou, mas é mercado.

  • André Luis Dos Santos

    Esperamos que as ofertas aumentem e os preços diminuam.

  • diogenesl

    Não vejo a hora de apanhar e ser arrastado para fora de um avião da United Airlines

  • LuRodamilans

    Essa conversa de incentivar transporte regional é velha… Quantas empresas já não passaram por esse “negócio”? Rio Sul, Nordeste Linhas Aéreas, Taf, Trip, entre outras centenas e o negócio parece não funcionar… Muitas tem dificuldades de se manter numa rota (mesmo que pequena) e logo, logo some do radar… A passaredo continua a anos tentar se manter, vira e mexe faz alianças, muda logomarca, tenta mudar, e continua com meia dúzia de rotas sendo administradas e vendidas por outras empresas ou utilizadas em viagens de “emendas” aos grandes hubs. Ou seja, só nos resta esperar pelo coelhinho da Páscoa…

  • Ricardo

    Muita gente tenta comparar o Brasil com a Argentina, que deveria começar a receber novas empresas low costs. Mas é bom ter muito cuidado com essa comparação, pois a Argentina tem um enorme mercado potencial, que não foi explorado nos últimos 15 anos de governo Kirchner. Praticamente a única medida desse governo na área foi nacionalizar a Aerolineas Argentinas, e dificultar as operações da Lan Argentina. Se no ano de 2000 a Argentina tinha o mesmo nível de viajantes aéreos per capita que o Chile, por exemplo, hoje tem a metade, e no continente consegue ficar atrás também do Brasil, Peru e Colômbia, que tiveram um crescimento a ritmo chinês em seu setor aéreo, nos últimos quinze anos. Ou seja, há muito que avançar na Argentina e obviamente as empresas aéreas enxergam oportunidades com essa situação, a diferença do Brasil.

    • Renato Matos

      Tem que ter cuidado mesmo principalmente em falar que a Argentina tem mais potencial que o Brasil, só alguns números como a dimensão territorial, população 41 milhões x 200 milhões, número de regiões metropolitanas acima de 2 milhões de habitantes o Brasil tem 14 e a Argentina 1. Já dá pra ter uma noção.

  • Renato Matos

    Na prática o controle estrangeiro já existia, ou alguém acha que a Tam é brasileira e não chilena.

    • Renato Matos

      Entrei pra comentar e esqueci, muuuuuitttaaaa coincidência esse anuncio justo no dia da abertura de capital da Azul na bolsa em rs.

  • CLAUDIO Lemes Louzada

    Que ótima notícia!!! Aqui no Brasil já estão instaladas as subsidiárias de 584 empresas multinacionais – a maior plataforma do gênero em todo o planeta dos emergentes. A indústria do transporte aéreo está mudando mundialmente a velocidade Mach queiramos nós ou não. A atividade aérea já nasceu globalizada e dentro de padrão mundial reconhecido e invejado pelas outras áreas de atividade, tão globalizada que a única moeda é o dólar.
    A liberalização global das empresas aéreas é essencial e inevitável. Tende a ser mais uma atividade onde o capital trabalhará no âmbito local, nacional e mundial, efetuando também alianças e associações por todos os continentes com empresas de todos os portes. Será a era de mega-transportadoras com forte presença local de trabalhadores e investimentos. Saudações,

    • LuRodamilans

      O fato é que já venderam os aeroportos… Agora que vendam as cias aéreas tbm… Vamos ver o que vai melhorar na prática pra nós, consumidores.

  • CLAUDIO Lemes Louzada

    Comenta-se que uma empresa de capital americano com abertura prevista na bolsa de valores brasileira, irá adquirir imediatamente 100% da empresa concorrente de capital colombiano instalada no Brasil. Será que mega fusões e aquisições já começaram? E também irá criar subsidiárias no Uruguai e Argentina? Vamos aguardar. Saudações,

  • Ominno

    Isso a 12 anos atrás poderia ter salvo a Varig,