Como é voar com a Vanilla Air – companhia low-cost do Japão

Redação 12 · janeiro · 2016

A avaliação de voo que o Melhores Destinos publica hoje será bastante útil para os viajantes que estão de viagem marcada para o continente asiático, com o review de voo completo da companhia aérea japonesa Vanilla Air.

A companhia aérea foi fundada em 2011 com o conceito de low cost e opera seus voos, desde então, com uma frota de aeronaves Airbus A320, entre os seguintes destinos: Japão, Taiwan e Hong Kong.

O leitor J. Guilherme Rodrigues Silva fez um review completo do voo entre Hong Kong e Tóquio. Veja como é voar com a companhia aérea low cost do Japão e saiba se vale a pena o voo. Caso já tenha voado com a Vanilla Air, não deixe de comentar ao final do post, suas impressões ajudarão muitos outros viajantes.

como-e-voar-vanilla-air-report

Boa leitura!

Introdução

No começo de dezembro do ano passado, cerca de um mês atrás, precisei comprar um voo somente de ida entre Hong Kong e Tóquio para finalizar o itinerário de uma viagem pelo norte da Ásia, a qual por sinal custou bem menos que o normal graças à promoção da American Airlines divulgada pelo Melhores Destinos.

Depois de pesquisar bastante os preços das passagens, notei que uma companhia de nome inusitado, a Vanilla Air, era a opção mais barata, porém, não tinha os voos divulgados em todos os sites de pesquisa, o que me causou certa estranheza.

Procurei me informar sobre a companhia e descobri que se trata de uma low cost japonesa que entrou em operação em 2011, pertencente à bem mais famosa ANA (All Nippon Airways).

Como já possuo alguma experiência viajando com companhias aéreas de baixo custo, tratei de me adequar as expectativas.

Compra do Ticket

Tendo resolvido a questão da desconfiança sobre a reputação da Vanilla Air, decidi, basicamente em função do melhor preço encontrado após muita pesquisa, comprar a passagem através do site da empresa. O site possui uma versão totalmente em inglês e o procedimento de compra foi bem rápido e fácil.

como-e-voar-vanilla-air-website

Eles oferecem 3 opções de tarifa: a mais cara é a “inclusive”, que inclui franquia de bagagem despachada de até 20 kg, escolha do assento, e alteração de voo ou de data por uma taxa bem mais baixa do que para as outras tarifas, além de permitir reembolso mediante pagamento de multa.

As outras duas opções de tarifa são a “Simple” e a “Campaign”, sendo que esta última difere somente pelo fato de não permitir alteração de voos ou data, nem mesmo mediante pagamento de multa. Como eu precisava despachar bagagem, optei pela tarifa mais cara, pois a diferença de preço não justificaria a “compra” do direito à despachar bagagem de forma separada, caso eu adquirisse a tarifa mais baixa.

Em relação aos preços praticados por outras companhias no mesmo trecho, eu diria que economizei cerca de 20% comprando o voo pela Vanilla Air.

Check-in

O procedimento, incluindo o despacho de bagagem, foi bem rápido, apesar da companhia contar com somente dois balcões no aeroporto de Hong Kong. Como o voo era somente de ida, o funcionário solicitou que eu apresentasse alguma passagem que comprovasse a minha saída do Japão, mesmo possuindo visto válido para o país.

Embarque

O embarque na aeronave também foi rápido e objetivo, mais em função da eficiência do aeroporto de Hong Kong do que pela agilidade dos funcionários da companhia. Apesar de se tratar de uma low cost, o embarque não foi remoto. Essa rapidez porém foi impactada negativamente pela demora na decolagem.

como-e-voar-vanilla-air01

O aeroporto de Hong Kong estava muito movimentado no horário e, devido ao mau tempo, com alguns atrasos. Isso deixou evidente a diferença gritante entre o tratamento dado pelas autoridades aeroportuárias às companhias aéreas de renome e às companhias de baixo custo. O voo decolou com mais de uma hora de atraso, pois apesar de a aeronave já estar posicionada e pronta para decolar, observei pela janela que pelo menos 14 aviões “furaram a fila” e tiveram prioridade na decolagem.

Aeronave

O voo de 4 horas de duração foi realizado em um Airbus A320 em bom estado de conservação. O espaço entre as poltronas era um pouco abaixo da média se comparado com as companhias aéreas brasileiras, por exemplo. Eu tenho 1,77 metro e ainda assim meus joelhos esbarravam na poltrona da frente. A aeronave estava bem limpa, assim como os banheiros.

como-e-voar-vanilla-air03

Voo

Como em quase toda companhia de baixo custo (low cost), o entretenimento de bordo limitava-se à uma revista. A única coisa gratuita após o embarque é água e nada mais. Existe um menu com opções de bebidas, lanches re refeições tipicamente japonesas, com preços entre razoáveis e altos. Como eu tinha almoçado pouco antes do embarque, não comprei nada a bordo.

como-e-voar-vanilla-air05

A viagem foi bem turbulenta devido ao mau tempo, mas isso obviamente não depende da companhia aérea em questão.

Chegada 

Na chegada ao aeroporto de Narita, em Tóquio, ficou novamente evidente o tratamento diferenciado dado às companhias de baixo custo. O avião estacionou bem longe do terminal, houve demora para que a escada de desembarque fosse posicionada, e o deslocamento de ônibus até a área de desembarque e de bagagens durou quase 10 minutos.

como-e-voar-vanilla-air08

Esses detalhes negativos são entretanto rapidamente esquecidos quando se depara com a praticidade e a modernidade do terminal em Narita.

Conclusão

Eu viajaria com a Vanilla Air novamente, mas somente se a diferença de preço para uma segunda opção que não fosse de baixo custo valesse muito a pena. Digo isso pois em um vôo de 4 horas, o espaço reduzido e a inexistência de serviço de bordo, dentre outros fatores, já fazem alguma diferença.

Como eu economizei uma boa quantia (cerca de R$ 150) optando pela passagem mais barata, valeu a pena. Além disso, as outras rotas oferecidas pela companhia são bem mais curtas, então, a julgar pelos bons preços no trecho de Hong Kong para Tóquio, presumo que justifique considerar a Vanilla Air como uma opção para trechos domésticos no Japão, ou para Taiwan e Hong Kong.

Espero que essa avaliação possa ajudar outros viajantes no planejamento de aventuras pelo fantástico continente que é a Ásia!

Publicado por

Redação

redacao

  • Rodrigo eugenio

    Parabéns pelo flight review. Direto, objetivo e muito bem escrito.

  • Nós é que agradecemos pela ótima avaliação!

  • Tamires Nunes

    MD por favor deem os devidos créditos ao blog que publicou esse review.
    Obg 😉

    • Tamires, essa avaliação foi feita pelo leitor J Guilherme, o nome dele aparece no início do post

      • Tamires Nunes

        Eu sei, é que foi feita na pagina do blog dele no fb, “Vem ver o mundo”

  • Daniel T. Santos

    “observei pela janela que pelo menos 14 aviões “furaram a fila” e tiveram prioridade na decolagem.”

    Adorei o respeito com os clientes ….

    • Salvatore Carrozzo

      Não sabia que as low cost não têm prioridades como preferência para decolagem e direito a embarque e desembarque via finger. Eh assim no mundo todo’? Alguém tem essa informação?

      • Gilberto

        Nao sei, se eh assim no mundo todo, mas noto que nos principais aeroportos, as low costs como a Easy Jet (que voei bastante) e a Ryanair parecem que ficam mesmo para tras, quando ha atraso e perdem o slot para decolagem para outras cias maiores. Acho ate compreensivel, caso os principais clientes de determinado aeroportos nao sejam as low costs e a importancia de determinados voos para nao comprometerem a malha de uma cia e conexoes. Convenhamos, no Schiphol em Amsterdam, eh mais que sensato dar a preferencia a KLM do que a Ryanair e a Easyjet, por exemplo, principalmente no que tange a voos intercontinentais que sao mais criticos, quanto a questao operacional. Faz todo o sentido.

        • Salvatore Carrozzo

          Coincidentemente minha mae, ontem, me contou que em alguns países da europa, os trens mais simples/lentos/baratos têm de parar para dar passagem aos mais velozes/chiques. Isso me fez lembrar que, anos atrás, uma amiga comentou a mesma coisa. Ela pagava super barato no trecho paris-roma, de trem, mas era um tal de para-não para danado.

  • Jonatas Elias

    Só não entendo os motivos do embarque/desembarque remoto. Também em Narita, pela Delta, a aeronave para BKK estava bem longe do terminal, o ônibus que nos levou deu um belo tour.

  • Deyvisson F. R. Almeida

    Abril estarei la neste país lindo 😀

  • Alisson Luciano

    Esse trecho é das low cost, mas dificilmente vejo preço menor que a Honkong Express. E já que é pra economizar, pega o voo noturno e chega em Tóquio pela manhã. Uma noite menos de hotel.

    • J. Guilherme

      Alisson, o preço pela HK Express era cerca de R$ 160 maior quando comprei a passagem!

  • jorge moraes

    “Como o voo era somente de ida, o funcionário solicitou que eu apresentasse alguma passagem que comprovasse a minha saída do Japão, mesmo possuindo visto válido para o país.” Quem tem que se preocupar com isso são as autoridades japonesas no aeroporto na chegada a Tóquio e não um funcionário de cia aérea.

    • Gilberto

      Nao sei como eh a lei no Japao, mas nos EUA eh bem clara. Se atender todos os requisitos, exceto a passagem de volta, a pessoa eh barrada e o custo da deportacao recai para a companhia aerea que o levou ate ali, provavelmente o funcionario teria que arcar, dai nao tem choro para a recusa do embarque. Eu tive que mostrar em Frankfurt a minha passagem de volta, uma vez que comprei a volta separado para Anchorage.