Voos para a Europa, novos destinos e sala VIP: conheça os planos da Avianca Brasil

João Goldmeier 19 · dezembro · 2017

Não perca mais nenhuma promoção!

Promoções no e-mail

Faça como 1 milhão de brasileiros. Cadastre seu email e receba as melhores promoções de passagens!

Promoções no Whatsapp

Agora você pode receber promoções direto no Zap! Escolha se quer receber todas ou só as melhores!

Aumentar sua presença nos voos domésticos e ampliar a malha internacional sem perder a qualidade oferecida ao passageiro. É essa a meta traçada pela Avianca Brasil para o próximo ano. A companhia estuda voar para destinos como Manaus, Belém e São Luis e estuda estender suas rotas para alguma cidade na Europa em 2018. É o que revela o presidente da Avianca Brasil, Frederico Pedreira, em entrevista exclusiva para o Melhores Destinos, durante a viagem para Nova York – estreia da nova rota internacional da companhia. Confira as novidades!

Melhores Destinos – Você assumiu o cargo depois de um ano muito difícil para a aviação comercial (2015), onde tivemos a retração da oferta de voos nacionais e internacionais. Mesmo assim a Avianca Brasil vem crescendo. Qual a estratégia para seguir com o crescimento?

Frederico Pedreira – Eu acredito que nós preenchemos o espaço que havia no Brasil para uma companhia aérea com um serviço diferenciado, com foco no cliente. O passageiro quando voa conosco fica surpreendido e quer voar de novo. Telas de entretenimento individual, lanche quente grátis, o maior espaço entre as fileiras e a frota mais jovem do Brasil são os nossos diferenciais e foi isso que nos fez crescer mesmo em tempos difíceis.

Frederico Pedreira durante o evento da Avianca Brasil em Nova York

MD – 2017 foi o ano da internacionalização da Avianca Brasil, com o lançamento de rotas para Bogotá, Santiago, Miami e agora Nova York. O que vem por aí em 2018? Teremos novas rotas internacionais? Europa? Quais destinos?

Pedreira – Sem dúvida as rotas internacionais foram muito importantes, mas no doméstico nós também inauguramos rotas para Foz do Iguaçu, Navegantes e Belo Horizonte, com sucesso muito significativo. Mas não posso negar que a expansão internacional foi algo marcante. Para o próximo ano nós vamos continuar com a estratégia de reforçar a nossa presença no mercado doméstico, aumento a frequência de alguns destinos como Salvador, Recife e Fortaleza. No internacional, temos muita vontade de voar para a Europa, no entanto vamos privilegiar aumentar a frequência de voos para Miami e Nova York, se houver demanda, a abrir um novo destino.

MD – E quais são as cidades na Europa que vocês estão estudando?

Pedreira – Nós estamos olhando com muito carinho para Londres, para Madri e para Lisboa.

MD – Alguma nova cidade no Norte ou Nordeste?

Pedreira – Ainda não tomamos a decisão, agora quando eu penso no Brasil eu penso em regiões onde não estamos presentes. Manaus, Belém, São Luis são destinos muito importantes e que naturalmente serão os próximos. E para 2018 teremos 7 voos do Nordeste para Bogotá.

Airbus A330 da Avianca Brasil, usado nas rotas internacionais

MD – A maioria das cias aéreas do mundo está adotando a premium economy nos voos internacionais, porque a Avianca optou por não contar com essa classe e há planos de introduzi-la no futuro?

Pedreira – Hoje em dia nada fechado, estamos estudando várias configurações para as aeronaves que vão chegar entre 2019 e 2021 e isso sem dúvida é uma possibilidade.

MD – Outra ausência sentida nos Airbus A330 que fazem as rotas internacionais e são aviões novos é o wi-fi. Há planos para a sua implantação? E nos voos domésticos?

Pedreira – Sem dúvida! No doméstico nós já temos planos para 2018 em que vamos ficar com um avião a menos o ano todo para instalar o wi-fi. No Airbus A330 nós só estamos esperando a homologação das autoridades.

MD – Como anda a ocupação nas rotas internacionais e a procura por este novo voo para Nova York?

Pedreira – Acima do esperado! Santiago já no primeiro mês teve 84% de ocupação. Miami foi crescendo como esperado e hoje está com 85% e Nova York nós temos em janeiro ocupação acima de 85%. Para nós está sendo um sucesso!

MD – Qual a posição da Avianca Brasil sobre o acordo Open Skies entre Brasil e Estados Unidos?

Pedreira – Nós não somos contra, mas ao mesmo tempo achamos necessário que o tema da produtividade no Brasil e Estados Unidos seja equivalente e isso ainda não é verdade. Há muitas limitações que as companhias aéreas no Brasil têm que as americanas não têm. Se você abrir hoje vai haver uma diferença de competitividade que não vai beneficiar o Brasil.

MD – Qual a razão da Avianca Brasil continuar no Terminal 2 de Guarulhos, sendo que a maioria das empresas da Star Alliance está no Terminal 3, mais moderno, onde está, inclusive, a sala vip da aliança? Isso não prejudica a experiência do passageiro?

Pedreira – Conectividade. Para o nosso passageiro que conecta em Guarulhos é muito mais prático ficar no mesmo terminal.

MD – Nesse sentido há planos para criar uma sala vip da Avianca Brasil no Terminal 2 de Guarulhos?

Pedreira – Sem dúvida! Estamos trabalhando de uma forma muito focada para termos um lounge próprio em 2018.

MD – A Avianca Brasil é a única empresa aérea nacional que não conta com um cartão de crédito co-branded, num ano onde vimos lançamentos agressivos da Multiplus e Smiles, há conversas neste sentido? Algo concreto para 2018?

Pedreira – Está nos nossos planos, mas este ano nós estivemos muito focados em melhorar a experiência do nosso cliente, de ter preços mais atrativos em número de milhas no programa Amigo. Nós implementamos o “dinamic redemption” que é alinhar o preço da passagem com o número de milhas. Mas para o próximo ano sem dúvida está o tema do cartão co-branded.

MD – E a fusão do Amigo com o Lifemiles, programa de fidelidade da Avianca Colômbia, vai sair?

Pedreira – Nós já estamos trabalhando muito próximos, você sabe que hoje já é possível acumular milhas no programa que o passageiro preferir. A curto/médio prazo a ideia aproximar ainda mais mas não temos claro se vamos fundir as duas marcas ou não, porque a marca Amigo é muito querida no Brasil.

Autor

João Goldmeier - Editor
  • Claudio Meyer

    Bacana a reportagem mas tem uma parte confusa… abaixo da última foto (do bico do avião), vocês repetiram o terceiro item da resposta da avianca quando falam “MD -Sem dúvida! No doméstico nós já temos planos para 2018 em
    que vamos ficar com um avião a menos o ano todo para instalar o wi-fi.” Ao que parece, era uma pergunta sobre a sala vip deles…

    • Obrigado pelo aviso, Claudio, já corrigimos!

      • Bruno Almeida

        Corrigiram nada. Ainda está errado.

  • Daniel Bisetto

    Eu acho ótimo eles disponilizarem Madrid e Lisboa, mas não iria entrar no território da TAP, que já é parceira de Star Alliance?

    • Thalles Ferreira

      Mas por exemplo, na Star Alliance tem empresa americana, certo? O vôo direto pra Nova York não entra nesse território? Deve ser a mesma lógica.

      • Daniel Bisetto

        A Avianca voa pro JFK. E a United para EWR. Aeroportos diferentes.

  • Lucas Senger Jacobus

    A resposta quanto ao Terminal 2 e o programa Amigo são assustadoras.

    • Pq?

      • Lucas Senger Jacobus

        “Conectividade”

        Simplesmente ignora a questão da sala VIP, por exemplo, que foi perguntada… a DL e G3 organizaram-se para ficar no T2, não parece ser o caso a O6.

        E o Amigo, sabe-se que o LifeMiles é excelente,mas não pensam em fusão pois é um programa “querido”?

        • Realmente! Quando li a resposta sobre o terminal fiquei sem entender.

        • Anônimo

          Bem simples:
          T2 – o foco deles é na econômica e não querem investir numa sala Vip decente. Além disso, não gastam mudando para o T3 (se é que tem slots disponíveis) e conseguem otimizar equipe de terra;
          Amigo – por que iriam acabar com um programa que é Amigo deles e não dos passageiros?
          É cada uma… nessas horas a gente entende certas coisas!

          Eles não querem o Open Skies para não concorrer com as norte-americanas…

          • Fred Dwek

            Avianca utiliza a sala VIP da GOL no T2 de Guarulhos

  • Espero que a Avianca venha logo pro Norte, em especial Belém. Eles voarem pra cá já virou lenda.

  • Luciano Xavier

    Uma pena Vitória não estar previsto para 2018 mesmo com o novo aeroporto ;(((

    • Deyvisson F. R. Almeida

      Acho que ninguém vai tocar no assunto enquanto o aeroporto não sair.

      “A Avianca Brasil, quarta maior companhia aérea do país, aguarda a conclusão das obras de modernização e ampliação do Aeroporto de Vitória, prevista para dezembro deste ano, para planejar seus voos para a capital capixaba, revelou com exclusividade um executivo da empresa ao Folha Viagem.”

    • Penha Souza

      Verdade . Queria muito que estivesse voos internacionais estamos os mesmo na costa Brasileira igual o Rio de Janeiro. Porque nao?

      • Alan Rodrigo de Almeida

        demanda.

  • Julio Daniel Mofsovich

    Tive uma experiencia muito ruim com a Avianca na minha viagem a Nova York. Comprei passagem de executiva com 1 parada, dia 26/10 e retorno de executiva 05/11. Avianca mudou tudo, adiantou a viagem um dia, voltei de econômica na Tam. Isso se chama foco no cliente? Não recebí nenhuma compensação, vou busca-la na justiça. Viajei muito pela MD, e mandei e-mail avisando e não tive retorno.

    • Julio, Avianca Brasil ou Internacional? Está com cara de Avianca Internacional, que teve problemas sérios com greve dos pilotos.

  • Nelzon

    Podiam ter perguntado sobre o que está sendo feito para melhorar o atendimento do programa Amigo.

  • Italo Silveira

    Pow melhores destinos, faltou a principal pergunta, de até quando o sistema de emissão fixa de 10 mil pontos ficará disponível. Os atendentes dizem que vão ficar permanentes os dois meios de emissão, mas eu não acredito nem um pouco.

    • marcio

      Seria interessante uma live com esses diretores de empresa. Acho q elas poderiam usar melhor as redes sociais para interagir com o público dos sites especializados, que acredito serem formadores de opinião.

      • Italo Silveira

        Concordo, eles deveriam acessar esses chats de sites renomados como o do Melhores Destinos e esclarecer dúvidas dos posts pertinentes a companhia aérea que eles representam.

  • Tabata Alcantara

    Alguém já fez o trecho GRU-BOG-LHR? Recomenda? Não encontrei nenhuma avaliação sobre esse trecho. Obrigada!

    • João

      Oi Tabata, esse trecho é operado pela Avianca Internacional, com sede da Colômbia, empresa distinta da Avianca Brasil.

  • Sergio Loureiro

    Por favor, libere um comentário que caiu na moderação.

  • Orem B. Hartuing

    Para internacionalizar o Afonso Pena, em primeiro lugar, precisa-se ampliar aquela pista, incapaz de permitir operações com segurança de um avião do porte de um A380 ou 777. A demanda de Curitiba e região, entretanto, não parece justificar esse investimento até a presente data. Complica também o fato de se estar relativamente próximo de São Paulo, para onde naturalmente converge todas as regiões num raio de 500 ou 600km e com demanda considerada média para o mercado de voos internacionais.

  • “quando eu penso no Brasil eu penso em regiões onde não estamos presentes. ”
    Já posso desistir de ver Avianca voando no novo terminal aqui em VIX então?

  • Até março ele deve estar em operação. Não existe apenas nos sonhos…

  • Deyvisson F. R. Almeida

    O terminal já está praticamente pronto amigo. Incrivelmente esse aeroporto finalmente vai sair.