Esquema de milhas infinitas vira caso de polícia e matéria no Fantástico

Denis Carvalho 4 · agosto · 2014

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O mundo dos milheiros foi abalado ontem por uma notícia veiculada pelo Fantástico, sobre um esquema que teria sido usado por um técnico de informática para acumular milhas infinitas. Com uma renda mensal declarada de R$ 1.7 mil ele teria movimentado R$ 39 milhões no último ano, o que teria rendido milhas suficientes para diversas viagens internacionais nos últimos três anos.

De acordo com o delegado, Bruno Will poderá ser indiciado por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro. “Somadas, as penas podem chegar a 23 anos de cadeia”, disse na reportagem. 

E no que consistia o tal esquema, que segundo a Globo classificou como “uma armação cheia de criatividade. Digna de cinema”? Simplesmente na emissão de boletos bancários para ele mesmo, que eram pagos no cartão de crédito para o acúmulo de milhas.

Não vamos entrar na questão do carnaval que a matéria fez em torno do assunto, mas a questão é que a emissão de tais boletos é uma prática relativamente comum entre os milheiros. Nunca a recomendamos e não a utilizamos, mas vários leitores já registraram nos comentários que faziam uso dela, especialmente quando era mais vantajoso o pagamento de contas nos cartões de crédito.

Talvez o caso de Bruno tenha se tornado público devido o grande volume que foi movimentado, mas ele não é o primeiro a ter problemas com esse tipo de esquema. Alguns leitores já relataram que tiveram de dar explicações à Receita Federal por conta disso.

Aproveitamos o caso para reforçar que atalhos ilegais nunca devem ser encarados como uma alternativa para acumular milhas e emitir passagens. Não é raro vermos leitores atrás de artimanhas, como a compra e venda de milhas no mercado negro, o que é proibido pelas empresas aéreas, apesar de permitido pela lei.

Não se trata de moralismo, a questão é que a piora dos programas de milhas, que se acentua a cada dia, tem nessas práticas uma de suas razões. Diante do prejuízo causado com um esquema que movimenta R$ 39 milhões por ano por apenas um usuário o que fazem os bancos? Cortam cada vez mais os pontos oferecidos, criam taxas, aumentam a quantidade mínima para transferências, desvalorizam seus pontos em comparação às companhias e tomam outras medidas que prejudicam a todos.

Em resumo: a esperteza e o jeitinho de uns poucos fazem com que tudo piore para a todos, inclusive para eles mesmos! Obviamente não é este o único motivo das medidas péssimas adotadas por nossos bancos, mas tenham certeza de que eles nunca perdem dinheiro: a corda sempre vai arrebentar para o lado mais fraco e não precisamos dizer que é o nosso!

Você pode ler ou assistir a reportagem completa no site do Fantástico. Deixe sua opinião nos comentários!

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe