Não consegue emitir bilhetes com milhas da TAM? Eu posso ajudar!

Leonardo Marques 14 · outubro · 2011

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Você está com dificuldade em conseguir emitir passagens internacionais no TAM Fidelidade? É impossível achar uma passagem em qualquer que seja a data? É, tem mais gente com a mesma dificuldade.

A advogada e consultora Fernanda Guimarães, responsável pelo blog Diário de Consumo e com ampla atuação em veículos de comunicação preparou este artigo para o Melhores Destinos com a experiência dela e com algumas dicas que certamente irão ajudar você a emitir a sua tão sonhada passagem. Vamos ao texto dela:

Nada como passar pessoalmente pelo problema para, mesmo trabalhando com Direito do Consumo, obter um caminho mais promissor. Lembro que, há pouco mais de 4 anos, bastava ir à loja TAM do aeroporto e “escolher” (veja bem o verbo que indica que havia “opção”) o melhor destino e horário para emitir os bilhetes usando as tais milhas aéreas acumuladas. E, não muito longe ainda, era possível, ao menos, optar pelo vôo diurno ou noturno, mesmo que em datas mais restritas. Mas está tentando emitir bilhetes aéreos com milhas da TAM/Multiplus recentemente? Então já sabe que tudo isso mudou e que, se obter 1 mísero assento nos próximos 6 meses para voar para Miami ou Orlando, você é um verdadeiro vencedor!

Confesso que conseguir emitir 3 bilhetes juntos para um vôo internacional, em classe executiva, foi uma sensação de sucesso indescritível. E se foi possível fazer isso, deve-se a um roteiro básico, que espero que possa auxiliá-lo a também conseguir:

1 – Para emissão de bilhetes internacionais, em especial para os EUA e Canadá, esqueça o site da TAM e as lojas do aeroporto. Algumas informações prévias são importantes:

(a) o prazo de validade dos bilhetes internacionais é de 6 meses. Isso quer dizer que você poderá emitir passagens, a contar de hoje, para até 180 dias. Assim, se quer viajar em abril, por exemplo, inicie a busca por assento agora em outubro;

(b) pelo mesmo motivo, teoricamente, os assentos para os vôos com data daqui exatos 6 meses deveriam ser todos liberados hoje às 00:01 da madrugada. Contudo, segundo o que funcionários da própria TAM me disseram, essa lógica não é perfeita. Isso porque os assentos podem ser liberados “aos poucos”, o que quer dizer que se você não conseguiu hoje, amanhã é outro dia e é preciso seguir tentando;

(c) existe a baixa e a alta temporada, ou seja, somente entre 15 de março e 31 de maio e de 16 de agosto até 30 de novembro é possível emitir bilhetes com aquele número mínimo restrito de pontos (20 mil para cada trecho Brasil-EUA e EUA-Brasil ou 30 mil para cada trecho Brasil-Europa e Europa-Brasil). Todas as demais datas são consideradas alta temporada e pode ser que você esteja procurando o impossível, pois, pela própria regra do programa de milhagem, não haverá qualquer assento na alta temporada pelo número mínimo de milhas (aqueles 20 e 30 mil para classe econômica). Acesse o link da TAM e confira a pontuação necessária para cada época e destino;

(d) o site da TAM somente disponibiliza buscas nos vôos da própria companhia. Dessa forma, você abrirá mão das consultas junto a United, Air Canadá, Continental, Lufthansa, TAP, entre outras. Lógico que vale conferir, até diariamente, a disponibilidade. Contudo, hoje é mais fácil emitir trechos pelas demais companhias da Star Alliance para os EUA do que diretamente com a TAM;

(e) as lojas dos aeroportos possuem, a princípio, o mesmo sistema de consultas da Central de Atendimento (4002.5700), mas há restrição de horário. Muitas das reservas “caem” ou assentos novos são disponibilizados depois das 20 horas ou antes das 6 da manhã. Já ouvi dos próprios atendentes da loja da TAM do aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre que muitos clientes saiam de lá sem conseguir a reserva, mas acabavam retornando depois, somente para emitir os bilhetes e fazer o pagamento direto das taxas de embarque, com códigos de reserva obtidos pela Central de Atendimento;

(f) você pode fazer a reserva e não emitir no mesmo dia. Isso quer dizer que é possível ficar ligando e renovando alguns trechos até conseguir “fechar” a viagem toda. Por exemplo, você conseguiu hoje a reserva de ida, mas ainda não abriram os assentos para a volta. Para não correr o risco de emitir e depois ter que cancelar ou perder os assentos de ida esperando reservar somente tudo junto, faça a reserva sem emissão. Confira o horário final limite para renovação e vá ligando sempre que possível. Persistência!

2 – Utilize a Central de Atendimento (4002.5700). Os melhores horários são após as 22 horas e antes das 6 horas da manhã. Eu emiti meus últimos bilhetes exatamente às 23h20min de um domingo;

3 – Seja gentil e educado com os atendentes. Afinal, você depende exclusivamente da boa vontade deles na busca de assentos. Informe-se sobre aeroportos próximos e sugira a eles que também pesquisem por essas alternativas. Por exemplo, para o destino de Orlando, tente também os aeroportos de Tampa e de Port Canaveral. Cogite conexões estratégicas. Pode não ser tão ruim trocar de aeronave em Houston ou Washington, dependendo do seu destino. Contudo, confirme se os trechos internos (dentro dos EUA) honrarão com a franquia de bagagem internacional (2 vezes 32 kilos para cada passageiro);

4 – Saiba que algumas coisas são possíveis e outras não: pela United, por exemplo, pode-se unir um trecho em classe executiva com outro em classe econômica. Paga-se milhas pelo trecho maior. Já com a Continental, somente conectam-se trechos de classe equivalente ao de saída, ou seja, eu havia conseguido assentos no vôo São Paulo – Houston em executiva e depois em Houston – Orlando em econômica, mas não foi possível emitir os bilhetes porque, pela regra da Continental, mesmo que eu pagasse tudo como business, o sistema não aceitaria finalizar. E, infelizmente, não dá para fazer stop e ficar uns dias na conexão. O sistema de reservas só reconhece como um “mesmo bilhete” conexões de no máximo 23h59min minutos. Se precisar parar, serão cobradas as milhas correspondentes ao trecho interno;

5 – Dedique-se! Levam-se em média 10 dias para conseguir a emissão de bilhetes internacionais (EUA e Canadá), mas saiba que eles ainda existem sim!

Gostou desse post da Fernanda Guimarães? dá uma passadinha no blog Diário de Consumo.

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos