Qatar negocia fusão com a GOL nos moldes da Latam, diz revista

Denis Carvalho 10 · setembro · 2012

A revista Veja colocou em polvorosa o mundo da aviação ao divulgar a intenção da Qatar Airways de fazer uma fusão com a GOL, nos mesmos moldes do acordo entre a LAN e TAM, que deu origem à Latam. Segundo a publicação, executivos da Qatar reuniram-se na semana passada com o alto comando da companhia brasileira para apresentar a proposta. A fusão seria uma alternativa legal para a Qatar poder comprar a GOL, já que a legislação brasileira impede que empresas estrangeiras assumam o controle total de aéreas brasileiras.

“Os árabes querem comprar a companhia usando o mesmo desenho que foi utilizado pela LAN para ficar com a TAM. Ressalte-se que é ainda um namoro em fase muito inicial e aparentemente, com chances ignoradas de virar casamento”, afirma a nota da Veja, assinada por Lauro Jardim.

A GOL divulgou hoje uma nota em que nega a negociação com a Qatar. A empresa afirmou que mantém somente um acordo de code-share (compartilhamento de voos) com a aérea do Oriente Médio desde janeiro de 2011, “permitindo adicionar o código da Qatar Airways (QR) aos voos oferecidos pela Gol com origem em São Paulo para 48 destinos brasileiros”.

Mais recentemente, frisou o comunicado, as empresas anunciaram nova parceria para participantes do Smiles, da GOL, e do Privilege Club, da companhia do Oriente Médio, acumularem milhas em todos os voos operados por ambas.

Seja ou não consolidada a fusão, o fato é que a notícia levou a uma alta de 12% das ações da GOL na Bovespa. A notícia  também levou o Citibank a elevar sua recomendação para os papéis da companhia aérea.

A Qatar foi apontada nos últimos dois anos como a melhor companhia do mundo pelo ranking Skytrax, o mais respeitado do mundo.

Mais informações no site da Veja

Dica do leitor Bruno Brum

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe
  • Putz, se não fosse notícia daqui, diria que é "pegadinha" de 1º de Abril.

    Agora sério. Seria a salvação para o mercado nacional, pelo menos teríamos uma empresa de qualidade para competir com a TAM e com as internacionais.

    Vamos cruzar os dedos.

  • THIAGO SSA

    Desculpem-me, mais não acredito em nada que venha da Veja.

    hahahahaha.

    • Thiago Castro

      hahahaha, é vero. Só vou dar um desconto pq não é uma notícia que tenha a ver com política (onde a Veja é especialista em plantar informações), hehehehe.

    • Paulo Almeida

      Boa!

  • Danilo Fernando

    Aff, será? E onde fica a Delta hessa história?

    • Thiago Castro

      Boa pergunta!!

  • Airton

    Qatar + GOL = Qagol 🙂

    • Alerino

      HAHAHHAHA, kagou mesmo, a melhor cia em atendimento do mundo chafurdando o pé na lama. PLEASE NOOO!!!

    • Melhor comentário do dia.

      • wellington

        Melhor comentário do dia mesmo!

    • Daniel Matos

      hahaha

    • Yuri Siqueira

      hahuahah

    • Bruno Willames

      Ou então GOLTAR rsrs

    • Wellington

      UHAUhauHAUHauhAUH….

      Ri alto! 😉

      Melhor comentário.

    • Thiago Castro

      Curti. 😉

    • Maria

      Muito criativo Airton, acabo de dar agora boas risadas kkkkkkkkk

    • Christie Silva

      Brilhante, Airton! Ri demais!!!

  • titobosco

    Calma meu povo, ja estão casando as empresas sem antes nem pedirem em namoro.

  • Paulo

    Por um lado seria ótimo ter mais uma cia Global no Brasil depois da Latam, porém sumiria aí a última via aérea originalmente Brasileira. O ideal seria a gol comprar a TAP com a ajuda do BNDES, ganhar corpo e depois fundir com a Qatar. Mas, duvido muito que isso venha a acontecer.

    • Thiago Castro

      Eu não teria nenhum problema em não ter nenhuma cia aérea "originalmente brasileira". Eu quero é preço e serviço!!!! Se tiver que abrir o mercado, tanto melhor!!

      • Paulo

        A curto prazo haveria investimentos obvios até pela grande expansão que o mercado brasileiro vive, mas até quando o Brasil permanecerá na moda?

        Será que quando houver uma eventual desaceleração de crescimento no futuro, uma empresa global e não Brasileira não mudaria o foco e desviaria investimentos para mercados mais rentáveis?

        E outra, quero ver um empreendedor local querer arriscar em competir com os Petrodólares do Qatar. A parte boa nisso é que a LATAM vai ter muita pressão.

        A afirmação anterior de empresa "originalmente brasileira", pode parecer "bolivariana", mas acho que pensar a curto prazo de forma não estratégica pode custar caro ao usuário no futuro.

  • Tomara que dê tudo certo e que a QAGOL venha com tudo! heheheh

  • Brum

    Mandei essa notícia p/ vcs hj de manhã.

    😉

  • Qagol.

  • Marcos Reis

    SÃO PAULO, 10 Set (Reuters) – As ações da Gol subiam nesta segunda-feira após notícia de que representantes da empresa teriam mantido conversas na semana passada para associação com a Qatar Airways, mesmo após a companhia aérea brasileira ter negado a informação.

    Segundo notícia da coluna Radar, da revista Veja, a Qatar estaria interessada em se associar à Gol nos moldes da operação entre a chilena LAN e a brasileira TAM.

    "A Gol Linhas Aéreas Inteligentes nega a informação", informou a empresa em comunicado sobre nota publicada pela coluna Radar.

    As ações da companhia aérea, que atravessa período de redução de custos para melhorar sua lucratividade em meio à desaceleração do crescimento do tráfego aéreo do mercado brasileiro, chegaram a subir quase 12 por cento no início dos negócios nesta segunda-feira.

    Após a negativa da empresa, os papéis devolviam parte dos ganhos, exibindo valorização de 6,08 por cento, para 9,95 reais, às 11h14. O Ibovespa subia 1,43 por cento.

    No comunicado, a Gol ressaltou que mantém acordo de compartilhamento de voos com a Qatar Airways desde janeiro de 2011 e que em junho desde ano as empresas anunciaram nova parceria, desta vez envolvendo programas de milhagem.

    Em maio, a Gol negou que a Delta Airlines, que detém participação de 3 por cento na companhia brasileira, iria elevar sua participação na empresa ou que outra companhia poderia fazer parte de seu bloco de controle.

    Atualmente, a legislação brasileira proíbe o controle de companhias aéreas no país por grupos estrangeiros.

  • Ana Viana

    Eu já não acredito em nada que o senhor Lauro Jardim publica…ele parece ter o hábito de noticiar qualquer coisa que uma vizinha futriqueira comente…

  • Fernando

    Po, e eu mandei na Sexta!!

  • Moacyr Lopes

    Mas é com amendoim ou sem amendoim?

    • Leo

      Pelo menos a Agua Free rsrsrsrsrsrsr

  • arthur

    eu acredito sim, e seria ótimo que ocorresse, estou vendo a hora a gol decretar falencia de tanto prejuizo que vem tomando.

  • Rodrigo Marconi

    Só posso dizer que concordo muito com você Paulo…

    E mercado aéreo é estratégico no mundo todo…

  • Leo

    Realmete!! rsrrsrsrsrsrsr

  • Thiago Castro

    Eu só sei que nessa história de estratégico e tal estamos vendo uma super concentração do nosso mercado. E quem ganha com isso??? Não somos nós com certeza.

    O Governo pode controlar o setor sem ser inflexível como é agora.

  • Rodrigoclt

    Já que a fusão vai ser no molde da Latam (Lan+Tam), como vai se chamar a nova empresa?

    Qagol (Qatar+Gol) KKKKKK!

  • Danilo Fernando

    Venha com tudo e não dê merda! kkkk, sorry mas não pude evitar!

  • Michael

    Namoro, casamento….quero ver quem vai [EDITADO] quem nessa história.

  • Vicente Cassepp Borg

    Muito boa!!!

  • Vicente Cassepp Borg

    É como a TripAzul…

  • Guilherme

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Só acredito vendo…

  • Vitor J. Nunes

    Off topic:

    US Airways tenta barrar Gol nos EUA

    Autor(es): Por Alex Ribeiro | De Washington

    Valor Econômico – 14/09/2012

    A US Airways tenta atrapalhar os planos da Gol de renovar a sua autorização para fazer voos charter (fretados) para os Estados Unidos, num desdobramento de uma disputa sua com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero sobre o direito de usar o aeroporto de Guarulhos.

    Recentemente, a Gol pediu ao Departamento de Transportes (DOT) dos Estados Unidos a prorrogação por um ano de sua autorização para fazer voos charter. Numa carta entregue às autoridades americanas, a US Airways diz ter objeções ao pedido da Gol.

    A companhia americana reclama que tenta, há dois anos, ter acesso a sete slots (direitos de pouso e decolagem) no aeroporto paulista de Guarulhos (Cumbica). Para ela, o DOT não deveria renovar a autorização para voos charter da Gol enquanto as autoridades brasileiras não resolverem o assunto.

    A Infraero informou que, em meados de junho, foi oferecido à US Airways o horário de pouso e decolagem compreendido entre 11h30 e 13h25, mas a companhia não aceitou. A Anac acrescentou que o horário solicitado pela US Airways é "bastante disputado e estava indisponível".

    A US Airways quer usar os sete slots em Guarulhos para inaugurar um voo diário entre São Paulo e Charlotte, na costa leste dos EUA. Para os americanos, o mercado aéreo brasileiro é um dos mais promissores do mundo. Projeções da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) preveem um crescimento anual de 6,2% no número de passageiros entre Brasil e Estados Unidos até 2031.

    As chances de sucesso da US Airways em bloquear o pedido da Gol são pequenas. Em junho, a empresa americana apresentou objeção semelhante à renovação de autorização da TAM, que acabou sendo ignorada pelo DOT.

    Na maior parte das vezes, o DOT aprova de forma praticamente automática as autorizações para a realização de voos charter das companhias brasileiras. Os voos entre o Brasil e os EUA são regulamentados por um acordo de transporte aéreo de 1989, atualizado em 2011. Nele, está definido que charters de aéreas brasileiras dependem da autorização do DOT.

    Em 9 de agosto, a Gol entregou carta ao DOT pedindo a prorrogação de sua autorização para fazer voos charter aos Estados Unidos. Como é de praxe nessas situações, o DOT colocou o pedido sob consulta pública para ouvir eventuais interessados.

    O único a se manifestar foi a US Airways. "A US Airways tem objeções ao pedido da Gol", afirma a carta da empresa. A US Airways diz que, em abril de 2011, chegou a um acordo com a Infraero que estabelecia que ela teria acesso aos slots em fins de 2012. Um ano depois, porém, a Infraero teria afirmado à US Airways que, devido à concessão do aeroporto, a entrega dos slots não poderia ser feita no prazo estipulado.

    A Infraero negou que tenha fechado qualquer acordo com a US Airways. Também enfatizou que não afirmou à companhia que a entrega dos slots tinha relação com o novo operador de Cumbica.

    Para a US Airways, se o DOT renovar a autorização dos voos charter para a Gol, haverá um desequilíbrio competitivo entre as companhias brasileiras e americanas nos voos entre os dois países. Dados da Anac, no entanto, mostram que as empresas aéreas americanas operam 175 voos semanais regulares para o Brasil. A TAM, única companhia que opera voos regulares aos EUA, voa 76 vezes por semana para o mercado americano.

    A Gol contestou junto ao DOT as objeções da US Airways, alegando não ter nenhuma responsabilidade pelo atraso na concessão dos slots. A Gol também cita o precedente criado pelo DOT, que rejeitou alegações semelhantes feitas pela US Airways em um pleito semelhante feito pela TAM.

    "Não temos declaração adicional além das objeções que fizemos", afirmou Davien Anderson, um assessor de imprensa da US Airways. "Mas estamos muito animados em começar o serviço entre Charlotte e São Paulo. Hoje há questões que nos impedem de prestar esse serviço, mas temos a expectativa de conectar clientes entre o Brasil e os Estados Unidos com voos adicionais." (Colaborou Alberto Komatsu, de São Paulo