Jogos da Copa do Mundo vão cancelar mais de 800 voos e afetar 16 mil passageiros

Denis Carvalho 18 · março · 2014

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Os jogos da Copa do Mundo obrigarão as companhias aéreas a cancelar mais de 800 voos e alterar outros 150, afetando mais de 16 mil passageiros. Os cancelamentos ocorrerão por motivo de segurança no horário dos jogos, com o fechamento de aeroportos em oito das 12 cidades-sede do mundial.

As normas foram divulgadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e impedem  o voo de qualquer aeronave comercial em um raio de sete quilômetro dos estádios. Apenas aviões militares poderão utilizar o espaço aéreo três horas antes da partida e até quatro horas após o início do jogo. Serão afetados aeroportos nas cidades de Belo Horizonte (Pampulha), Cuiabá, Curitiba (Bacacheri), Fortaleza, Manaus, Recife, Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Salvador. 

“Assim como os passageiros, vamos sofrer um grande impacto. As consequências são muito ruins para as companhias aéreas. Aumentam os custos, que vamos diluir ao longo do tempo. Agora quem sou eu para questionar a medida? É um assunto que os responsáveis pelos setores de inteligência das forças de segurança, juntamente com outros países, discutiram com a presidente Dilma Rousseff. Eu não tenho como avaliar se é exagero. Não tenho o grau de informações deles. Vamos cumprir e ponto” afirmou Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (Abear), em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo a entidade, quem comprou ou reservou passagens nesse período começará a ser avisado esta semana pelas empresas aéreas sobre o cancelamento ou alteração de seus voos.

O Decea publicou em seu site um guia de consulta sobre as alterações no tráfego aéreo, onde é possível verificar as alterações em todas as cidades. Serão criadas três aéreas: branca, amarela e vermelha, sendo a última a mais restritiva. O material pode ser consultado no site do Decea.

Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, a Anac e o Decea disseram que as companhias foram informadas sobre as restrições em janeiro. A Agência informou ao jornal que não tem poder para bloquear a venda das passagens nos horários, mesmo com a proibição dos voos.

A situação toda foi muito bem resumida pelo Estadão: “O governo sabia que teria de restringir a operação de aeroportos durante as partidas da Copa do Mundo por razões de segurança. Mesmo assim distribuiu os horários para as companhias. As empresas já sabem que não poderão voar para determinados destinos em certos horários, mas seguem vendendo as passagens. Resultado: transtorno para o consumidor”.

Dica da leitores Yramaia Salviano

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe