Polêmica! Companhia aérea do Havaí impõe pesagem obrigatória a passageiros

Leonardo Cassol 7 · outubro · 2016

Quando vamos voar de avião já estamos habituados a pesar as malas no check-in. Agora imagine se você também fosse obrigado a se pesar antes de entrar no avião? Imaginou? Pois é exatamente o que a Hawaiian Airlines – companhia aérea norte-americana – está fazendo com alguns de seus clientes.

Segundo uma reportagem da BBC Brasil, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos está investigando a companhia aérea após denúncia formal de dois passageiros da Samoa que viajavam de Honolulu para Pago-Pago, que teriam sido obrigados a subirem em uma balança antes de entrarem no voo.

Eles teriam ficaram revoltados com a Hawaiian Airlines porque não puderam escolher seus próprios assentos no avião. A companhia aérea argumentou ter registrado um aumento na média de peso dos passageiros, e que por isso precisava distribuir a carga “uniformemente” na aeronave.

Um dos autores da reclamação, Avamua Dave Haleck, afirmou que a nova regra é “discriminatória” e é uma injustiça, porque só está sendo aplicada em voos entre Honolulu e a capital da Samoa Americana. Mas a companhia aérea alegou questão de segurança, se vendo obrigada a “gerenciar a distribuição de peso na aeronave”.

Em meio à polêmica, a medida não seria total coincidência, já que a Samoa Americana está entre os locais com maior taxa de obesos no mundo inteiro. A obesidade é considerada um problema em proporções de epidemia nas ilhas do Pacífico – principalmente por causa do costume dos moradores de consumir comida fast-food barata e importada.

“Os resultados dessa pesquisa confirmaram que o peso da cabine da nossa aeronave era maior do que o projetado. Isso nos obriga a gerenciar a distribuição de peso pela aeronave em cada corredor e nós escolhemos fazer isso garantindo que um assento em cada corredor fique vazio ou seja ocupado por uma criança abaixo de 13 anos”, explicou a empresa.

“A decisão de definir os assentos no aeroporto foi feita porque essa é a maneira mais eficiente de gerenciar a distribuição de peso pelo avião. Isso nos permite garantir que famílias e crianças possam sentar juntas, por exemplo, e minimiza a confusão criada quando se tenta trocar assentos já pré-selecionados.”

A Hawaiian Airlines costuma operar aviões de grande porte nessa rota, como Boeings 767-300, com capacidade de transportar 269 pessoas por uma média de 11.090 km – quase três vezes a distância entre Honolulu e Pago-Pago. Isso nos faz pensar, então, se não se trata de um exagero? Ou preconceito mesmo… Possivelmente, estimar o peso dos passageiros obesos seria efetivo para a segurança, e muito mais delicado!

Não é a primeira polêmica entre companhias aéreas norte-americanas e obesos. Volta e meia alguma empresa ameaça cobrar dois bilhetes de clientes com excesso de peso.

Segundo a reportagem da BBC, o Departamento de Transporte dos Estados Unidos afirmou que está investigando as reclamações contra a Hawaiian Airlines.

Autor

Leonardo Cassol - Editor Editor e especialista em programas de fidelização do Melhores Destinos.
  • Diogo Avila

    Já voei com eles e fiz um review.
    Eles são super restritos quanto ao peso das malas, mas dai para pesar os passageiros… Socorro!!!

  • kleber silva

    vai ser a próxima novidade da gol.

  • André

    O título não está meio exagerado? Quando li achei que todo mundo ia ser pesado, como acontece com bagagens… O que parece ter acontecido é que a empresa pesou alguns passageiros para atualizar o valor que ela assume nos cálculos operacionais, e dois passageiros se sentiram ofendidos e processaram a empresa. Bem diferente.

  • Leandro Alves

    Tudo bem isso num turbo helice, afinal, os passageiros de samoa, facil facil bate 150kg, mas num boeing, sem sentido.

  • LuRodamilans

    Em partes eu concordo, já que o avião precisa está equilibrado e seu peso balanceado… Já pensou se todos os passageiros obesos resolverem sentar juntos na frente ou no fundo do avião? Acho que é uma medida de segurança sim, nada demais.

  • Bruno Iaccarino

    Tá certo pô… só lutador de sumô…kkkk

  • Márcio Sampaio

    Lucio, meu pai é DOV aposentado e por isso tenho noção do processo de balanceamento de aeronaves. O procedimento da Hawaiian (que você explicou com muita didática) fez todo o sentido para mim, porém o grande problema realmente é a FORMA como estão abordando os passageiros.

    A empresa precisará de muita habilidade para conciliar segurança de voo, discrição e respeito pelos passageiros numa situação como essa.

    • César Novaes

      Concordo com você, o problema está na maneira que a cia está abordando os passageiros. Numa única vez eu vi isso acontecer num voo da GOL, onde os comissários solicitaram que 4 voluntários que estavam sentados na entre determinadas fileiras se mudassem para o fundo do avião para redistribuir o peso.

  • Pedro

    É fácil resolver:
    É só fazer poltronas mais largas, e previsão de média de pesos maiores… bem simples…
    Mas.. com as cias. aéreas brigando por redução de custos, daqui a pouco a poltrona padrão vai ter 25 cm de largura… as demais, com 40cm, vão ser consideradas assentos up, e pagos à maior…

  • Salvatore Carrozzo

    “A Hawaiian Airlines costuma operar aviões de grande porte nessa rota, como Boeings 767-300, com capacidade de transportar 269 pessoas por uma média de 11.090 km – quase três vezes a distância entre Honolulu e Pago-Pago. “. ALGUEM ENTENDEU ESSE TRECHO?

  • LuigiPaolo

    Mais de uma vez, em voos de 737, presenciei as comissárias da Gol solicitarem antes da partida, que x pessoas “voluntárias” se deslocassem mais ao fundo da aeronave por questão de balanceamento. Portanto deve ser uma questão relevante. O problema é que os que pagaram assentos confort (dianteiros) não podiam ser deslocados, aumentando bastante o número de assentos intermediários a serem esvaziados.

  • James Sims

    Precisamos entender que no fundo se trata de um contrato de transporte em uma aeronave projetada para suportar XX toneladas. Vai chegar o dia em que seremos pesados e vamos pagar por quilo. Até acho que seria mais justo, mas vai esbarar nessa discussão dizendo que é medida discriminatória. Discriminatória no meu entender é tratar pessoas desiguais de forma igual.

  • Fernando Pinheiro

    * Boeing