O que fazer em Maputo – 20 dicas imperdíveis para a sua viagem a Moçambique

Gisela Cabral 23 · maio · 2017

Maputo é maningue nice, o que quer dizer “muito legal” na famosa gíria moçambicana. Uma capital ainda em desenvolvimento, mas que nos conquistou e surpreendeu bastante pelo colorido, receptividade e alegria de um povo que, além do idioma, tem muito em comum com nós, brasileiros.

Aliás, poder falar português fez toda a diferença nos ensolarados e quentes dias que passamos explorando a capital de Moçambique e arredores. O resultado dessas andanças você confere no nosso Guia de Maputo e também neste post, que faz um “resumão” com dicas e atrações que não podem ficar fora do roteiro daqueles que já estão com a viagem marcada.

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CFM – eleita em 2016 uma das estações de trem mais bonitas do mundo, pela Times

De antemão alertamos que para aproveitar Maputo ao máximo o visitante precisa captar a sua essência. E isso vai além do “enxergar apenas o que os olhos registram”, é preciso conhecer a história que está por trás desse país de contrastes: belezas inúmeras e resquícios de um passado cruel de exploração e guerra.

Infelizmente, esses problemas do passado acabaram afetando o turismo no país, mas isso não diminuiu em nada as belezas de lugares como o arquipélago da Inhaca, pontos turísticos com uma arquitetura não muito conservada, porém cheios de história, restaurantes e mercados que servem o melhor da deliciosa gastronomia moçambicana.

Vista do farol da Ilha da Inhaca – mar em vários tons de azul e água quentinha

Sem contar que fazer turismo em Maputo é barato, até mesmo para nós, brasileiros, que estamos acostumados a gastar tanto em viagens internacionais. Corridas de táxi, por exemplo, custam a partir de 150 meticais (o equivalente a R$ 6) e não costumam muito ultrapassar 500 MT (R$ 23).

Alimentação é outro quesito que não costuma sair caro por lá, em lugares mais afastados das áreas turísticas (comida de rua mesmo), é possível pagar entre 80 MT e 150 MT, já em restaurantes nas áreas centrais, a conta deve sair entre 400 MZN e 1000 MT, menu completo, mais bebidas alcoólicas.

Frutos do mar e peixes frescos são as grandes estrelas da gastronomia moçambicana

Lembrando que no guia você ainda confere dicas gerais para a sua viagem a Moçambique, informações úteis sobre a retirada do visto para brasileiros, como encontrar hospedagem – incluindo as melhores regiões da cidade – como se locomover por lá e também o que fazer na noite de Maputo.

Vamos às dicas!

1. Ilha da Inhaca

Quem vai a Maputo precisa reservar um ou dois dias para explorar a Inhaca, um arquipélago paradisíaco, que fica a mais ou menos 40 quilômetros de distância da capital e não deve em nada em beleza às praias do Caribe e Ilhas Maldivas.

Para chegar neste centro de pesquisa marinha, de águas mornas e em vários tons de azul, é preciso pegar um barco ou avião. Optamos pela lancha como meio de transporte por ser mais rápida para um day trip e confortável do que o barco de passageiros que sai de Maputo. Aproveitamos a oportunidade para conhecer, também, a Ilha dos Portugueses, 200 metros distante da Inhaca, e a praia de Machangulo. Saiba tudo sobre a nossa visita à Inhaca aqui.

Praia que fica abaixo do farol, na ilha da Inhaca/foto: Rafael Dantas

2. Estação Central dos Caminhos de Ferro (CFM)

Um dos edifícios mais emblemáticos de Maputo, a estação de trens erguida entre 1908 e 1910 foi eleita a terceira mais bonita do mundo pela revista Times, em 2016. Na fachada chamam a atenção o estilo clássico e a bela cúpula principal, pré-fabricada na África do Sul. Já na parte de dentro, o visitante praticamente volta no tempo ao deparar-se com locomotivas antigas, sendo uma delas a primeira usada no trajeto Maputo-Pretória. Ah, não deixe de explorar o pequeno museu mantido no local, a entrada custa 50 MT.

Praça dos Trabalhadores; mais informações aqui.

3. Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição

Quando foi erguida em 1787, a Fortaleza de Maputo era toda feita de madeira. Uma estrutura que, ao longo do tempo, sofreu ataques, passou por períodos de abandono, reconstrução até tornar-se o que é hoje, um importante monumento histórico da capital moçambicana.

No local, o visitante vai ver de perto relíquias de outros fortes do país e estátuas de colonizadores portugueses, que no passado podiam ser vistas nas ruas de Maputo. No entanto, o ponto alto do tour pela fortaleza é a visita à sala que abriga o caixão de madeira trabalhada, contendo os restos mortais de Ngungunhane, o controverso imperador de Gaza. A entrada na fortaleza custa 20 MT.

Avenida Samora Machel;

A Fortaleza abriga estátuas de colonizadores portugueses e os restos mortais de Ngungunhane

4. Mercado Central de Maputo

A estrutura do Mercado Municipal de Maputo — ou Bazar, como também é chamado — foi toda feita com elementos em ferro importados da Bélgica. No local, inaugurado em 1901, vende-se de tudo um pouco: frutas, legumes, perfumadas especiarias — objetos para casa, de uso pessoal e também souvenires.

O mercado é um ponto turístico bastante visitado de Maputo, mesmo por aqueles que não têm a intenção de comprar nada. Isso por conta da atmosfera do local, situado na zona baixa da capital moçambicana, cheio de comerciantes e habitantes locais que vão até lá para fazer suas compras.

Av. 25 de Setembro, Maputo

Visitar um mercado é uma boa maneira de conhecer os costumes de um país/foto: Rafael Dantas

5. Feima

Você curte artesanato local e também não resiste a um souvenir? Então não deixe de conhecer a Feima, a Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo. Um mercado a céu aberto, instalado em uma área verde, onde são vendidos objetos de decoração para a casa, bijouterias, capulanas (roupas típicas usadas pelas mulheres moçambicanas), acessórios, entre outros.

Tudo o que é comercializado no local é feito por artistas da cidade, mas a dica é barganhar bastante ao encontrar algum item que agrade. Isso porque o preço para o turista costuma ser um pouco mais salgado do que o normal.

Jardim do Parque dos Continuadores, Av. Martires da Machava;

Artesanato moçambicano exposto de forma inusitada na Feima/foto: Rafael dantas

6. Jardim Botânico Tunduru

O parque foi criado em 1885 e até hoje é um belo refúgio verde em meio ao concreto de Maputo. Ele é de autoria do paisagista inglês Thomas Honney, responsável pela concepção dos jardins do rei da Grécia e do sultão da Turquia, e abriga várias espécies de plantas indígenas exóticas, além de ser excelente para uma caminhada ou momentos de relaxamento sob árvores frondosas.

Ao visitar o Jardim Botânico, não deixe de admirar o belo arco que fica na entrada, em estilo neomanuelino. Outra obra de arte que pode ser vista no local é a estátua do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Machel, feita por escultores norte-coreanos. A entrada no jardim – que possui um centro de apoio ao turista super estruturado e com diversos tours – é gratuita;

Avenida Samora Machel;

Uma fonte Wallace, de ferro fundido, também faz parte do acervo do Jardim Botânico

7. Museu de História Natural

Animais embalsamados das mais diversas espécies podem ser vistos de perto no Museu de História Natural. Mais precisamente 200 mamíferos, mais de 10 mil aves, 170 mil insetos, além de 1.250 invertebrados e 150 répteis. Isso sem contar com a exposição de fetos de elefantes, desde a concepção até o 22º mês de gestação.

A entrada no museu fundado em 1911 — instalado em um belo edifício inspirado no estilo Manuelino — custa apenas 50 MT. Ao visitar o local, não deixe de explorar os jardins e toda a bela e bem cuidada área externa.

Praça Travessia do Zambeze, 104; mais informações aqui;

8. Praça da Independência

Símbolo da independência do país, a ampla praça situada entre a cidade alta e a cidade baixa abriga a estátua do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, líder que ficou conhecido pelos discursos inflamados e que enfatizavam o fim da exploração portuguesa.

Na parte de trás da praça, também está situado o prédio da Câmara Municipal, uma construção de 1941, dos arquitetos Carlos César dos Santos, Arnaldo Pacheco e Franz Keindl. Inclusive, no passado, lia-se no pavimento frontal a inscrição “Aqui é Portugal”, frase dita pelo presidente Américo Tomás durante visita ao país, em 1964.

Praça da Independência;

A praça abriga uma estátua do amado presidente de Moçambique independente, Samora Machel

9. Casa de Ferro

O desenho desta construção de ferro – que fica a poucos metros da praça da Independência –  foi feito por ninguém menos do que Gustave Eiffel, em 1892. No entanto, o imóvel pré-fabricado vindo da Bélgica acabou não cumprindo a finalidade de abrigar o então governador-geral de Moçambique, isso por conta do clima sub-tropical do país, que transformava o prédio em um verdadeiro “forno”.

Atualmente, a Casa de Ferro abriga o Ministério da Cultura e do Turismo e pode ser visitada por dentro sem custo algum. No local o visitante encontra uma mini exposição de objetos de cidades medievais moçambicanas (no ar condicionado, é claro!).

Avenida Samora Machel, ao lado do Jardim Botânico de Maputo;

A Casa de Ferro foi desenhada pelo mesmo criador da Torre Eiffel de Paris/foto: Rafael Dantas

Onde Comer

Se existe algo que os moçambicanos dominam com maestria é a arte da boa (e farta) mesa. Assim como o Brasil, Moçambique foi colonizado por portugueses, porém as influências lusitanas na culinária acabaram ficando bem mais fortes por lá do que no Brasil. A relação com a Índia, no passado, também deixou algumas heranças no país às margens do índico, entre elas o uso de especiarias como o perfumado caril (curry). Porém, nossa opinião, mariscos e peixes super frescos são o grande destaque da gastronomia local.

10. Mercado do Peixe

Dica de ouro para quem deseja comer os mariscos e peixes mais frescos e deliciosos da cidade. No local, há um galpão onde compramos dois quilos de camarões gigantes, postas de peixe e lulas. Depois nos dirigimos até a ala ao lado, onde encontravam-se barracas que fazem o preparo de todas essas delícias em churrasqueiras. Havia em nosso banquete de grelhados, ainda, batatas fritas e legumes cozidos. Por tudo isso, mais cervejas e cafezinho, no final, pagamos 3040 MT, o equivalente a R$ 137 (na cotação do dia).

O mercado fica na Avenida da Marginal;

Camarões e peixes super frescos, vendidos no mercado do Peixe de Maputo/foto: Rafael Dantas

11. Sagres

Uma mariscada divina é servida no português Sagres, que fica à beira-mar, na Avenida Marginal. O prato com amêijoas, patas de caranguejo, camarões e lagoustins é enorme — ainda vem com acompanhamentos — e serve muito bem umas três pessoas. A mariscada custa 2.800 MT, mais ou menos R$ 128. Ah, no menu do local há várias opções de petiscos e a cerveja 2M, típica moçambicana, é servida ultra gelada! 

Avenida Marginal 650, mais informações e reservas aqui;

12. Campo di Mare

Saborosas massas e risotos à base de frutos do mar encontram-se no cardápio deste restaurante, que fica no Clube Marítimo de Desportos. Isso sem contar com uma privilegiada vista da orla de Maputo, para uma experiência completa, não deixe de sentar-se na parte externa do estabelecimento. 

Clube Marítimo de Desportos, informações e reservas aqui;

Em Maputo há vários restaurantes especializados na gastronomia portuguesa

13. Feima

Já falamos da Feima neste post, a Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo. Mas a verdade é que ao visitar o local você também pode aproveitar para experimentar algumas delícias da gastronomia moçambicana, a exemplo do caril de camarão (camarão ao curry) e o frango à zambeziana. Os pratos custam a partir de 250 MT.

Jardim do Parque dos Continuadores, Av. Martires da Machava;

14. Quando ir

A melhor época para visitar Moçambique é entre maio e outubro. Nesse período mais seco do ano, o visitante poderá usufruir de dias bonitos, céu azul e temperaturas amenas por toda a costa do país.

Mas isso não quer dizer que os outros meses também não sejam bons para quem está planejando uma visita. Em novembro, por exemplo, ainda há resquícios do clima seco, excelente para curtir uma praia, com a vantagem de ser um mês mais tranquilo para o turismo. Se você estiver pensando em visitar o país de dezembro a abril, prepare-se para a alta temporada no turismo e também para as chuvas.

Belo prédio do Museu de História Natural de Maputo/foto: Rafael Dantas

15. O que levar na mala

Roupas super leves, além de trajes de banho, pois a temperatura da água do mar é bastante convidativa para um mergulho. Um bom filtro solar — com alto fator de proteção — e acessórios que protejam a cabeça (chapéu/boné) também não podem ficar de fora, porque o sol não costuma dar muita trégua ao longo de todo o ano.

Outro item essencial na mala daqueles que vão viajar para Moçambique é a loção repelente, visto que quase todo o país é considerado zona endêmica de malária. O ideal é sempre consultar um médico antes de sair do Brasil para saber se o melhor é fazer uso de remédios preventivos ou apenas usar o repelente enquanto estiver no país.

Monumento na Praça dos Trabalhadores de Maputo, em frente ao CFM

16. Como Chegar

De avião – O Aeroporto Internacional de Maputo recebe voos diários dos mais diversos países, entre eles a África do Sul e Angola, dois hubs africanos muito utilizados por viajantes brasileiros que desejam acessar a capital moçambicana. A melhor maneira de Sair do Aeroporto — que fica a mais ou menos cinco quilômetros de distância do centro da cidade — é pegando um táxi na área externa do terminal. A corrida deve sair em torno de 500 MT.  

De carro – Para entrar em Moçambique com um carro alugado na África do Sul, é necessário adquirir uma carta emitida pela locadora, pois, em princípio, o condutor não tem autorização para circular no país vizinho. No momento em que for buscar o seu carro na África do Sul, mencione em alto e bom som que deseja ir a Moçambique e peça a carta, lembrando que algumas locadoras cobram pela emissão desse documento.

Ao chegar no posto fronteiriço, você também terá que fazer um seguro para o seu carro e também certificar-se de que o veículo possui os equipamentos de segurança exigidos pelas autoridades de trânsito do país: um colete fluorescente e um triângulo.

No nosso caso, foi bem fácil fazer o seguro do carro — já que várias seguradoras moçambicanas se encontram no local — também não foi nada difícil adquirir o colete fluorescente, vendido por ambulantes. A única coisa chata e que o visitante precisa ter paciência é quanto aos chamados “refrescos” — suborno, em português claro — que são solicitados a todo momento, até mesmo por funcionários da própria fronteira.

A dica é manter a cabeça fria nesses momentos e, caso não haja outra saída, pagar este algo a mais — que não costuma ser nada exagerado — para evitar maiores “dores de cabeça”. Outra dica importante é ter uma boa quantia em dinheiro na carteira para arcar com todas as despesas de visto pessoal, visto do carro e compra do colete. Caso precise sacar algum, faça-o ainda no lado sul-africano (a estrutura é melhor), já que uma das moedas aceitas pelo posto fronteiriço e prestadores de serviço da área é o Rand.

A Igreja da Polana, também conhecida como espremedor de limão/foto: Rafael Dantas

17. Visto

Turistas brasileiros precisam de visto de entrada em Moçambique e a maneira mais fácil de obter o documento é na chegada ao país, o chamado visto on arrival. Ao desembarcar em Maputo, você precisa apresentar os seguintes documentos: passaporte com pelo menos seis meses de validade e duas páginas livres, formulário “de entrada” devidamente preenchido, comprovante do voo de volta e do hotel onde vai se hospedar.

Na lista da embaixada também consta que o visitante brasileiro deve apresentar o certificado de vacinação contra a febre amarela e duas fotos recentes, porém nenhum dos dois itens nos foram solicitados, ao passarmos pela fronteira com a África do Sul.

O pagamento do visto pode ser feito em meticais (2085 MT), a moeda local, em dólares (66 USD) ou em rands (477 ZAR), a moeda da África do Sul. Aqui você confere mais detalhes da nossa passagem pela fronteira com a África do Sul. Já na página Aeroportos de Moçambique estão os detalhes sobre valores do visto.

Clique aqui para saber como acessar a capital moçambicana;

O colorido do artesanato na Feima de Maputo/foto: Rafael Dantas

18. Onde Ficar

A melhor região da cidade para hospedar-se é a central e por uma série de motivos, entre eles — e o mais importante, na verdade — a segurança. Outro motivo é que, ficando na área central, o turista acaba gastando bem menos com transporte, no caso, viagens de táxi até/entre pontos turísticos e restaurantes.

Uma boa dica é buscar por hotéis ou guest houses que estejam em regiões como a da Polana Cimento, próximos à famosa e movimentada avenida Julius Nyerere, por exemplo. Outra área de Maputo que costuma reunir boas opções de hospedagem é Sommerchield e também a região da Marginal.

A dica para os que desejam economizar é tentar reservar o hotel com o máximo de antecedência, de preferência um estabelecimento que permita o cancelamento gratuito, no caso de surgir uma oferta mais atraente. Outra sugestão é optar por conhecer a cidade durante a baixa temporada, pois determinadas épocas, como o verão, acabam inflacionando os preços das diárias.

Para reservar um hotel em Maputo clique aqui.

Mulheres moçambicanas vestindo a tradicional, e colorida, capulana

19. Dinheiro em Maputo

A moeda utilizada em Moçambique é o Metical, representado pelas siglas MZN (internacional) e MT (nacional), disponível em moedas de 1, 5, 10, 20 e 50 centavos; 1, 2, 5, 10 meticais; e notas de 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 meticais.

Apesar de o metical ser a moeda oficial, alguns estabelecimentos da cidade acabam por aceitar outras moedas, como o Rand, da África do sul, dólar norte-americano e até euro, porém é sempre bom certificar-se antes, caso não tenha meticais disponíveis na carteira.

Cartões de crédito e débito de bandeiras conhecidas também costumam ser aceitos em boa parte dos estabelecimentos de Maputo, além disso, caixas eletrônicos podem ser encontrados no aeroporto e nas mais diversas partes do centro da capital. Para trocar dinheiro, opte sempre por casas de câmbio de confiança, como a do aeroporto, por exemplo.

A moeda de Moçambique é o Metical, mas alguns locais aceitam Rands e dólar/foto: www.moz.life

20. Como se locomover em Maputo

Táxis são o principal meio de transporte do turista na capital moçambicana. O serviço é eficiente — os taxistas conhecem bem as áreas turísticas da cidade — e barato, mesmo que o visitante precise percorrer distâncias mais longas. O lado negativo é que a frota local costuma ser antiga, em sua maioria.

A dica é que o visitante opte sempre por táxis cadastrados e/ou aqueles solicitados por hotéis ou restaurantes da cidade. Uma tática que funciona muito bem é ter o contato de um único taxista de confiança e ligar/enviar uma mensagem ou whatsapp sempre que precisar do serviço. Viagens pelas regiões turísticas custam a partir de 150 MT (o equivalente a R$ 6). Para saber mais sobre Transportes na capital moçambicana, clique aqui.

Não deixe de ler o nosso Guia de Maputo, onde você encontra muitas outras informações essenciais para a a sua viagem!

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Autor

Gisela Cabral - Editora de Destinos Jornalista brasileira vivendo uma grande aventura na terra dos queijos, moinhos e tamancos!
  • Moçambique será meu próximo destino de férias! É possível fazer uma viagem em conjunto com a África do Sul sem ser por carro? (Ônibus por exemplo).

  • Obrigado.

    Eu achei uma passagem saindo de SP para Maputo e retornando da Cidade do Cabo para SP por 2400.00 com as taxas. Vocês creem que 13 dias são suficientes para conhecer os dois países? Meu interesse seria passar uns 6 dias em Moçambique e 7 na África do Sul (Joanesburgo e Cidade do Cabo a priori).

  • Gisela Cabral

    Olá Liz, tudo bem? Estive lá em janeiro deste ano e entrei pela fronteira com a África do Sul. Obtive o visto na hora sem dificuldade alguma. Abraços!

  • Marcos

    Gisela, você passou bem mesmo!!! Dois quilos de camarões gigantes, postas de peixe e lulas prontas para comer com batatas fritas, legumes, cervejas e cafezinho, TUDO por R$ 137. Aqui seria só o camarão e mesmo assim cru! O cardápio e o preço são de dar água na boca rsrs!

    • Gisela Cabral

      Pois é, Marcos! E teve gente lá dizendo que ainda tava caro! Ahahahahaha
      Abraços!!!

  • José Roberto C

    Objetivo, claro e esclarecedor. Obrigado pelo texto que me convenceu definitivamente a incluir Mocambique na minha road trip pela Africa.