Como é voar nos novos jatos da Copa Airlines

Denis Carvalho 5 · dezembro · 2012

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Na semana passada publicamos que a Copa estava operando seus voos de São Paulo ao Panamá com modernos Boeings 737-800 com o novo Sky Interior e sistema de entretenimento individual. Hoje trazemos a avaliação de como é voar nesses aviões, incluindo uma comparação com os outros 737. Quem nos acompanha nessa jornada é o leitor Gabriel Moleiro, que foi com a Copa de São Paulo a Nova York e preparou esse relato cheio de detalhes e imagens sobre os serviços prestados pela companhia panamenha. Acompanhe e veja se vale a pena voar com a empresa:

Olá, sou leitor do Melhores Destinos há um bom tempo e uma de minhas seções preferidas é o das avaliações das companhias aéreas. Mês passado fui a Nova York via Copa Airlines e como a última avaliação da classe econômica dela já tem mais de dois anos (23/06/2010) resolvi atualizar o relato, pois antes de embarcar eu li muita coisa sobre a Copa e pude vivenciar o que é e o que não é exagero, os prós e os contras. 

A compra

Como eu comprei a passagem com muita antecedência – 19 de abril – para viajar dia 12 de novembro, além de pagar um bom preço, ainda pude escolher meus assentos, o que mais para frente vocês irão ler que foi de vital importância para me safar de apuros. Comprei pelo site da Copa mesmo, usando a tática do pesquisar primeiro e comprar depois. Foi a mais barata e ainda me deu a oportunidade de na ida fazer uma escala de 11 horas na cidade do Panamá. Valeu muito a pena, pois cheguei de manha e tive o dia inteiro para passear e conhecer a cidade, que é linda, e o canal do Panamá – um espetáculo. Recomendo!

Check-in

Também bastante tranquilo, despachei minha mala com duas horas e meia de antecedência e o atendente já me deu os dois bilhetes de embarque, o daqui para o Panamá e o do Panamá para NY, isso também ajudou muito. Não sei se é pratica de todas as companhias com conexões, mas o fato de não ter de fazer dois check-in é muito vantajoso.

São Paulo – Panamá

Eu embarquei às 2h50 da madrugada, sem nenhum atraso. O voo saiu na hora programada, pois uma hora antes eles já abrem o embarque, sendo assim decolamos com precisão britânica.

Os comissários da Copa são panamenhos e apesar do idioma eles te entendem em português perfeitamente. Além do espanhol, todos falam inglês e eu ainda peguei uma que arranhava um português e até quebrava o galho. Foram todos super gentis e muito atenciosos, atenderam a todos os pedidos com um sorriso e muita cortesia.

Entretenimento

Uma boa surpresa foi o sistema de entretenimento, pois a Copa esta operando a rota de São Paulo ao Panamá  com os novos Boeings 737-800 com o novo Sky interior. O que isso significa? Basicamente uma iluminação mais confortável aos olhos e ao sono e telinhas individuais à frente de cada poltrona, com direito a uma ampla variedade de filmes, músicas e o que me deixou boquiaberto: entrada USB para você espetar o pen drive e ouvir suas musicas, suas fotos e até, dependendo do formato, seus filmes! Um espetáculo! Tem também informações em tempo real sobre o voo, altitude, um mapinha, temperatura e hora local do destino. Fiquei realmente impressionado.

A comida foi outra grata surpresa, sempre duas opções, além do que, caso você tenha solicitado previamente, eles ainda têm uma terceira opção respeitando a dieta de cada um no que diz respeito à cultura e religião.

Jantar, com iluminação Sky Interior

Os talheres de metal foram outra surpresa bem agradável e que na minha singela opinião são sim um diferencial, pois viajei há três anos para a Argentina na poderosa TAM e foi horrível cortar meu frango com faquinha de plástico, quebrei umas duas. Travesseiros e cobertores para todos também.

Conforto
Como eu tive a possibilidade de reservar meu assento, peguei o da saída de emergência. Fica a dica: fileira 18. Maior espaço e assento reclinável, a fileira 17 também é saída de emergência  mas não reclina nada. Tem umas regras lá para usar esse assento – ser maior de 18 anos, não estar com crianças acompanhando e estar apto a ajudar em caso de emergência. Mas vale a pena, pois eu tenho 1,84 m e fiquei bem confortável com minhas pernas sobrando espaço para a poltrona da frente.

Essa primeira perna foi super tranquila, uma excelente experiência. O voo chegou com 20 minutos de antecedência, o comandante pé de chumbo deve ter acelerado um pouquinho além do normal. Na aproximação uma pequena condensação do ar na janela devido a diferença extrema de temperatura de -47°C a 10 mil metros e quase 30°c positivos a baixa altitude e ai uma goteira na janela do meu lado.

Aeroporto de Tocumen
O aeroporto é relativamente pequeno pela quantidade de voos que opera. A Copa é praticamente dona dele, pois deve operar tranquilamente uns 95% dos voos ali. Em tamanho, ele me lembrou o de Congonhas em São Paulo, porém tamanho não é tudo. Mesmo pequeno, o aeroporto é muito organizado, bonito e acima de tudo, extremamente funcional e organizado.

Como a Copa faz todos os seus voos com conexão ali, eles deixam tudo muito fácil de achar, os portões são próximos e como eles costumam ser pontuais, a coisa funciona bem.

Panamá – Nova York
No segundo trecho as coisas ocorreram bem, mas com alguns contratempos. Por conta de um atraso em um voo que chegaria ao Panamá trazendo passageiros com destino a NY o comandante avisou que teria que esperar. Resultado: atrasamos 40 minutos para decolar, o que quase me fez perder meu transporte do JFK para o hotel e ainda me fez ficar preocupado e nervoso bem na hora de passar na imigração para entrar nos Estados Unidos. O agente da imigração percebeu meu nervosismo por conta da preocupação em perder o transporte e me perguntou porque eu estava nervoso. Ai foi jogo de cintura para explicar e ele o ocorrido.

 

Para completar o cenário não tão positivo nessa segunda perna, o avião que a Copa usa nesse trecho não é o novo 737-800 com toda aquela maravilha, mas um 737-800 mais antigo. Ou seja, nada de Sky interior e aquela luz forte na sua cara durante o serviço de bordo (nada que incomode tanto, é que eu tenho sono fraco mesmo) e sem as maravilhosas telinhas individuais na sua frente, apenas uma tela coletiva a cada sei lá eu quantas fileiras (a minha ficou longe).

De resto, o serviço de bordo foi na mesma qualidade: comidinha boa, comissários cordiais e uma revista Panorama para você ler e os mesmo travesseiros e cobertores para você tentar dormir, se puder.

Regresso

Depois de 10 dias na terrinha do Tio Sam, hora de voltar e lá fui eu me encontrar com minha boa e velha amiga panamenha, Copa Airlines. Para embarcar no JFK destino Panamá, aquela revista minuciosa e extensiva por parte dos yankees. Educação a mínima possível, todo mundo tirando os Ki-chutes e sendo escaneados até os ossos. Entrei na sala de embarque até meio zonzo.

Aeroporto JFK

A primeira perna para o Panamá também foi via velho 737-800, sem regalias, mas aqui eu fui na poltrona da fileira 17, aquela que não reclina, lembram? Pois é: dor nas costas e no pescoço, cheguei ao Panamá quebrado depois de 6 horas e pouco de voo. Não recomendo essa fileira!

Pelo menos a telona coletiva estava mais perto dessa vez e consegui assistir a um filme na viajem, comendo meu espaguete servido quentinho pelas sempre cordiais comissárias panamenhas e bebendo minha cervejinha marca Panama.

Ultimo trecho Panamá São Paulo (tenso)

Bom chegou a hora da tensão. Ao desembarcar no aeroporto de Tocumen ainda tinha umas duas horas até meu voo para SP e fui comprar umas coisinhas no duty free. Como foi rápido, resolvi esperar em frente ao portão de embarque. Ao chegar lá, a maior confusão. A Copa havia feito overbooking em alguns voos com destino ao Brasil e a galera resolveu aparecer toda. Resultado: não tinha assento para todo mundo e a quase dois dias pelo menos cada voo com destino ao Brasil deixava uma média de 20 passageiros em solo.

Sistema de entretenimento

Fui conversar com o pessoal da Copa para ver se eu ia embarcar e descobri o beneficio de ter comprado com bastante antecedência e reservado meu assento (lembra que eu disse lá em cima?). Ele me explicou que as pessoas que já tinha assento reservado impresso no bilhete de embarque iriam embarcar sem problema, agora quem tinha no bilhete escrito na parte do assento StandBy, ia ter que contar com a sorte ou com o voluntariado de outros.

Travesseiro e cobertor

Ele me disse que estava buscando voluntários naquele voo com assento marcado para irem em um outro voo que iria sair duas horas depois com destino a Porto Alegre e de lá teria um voo para São Paulo. Como eu fiquei com medo de não conseguir embarcar em Porto Alegre e já estava super cansado não cedi meu lugar. Parece que fiz bem, pois depois conversando com uma moça na espera do embarque, ela me disse que havia cedido o lugar dela no voo que saiu às 9 da manhã para SP para uma senhorinha com a promessa de embarcar no voo das 11 da manha, adivinha se ela não estava lá esperando o dia inteiro, pois meu voo que ela acabou conseguindo embarcar saiu às 22 horas… Coitada!

Bagagens
Um dos meus maiores medos depois de comprar as passagens com a Copa foi que li uma série de relatos de passageiros que tiveram suas bagagens extraviadas ou perdidas. Cheguei a me assustar com o número de relatos que li e nesse meio tempo quase desisti de viajar com eles, pois eu planejava comprar uma série de itens de valor nos Estados Unidos. Mas resolvi arriscar.

Na saída do JFK, por via das dúvidas, preferi pagar 12 dólares e empacotar minha mala com aqueles plásticos antes de despachar. Aqui vale, dois comentários. Primeiro: em voos com conexão da Copa, a bagagem vai direto para o destino final, ou seja, eu não precisaria retirar ela no Panamá, só em São Paulo. Segundo: A imigração americana se dá ao direito de abrir qualquer mala que julgar suspeita, até mesmo estourando cadeados se for necessário. Como eu empacotei as minhas, fiquei com medo de eles abrirem e me fazerem desperdiçar 24 dólares de empacotamento (eram duas malas).

Bom, em resumo, quando cheguei aqui em SP fui direto para a esteira esperar minhas preciosas. Incrível como passava a mala de todo mundo menos a minha. Depois de uns dez minutos esperando, comecei a ficar preocupado, mas para minha alegria elas apontaram na esteira empacotadinhas do jeito que eu havia despachado, sinal de que ninguém mexeu. Botei elas no carrinhos e imaginei que se elas estavam empacotadas não precisava conferir nada, chegando em casa desempacoteis e tcharam, tudo lá… Ufa!

Consideração final
Se eu voaria de Copa novamente? Se tiver com um preço muito bom sim, pois apesar de tudo que dizem dela, de todos os problemas e da tensão do último trecho, não tive nenhum problema relevante. Na verdade, nenhum problema mesmo, por isso não posso me juntar aos críticos, pois estaria sendo injusto com todo o bom serviço que a Copa me prestou.

Agora, caso a diferença de preço entre ela e uma outra companhia não seja relevante, acho que não arriscaria voar nela novamente, pois apesar de eu ter tido muita sorte e nenhum problema, o histórico de problemas dela é grande e vi pessoalmente o descaso com que ela tratou os passageiros vítimas do overbooking. No mais, eu já conheço a Copa e também gostaria de conhecer outras companhias para quem sabe pegar uma que ninguém ainda relatou aqui no MD e ter mais histórias para partilhar com vocês.

Agradecemos ao Gabriel pelo excelente relato, que certamente será bastante útil aos demais leitores na hora de optar ou não pela Copa Airlines. E você, já viajou com a companhia panamenha? Deixe sua impressão nos comentários abaixo e ajude outros leitores! Se fez ou vai fazer uma viagem com alguma empresa aérea que ainda não foi avaliada aqui no Melhores Destinos ficaremos felizes em publicar sua avaliação: entre em contato com a gente pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br Você também pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD, inclusive as outras da Copa, neste post.

Não esqueça de dar uma passadinha no nosso Guia de Companhias Aéreas, onde você pode avaliar a Copa e outras empresas e ler as opiniões dos demais leitores. No momento, a nota da Copa é 8,3, o que faz dela a 14ª melhor companhia internacional do ranking.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe