Etihad já vende passagens em seu voo de São Paulo a Abu Dhabi

Denis Carvalho 29 · janeiro · 2013

A Etihad Airways, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos considerada uma das melhores do mundo, já está vendendo passagens para seus voos saindo do Brasil. A partir de 3 de junho, a empresa terá voos de São Paulo a Abu Dhabi, com conexões para diversas cidades da Ásia e Oriente Médio. A companhia também está anunciando a primeira promoção de passagens, para destinos como Pequim, Bangkok e Dubai. Os preços começam em US$ 2.041 – ainda acima de concorrentes diretas como Emirates e Qatar.

Apesar de ter anunciado inicialmente que os voos seriam diários, ao que tudo indica inicialmente serão apenas três voos semanais – às terças, quintas e sábados – nos dois sentidos. O voo de ida (EY190) sairá de São Paulo às 22h45 e chegará à Abu Dhabi às 20h30, totalizando 14h45 de duração. No sentido inverso, o voo EY191 parte dos Emirados Árabes às 8h15 e chega a São Paulo às 16h20, sempre nos horários locais, com 15h05 de duração.

Os voos devem ser operados em jatos Airbus A340-600, com 248 assentos na classe econômica (Coral), 32 na executiva (Pearl) e 12 de primeira classe (Diamond). Os bilhetes na classe executiva também estão sendo vendidos, com preço em torno de US$ 8 mil ida e volta. A Etihad já recebeu autorização inicial da Anac para operar no Brasil, mas seus voos e horários, contudo, ainda terão de ser avaliados pela agência brasileira.

Mais informações no site da Etihad

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Denis Carvalho

Editor chefe

  • Mateus

    Poxa vida! Pelo visto vai ser difícil de achar promoções para JULHO! Quero um vôo p/ Bangkok, sei que não vai ser barato mas essa preço tá mais elevado que a concorrência.

  • Bruno Feliciano

    Quem já esta também vendendo é a Ethiopian (saídas de GRU e GIG) e a UsAirways (saídas de GRU).

    Alguns preços na Ethiopian (a partir de):

    Lagos / Accra: 799USD

    Dubai: 916USD

    New Delhi: 1074USD

    Beijing: 1218USD

    Hong Kong: 1318USD

  • Wagner

    Melhor, mais concorrência! Espero que a Emirates baixe suas passagens…

  • Oscar Luiz da Silva

    Opa Bruno! Ethiopian? Eu entrei no site deles e não vi como cotar de GRU ou GIG. Como você fez?

    • Bruno Feliciano

      Não esta aparecendo no site deles, mas ja está disponível nos GDSs

  • Rafael Mandarino

    Ethiopian vendendo GRU ou GIG para Seychelles por 1414 dolares. Para quem nao se importa em fazer 3/4 paradas e dormir em Addis Ababa na conexao de ida e na conexao de volta (necessario visto duplo de conexao, 30 dolares) um excelente preco!

    • João Alfredo

      Está muito bom esse preço!

    • Guilherme Ortale

      E para maldivas ? Acho que as maldivas são ainda melhores que Seychelles…

  • Márcio Sampai

    "De acordo com o site airlineroute.net, em breve o Brasil irá contar com o serviço de mais uma Cia estrangeira. Trata-se da Ethiopian Airlines, que irá operar em duas cidades brasileiras: São Paulo(GRU) e Rio de Janeiro(GIG).

    A rota será: Adis Abeba – Lomé – Rio de Janeiro – Sao Paulo – Lomé – Adis Abeba e será operado pelo Boeing 767-300ER com 3 frequencias semanais.

    A previsão para o início das operações é para 1/6/13".

    Duvido que tenha tráfego suficiente para manter esta rota. Deve ser para atender conexões ao norte da África e Ásia (a empresa tem vôos p/ India, China, Malásia, etc). A escala em Lomé (capital do Togo) é pq a Ethiopian possui uma outra empresa coligada lá.

  • Márcio Sampai

    Imagine a guerra tarifária Etihad x Emirates… Abu Dhabi e Dubai ficam a apenas 150 km uma da outra!

    Independente de preço, que dúvida cruel: viajar ao Oriente Médio de Emirates ou Etihad? Altíssimo padrão! Igualzinho nos vôos domésticos daqui… rsrsrs

  • Vitor J. Nunes

    Valor Econômico

    31/01/2013

    Brasil amplia ligações a 53 cidades no exterior

    Por Daniel Rittner | De Brasília

    O número de destinos atendidos por voos internacionais a partir de aeroportos brasileiros é hoje o mais alto pelo menos desde 2000. Até novembro do ano passado, o Brasil já tinha ligações aéreas com 53 cidades no exterior, por meio de companhias nacionais ou estrangeiras. E esse número continua aumentando rapidamente: estão sendo criadas novas rotas que conectam o país a destinos como Abu Dhabi (Emirados Árabes), Adis Ababa (Etiópia) e Quito (Equador).

    Em 2000, havia voos a 47 cidades, mas a cobertura da malha aérea foi diminuindo nos anos seguintes. Pesaram na redução as oscilações cambiais e a quebra da Varig. A quantidade de voos regulares – com 12 meses seguidos de operações – caiu para 40 destinos em 2008, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Desde então, houve uma disparada, que reflete o interesse crescente de companhias estrangeiras e a remoção de barreiras que impediam o estabelecimento de novas rotas.

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    Uma das prioridades da agência foi acelerar a assinatura de acordos de serviços aéreos com outros países. O número de tratados vigentes subiu de 67 para 85 nos últimos cinco anos. Também houve adaptação de antigos. Esses acordos são pré-condição para qualquer ligação entre dois países e regulam, por exemplo, a quantidade de voos permitidos para cada lado. "Fomos fazendo testes de mercado, introduzindo níveis crescentes de abertura e de concorrência nos acordos bilaterais, para ver como as empresas se comportariam", diz o superintendente de relações internacionais da Anac, Bruno Dalcomo.

    Segundo ele, um dos principais focos da agência tem sido a Ásia e o Oriente Médio, por causa do fluxo crescente de passageiros e da falta de alternativas para viajar que havia até pouco tempo. "Estamos tentando construir novas portas de acesso no mercado de longo curso, principalmente [ao mercado] asiático, sem ficarmos reféns da Europa", afirma.

    A ideia é evitar, cada vez mais, escalas ou conexões no Velho Continente para chegar ao destino final. Além de tornar a viagem mais prática, trata-se de uma alternativa de driblar dois problemas. Primeiro, evitar que o aumento de preços nos voos durante a alta temporada encareça as tarifas até de passageiros que não pretendem ficar na Europa; depois, não correr riscos de que eventos localizados causem uma bagunça em grande parte da malha internacional. Parece improvável, mas foi exatamente o que ocorreu quando as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, paralisaram os céus europeus, em 2011, dificultando a vida de quem fazia só uma conexão para seguir rumo à Ásia ou à África.

    Entre as companhias que chegaram – ou, em alguns casos, voltaram – ao Brasil nos últimos estão a Emirates (com voos para Dubai), Qatar (Doha), Singapore (Cingapura), Turkish (Istambul) e Korean (Seul). A maioria parte do aeroporto de Guarulhos. Em junho, deve ter início um voo da Etihad, outra companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, ligando São Paulo a Abu Dhabi.

    Outra rota que começará em junho é Galeão-Guarulhos-Adis Abeba (Etiópia), operada pela Ethiopian Airlines, com escala em Lomé (Togo). "A rentabilidade não é o único objetivo do voo, mas também aproximar a África como um todo da América Latina, aumentando a conectividade entre os dois continentes", afirma o embaixador da Etiópia no Brasil, Wuletaw Hailemariam.

    A companhia etíope, gerida pelo Estado e uma das mais lucrativas da África, pretende usar Adis Ababa como um centro de distribuição de passageiros brasileiros e latino-americanos pela África e pela Ásia. Ela tem voos regulares para as principais cidades da China, Índia, Arábia Saudita, Israel, Quênia, Senegal e Gana. Por outro lado, a escolha da Ethiopian pelo Brasil ocorreu porque é o país com melhor conectividade para a América do Sul, na avaliação da empresa.

    No dia 7 de janeiro, a Tame Airlines – principal companhia aérea do Equador – iniciou a operação da rota Quito-Guayaquil-São Paulo. Há mais de dez anos, com a crise da Vasp e depois da Varig, não havia ligação direta entre os dois países. O governo equatoriano ofereceu um subsídio de 40% no preço do combustível para a retomada da ligação aérea. De olho no potencial de negócios e também na atração de turistas brasileiras, a Tame criou três frequências semanais.

    A rota será operado por aeronaves Airbus 319 e 320, com capacidade para 120 passageiros – 12 na classe executiva e 108 na econômica -, três vezes por semana. "Com o voo direto, podemos fazer essa ligação em menos de seis horas e com tarifas muito eficientes", afirma o presidente da Tame, Rafael Farias. "Acredito no potencial dessa rota e que, em pouco tempo, poderemos ter um voo diário", completa o executivo.

  • Vecchi Rosane

    Entrei na página por indicação de uma amiga, pretendo no final do ano ir ao Egito. Obrigada