Especial: Roadtripping nos Estados Unidos 2 – Washington DC

Denis Carvalho 6 · fevereiro · 2012

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Após os preparativos, a viagem de carro pelos Estados Unidos finalmente tem início! Embarque com a jornalista Isabela Rios e conheça um pouco de sua primeira parada: Washington DC, a capital norte-americana, com seus museus, atrações e a sensação incrível de passear em um filme. Acompanhe:

A ficha demora a cair. No começo parece só mais uma viagem de carro, até você se dar conta de que o sonho está se realizando e os próximos sete dias serão dentro do carro – e do modelo mais novo do mercado, daqueles que não se cansa de apertar os botões. A estrada começou pela noite, e após um dia de trabalho, uma rodovia vazia dando início às férias foi o melhor jeito de relaxar.

Os primeiros gastos apareceram e assustaram um pouco. Só para sair do estado de Nova Iorque foram cinco pedágios variando entre $3 e $10. Sem problemas. Descobrimos mais tarde que eram os únicos pedágios – acreditem se quiser – durante toda a viagem.

Saindo do aeroporto de Newark (NJ), onde pegamos o carro, rodamos 407 quilômetros até chegar à capital do país. Quatro horas de estrada e seis horas de sono no Hostelling International Hostel ($35 dormitório e $92 quarto duplo), o lugar mais caro que dormimos durante a viagem, mas também o mais bem localizado: estávamos no centro de Washington.

Mesmo sendo minha segunda visita, andar em Washington dá a impressão de estar na cena de um filme. De passear, parece que conhecemos vários pontos daquela cidade por vê-los nas telas, mas dessa vez sem Tom Hanks discursando, como em Forrest Gump, ou Bill Pullman como presidente, em Independence Day.

O problema de viajar com vários destinos e ter pouco tempo é que os passeios turísticos ficam todos reduzidos e várias atrações importantes foram riscadas dos roteiros. Neste caso, essa era a ideia: conhecer à primeira vista e planejar outra viagem mais longa nos lugares que mais curtimos.

Fizemos o check-out na sexta-feira de manhã e vimos uma Washington com cara de capital. Trânsito, ternos e gravatas por todo lado, e a melhor parte: sem turistas (tenho que admitir, filas e pausas para fotografias alheias às vezes nos fazem perder tempo, sem contar que é possível ver mais a “cara” da cidade quando NÓS, turistas, não estamos por perto).

Assim como Brasília, Washington é uma cidade que foi totalmente projetada, o que explica sua beleza, organização e dá um toque de “artificialidade” a tudo que vimos. A cidade é a capital federal dos Estados Unidos, onde se reúne a cúpula política e todos os principais edifícios federais, além do Pentágono, o centro do poder militar, as centrais do FBI e da CIA.

Em nosso cronograma, reservamos de 3 a 5 horas de turismo para cada destino. Sim, é pouco, mas se tudo for planejado é possível conhecer bastante.

O essencial em DC são os prédios públicos e os museus, mas segue o aviso: prepare-se para andar! As atrações são longe uma das outras, quer dizer, são perto demais para pegar um táxi, e relativamente longe para se cansar andando.

No caso da roadtrip, ter um carro à disposição não ajudou. Achar vagas para estacionar ou até estacionamentos públicos perto das atrações turísticas é bem difícil. Então o jeito é estacionar longe e ir a pé a todos os locais. O que pode ajudar são os chamados “circuladores”. O ônibus possui apenas três rotas, mas por apenas um dólar dá voltas por quase toda a cidade.

Start turístico

Dá para começar o tour pelo Capitólio, a sede do Congresso norte-americano, e o Washington Monument, um gigantesco obelisco no The Mall (um enorme área retangular, no meio da cidade, com praças, parques e vários monumentos ao redor). Atrás do Capitólio, está a Suprema Corte e a Biblioteca do Congresso, uma das maiores do mundo, com mais de 11 milhões de livros. Vale a visita à ala onde está exposta a biblioteca de Thomas Jefferson. É importante não esquecer de passar para ver a declaração da independência nos Arquivos Nacionais.

Os museus são inúmeros e tem para todos os gostos: dos índios, da National Geographic, da espionagem, de artes, do holocausto, de História Natural e o National Air and Space. Se tiver que escolher um preferido a dica é do holocausto, que apresenta uma história cronológica através de mais de 900 artefatos, 70 monitores de vídeo, e quatro salas que incluem filmes históricos e testemunhos.

Na minha primeira ida a Washington, durante o verão, a área entre os monumentos estava ocupada por moradores da cidade praticando esportes, se bronzeando e fazendo piquenique. Desta vez, fomos as únicas a nos arriscar no frio matinal do inverno. Tirar foto do monumento de Lincoln, no extremo oposto de The Mall, vale a pena. Já que está lá, aproveite para dar uma olhadinha no Vietnam Veterans Memorial.

Para fechar, a visita à Casa Branca. Os grupos turísticos ficam separados do edifício por dois portões (e vários seguranças), mas é permitido ultrapassar o primeiro e melhorar as fotos um pouquinho – fica a dica. A Casa Branca faz agendamento de tours com pelo menos 21 dias de antecedência, e para estrangeiros é preciso solicitar o tour na embaixada brasileira.

Se tiver mais tempo, o passeio de barco pelo rio Potomac é um ótimo jeito de aproveitar o calor do verão. Na minha viagem durante o verao fui pela empresa DC Ducks, $35 por 90 minutos passando por monumentos e com direito a vista da central do serviço secreto americano.

Antes de voltar para a estrada, aquela paradinha para comer. Sair do centro e ir para o bairro Adams Morgan é ótima opção. O bairro concentra bares e restaurantes e é famoso pela vida noturna. Escolhemos o Tryst (2459 18th St) para um café da manha/almoço cercado de estudantes.

Como boas turistas, é claro que nos perdemos na saída de Washington (acredite, são muitas estradas e a sinalização não é das melhores). Mas alimentadas e com o carro abastecido, já era hora de voltar à estrada…

Não perca na próxima semana a continuação desta incrível viagem. Perdeu a primeira parte? Leia aqui!

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe