Rumo ao Mundial 2018: qual a melhor forma de levar dinheiro em uma viagem à Rússia

Bruna Scirea 2 · abril · 2018

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A poucos meses para o início do Mundial 2018, muitos brasileiros estão organizando a viagem e se perguntando qual a melhor forma de levar dinheiro para a Rússia. Conversamos com especialistas, fizemos algumas contas e chegamos a uma conclusão para quem quer economizar.

É importante considerar que existem outros fatores prioritários para os viajantes além da economia, como comodidade e segurança. Nesses casos, é possível gastar um pouco mais e viajar sossegado. Só não se esqueça: em uma viagem ao exterior é sempre bom ter mais de uma alternativa para fazer suas compras – assim, os apuros serão menores em casos de emergência, como perdas, roubos ou qualquer outro incidente.

Veja as principais opções que analisamos:

Comprar rublos russos no Brasil

Pesquisamos e encontramos pelo menos três casas de câmbio brasileiras que estão vendendo rublos russos: a Click Câmbio, a Confidence e a Cotação. Telefonamos para as três corretoras e as cotações foram as seguintes:

Confidence Câmbio – R$ 1.000 = 12.404 rublos russos
Click Câmbio – R$ 1.000 = 12.990 rublos russos
Cotação – R$ 1.000 = 13.364 rublos russos

(valores cotados em 26 de março de 2018)

A conversão do real para o rublo oficial é, em média, de R$ 1 = 17 rublos russos (ou de R$ 1.000 para 17 mil rublos). Como o rublo tem uma demanda muito pequena no Brasil, é muito difícil comprar a moeda em espécie com valores próximos à cotação oficial. Nesse sentido, embora possa ser cômodo viajar para a Rússia já com um bolo de rublos garantidos, a opção se torna uma das mais caras.

Conversão estimada em 26 de março de 2018

Por outro lado, sair do Brasil com uma pequena quantidade da moeda russa pode ser prático, especialmente se você não quiser fazer o câmbio no aeroporto, onde os preços também costumam ser mais salgados. É o que recomenda Lilian de Souza, gerente de Tesouraria da Treviso Corretora, parceira da Click Câmbio:

“É preciso lembrar que, além da burocracia de ter que trocar dinheiro lá, pode ser que a taxa de câmbio não seja muito vantajosa. Isso porque em função da grande demanda pela compra do rublo no país durante o Mundial, pode ser que você tenha que gastar mais euros ou dólares para trocar a moeda na Rússia”, explica.

PREÇOS NA RÚSSIA

Independente da forma escolhida, é bom que se tenha uma ideia de quais serão seus custos no país. De acordo com o site Precios Mundi, o valor de uma garrafa de 1,5 litro de água é de 36 rublos. Um combo em uma rede internacional de fast food, como McDonalds ou Burguer King, custa em média 300 rublos. E um almoço para duas pessoas em um restaurante, com dois pratos principais e sobremesa, fica em média 2.000 rublos. Veja aqui outros preços de outros produtos e serviços na Rússia.

Comprar euros ou dólares no Brasil e trocar por rublos na Rússia

Sair do Brasil com dólares ou euros para trocar por rublos na Rússia é uma das formas mais econômicas. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra do dólar, euro ou outras moedas estrangeiras (mesmo o rublo) em dinheiro vivo é de 1,1%.

Fizemos uma conta rápida: com R$ 1 mil, você pode comprar 226€ (já com o IOF de 1,1% incluso, na cotação do dia 26/03). Na conversão em uma casa de câmbio na Rússia, cada 1€ = 70,43 rublos russos (mais a taxa da agência de câmbio). Ou seja, com R$ 1 mil trocados por euros no Brasil e então por rublos na Rússia, o total seria de aproximadamente 15.900 rublos russos + mais taxa/ágio e eventuais impostos.

Entre as cotações que fizemos para comprar rublos no Brasil e a simulação da troca de euros por rublos na Rússia, existe um acréscimo (na segunda opção) de até 3.500 rublos russos a cada R$ 1 mil gastos. São quase 12 lanches no McDonalds (pensando em comida, a conta fica mais fácil)! Porém, atenção: há de se considerar eventuais taxas e impostos cobrados lá.

Se esta for a sua opção, aqui vai uma dica: “Pela maior proximidade geográfica de países da Zona do Euro, é preferível levar euros do que dólares para a Rússia. Mas os dois são aceitos na compra de rublos lá”, destaca Simon Peled, superintendente de vendas da Tesouraria do Banco Santander.

Usar cartão de crédito

O cartão de crédito tem a vantagem da praticidade (basta liberar o uso internacional) e da pontuação em programas de fidelidade, que depois pode ser revertida na emissão de novas passagens aéreas, ou no que você bem entender. E não tem como negar: é uma opção super segura. Mas vale lembrar que sobre as compras no cartão de crédito ou débito no exterior irá incidir o IOF de 6,38%. Além disso, os valores estarão sujeitos ao câmbio da data do pagamento da fatura do cartão, na maioria dos casos. O imposto sobre os saques no exterior também é de 6,38%, mais as taxas e encargos que geralmente são cobrados pelas administradoras dos cartões.

Usar cartões pré-pagos de viagem

A diferença do cartão pré-pago de viagem em relação ao cartão de crédito é que o cliente consegue, na segunda opção, “travar” a cotação da moeda no dia em que carregou o cartão – enquanto as compras no cartão de crédito no exterior ficarão sujeitas à cotação do dia do fechamento da fatura. Sobre cada carregamento no pré-pago também incide o IOF de 6,38%.

O cartão será carregado em euros ou dólares, que serão convertidos automaticamente em rublos na hora das compras. Por essa conversão, pode ser que você pague uma taxa extra – o que torna a opção ainda mais desvantajosa. No entanto, há alguns serviços que não cobram por essa conversão, como é o caso do cartão pré-pago do Banco Itaú (disponível somente para clientes).

Pedimos para o Itaú calcular quantos rublos dariam a partir de R$ 1 mil, usando o cartão pré-pago isento de taxas (a não ser o IOF). A estimativa, calculada em 26 de março, foi a seguinte: R$ 1 mil seriam convertidos em 217€, que por sua vez, dariam 15.415 rublos russos. Ou seja, apesar de o IOF ser maior do que a compra de moeda em espécie, o cartão pré-pago pode apresentar uma vantagem maior no fim das contas. Mas reforçamos o alerta: confira todas as taxas a serem pagas.

Qual seria a nossa escolha?

Infelizmente por aqui no Melhores Destinos ainda não tem ninguém de malas prontas para a Rússia. Mas conversamos sobre como levaríamos dinheiro para esta viagem, caso a fizéssemos, e a resposta foi unânime: euros (ou dólares) para trocar lá + cartão de crédito.

Avaliamos que, em termos de economia, trocar euros por rublos em uma casa de câmbio ou banco na Rússia é a melhor das opções. E, como é sempre bom viajar com mais de uma alternativa para as compras, apostamos nos quesitos segurança e praticidade do cartão do crédito – que ainda traz outros benefícios, como o acúmulo de pontos e, dependendo do cartão, até seguro sobres as compras realizadas.


E você, como levaria dinheiro para uma viagem à Rússia? Comente, participe e ajude outros leitores!

Autor

Bruna Scirea - Editora
  • Rodrigo

    No ano passado viajei para Moscou neste mesmo período (abril), com escala em Istambul. Levei 200 dólares para uma troca inicial no aeroporto de Vnukovo sendo que efetuei, posteriormente, um saque equivalente a mil reais no caixa eletrônico existente no hotel, em rublos. As demais despesas fiz com cartão de crédito, o qual é muito bem aceito por lá. Nesta viagem de 14 dias (numa excelente promoção que encontrei aqui no Melhores Destinos), não tive nenhum problema. Aliás, tenho usado esse procedimento nas viagens que faço: um pouco de dólares ou euros para um câmbio inicial, depois um saque maior em moeda local, direto na minha conta corrente e dois cartões de crédito para eventualidades. Não posso assegurar que tenha sido a opção mais econômica mas, com certeza, a que não me deu dor de cabeça!

  • Tabata Alcantara

    JÁ ouvi dizer que o dólar é melhor aceito que o Euro por lá…

    • Fernando Barreto

      Quando estive lá percebi isso, trocar dólar é mais vantajoso!

      • Tabata Alcantara

        Sim, levarei dólares mesmo 😉

  • Eduardo

    Resumindo: coisa pra rico

  • Helerson Silva

    Já morei na Rússia e vou lá todo ano. Sejam euros ou dólar, minha dica é sempre levar notas novas. Os bancos rejeitam notas mais desgastadas de moeda estrangeiras. Fazer câmbio lá e e muito fácil. Os bancos ficam abertos até tarde e tem em cada esquina. Bem mais fácil que no brasil

  • João

    Não Benedito, cada caso é um caso e você deve fazer as contas pra ver o que compensa para o Canadá. Abraço

  • Eu levei Euros, troquei uma quantidade pequena no aeroporto, que tinha uma cotação péssima e depois encontrei uma casa de câmbio perto da Praça Vermelha com ótima cotação. Inclusive no aeroporto eles aceitam reais (até tirei uma foto), mas a cotação é pior ainda. Eu também saquei Rublos, pois mesmo considerando o IOF e o risco da variação cambial no fechamento da fatura, saiu mais vantajoso do que trocar os Euros por Rublos e minha conta permite saques no exterior sem taxas.

  • Adalberto

    Vou fazer o seguinte na viagem para a Rússia: levar cartão de débito americano (onde vou concentrar os gastos), 2 cartões de crédito brasileiros (eventualidades), cartão de débito brasileiro (para o caso do cartão americano travar) e uns US$ 300 em cash (super eventualidades). Nestas situações é sempre bom ter vários níveis de seguro.

  • Homero Lima

    Chegando por Demodedovo há uma casa de câmbio com excelente cotação no primeiro andar( melhor de Moscou em 2016). Passe pela imigração ( Tranquila por sinal) vá em direção à saída, suba as escadas rolantes e troque seus Euros. Cartão de crédito foi o melhor negócio na época( fiz uma compra no primeiro dia já no segundo foi feito o lançamento na fatura e mesmo com o IOF foi vantagem). Apesar da boa aceitação o cartão de credito não era aceito em todos os lugares por isso é bom ter sempre alguma reserva de rublos russos.

  • Rodrigo Rodrigues

    boa matéria, parabéns

  • Diego

    Cartão de débito do Santander, para compras e saques.
    Surpreendente que essa opção óbvia não tenha sido citada na matéria.

  • Antônio Carlos de Freitas Silv

    Como em qualquer outra viagem internacional, o melhor é usar o LeuPay e enviar via TransferWise.

    O LeuPay é um cartão de débito internacional sem anuidade e taxas de emissão/envio para o primeiro cartão em cada moeda (Dólar ou Euro, por exemplo). Já o TransferWise você vai conseguir enviar o dinheiro para o LeuPay via boleto, pagando uma tarifa bem menor que as cobradas por bancos e casas de câmbio, além de conseguir uma melhor cotação e fugir do IOF de 6,38% do Cartão de Crédito internacional.

    Mais informações:

    https://www.leupay.eu

    https://transferwise.com/u/antoniod738

    no link acima você ganha a primeira transferência de até UK£500 grátis.

  • Luis Eduardo

    Após analisar as opções, conclui que o melhor seria fazer saques em moeda local usando o cartão de débito do Itau, previamente liberado
    para saque internacional. Ao chegar em São Petersburgo, fui a um auto-caixa da rede Maestro no próprio aeroporto e lá saquei 6.000 rublos (cerca de US$ 100, na época R$ 352,71) para as primeiras despesas. Funcionou perfeitamente para São Petersburgo (mais um saque de 10.000 rublos), Moscou (5.000 rublos) e Budapeste (60.000 dinheiros da Hungria).

    Os custos de transação foram todos discriminados no extrato e, até agora, não foram cobradas os encargos de R$ 9,90 por saque que aparecem na tabela de taxas do Itau.

    O único cuidado que eu tomei foi usar auto-caixas nas agências bancárias, o que propiciou maior segurança e também a possibilidade de trocar as notas de 1.000 rublos por notas de menores valores nos caixas.

  • Samantha Zarth

    Por que não incluem a simulação levando dólares? Estive na Hungria em 2016 e levei tanto euro quanto dólar pra trocar lá e quando fiz as contas a troca do dólar pela moeda local valeu mais a pena. O cartão de crédito realmente vale a pena quando o banco emitente converte pelo dólar comercial e não turismo.