Como é voar na Ethiopian Airlines

Denis Carvalho 12 · setembro · 2014

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A Ethiopian Airlines é uma companhia que sempre gera interesse por parte dos leitores, seja pelos preços atrativos que pratica para Europa e Ásia, seja por ser a única a operar o Boeing 787 Dreamliner no Brasil – pelo menos até o mês que vem, quando LAN passará a usar o avião na rota para o Chile – ou mesmo pela curiosidade despertada pela companhia africana. seja qual for o motivo, temos certeza que será interessante acompanhar o relato do nosso leitor Fábio Nolasco, que voou com a companhia para Tel Aviv. Acompanhe: 

No final de dezembro de 2013, de última hora, eu e um amigo resolvemos passar o ano novo e alguns dias de janeiro em Israel e na Jordânia já que estávamos de férias. Meu amigo estava em Paris e emitiu a passagem dele por lá pela Air France/KLM. Eu comecei a pesquisar os preços de voos de empresas europeias saindo do Brasil e estavam caríssimos. O mais barato que encontrei era pela KLM por R$ 5000,00.

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Quase desistindo, resolvi pesquisar antigos posts no MD e vi um que falava que a Ethiopian Airlines tinha começado a operar no Brasil e tinha bons preços para o oriente médio. Na mesma hora, entrei no site da empresa e verifiquei que o preço para as datas que eu queria era de U$ 950,00 (cerca de R$ 2100,00, pelo câmbio do dia), menos da metade do preço da KLM. Emiti o bilhete na mesma hora.

Após a emissão do bilhete, me veio certo “pânico” por não conhecer ninguém que já tinha viajado com a Ethiopian e nenhuma avaliação no MD (por isso resolvi fazer esse relato, bem como contribuir com o MD, pois sempre aproveito as dicas de passagens do site). Fiz uma pesquisa em sites americanos e europeus de avaliação de cia. aéreas e verifiquei que a empresa tinha bastante elogios e as únicas reclamações eram sobre atrasos nas conexões em Addis Abeba (hub da empresa na Etiópia). Como eu estava de férias e sem compromissos, se houvesse atraso nas conexões, isso não seria um problema.

Os dados dos meus voos foram os seguintes:
Ida
25/12/13 – Rio de Janeiro (GIG) x São Paulo (GRU) – Voo ET507 (escala)
25/12/13 – São Paulo (GRU) x Lomé (LFW) – Voo ET507 (escala)
26/12/13 – Lomé (LFW) x Addis Ababa (ADD) – Voo ET507
26/12/13 – Addis Ababa (ADD) x Tel Aviv (TLV) – Voo ET404 (conexão)
Volta
06/01/14 – Tel Aviv (TLV) x Addis Ababa (ADD) – Voo ET405
06/01/14 – Addis Ababa (ADD) x Lomé (LFW) – Voo ET506 (conexão)
06/01/14 – Lomé (LFW) x Rio de Janeiro (GIG) – Voo ET506

Compra
O processo de compra foi rápido através da internet diretamente no site da empresa. O site tem a opção em português, mas às vezes voltava para o inglês. Após selecionar os trechos, abre uma tela para o cadastro (foi a minha 1ª compra) e depois outra tela para o pagamento. Como a compra era por cartão de crédito do banco Santander, abriu uma tela de segurança do próprio banco para digitar as senhas de segurança do cartão e da conta corrente. Gostei dessa opção de segurança (as cias brasileiras não têm toda essa segurança na hora da compra). Na mesma hora a compra foi finalizada e recebi por e-mail a confirmação. Pode-se também na hora da compra fazer as reservas dos acentos e solicitações especiais.

A única coisa que não gostei foi que para imprimir o e-ticket e as informações do voo, a gente tem que se cadastrar em outro site (SABRE – que é um sistema de gerenciamento para empresas que não têm um sistema próprio). O site é um pouco confuso. Mas após um novo cadastro, todas as informações estão disponíveis.

Check-in e embarque
O check-in foi rápido e tranquilo. Cheguei com 3 horas de antecedência e entrei na fila (terminal 2 do Galeão) que estava pequena. Rapidamente fui atendido por uma atendente simpática, gentil e eficiente. Despachei as minhas malas e ela me informou que não era necessário retirar as bagagens na conexão em Addis Abeba e que eu as pegaria no destino final, Tel Aviv.

Boeing 787 Dreamliner no aeroporto Galeão
Boeing 787 Dreamliner no aeroporto Galeão

O embarque foi tranquilo e no horário, pois poucas pessoas embarcaram no Rio de Janeiro. A maioria das pessoas embarcou em Guarulhos (o voo estava lotado, nenhum assento desocupado). Naquela época o voo fazia escala no Rio, hoje pousa apenas em São Paulo.

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O único problema do embarque foi a constante troca do número do portão no sistema da Infraero. Acho que foram pelo menos três. Não sei se por culpa da empresa ou da administração do aeroporto. Aliás, como isso acontece frequentemente no Brasil. Os turistas estrangeiros devem ficar completamente malucos com essas trocas frequentes de portão de embarque.

Avião
Os trechos GIG-GRU-TLW-ADD foram feitos no moderníssimo (e também problemático) Boeing 787. Confesso que fiquei receoso devido os problemas do Dreamliner com as baterias e proibição de voos durante alguns meses. O trecho ADD-TLV foi feito no Boeing 767.

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O avião era novo e limpo e tinha a configuração 3-3-3 na classe turística. O espaço entre as poltronas era ok dentro dos padrões usuais. O interessante do 787 são as janelas bem maiores que as de outros aviões e sem persianas, sendo ajustadas através de botão. Os bagageiros do avião são enormes. Mesmo com o voo lotado, não houve problemas de espaço para guardar as bagagens.

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Os assentos são nas cores verde e amarelo (o que lembra a África) e confortáveis. Uma coisa interessante que me chamou a atenção foi que nos biombos onde estão localizados os banheiros e as galerias têm sempre um quadro de um artista Etíope. Pelo menos nunca vi esse tipo de decoração em outras empresas.

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Serviço
avaliacao-ethiopian-07O serviço dos comissários me impressionou. Confesso que não estava esperando muita coisa. As comissárias (em todos os voos eram mulheres) eram simpáticas, bem arrumadas e bonitas. Nenhuma falava português, mas todas falavam inglês. Mesmo não falando português, percebi que elas se esforçavam ao máximo com os passageiros que não falavam inglês para tentar compreender o que eles queriam.

Travesseiros, mantas e fones de ouvido foram oferecidos. Em todas as escalas, quando a equipe de limpeza entrava no avião, quem quisesse podia trocar as mantas e os travesseiros. Não oferecem kit de higiene na classe turística.

Todos os avisos dados pelo comandante e comissários eram em Amárico (língua oficial da Etiópia) e em Inglês. Mesmo com voos saindo do Brasil, nenhum aviso foi dado em português. Nem mesmo os avisos de segurança, antes de todas as decolagens, que passava nas telas individuais de entretenimento tinham legendas em português. Me impressionou a gentileza e simpatia de todas as comissárias.

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Refeições
Outro ponto que me impressionou na Ethiopian Airlines. Refeições saborosas e fartas.
No trecho GIG-GRU foi servido apenas bebidas devido ao pouco tempo de voo. No trecho seguinte, GRU-LFW, logo após a decolagem foi servido o jantar e uma hora antes da aterrissagem no Togo (LFW) foi servido um café da manhã.

A escala foi de uma hora no Togo e logo após a decolagem foi servido um almoço (diferença de 4 horas no fuso horário se não me engano). Quase chegando em Addis Abeba, foi servido um lanche. No trecho para Tel Aviv foi servido um excelente jantar também.

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Em todos os trechos que tiveram almoço/jantar sempre tinha duas opções de carne (boi/frango ou peixe) com arroz ou legumes e eram acompanhados por uma salada, pão, molhos, cream cheese e sobremesa. As comidas eram saborosas e bem preparadas. Vi que alguns passageiros pediram para repetir e as comissárias sempre os atendiam. Antes de todas as refeições, lenços umedecidos e quentes eram oferecidos para a higiene das mãos.

Para beber, refrigerantes, sucos, cervejas e vinho tinto ou branco. Tudo muito farto. Eu bebi vinho tinto em todos os trechos e toda vez que solicitei mais uma garrafinha, fui atendido. O vinho é servido em pequenas garrafas individuais e não diretamente em copos (em um voo recente pela TAM para Paris, o vinho era servido pelos comissários em copos com metade do volume preenchido, um absurdo).

Portanto, a minha impressão com as refeições e bebidas da empresa foi excelente. Não fica para trás com relação a nenhuma empresa brasileira, europeia ou americana. Aliás, bem melhor do que algumas empresas consideradas TOP.

Entretenimento

Acho que esse foi o único aspecto que deixou a desejar na Ethiopian Airlines. Embora todas as poltronas tenham sistema individual de tela On Demand, nenhum filme disponível me chamou a atenção. Havia também canais de músicas, jogos e documentários, mas também nada empolgante. Como viajo sempre com meu iPad, esse foi o meu entretenimento nas horas que eu não estava dormindo.

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O que eu gostei foi a revista de bordo, com boas dicas de turismo na África. A revista é muito bem feita graficamente e com boas reportagens. Mas em menos de 1 hora eu já tinha lido ela toda.

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Chegada
O primeiro desembarque foi no aeroporto de Addis Abeba, hub da empresa na Etiópia. O aeroporto tem um tamanho mediano e me pareceu novo, embora totalmente desorganizado. Há áreas para fumantes, mas todos fumam em qualquer lugar do aeroporto. Os banheiros não são muito limpos. Os preços das comidas são altos e não aceitam cartões de crédito, apenas dólar ou o dinheiro local. Foi uma dificuldade para comprar uma garrafa de água visto que eu tinha uma nota alta em dólar e nenhum estabelecimento tinha troco.

Avaliacao-ethiopianSó tinha um detector de metais quando fui embarcar para pegar a conexão para Tel Aviv. Mas mesmo com a fila enorme, foi rápido o acesso para sala de embarque. A única coisa que gostei do aeroporto foi que tinham várias chaise long por todo o aeroporto para poder esticar o corpo enquanto se espera a conexão, ou até mesmo dormir.

O segundo desembarque foi no aeroporto de Tel Aviv. Aeroporto enorme e novo. O problema (ou talvez, a necessidade) é que as regras de segurança no aeroporto são extremamente rígidas. Todas as escalas e conexões foram dentro dos horários previstos. Ponto positivo para a empresa

Dicas
As dicas que eu gostaria de passar para os leitores do MD são sobre a entrada e saída em Tel Aviv/Israel e não sobre a Ethiopian Airlines em si.

O país devido aos problemas com os vizinhos (não cabe aqui discutir quem tem a razão) tem o aeroporto com as regras de segurança mais rígidas do mundo. Só para vocês terem uma ideia, assim que o avião entra no espaço aéreo de Israel, não é mais permitido aos passageiros levantar do assento, nem mesmo para ir ao banheiro. A comissária, uns 15 minutos antes de entrarmos no espaço aéreo, avisou que o serviço de bordo estava terminando e se alguém quisesse ir ao banheiro deveria ir naquele momento.

Então a dica que eu gostaria de passar é que cheguem com pelo menos 4 ou 5 horas de antecedência ao aeroporto para fazer o check-in. Como eu fui à Jordânia (país árabe) e mesmo com a fronteira aberta com Israel, ao verificarem no aeroporto que eu tinha estado lá, me enviaram para a fila de checagem rigorosa.

Toda a segurança de bagagem no aeroporto de Tel Aviv é feita antes do balcão de check-in das empresas aéreas. Eu fiquei, sem exagero algum, 3 horas na checagem rigorosa. A agente abriu minha mala (mesmo depois de ter passado no scanner de bagagens), retirou TUDO que estava na mala e checou item por item com um aparelho manual. Algumas lembranças que eu tinha comprado e estavam embaladas para presente foram abertas, no Mar Morto eu comprei uns sais e argila que também foram abertos e depois colocados em sacos plásticos.

Enfim, embora a agente fosse educadíssima, foi um transtorno ficar quase 3 horas vendo analisar peça por peça das minhas coisas. Eu estava quase procurando o telefone da embaixada brasileira (risos), mas depois vi que não era só comigo. Vários americanos, brasileiros e europeus também estavam nessa checagem rigorosa. Aí fiquei mais tranquilo. Mesmo com isso tudo, vale a pena visitar Israel. Também adorei a Jordânia e o seu povo.

Conclusão
Concluindo, depois desse longo relato, vale muito a pena voar pela Ethiopian Airlines. Tanto pelo preço quanto pelo excelente serviço de bordo da empresa. O serviço em terra também é excelente. Na volta, como minha conexão em Addis Abeba era de 4 horas, a empresa me deu um voucher (no check in em Tel Aviv) para pegar uma van e ir a um hotel na capital da Etiópia para tomar um banho, café da manhã e descansar. Como eu estava um pouco traumatizado com checagens de segurança, preferi não sair do aeroporto na Etiópia. Então, a empresa me deu um outro voucher para que eu tomasse café da manhã em um restaurante do aeroporto.

Já viajei com excelentes empresas aéreas (Air France, KLM, Lufthansa, British Airlines, Delta, etc.) e a ETHIOPIAN AIRLINES não fica atrás de nenhuma delas. E o preço é excelente para quem quiser ir para o Oriente Médio e Ásia. Acredito que mesmo para Europa (acho que eles voam para Roma e Londres) possa valer a pena pelo preço caso você não se importe com a maior duração da viagem devido à conexão em Addis Abeba. Outro ponto foi que pontuei no Fidelidade TAM, que na época ainda era parte da Star Alliance.

Caso eu tenha outra oportunidade para viajar com a Ethiopian, não pensarei duas vezes. Emito o bilhete na mesma hora. E confesso que lendo a revista de bordo deles, fiquei interessado em conhecer algumas cidades da África.

Agradecemos ao Fábio pela ótima avaliação que certamente ajudará os demais leitores a conhecer um pouquinho mais da companhia e optar ou não por ela na próxima promoção que postarmos aqui no MD. Já voou com a Ethiopian? Conte nos comentários como foi sua experiência e participe!

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe