FlyBondi, primeira low cost da Argentina, pode ter voos para o Brasil!

Denis Carvalho 3 · outubro · 2016

A Argentina já sabe o nome de sua primeira companhia aérea de baixo custo. Trata-se da FlyBondi, que planeja iniciar suas operações a partir de Buenos Aires no ano que vem com investimento de 75 milhões de dólares. Na primeira fase, a companhia fará apenas voos internos na Argentina, mas até 2021 ela planeja ter rotas para 34 destinos em toda a América Latina, incluindo Brasil!

“Dentro de 15 dias vamos realizar formalmente o pedido de audiência para que nos outorguem as rotas. Neste momento iniciará a apresentação e as discussões com os sindicatos. A ideia é ter a companhia pronta no terceiro trimestre de 2017”, explicou Julian Cook, presidente da FlyBondi, em entrevista publicada hoje pelo jornal La Nacion.

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O executivo suíço tem no currículo a fundação da low cost FlyBaboo em Genebra em 2003 e se juntou ao empresário argentino Gaston Parisier, para lançar a nova companhia. Entre os investidores há muitos diretores de diversas companhias, incluindo Michael Cawley, diretor da Ryanair

Entre os detalhes da nova companhia, ele revela a possibilidade de usar um aeroporto alternativo em Buenos Aires, a exemplo do que faz a Ryanair. “Ainda não está  fechado, mas podemos avaliar todas as opções. De qualquer maneira, a ideia é tentar evitar Aeroparque”, diz o CEO da empresa, explicando que além dos custos o tempo de embarque e desembarque no aeroporto mais próximo de Buenos Aires é muito alto.

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Entre os destinos que serão solicitados pela nova companhia estão Iguazú, Córdoba, Mendoza, Bariloche, Salta, Neuquén, Tucumán, Ushuaia, El Calafate, Comodoro Rivadavia, Resistencia e Río Gallegos. Após o pedido, o governo argentino tem no máximo 90 dias de prazo para a liberação das rotas. Já a companhia tem prazo de seis meses para iniciar os voos após receber as autorizações. Os voos internacionais ficarão para uma segunda fase.

Quanto aos aviões, o empresário revela que há negociações avançadas com os dois principais fabricantes. A disputa seria entre Airbus A320 e Boeing 737-800. A ideia é iniciar os voos com cinco aviões e chegar a 30 em cinco anos.

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Voos internacionais 

Apesar do foco inicial nos voos domésticos, a companhia também pretende oferecer voos internacionais para diversas rotas. Procurada pelo Melhores Destinos, a FlyBondi confirmou confirmou com exclusividade que até 2021 planeja atender a 34 rotas internacionais saindo de Buenos Aires, incluindo o Brasil, com 25 aeronaves

“Considerando a realidade econômica e demográfica da Argentina, as operações da FlyBondi seria baseada em Buenos Aires. A partir daí, vários destinos nacionais e internacionais, com o Cone Sul como o principal mercado a explorar, já que sua proximidade favorece a maximização do uso da frota. Nos voos internacionais, países vizinhos como o Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, estão emergindo como possíveis candidatos, mas também podem ser incluídos, Peru ou Bolívia”, avaliou o jornalista Ricardo Delpiano, no site especializado Desde SCL.

Voos de baixo custo entre o Brasil e países vizinhos foram realizados pela Pluna, companhia aérea uruguaia, e mais recentemente pela BQB. No Brasil, a única companhia que se aproximou do modelo de low cost foi a Webjet, que operava somente algumas rotas nacionais e posteriormente foi comprada pela GOL.

Será que teremos em breve passagens baratíssimas entre Brasil e Argentina? E quanto à famigerada taxa de embarque do nosso país vizinho, será que a chegada de uma nova companhia pode pressionar uma baixa? Deixe sua opinião nos comentários e participe!

 

Publicado por

Denis Carvalho

Editor chefe

  • Caio Pimpinato

    Espero que a Argentina reveja as taxas de embarque praticadas, que muitas vezes inviabilizavam viagens através de preços interessantes.

  • Deyvisson F. R. Almeida

    Com nossa legislação? Duvido. As obrigações vão fazer ela correr daqui. Temos benefícios demais para uma lowcost. Sabendo do mercado brasileiro, sinceramente ainda prefiro assim.

  • 56.7% de participação de low-cost no Brasil? É isso mesmo que aquela imagem quis dizer? Nem temos low-cost no Brasil.