Cartões pré-pagos de viagem: veja como escolher e fugir do IOF

Denis Carvalho 28 · março · 2011

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Com o aumento de 2,38% para 6,38% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tornou-se ainda mais atrativa a opção dos cartões pré-pagos de viagem. O funcionamento é similar ao dos antigos traveller checks ou mesmo dos celulares pré-pagos: o cliente emite, carrega com a quantia que desejar, e utiliza como um cartão pré-pago em milhões de estabelecimentos no exterior. Também é possível fazer saques em dinheiro e recargas e o saldo jamais expira.

Observação: a partir de 2014 os cartões de débito passaram a pagar Iof de 6,38%.

As maiores vantagens dos cartões, além de fugir do imposto, são a praticidade e segurança, já que você limita o crédito e conta com uma rede de assistência em todo o mundo, com números gratuitos. A principal desvantagem é ter que disponibilizar o dinheiro que será gasto antes da viagem, já que com o cartão de crédito o pagamento é feito apenas na fatura. Além disso, os cartões não permitem parcelamentos e pode haver tarifas de saque e mesmo sobre cada compra.

Coincidentemente (ou não?) ao aumento do IOF, tivemos neste mês o lançamento de dois cartões neste modelo: o MasterCard Cash Passport e o American Express GlobalTravel, que passam a disputar com o veterano Visa Travel Money a preferência dos usuários. Todos oferecem vantagens como emissão imediata, números para ligações gratuitas, cartões adicionais e possibilidade de compras em lojas virtuais, mas há diferenças importantes. Antes de escolher o cartão de crédito, o pré-pago ou outra opção é sempre bom observar a cotação da moeda escolhida em cada uma delas. Vale lembrar ainda que os cartões pré-pago não acumulam milhas ou benefícios.

Veja a seguir as principais características e diferenças de cada um:

Visa Travel Money Lançado em 1996, até este mês era a única opção de cartão pré-pago de viagem. Dependendo do banco emissor, pode haver taxas para compras, mas existem opções, como o Banco Rendimento, que cobram apenas por saques – US$/EUR/£ 2,50 (dependendo da moeda do cartão). Também pode haver taxas por inatividade. Os principais parceiros, além do Rendimento, são Banco do Brasil e Schahin .

MasterCard Cash Passport – Chega ao mercado em parceria com a Travelex financeira especialista mundial no setor. Praticamente não há diferenças com relação ao VTM, inclusive com taxas bem semelhantes. Não cobra tarifa para compras nem pela emissão de segunda via no caso de perda ou roubo e permite a consulta de saldo por internet, telefone ou SMS.  Podem ser adquiridos nas agências da Travelex e Confidence Câmbio. Detalhe: também pode ser emitido com a bandeira Visa.

American Express GlobalTravel – O caçula dos cartões de viagem, foi lançado apenas na semana passada, em parceria com o banco Itaú, e por enquanto está disponível apenas para correntistas. Oferece alguns serviços adicionais interessantes, como auxílio com bagagem extraviada, passaporte e cancelamento de cartão, assistência com indicações médicas e jurídicas e transporte médico de emergência. Como desvantagens , é o único que não possui tecnologia de chip e senha de segurança e cobra 0,38% de IOF e 3% de taxa de conversão para moedas diferentes da que o cartão foi carregado.

Para mais detalhes sobre cada cartão, recomendamos o excelente post da jornalista Denyse Godoy, da coluna Seu Dinheiro do portal IG, que traz um quadro comparativo completo sobre os três produtos. Nos próximos dias, vamos publicar mais um post desta série, desta vez com a comparação entre as formas disponíveis de levar dinheiro ao exterior.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe