Como é voar para a Europa na classe econômica da TAM

Redação 6 · novembro · 2015

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Todas as semanas o Melhores Destinos publica avaliações de voos feitas pelos leitores nas mais diferentes companhias aéreas pelo mundo. Hoje publicamos a avaliação de voo na companhia aérea brasileira TAM feita pelo nosso leitor Caio Pimpinato, em sua viagem até Frankfurt na Alemanha.

Saiba como é voar com a TAM até a Europa na classe econômica. Será que os serviços da companhia aérea brasileira estão satisfatórios? Vale a pena voar com TAM em um voo de longa duração como este? Esse é o objetivo de cada uma das avaliações que publicamos aqui no Melhores Destinos, portanto, leita o relato de voo na íntegra e confira todos os detalhes deste trecho.

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Se você também voou com a TAM para a Europa, não esqueça de deixar seus comentários abaixo, eles serão importantes para que outros viajantes saibam da qualidade do serviço da companhia aérea.

Agradecemos ao Caio por compartilhar conosco a sua experiência e ajudar outros leitores do MD.

Boa leitura!

Sabe quando em pouco tempo você vê a frequência de voos aumentar na sua vida, as milhas acumulando cada vez mais rápido e a cada novo voo você passar a voltar seus olhos para questões que muitos deixam passar despercebido. Um novo bordado em uma poltrona ou um desvio na rota de voo são pequenos detalhes que muitas vezes só quem adora viajar percebe.

Depois de ter aproveitado inúmeras ofertas de voos nacionais divulgados pelo Melhores Destinos, eu percebi o quanto uma viagem sempre acaba me levando a outra, que me leva à outra e assim por diante. O fato de ter ampliado meu número de voos, tem aberto cada vez mais meus olhos para novas percepções e até despertado o interesse de levar meus projetos da faculdade para além dos laboratórios, desta vez mais especificamente para a Finlândia.

Este sou eu, um viajante e estudante de engenharia de controle e automação, simplesmente apaixonado desde pequeno por aviação, que atravessou o atlântico com um projeto embaixo dos braços para uma reunião em Helsinki, capital da Finlândia. E por que não estender por alguns dias essa viagem, que até então seria restritamente acadêmica, para poder aproveitar um pouco mais da cultura finlandesa. E já que não tem voo direto do Brasil, porque não uma parada na Alemanha? Este é o relato sobre meus voos nos trecho São Paulo – Frankfurt, realizados pela companhia aérea brasileira TAM. Todos os horários que irei citar são com base no fuso-horário brasileiro de verão, qual o horário de Frankfurt está três horas a frente.

Dados dos Voos

Ida: São Paulo (Guarulhos) – Frankfurt: Voo JJ 8070
Volta: Frankfurt – São Paulo (Guarulhos): Voo JJ 8071

Compra

Em virtude do contato com universidades da Finlândia, eu procurei organizar uma viagem para conhecer a equipe de pesquisa e estrutura da Universidade de Helsinki. Iniciei a busca por passagens para a Europa e encontrei excelentes tarifas através de uma promoção publicada no Melhores Destinos.

A compra foi realizada diretamente pelo site da companhia aérea e o valor pago pelos bilhetes de ida e volta na classe econômica convencional foi R$ 1.645 (com taxas inclusas). O processo de compra e reserva de assentos foi simples, rápido, e não houve nenhum problema durante esta etapa. Um detalhe interessante é que no momento da reserva é possível apontar a existência de restrições alimentares e assim receber uma refeição especial. Nesta etapa também é possível realizar a compra do assento conforto TAM+, qual optei por não comprar apesar de ouvir elogios acerca do espaço disponível nas poltronas desta modalidade.

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Ao final do processo de reserva, aproveitei para me inscrever no programa de fidelidade da companhia aérea. Em poucos minutos a TAM me enviou um e-mail com a confirmação da reserva e do cadastro no TAM Fidelidade, considerado o melhor programa de milhas aéreas do Brasil em 2015 pelos leitores do Melhores Destinos.  

Check-in e Embarque

Fiz o check-in online, realizado através do próprio site da TAM dois dias antes do voo. Como o assento já estava pré-selecionado foi necessário realizar apenas a confirmação dos dados pessoais e acrescentar informações de contato para caso de alguma emergência.

O traslado de casa até o aeroporto de Guarulhos, único no estado de São Paulo com voos da TAM para Frankfurt, foi realizado através da econômica e clássica combinação metrô + ônibus intermunicipal que sai do terminal da estação Tatuapé.

Saí de casa às 17:30 e era um daqueles sábados em que o trânsito estava tranquilo. O ponto final do ônibus é próximo a área de desembarque do Terminal 2 de Guarulhos. Como meu embarque seria através do Terminal 3, havia duas opções após descer do ônibus, pegar uma van gratuita que sai do terminal a cada 15 minutos ou utilizar o longo corredor que liga os Terminais 2 e 3.

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Escolhi a segunda opção porque estava com disposição para caminhar, já pensando nas doze horas sentado durante o voo. Do ponto final de ônibus até o balcão da TAM gastei cerca de 15 minutos.

No balcão para despacho de bagagem um funcionário da própria companhia aérea orientava os passageiros para as respectivas filas de classe econômica e prioridades da companhia (classe executiva e categorias elevadas do programa de fidelidade). Vale lembrar que a TAM, por fazer parte da aliança internacional Oneworld, permite que os passageiros que possuem categoria elevada no programa da aliança também possam usufruir de diversos privilégios oferecidos aos associados do TAM Fidelidade, como por exemplo balcão exclusivo para despacho de bagagem.

As filas estavam rápidas e mesmo na minha, que não era de prioridades, levei no máximo dez minutos para ser atendido. Vale lembrar que neste voo da TAM é permitido despachar até duas malas de 32kg cada e levar uma bagagem de mão com até 5kg, respeitando as dimensões de tamanho disponíveis no site da empresa. Mesmo sendo época de frio na Europa optei por levar pouca bagagem e comprar as roupas necessárias na Alemanha, por isso despachei na ida apenas uma mala de 15kg.

Bagagem despachada é hora de me despedir do meu pai, que me acompanhou até o aeroporto, e partir para a fila do saguão de embarque. O primeiro passo foi passar pelo raio X e o segundo seria entrar em uma outra fila, a da Polícia Federal, para a verificação do passaporte. Primeira etapa concluída e o celular começa a tocar, era meu pai avisando que eu havia esquecido com ele o único casaco que trouxe para viagem. Como mencionei anteriormente, optei por comprar a maioria das roupas na Europa, pois queria algo mais específico para o clima de lá. Uma funcionária do aeroporto pegou o casaco com meu pai e trouxe gentilmente para mim. Problema resolvido é hora de continuar.

Passaporte verificado e um novo problema surgiu, pois acabara de me lembrar que havia esquecido em casa a bateria e o carregador da câmera. Nada de desespero, afinal há diversas lojas no salão de embarque e lá fui eu ver se havia os itens esquecidos. O Terminal 3 conta com diversos restaurantes e lojas disponíveis próximas ao saguão de embarque. Algo que percebi é que nem todas apresentavam isenção de impostos como se esperaria em uma zona internacional, fique atento. Após uma rápida procura, não encontrei a bateria nem o carregador, portanto a salvação das fotos para este relato seria a câmera do celular.

Após a decepção, como me sobrara algum tempo, fui caminhar um pouco mais antes do embarque para ver as novidades deste Terminal. O prédio é bastante moderno, bem amplo, possui vegetação natural e janelas que proporcionam iluminação solar. Sem sombra de dúvidas, comparando com os terminais que visitei no Brasil e na Argentina, aquele é para mim o mais bonito de todos.

Depois de uma parada para apreciar a vista, chegou a hora de caminhar para o embarque, que começaria uma hora antes da partida, ou seja, às 21:10. É importante lembrar que conforme descrito no cartão, o embarque finaliza vinte minutos antes do horário de partida, fique atento para não perder o voo.

Falando em horário eu acabei me esquecendo deste detalhe e quando olhei para o relógio tomei um susto, pois restavam apenas dez minutos para o embarque encerrar, e o jeito foi correr, e muito, pois o saguão do terminal é enorme. Soltei meu espírito de corredor da São Silvestre e fui até o final do terminal, parei e olhei para o painel de voos, e como um bom passageiro desatento só depois de ter atravessado todo o saguão percebi que o acesso ao meu portão de embarque se dava pelo andar inferior, e que a escada estava do outro lado do terminal. Me restavam quatro minutos. Desistir jamais, e em menos de três minutos eu consegui atravessar de novo todo o saguão e já estava descendo pela tal escada. Portão 53, embarque remoto, e muita fila. Algo estava errado, o voo iria atrasar.

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Uma funcionária da TAM pediu para que todos tivessem compreensão, pois devido a um problema na escala de tripulantes a partida iria atrasar cerca de duas horas. Mesmo eu tendo chegado na teoria dois minutos antes do horário limite para embarque, o fato da informação ter sido dada em cima da hora me deixou descontente. Fiquei imaginando como poderia estar o humor daqueles que chegaram ao portão com uma hora de antecedência. Paciência, é hora de recarregar as energias, e quem sabe a bateria do celular. Por falar nisso a disponibilidade de tomadas nas proximidades era boa, e elas estavam por quase toda parte, nas paredes e embaixo de diversas cadeiras.

Enquanto carregava meu celular conversei um pouco com uma passageira que estava em conexão. Era uma jovem vinda do Chile, que também estava aguardando para pegar o mesmo voo que eu. Conversamos bastante e o tempo passou rápido, já era 23:00 e naquele momento o embarque foi liberado. O procedimento foi rápido e até que organizado em virtude da situação.

Primeiro embarcaram as prioridades e em seguida prosseguiu-se o embarque de acordo com o número da poltrona. Algo que achei que não ia dar certo, mas deu, foi a entrada na aeronave ter sido realizada por apenas uma escada. Não estava chovendo nem ventando, portanto, o fato do embarque ter sido remoto só veio a acrescentar pois me permitiu tirar algumas fotos externas do Boeing 777-300 da TAM. 

O avião

Tanto no voo de ida quanto no da volta, a aeronave utilizada foi o Boeing 777-300, com interior de aparência um pouco velha, mas impecavelmente limpo. A configuração das poltronas era 3-4-3 na classe econômica e 2-3-2 na executiva. Não havia primeira classe. Ao fundo da aeronave, também classe econômica, notei que a configuração dos assentos mudara para 2-4-2, porém o tamanho das poltronas permanecia igual. Essa diminuição da quantidade de assentos se dá devido ao afunilamento da fuselagem traseira da aeronave.

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Minha poltrona era a 32A, e o voo estava quase lotado, com menos de dez assentos livres na classe econômica. Nada mal para uma aeronave com capacidade para aproximadamente 380 pessoas.

Os assentos seguem o padrão de cor vermelha clássico da companhia e eram mais confortáveis do que eu esperava. Havia encosto para a cabeça e a poltrona reclinava um pouco. Um leve desconforto se dava pelo pouco espaço entre as poltronas, e pelo que medi, o espaço era de cerca de 19 centímetros da ponta de meu assento até a parte traseira do assento à frente. O espaço para os pés não foi um grande problema para mim. A iluminação interior era simples, mas confortável aos olhos.

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Haviam diversos toilets espalhados pela aeronave. Entrei em alguns e a impressão foi de boa higienização, padronização e disponibilidade de recursos. Nos que entrei havia álcool em gel e sachês de medicamento para acidez estomacal. Em alguns também havia tomadas, item que senti muita falta no voo, ainda mais porque não havia nem mesmo uma porta USB na poltrona para carregar o celular.

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O voo

Em cada poltrona foi disponibilizado um kit com travesseiro, cobertor, fones de ouvido e um necessaire contendo escova de dente, creme dental, um pequeno pente, uma caneta e meias de compressão. Achei excelente a ideia das meias, pois proporcionam a diminuição do risco de algo que pode ser potencializado durante voos longos, que é a trombose, comum quando fica-se parado por muito tempo em uma mesma posição. Os fones de ouvido eram confortáveis.

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Às 23:50 o comandante anuncia a partida da aeronave e pede desculpas pelo atraso. O piloto também alertou que o tempo de voo seria de aproximadamente 11 horas e 45 minutos, além de avisar sobre um pequeno desvio na rota por conta de um vulcão em atividade no noroeste africano.

À 00:05 por fim decolamos e aos poucos o Boeing 777 ganha altitude em meio a madrugada paulistana. Meia hora depois de sairmos do chão a aeronave estabilizou em sua altitude de cruzeiro, que era 31 mil pés com velocidade de 507 nós (aproximadamente 940 km/h).

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Passados 45 minutos da decolagem, uma turbulência leve toma conta do voo durante aproximadamente 5 minutos.

O serviço de bordo

De forma geral, tanto na ida quanto na volta, o serviço de bordo foi satisfatório. Havia diversos comissários distribuídos de forma bem organizada. Um casal sentado à minha frente precisou de ajuda diversas vezes e o atendimento prestado pareceu ser muito bom. Algo que pude notar também é que não havia acima da poltrona o botão para chamar o comissário. Para tal havia uma opção no canto esquerdo superior do monitor multimídia, que quando pressionada acionava alguém da tripulação. Ao lado desta opção havia uma outra que acendia a lâmpada acima da poltrona.

Às 01:00 iniciou-se a distribuição do jantar. Foram apresentadas duas opções, a primeira era ravióli com frango e a segunda carne moída ao molho, ambas oferecidas com espinafre e um acompanhamento. Escolhi a opção com frango, que por sinal estava um espetáculo. No acompanhamento havia salada de milho com azeitonas e alface, um sachê de oliva extra virgem com vinagre balsâmico, um tablete de queijo fresco, bolacha cracker e torta de chocolate.

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Tudo estava muito gostoso. Para beber havia diversas opções de refrigerantes, água e vinho tinto, este por último com um toque especial já que cada bandeja veio acompanhada por uma taça de vidro. Outro ponto que vale a pena destacar é o fato dos talheres serem de metal e o guardanapo de tecido. O jantar foi servido com agilidade, e às 01:50 os comissários já estavam passando para recolher o lixo. Em seguida foi oferecido água, chá, whisky e uma barrinha de chocolate.

Algo que senti falta foi a disponibilidade de aperitivos ao fundo da aeronave, comum em diversos voos de longa duração.

O café da manhã foi servido por volta das 10:00 e era composto por salada de frutas, sanduíche quente de peito de peru com queijo e bolacha cracker. Também acompanhavam a refeição dois sachês, um com geléia de goiaba e outro com manteiga. Novamente a taça de vidro, os talheres de metal e o guardanapo de tecido. Estava muito bom. Para beber foi oferecido água, café, refrigerantes, sucos e vinho.

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Entretenimento de bordo

Mesmo viajando com notebook e celular é sempre bom poder contar com opção de entretenimento na própria aeronave. Cada poltrona contava com um sistema multimídia individual, que oferecia diversos atrativos, como jogos, alguns até com função multiplayer para jogar com outros passageiros.

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Também havia diversos filmes dublados em português, seriados, conteúdo off-line de alguns canais famosos do Youtube, como por exemplo o Porta do Fundos, diversas músicas, um leitor de ebook com algumas obras disponíveis e um recurso no qual era possível acompanhar dados do voo e visualizar imagens de câmeras instaladas no lado externo da aeronave. De uma forma geral eu achei que o sistema de entretenimento poderia oferecer uma variedade maior de conteúdo, e fornecer uma porta USB para conectar o celular.

Também não posso deixar de destacar que havia no bolsão a frente da poltrona uma revista da TAM bem interessante, com informações a respeito do destino, a Alemanha. No mesmo bolsão havia também um catálogo da Duty Free, sendo possível adquirir alguns produtos da loja durante o voo.

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 Chegada

O voo pousou em Frankfurt por volta das 12:00 (15:00 no horário local). O pouso foi bom e o tempo de deslocamento da pista até o terminal foi de cerca de 20 minutos, visto que o aeroporto é enorme.

O desembarque foi tranquilo e realizado através de um finger, nada mais justo pelos 3ºC que fazia fora do avião. Após deixar a aeronave fui seguindo as placas até a imigração, qual por sinal estava bem vazia. Um oficial pegou meu passaporte, deu uma olhada por cima e perguntou qual era o intuito da viagem e o dia de retorno. Eu respondi, já preparado com o envelope onde estavam todas as reservas de hotéis, passagens e seguro de saúde para caso fossem solicitados, mas ao fim das perguntas o oficial simplesmente carimbou meu passaporte e desejou uma boa viagem.

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Hora de prosseguir para buscar a mala. Da aeronave até a esteira de bagagem, incluindo o tempo na imigração, eu levei cerca de 25 minutos. Nesse meio tempo caminhando encontrei novamente a chilena que havia conhecido em Guarulhos, e um detalhe que esqueci de mencionar é que ela estava indo fazer intercâmbio. Quando chegou a vez dela passar pela imigração os oficiais não só fizeram apenas as perguntas necessárias, poupando assim um pouco da paciência da jovem, como também ofereceram o auxílio de um funcionário do próprio aeroporto para acompanhá-la com as malas até a estação de trem. Achei um grande gesto por parte da equipe do aeroporto.

Com a bagagem em mãos era hora de caminhar até a estação de trem, que fica no subsolo do Terminal 1 e parece ser o melhor custo benefício para se chegar ao centro da cidade. Uma vantagem é que o voo da TAM é operado no mesmo terminal onde se encontra a estação de trem, sendo possível acessá-la através de escadas e elevadores espalhados pelo setor de desembarque.

Há diversas placas indicando o caminho para a estação, portanto, não há como se perder. O percurso de trem do aeroporto até a estação central de Frankfurt leva cerca de 15 minutos e para realizá-lo é necessário adquirir um bilhete que dê direito a viagem do aeroporto até qualquer uma das estações da cidade. O bilhete de viagem única custa € 3.70 (euros) e pode ser adquirido através de uma das máquinas espalhadas pela estação.

O pagamento pode ser feito com moedas e notas de até 10 euros, por isso leve dinheiro trocado ou compre algo em uma das lanchonetes da estação e peça o troco em notas baixas. É possível também adquirir o bilhete válido por um dia todo. Algo a ser observado é que não existe catraca no acesso entre o aeroporto e trens, porém, evite embarcar sem ter adquirido o bilhete pois caso seja abordado por um fiscal você terá que pagar uma multa de salgados € 40 (euros). Não esqueça também de guardar o bilhete até o fim da viagem para o caso de fiscalização, e antes de embarcar não deixe de validá-lo em uma das maquininhas espalhadas pela estação.

Para quem for realizar conexão no Terminal 2 a dica é fazer o traslado entre os terminais através do monotrilho do próprio aeroporto. A viagem é gratuita e leva cerca de quatro minutos. Não aconselho fazer o trajeto a pé pois os terminais são bem distantes entre si.

O retorno

Como havia mencionado logo no começo, meu destino final era a Finlândia. Para aproveitar bem a viagem eu reservei o voo Helsinki – Frankfurt para o mesmo dia do voo de retorno ao Brasil, com um intervalo de cerca de oito horas entre os voos. Nesse espaço de tempo eu deixei a bagagem em um guarda-volumes do terminal 1 do aeroporto e fui para o centro de Frankfurt fazer a últimas compras da viagem.

Como meu voo para São Paulo sairia somente às 20:05 (horário local de Frankfurt) deu tempo de comprar tudo, ainda passear um pouco em uma feirinha de natal na praça Römer, que é um ponto turístico imperdível para quem passa por Frankfurt, com diversos edifícios históricos e sempre algum evento.

Para não correr risco de perder o voo peguei o trem na estação central às 16:00, e em 15 minutos já estava no aeroporto. Busquei a bagagem no guarda-volumes, organizei as compras na nova mala que havia acabado de adquirir na cidade e fui para o balcão de despacho de bagagem da TAM, que fica no setor C do terminal 1.

No balcão havia uma fila razoável, mas com a agilidade dos funcionários não houve demora e logo chegou a minha vez. Fui atendido por uma funcionária da própria TAM, que era italiana e falava português fluentemente. Ela verificou o peso de toda a bagagem, inclusive da bolsa de mão. Eu perguntei se havia a possibilidade de colocar um lacre em uma de minhas malas, aquela que havia adquirido em Frankfurt para guardar as compras e que estava sem cadeado. O pedido foi atendido, e tirei uma foto da numeração do lacre para caso fosse violado. Bagagem despachada, é hora de comer algo e seguir para o portão de embarque.

A fila para passar pelo raio-X estava enorme e apesar da boa disponibilidade de máquinas para inspeção um monitor ao lado indicava que o tempo aproximado até a passagem pelo equipamento seria de aproximadamente 25 minutos. Após a longa espera, segui para a fila de imigração, que estava rápida. Dez minutos depois eu já estava próximo ao portão de embarque.

O embarque foi rápido e realizado através de um finger. Novamente aeronave lotada. O voo partiu pontualmente às 20:05 (horário local de Frankfurt) e a viagem foi praticamente igual ao trecho de ida, com as mesmas opções de comida, entretenimento e cortesia da tripulação. Desta vez não houve turbulência e o voo pousou em Guarulhos às 5 da manhã, horário de Brasília. Como bom amante da aviação não pude deixar de tirar uma foto com o responsável por aquele voo, pedido que foi realizado através da chefe de cabine.

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O desembarque foi bastante rápido e após passar pela imigração, que estava com uma fila razoável, fui até a esteira de bagagem e ai começaram os problemas. Após 40 minutos de espera minhas malas ainda não tinham chegado até a esteira e assim fui até o balcão de atendimento ao lado. Um funcionário da TAM conseguiu localizar minha bagagem e disse que havia sido enviada para outro terminal. Por conta disso, o mesmo explicou que as malas estariam disponíveis em 30 minutos no escritório de bagagens da companhia aérea, que fica localizado no Terminal 1. Ele também disse que a passagem das malas pela alfândega seria realizada por um funcionário da TAM, e por isso anotou o meu celular para a necessidade de pedir a senha da trava de uma das malas caso algum fiscal da receita federal pedisse para abri-la.

Cheguei no escritório e para minha surpresa a mala com trava de senha havia sido aberta a força, estava amassada e com uma das rodinhas quebradas. Um funcionário do escritório disse que a mala havia sido aberta pela receita federal na passagem pela alfândega. Conferi o interior da mala dentro do próprio escritório, e não estava faltando nada, creio até porque havia ali basicamente roupa suja. Resolvi abrir também a outra mala, aquela que estava com as compras e qual estava fechada apenas por um lacre. Aparentemente esta mala não havia sido violada, pois a numeração do lacre conferia com a da foto que tirei. Para minha felicidade não estava faltando nada dentro da mala com as compras. Ao final registrei uma reclamação no próprio escritório e na semana seguinte a TAM realizou em minha residência a coleta da mala danificada, que foi enviada para assistência técnica.

Conclusão

Apesar deste ser meu primeiro voo de longa duração, pude perceber e comparar diversos pontos com base em relatos de viagens que havia lido aqui no Melhores Destinos.

No geral o voo teve seus pontos altos e baixos, mas por fim, de uma forma geral me senti satisfeito com os serviços prestados, com exceção claro do problema com a bagagem. Dentre os pontos altos a comida que estava deliciosa, o atendimento cordial dos comissários e a limpeza da aeronave.

Dentre os pontos baixo destaco o entretenimento a bordo, que ao meu ver deveria ser bem melhor, e a falta de informação com relação ao atraso do voo. Achei justo o preço pago, ainda mais nesses tempos de dólar alto. Voaria novamente para Frankfurt com a TAM caso haja boa promoção.

De 0 a 10 minha nota para este voo é 7.

Autor

Redação - redacao