Como é voar na VivaColombia, primeira low-cost colombiana

Marcel Bruzadin 5 · maio · 2015

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Já há alguns anos aqui no Melhores Destinos, frequentemente publicamos promoções para o Caribe colombiano, que cada vez se torna mais visitado por nós, brasileiros -um lugar fantástico, com paisagens cinematográficas, belíssimas praias e um clima excelente. Com tantas promoções para a Colômbia, nada mais justo do que postar a avaliação de uma companhia aérea tipicamente colombiana, principalmente por se tratar de uma empresa low-cost, a VivaColombia. O nosso leitor André Humeres viajou para a Colômbia após uma publicação aqui no Melhores Destinos e voou com a VivaColombia no trecho Medellín – San Andrés, para conhecer a fantástica ilha caribenha. Confira o relato completo do André e boa viagem!

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Antes de comprar a passagem aérea, sempre analiso minhas necessidades durante o trecho e qual companhia será a mais adequada. Durante uma viagem pela Colômbia, tive a oportunidade de viajar com a companhia low-cost nacional, chamada VivaColombia. Tudo começou com uma promoção para o Caribe colombiano divulgada aqui pelo Melhores Destinos, o que me deixou com muita vontade de conhecer as Ilhas de San Andrés e Providência. No fim acabei voando com minhas milhas mesmo e aguardando uma promoção que pudesse me levar a San Andrés com pouco dinheiro. Pesquisei entre LAN, Copa, Avianca e eis que achei o melhor preço disparado pela VivaColombia.

Fiz o trajeto Medellín – San Andrés e como não encontrei nenhuma avaliação desta companhia aqui no MD, me prontifiquei a fazer a minha contribuição. Voar com uma companhia low-cost gera uma série de dúvidas antes de comprar a passagem (serviço, conforto, aeronave, segurança, etc), a maioria das companhias tem regras diferentes de outras companhias aéreas, o que pode ocasionar alguns problemas na hora de voar, principalmente por falta de informações. Espero que este relato possa ajudar novos viajantes.

Compra do ticket

A VivaColombia vende seus bilhetes apenas via internet (www.vivacolombia.co) onde você consulta o preço da passagem e também vai adicionando extras durante a sua compra. Os extras incluem despacho de bagagens, embarque prioritário, seguro, check-in no aeroporto, entre outros. A bagagem de mão até 6 kg é grátis e se fizer o check-in via internet também não paga nada.

Para bagagens de até 12 kg (e dentro das medidas estabelecidas), pode-se embarcar como bagagem de mão pagando uma taxa extra, e acima deste peso deve ser despachada no compartimento de bagagens. É importante saber que tipo de mala/mochila irá levar e qual a estimativa de peso, pois terá que escolher uma das opções durante a compra, e também no meu caso, como não teria acesso a internet ou impressora, resolvi pagar a taxa para fazer o check-in no aeroporto (cerca de 5 reais a mais).

O voo partiu do Aeroporto Internacional José Maria Cordova em Medellín, para a ilha de San Andrés, no Caribe colombiano, ao todo 1 hora e 40 minutos de viagem. O aeroporto é bem distante da cidade, na verdade ele se encontra na cidade de Rio Negro, operando a serviço de Medellín (semelhante a Guarulhos que opera em São Paulo). Há ônibus e táxis coletivos saindo do Centro Comercial San Diego e que vão até o aeroporto (cerca de 30 a 40 min de viagem), que sai muito mais barato do que pegar um táxi do seu hotel ou albergue.

Check-in

O aeroporto de Medelín é o segundo mais moderno do país em termos de equipamentos, perdendo apenas para o novo terminal de Bogotá, o El Dorado. Há uma praça de alimentação com boas opções de restaurantes e lanchonetes, várias lojas que vendem desde artesanato até grifes e tudo o que se espera de um aeroporto internacional. Chegando lá fui direto ao balcão da VivaColombia para fazer o check-in.

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O processo foi super tranquilo, há um totem no início da fila onde você deve medir sua bagagem de mão para ver se esta dentro do tamanho padrão. Caso não esteja de acordo com as normas, você terá que despachar a mala pagando uma taxa extra, por isso é muito importante conhecer sua bagagem na hora da compra da passagem. Todos os extras pagos no balcão do aeroporto custam mais caro do que na internet.

Tudo ocorreu da forma que deveria, minha reserva estava lá, imprimiram meu cartão de embarque e verificaram se minhas bagagens estavam de acordo com o que eu havia comprado pela internet. Os atendentes são todos bem simpáticos e solícitos. Com certeza devem estar acostumados a contratempos de viajantes com bagagens acima do peso, acima da medida, ou com número de bagagens diferente do que foi informado no ato da compra online.

Embarque

Para visitar a ilha de San Andrés há uma taxa turística de entrada que é paga no portão de embarque, nesse momento também os atendentes verificam se suas bagagens estão bem identificadas e se estão dentro do tamanho padrão. O embarque é feito por grupos de preferência, divididos ainda na hora do check-in. O grupo 1 geralmente é composto por pessoas com embarque preferencial (idosos, gestantes, cadeirantes, etc) e outras que compraram o benefício na internet. Por exemplo, um dos extras na hora da compra da passagem pode ser fazer parte do grupo 1 de embarque, desse modo você pode escolher o melhor lugar para sentar já que os assentos não são marcados.

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Quando eu comprei minha passagem havia uma promoção que dizia que se eu já pagasse pela minha bagagem (no caso até 12 kg) para levar comigo no avião eu já faria parte do Grupo 1, desse modo eles alocam todas as bagagens grandes nos compartimentos acima das poltronas deixando outros passageiros com pequenas mochilas e bolsas para embarcar depois e não correr o risco de alguém ficar para lá e para cá procurando espaço para sua mala. O embarque não é feito pelas pontes do aeroporto, a aeronave fica parada na pista, um pouco mais longe do terminal, e você caminha até lá, por uma via sinalizada e embarca utilizando as escadas na pista.

 

O avião era um Airbus 320 configuração 3×3, igual aos que a TAM opera, com as poltronas revestidas por couro sintético azul, em geral bem conservado e não me pareceu ser uma aeronave antiga. Realmente tive uma boa impressão. Para quem já voou de TAM ou GOL, nenhuma surpresa, você terá o mesmo conforto e espaço interno. O serviço de bordo é pago e não há entretenimento de bordo. Eu como sou alto, sempre sofro nesse tipo de aeronave, pois minhas pernas ficam prensadas entre a minha poltrona e a poltrona da frente, mas para um voo de curta duração é tolerável.

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Em termos de experiência de voo e segurança não há do que reclamar, é igual a muitas aeronaves de companhias maiores, porém com um custo muito menor. Dormi boa parte do voo e acabei não comprando nada do serviço de bordo, pois achei tudo muito caro, porém, nada diferente de outras companhias aéreas.

Chegada

A chegada a San Andrés foi muito tranquila, sem contratempos e é claro com uma vista maravilhosa do mar de 7 cores, pelo qual a ilha é conhecida. O aeroporto é pequeno, porém maior do que eu esperava levando em conta que se trata de uma ilha. Como havia levado minhas bagagens junto comigo, não precisei esperar na esteira e fui direto para a imigração.

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Eles pedem o comprovante de pagamento da taxa de entrada da ilha (aquele pago no portão de embarque em Medellín, como mencionei anteriormente), seus documentos e perguntam coisas rotineiras como “onde você vai se hospedar?” e “quanto tempo ficará em San Andrés?”. Esse mesmo documento deverá ser apresentado na saída da ilha, por isso guarde-o com cuidado.

Retorno

A volta para Medellín foi diferente. O terminal de embarque de San Andrés é velho. Impressionantemente não há ar condicionado, e sim ventiladores imensos no saguão, o calor é grande, e esses ventiladores apenas amenizam o sofrimento. O atendimento no balcão da VivaColombia foi igual ao de quando embarquei em Medellín, comissários super simpáticos, o mesmo totem para medição das bagagens, porém dessa vez pelo tamanho da minha bagagem resolveram despachá-la no compartimento de bagagens ao invés de deixarem eu levar comigo dentro do avião.

Não foi um contratempo, pois não me cobraram nada a mais (apesar de eu ter pago para levá-la comigo que era mais barato do que despachar no compartimento de carga) e não me proibiram de levá-la comigo, caso eu desejasse, mas me ajudou pois não precisei ficar carregando ela no calor do aeroporto enquanto esperava o horário de embarque.

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O que me chamou mais a atenção foi o cartão de embarque, nada mais que um papel comum impresso, com o portão de embarque escrito a caneta. Talvez uma das economias que barateiam a passagem.

San Andrés é uma zona franca, o que a torna MUITO atrativa a brasileiros. O Freeshop do aeroporto é mais barato do que outros terminais pelos quais passei (Bogotá, Medellín e São Paulo), e para quem vai fazer compras vale a pena de antemão comparar os preços no caminho, e ver se vale a pena comprar em San Andrés mesmo. Como ainda teria mais tempo de viagem pela Colômbia, não comprei nada lá, mas vi que algumas mercadorias tinham preços bem interessantes.

Como disse, o aeroporto de San Andrés é bem pequeno, a sala de espera estava lotada e todos aguardando o horário de embarque. Em Medellín, meu grupo de embarque já estava indicado no meu cartão de embarque, já em San Andrés havia um atendente na porta de embarque fazendo essa divisão. Você entregava o seu cartão de embarque ao funcionário, ele verificava seu nome na lista de passageiros e escrevia a caneta o seu grupo de embarque. Um misto de ordem de chegada, com quantidade de bagagens e necessidades especiais. Dessa vez fiquei no Grupo 2, porém na hora do embarque tudo virou praticamente um grupo só e as pessoas pareciam desesperadas para embarcar antes.

A volta foi sem surpresas, aeronave igual, mesmo padrão, mesmo “conforto”, com exceção da aterrissagem em Medellín que foi com mais emoção, porém a culpa não era do piloto ou da aeronave e sim das condições climáticas daquele momento. O vento forte causou uma grande turbulência e como naqueles vídeos de Youtube o avião se aproximava da pista de pouso balançando de um lado para o outro e não totalmente alinhado, o lado direito (o que eu estava) mais próximo da pista do que o esquerdo. Quando finalmente aterrissamos todos os passageiros bateram palmas para o piloto. Pela localização do aeroporto, e condições climáticas do local, o vento forte não é tão raro, dependendo do dia você pode ter uma emoçãozinha na hora de aterrissar ou decolar.

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No geral minha impressão da VivaColombia foi bastante positiva. Não esperava muito dela por ser uma companhia low-cost, mas estava preocupado com segurança, conforto, experiência, atendimento, essas coisas, e em todos os tópicos ela se assemelha muito a TAM, GOL e outras companhias aéreas que estamos acostumados a utilizar aqui no Brasil. Não citei Avianca ou LAN são exceções, pois possibilitam muito mais conforto, experiência e serviços, porém pelo custo e duração de voo recomendo a VivaColombia. Apesar da compra pela internet ser um pouco confusa à primeira vista e a nacionalidade do cartão de crédito também não ser muito clara na hora da compra, eu voaria novamente com a companhia e recomendo para outros viajantes.

Importante pesquisar e comparar os preços antes, e ver os destinos. Ela não voa para todos os destinos da Colômbia, e se você achar uma promoção da LAN pelo mesmo preço não pense duas vezes e voe com a LAN. Paguei a metade do preço (comparado a LAN, Avianca e Copa) para voar para o paraíso, nesse ponto a VivaColombia se adequou perfeitamente a minha necessidade.

Agradecemos ao André Humeres pelo excelente relato de viagem da VivaColombia, a primeira avaliação da companhia aqui no Melhores Destinos e que certamente será muito útil aos leitores que planejam visitar o Caribe colombiano. Aproveite e conheça também o Entre Rumos, página do André com outras dicas e relatos de viagens.

E você? Já voou pela VivaColombia? Conte-nos como foi nos comentários!

Autor

Marcel Bruzadin - Marcel