Como é voar na LAN Premium Economy

Marcel Bruzadin 4 · novembro · 2015

Você já ouviu falar na classe Premium Economy da LAN? Como será que é voar para a capital chilena nessa categoria de voo? O Melhores Destinos publica hoje uma avaliação de voo inédita da Premium Economy no voo da LAN do Rio de Janeiro até Santiago do Chile em um relato completo com informações e fotos do viajante e leitor Marcelo Dopke Melo.

Para quem nunca ouviu falar, a Premium Economy é uma classe de voo disponível na companhia chilena LAN com assentos especiais para até 12 passageiros, ideal para quem vai voar a negócios na América Latina. Segundo as informações da própria companhia aérea, as poltronas dessa classe são todas em couro e possuem mais conforto para que os passageiros possam usar computadores de bordo durante o voo. Além disso, essa categoria dá acesso às salas VIP, poltronas em primeiras filas com o assento central bloqueado, check-in e embarque preferencial, desembarque e saída de bagagem preferencial, serviço a bordo de Premium Business e acúmulo de km extras no programa Lanpass.

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Essas são as informações oficiais que a companhia aérea divulga, mas será que é realmente tão vantajoso assim? Confira a avaliação de voo na íntegra e tire suas próprias conclusões. Não esqueça de deixar suas impressões nos comentários caso já tenha voado nessa classe com a LAN. Boa leitura!

Acredito que muitos leitores do Melhores Destinos já fizeram o trecho Rio de Janeiro – Santiago do Chile, mas como foi minha primeira vez em uma viagem inédita, escrevo esse relato para contar um pouco sobre essa viagem.

Comprei os bilhetes diretamente no site da TAM através de promoção divulgada no Melhores Destinos 😉 e paguei aproximadamente R$ 1.100 ida e volta, ambos os voos diretos e sem escalas para o voo entre Rio de Janeiro e Santiago do Chile.

A viagem de ida foi feita em um Airbus A320, padrão LAN/TAM e na classe econômica tradicional. O avião estava bastante limpo e em cada poltrona havia a disposição uma sacola com uma manta e fones de ouvido para o entretenimento de bordo. O voo saiu cerca de 40 minutos atrasado do Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro.

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Apesar disso, a viagem aconteceu de forma tranquila, com algumas turbulências e o serviço de bordo interrompido por cerca de duas ou três vezes nestes momentos. 

Não sou fluente em espanhol, mas fui com a cara e a coragem com um portunhol a se desejar. O serviço de bordo foi bastante prático, com bebidas padrão servidas nos voos rotineiros, como refrigerantes, sucos e água. Além disso, nos ofereceram um sanduíche, uma fruta e doses de vinho para quem desejasse. A comida veio embalada em um plástico, com talheres e um pequeno copo para vinho. Como se tratava de um voo padrão, não registrei imagens, mas em resumo, ofereceram um serviço rápido, eficiente e cortês.

O voo da volta foi mais que importante para este relato. Há pouco tempo li no Melhores Destinos a respeito do overbooking. Os dois voos, ida e volta, estavam completamente lotados, porém, no voo de retorno ao Brasil tive mais sorte: fiz check-in pelo celular e parti em direção ao aeroporto às 5:30 (horário local), dormi um pouco e cheguei ao aeroporto às 6 horas. Logo despachei minha bagagem e passei pela polícia chilena, sem problema algum.

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A fila começou a aumentar e fiquei cerca de 40 minutos aguardando. Naquele horário, vi seis voos para o Brasil: quatro para São Paulo e dois para a cidade do Rio de Janeiro. Após passar pela polícia chilena, muitos quiosques e várias lojas estavam fechadas devido ao feriado, estava faminto e resolvi esperar uma lanchonete abrir para comprar um café e alguma coisa para comer. Depois de comprar meu lanche, fui para as cadeiras do portão de embarque do meu voo.

Pouco tempo depois meu nome foi anunciado nos auto-falantes próximos ao portão de embarque número 10 e pensei que tinha perdido o voo, quando cheguei, o funcionário da LAN começou a conversar comigo. Sem entender muito bem, perguntei a um brasileiro o que tinha acontecido e então compreendi o ocorrido: tive um upgrade para a Premium Economy, assento 1J. Embarque prioritário, embarquei e me acomodei na poltrona. Com atraso de 20 minutos na decolagem, o A320 alcançou os céus chilenos.

Entrando na aeronave, em cada poltrona havia um embrulho com uma manta, meias, tapa-olhos, tapa-ouvidos, uma caneta e fones de ouvido.

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Logo após alguns minutos de voo, o piloto comunicou que estávamos sobrevoando a Cordilheira dos Andes e que poderíamos passar por pequenas turbulências. A aeronave estava limpa, assento bastante espaçoso na premium, configuração de passageiros 3-3, com a vantagem da fileira do meio estar bloqueada, podendo virar uma pequena mesa para os passageiros.

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Foram oferecidas revistas chilenas para quem quisesse. Nos entregaram também toalhas quentes e úmidas para a higienização das mãos. Em poucos instantes, as comissárias lembraram do menu da premium, e com o carrinho próximo, fizemos nossas escolhas. Escolhi omelete, com frutas, pães (à escolha do passageiro) e suco, além de refrigerantes, cafés, sucos, vinhos, whisky, cervejas e água. 

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Canecas, pratos e tigelas em porcelana, copos de cristal (suponho), talheres de metal, todos personalizados com o logotipo da companhia LAN.

Após a refeição, acidentalmente derramei café na mesa entre as poltronas e prontamente fui atendido pelas comissárias de bordo. As doses de vinho eram servidas à vontade, como sou fã, fui atendido mais de uma vez pela simpática comissária Maria Teresa.

Entre idas e vindas de vinhos chilenos, a revista de compra de bordo fora oferecida com um voucher de desconto de 10%.

Ao final do voo, os painéis demonstram o tempo, mapa ilustrativo e a distância até o destino da aeronave.

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O voo se tornara mais tranquilo quando sobrevoávamos o oceano. Pouso tranquilo, Polícia Federal com fila de menor espera no Rio de Janeiro do que em Santiago. Como trouxe vinho, fiquei receoso enquanto a mala sofria um impacto na esteira de bagagens (ponto negativo pra administradora do Aeroporto do Galeão). Receita Federal tranquila, sem filas e em poucos minutos já havia desembarcado com tranquilidade

Apesar da comodidade e do conforto da Premium Economy, tenho algumas ressalvas:

Na época em que realizei o voo, os comissários não falavam português. Na minha opinião seria um grande diferencial ter comissários que falem português durante o voo.

Serviço de entretenimento fraco. Foram oferecidos fones de ouvido, com áudio disponíveis para alguns estilos musicais, exibição de um filme e de um episódio da série Friends. Revistas chilena e só. O serviço de bordo hoje é um grande diferencial para um voo internacional, mesmo que seja de curta duração como este.

Mesmo com as ressalvas acima, foi uma boa experiência de voo, como as fotos podem comprovar.

Autor

Marcel Bruzadin - Marcel
  • Bruno Simões

    Bom relato! Faço coro à crítica da esteira de bagagens do terminal 2 do Galeão: a inclinação da saída das bagagens para a esteira é criminosa. Fica-se ouvindo o impacto das malas contra o anteparo de metal existente, e dá pena das malas (e do que está contido nelas).

    Já abri uma reclamação no Galeão, e a administradora disse que é “normal”. O aeroporto melhorou depois que eles assumiram, mas esse aspecto da esteira é dureza.

    • RenatoADM

      Aqui é Brasilia as esteiras também funcionam dessa forma é tudo automatizado e moderno porem a pancada é muito agressiva mesmo, e quando a bagagem é isopor por exemplo é entregue atras da esteira nos moldes antigos mesos mal.

    • Rodrigo da Silveira

      Em BSB é do mesmo jeito. Quando eu voltei de Santiago, em GRU minha mala estava ensopada de vinho. Fui no balcão da GOL reclamar e me falaram que bebida alcoólica não é bagagem e por isso não tinham nenhuma responsabilidade. Como assim????? Para a minha sorte, quando abri a mala os vinhos estavam intactos. Alguém deu azar e teve suas garrafas quebradas.

      • Adriano Sousa

        Caro Rodrigo, sinto informar mas a cia aérea tem razão. Bebida alcoólica jamais pode ser despachada em mala. Sempre como outro volume e em embalagem própria. Em qualquer lugar do mundo é dessa forma.

  • Bill

    Uma coisa importante não foi falada: a inclinação da cadeira. Upgrade para mim é uma cadeira que recline mais do que a da classe econômica…

    • Pedro Negreiros

      Concordo! E a inclinação?!!!

  • Rodrigo da Silveira

    Adriano,

    Por que então no momento do check-in a atendente perguntou se eu estava levando garrafas de vinho e ao saber que estava levando várias garrafas a mesma não proibiu? Tanto é, que ainda deu conselhos de como eu enrolar elas para não quebrar e colocou adesivos de “frágil”
    Onde está escrito isso que bebida alcoólica não pode ser despachada? Se fosse um item proibido poderíamos fazer um paralelo ao despachar uma mala com algum material radioativo. Certamente esse material não iria poder entrar no avião e seria retirado. Se a bebida alcoólica é algo proibido porque conseguimos levar elas nas malas despachadas?