Iberia demitirá um quarto dos funcionários para escapar da falência

Denis Carvalho 9 · novembro · 2012

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A coisa anda muito feia pelos lados da companhia espanhola Iberia. Para escapar da falência, a companhia anunciou hoje um grande plano de recuperação, que cortará um quarto de seu tamanho atual. O plano prevê a demissão de 4,5 mil funcionários, a devolução de 25 aviões – mais de um quarto da frota – e ainda a diminuição da oferta de assentos em 15% em 2013.

Segundo o IAG, grupo que controla a Iberia e a British Airways,  o “exaustivo plano” tem por objetivo “salvar a Iberia”, que tem registrado prejuízos recordes, e fazer com que a empresa volte a gerar lucro. o corte pretende “salvar ao redor de 15.500 postos de trabalho”, que é o restante do pessoal da companhia – a Iberia atualmente emprega cerca de 20 mil pessoas. “Esta redução está alinhada aos cortes de capacidade e o aumento da produtividade da aérea”, cita o documento divulgado pelo IAG.

De acordo com o presidente da empresa, Rafael Sánchez-Lozano, a Iberia está em uma luta pela sobrevivência e o corte foi para proteger os quase 15 mil postos de trabalho que ainda preservou no mundo.

“É insolvente em todos os mercados. Temos que tomar decisões graves para salvar a companhia e fazer com que volte a ser rentável”, completou. “A menos que tomemos decisões radicais para introduzir mudanças estruturais permanentes, o futuro da companhia será sombrio. No entanto, este plano não oferece uma plataforma para voltar a crescer”, conclui o comunicado de Sánchez-Lozano.

A empresa fixou prazo até 31 de janeiro para alcançar um acordo com os sindicatos a respeito das demissões. “Se um acordo não for obtido, cortes maiores e uma redução ainda mais radical no tamanho e na escala das operações da Iberia deverão ser adotadas para salvaguardar o futuro da empresa”, destaca a nota.

O plano de reestruturação lista as demais decisões: diminuição da frota em 25 aviões, sendo 20 aeronaves de curto alcance e cinco de longa distância; redução da capacidade de transporte em 15%; direcionamento da oferta de assentos para as rotas mais rentáveis; e suspensão das atividades de manutenção a terceiros que não sejam rentáveis. Algumas rotas também deixarão de ser operadas, mas não foram divulgadas quais.

Junto com a reestruturação da Iberia, o IAG anunciou o balanço do terceiro trimestre de 2012. O documento não dá muitos detalhes sobre o resultado das duas companhias em separado, mas cita que o lucro operacional do grupo somou 17 milhões de euros nos nove meses de janeiro a setembro, sendo que a British obteve ganho de 286 milhões de euros e a Iberia amargou perdas de 262 milhões de euros no mesmo período.

Ao todo, o grupo teve prejuízo após impostos de 39 milhões de euros de janeiro a setembro de 2012, ante lucro de 365 milhões de euros em igual período de 2011.  O aumento dos custos de combustíveis em 20% afetou duramente o resultado, cita o balanço.

Com informações do Terra, Exame e Veja.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe