Como é voar na Japan Airlines (JAL)

Denis Carvalho 24 · fevereiro · 2015

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A Japan Airlines é a companhia aérea oficial do Japão e voa para 220 destinos em 35 países do mundo todo com uma frota de 162 aeronaves. A companhia deixou de voar para o Brasil em 2010, mas seu presidente anunciou no ano passado que um retorno aos aeroportos brasileiros está nos planos futuros, com uma nova rota a Tóquio, com conexão em Nova York, provavelmente operada com jatos Boeing 787 Dreamliner. É justamente nessa moderna aeronave que nosso leitor Felipe Almeida, autor do blog  www.vaipradisney.com, voou dos Estados Unidos ao Japão. Confira como foi a sua experiência:

No ano passado, recebi do meu chefe a notícia que precisaria ir a Tóquio para algumas reuniões de trabalho, logo após o feriado de 1 de maio. Como já tinha uma passagem reservada para ir a Nova York no feriado, achei que voltar a São Paulo para depois voar de novo para o Japão seria perda de tempo e mais horas de jet leg acumuladas no meu corpo. Por isso decidi partir direto dos EUA para o meu compromisso de trabalho na terra do sol nascente.

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Decidi então pela Japan Airlines, a JAL, segunda maior empresa aérea do Japão que tem alguns voos diários de Nova York para os dois aeroportos de Tokyo: Narita (com voo direto) e Haneda (com conexões). Até 2010, a JAL tinha um voo saindo de Guarulhos que parava em Nova York antes de chegar em Tokyo, e que foi interrompido pelas dificuldades financeiras que a cia passava na época. Recentemente, o presidente da JAL anunciou que estuda a retomada da rota.

De Nova York, a JAL voa com aviões Boeing 777-300 e 787 Dreamliner, o mais novo lançamento da fabricante americana. O meu voo, o JAL 3, usava a aeronave 787 que apesar dos recentes problemas com uma peça elétrica, já estava com seu funcionamento normalizado de acordo com a companhia. Em 2013, a JAL inclusive retirou os 787 de funcionamento até que o problema fosse resolvido.

Embarque

Cheguei cedo no Terminal 1 do aeroporto John F. Kennedy em Nova York, com 3 horas de antecedência ao horário do voo. Apesar de estar na econômica, consegui trocar meu assento durante o check-in para a primeira fileira logo depois da executiva, na janela. O voo estava relativamente vazio então o processo de mudança foi super tranquilo. Vale ressaltar que no 787, a JAL adaptou seus aviões para um voo com somente duas classes: executiva e econômica. Já no 777-300, a JAL oferece 4 classes: primeira, executiva, econômica premium e econômica.

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O processo de embarque começou somente 30 minutos antes da decolagem, mas a organização japonesa torna tudo mais rápido e ágil (vale notar que 90% dos passageiros do voo eram japoneses), fazendo que o voo saísse 5 minutos ANTES do programado – algo que eu nunca vi na minha vida, tendo voado em dezenas de cias aéreas do mundo todo. Li inclusive que a JAL é sempre eleita a cia aérea mais pontual do mundo. No meu caso, ela foi além do pontual, decolando e aterrissando antes dos horários previstos.

O avião

Ao entrar na aeronave, são notáveis as melhorias do 787 em relação ao seu irmão maior e mais velho, o 777: janelas maiores e sem “cortina”, bagageiros mais espaçosos e iluminação mais confortável. A JAL escolheu cores que deixaram a aeronave com um clima bem zen, que permaneceu durante todo o voo.

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A configuração de assentos da classe executiva era de 2-2-2 e da econômica 2-4-2. Meu assento era o 20A, primeira cadeira de janela, na primeira fileira da econômica. O voo estava tão tranquilo que ninguém veio ao meu lado e tive bastante espaço para espalhar minhas coisas. Notei que isso aconteceu com várias pessoas, que acabavam se jogando nos bancos e dormindo completamente deitadas.

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Uma dica para a caso do voo estar mais cheio é pedir um assento nas últimas fileiras, que em geral são menos atraentes e maior é a chance de você encontrar outros assentos vazios ao lado para se deitar.

Outro detalhe pequeno que eu notei são os travesseiros: são forrados com fronhas que permitem ser lavadas separadamente. Isso porque comenta-se muito sobre o reuso dos travesseiros sem a higienização necessária entre os voos. Os cobertores também eram de um material muito bom, que não ficava com aquela estática incômoda dos cobertores utilizados por outras companhias. Parabéns para a JAL na atenção aos detalhes.

avaliacao-JAL8As janelas do 787 são maiores e não podem ser fechadas como as janelas dos aviões tradicionais. Ao invés das persianas elas possuem um botão que regula a opacidade da janela, não chegando a ser completamente obstruída, deixando a cabine sempre com alguma iluminação natural (já que o voo foi feito durante todo o dia, cruzando o oceano pacífico no sentido oeste). Além disso, a iluminação da janela pode ser controlada pelos comissários, que “fecham” ou “abrem” todas de uma vez de acordo com a necessidade da cabine. Vídeo que eu filmei aqui.

Os banheiros da classe econômica são ultra confortáveis e os maiores tem até um banquinho reclinável além de trocador de bebê. Eles oferecem kits de higiene dentro do banheiro para quem desejar usar.

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Cada assento tinha uma tela individual com diversas opções de filmes, séries e jogos, além do tradicional mapa do voo que era interativo: permitia ver o mapa com zoom e de diversos ângulos. As opções de idioma tanto dos filmes como dos anúncios na cabine, eram inglês e japonês, o que pode complicar pra quem não fala fluente um dos dois idiomas.

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Serviço

Todos os comissários do voo eram japoneses e falavam inglês com alguma limitação. Ainda assim eram absolutamente solícitos e simpáticos em qualquer interação.

Como eu dormi logo que o voo decolou, acabei perdendo o “jantar” (que apesar de ser servido pela manhã nos EUA, é proposital para já ir ajustando o corpo ao novo fuso do destino). Assim que acordei para ir ao banheiro, a comissária notou que eu estava acordado e foi levar o meu jantar, sem nem mesmo pedir – e olha que todo mundo já tinha terminado de comer há um tempão!

Ela me deu as duas opções de prato principal, mas como o inglês dela estava meio difícil de entender (ou era o meu sono? kkk), ela logo sacou do bolso um cartão com a foto e o nome dos pratos em inglês: carne de porco com legumes ou frango ao curry com arroz. Quem já foi ao Japão conhece a tradição de cardápios com as fotos dos pratos, e no avião não foi diferente.

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Ao trazer a refeição, além do prato quente, a bandeja continha 4 pequenas porções frias: salada que era uma espécie de salpicão, frutas, um salmão com molho de raiz forte e um macarrão com brócolis. Bem completa.

Assim que terminei, a comissária trouxe um potinho de sorvete Häagen-Dazs de baunilha. Nunca tinha visto isso sendo servido em classe econômica!

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No meio do voo foram servidos snacks como amendoim e pães e mais próximo ao destino, um “café da manhã” com prato quente: um macarrão com molho branco e funghi. Bem preparado considerando a média da comida de avião.

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Chegando a Narita/Tokyo, o desembarque foi super rápido e em menos de 5 minutos depois que aterrissamos, já estava pisando em solo japonês. Como cheguei ao país no meio do feriadão chamado de Golden Week, o aeroporto estava super tranquilo e como eu era um dos únicos passageiros que não era japonês, fui quase sozinho para a fila da imigração.

O processo de imigração foi bem rápido e o interessante é que a “maquininha” que coleta as impressões digitais do passageiro, bem como tira foto, lança mensagem em português na tela para que a gente consiga entender melhor. Mais um detalhe cuidado pela perfeição japonesa.

Conclusão

Gostei muito da JAL, não só da infraestrutura oferecida pela companhia, mas também pela qualidade do serviço, sempre muito proativo e atento os detalhes. Imagino que isso também deva acontecer nas outras empresas aéreas japonesas, que acabam carregando a cultura desse país tão incrível. Quem tiver a chance de voar para o Japão no futuro, deve sem dúvida considerar voar de JAL. E fico na torcida para que a companhia retome sua rota para o Brasil em breve.

Agradecemos ao Felipe por essa fantástica avaliação e nos unimos a ele na torcida para que a JAL volte a voar para o Brasil o quanto antes, incluindo uma nova opção de São Paulo a Nova York. E você já voou com a companhia japonesa? Ficou com vontade de experimentar? Deixe sua opinião nos comentários e participe! 

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe