Azul planeja comprar TAP e JetBlue e se tornar gigante, diz jornal

Denis Carvalho 28 · junho · 2013

O jornal Folha de S. Paulo, o maior do Brasil, traz hoje uma matéria bombástica. Segundo a publicação, o empresário David Neeleman, dono da Azul, está criando um fundo de investimento destinado à compra da companhia aérea portuguesa TAP e da americana JetBlue, que ele fundou. O projeto, no futuro, seria integrar as três empresas, formando uma gigante aérea nacional, com rotas para Europa, África e EUA, algo que o Brasil não tem desde o fim da Varig. Por razões estratégicas, o governo federal também deve participar do negócio como sócio via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A possibilidade da Azul comprar a TAP, que deve ser privatizada até o fim do ano, vem sendo comentada há algum tempo, inclusive com declarações de altos escalões do governo, mas até agora a operação não se havia falado de a Azul comprar também a JetBlue, companhia fundada por Neeleman mas de onde ele foi demitido.

O mais impressionante é que a matéria da Folha traz detalhes da operação. Segundo o jornal, o BNDES deverá ter cerca de 20% de participação no fundo, investindo inicialmente US$ 600 milhões. Os fundos privados que hoje são acionistas da Azul também devem entrar no negócio liderado por Neeleman. O empresário entrará com recursos próprios, adquirindo 5% de participação. O investimento total será inicialmente de US$ 3,2 bilhões, valor que deve dobrar.

Com esses  recursos a Azul planeja comprar a TAP e a JetBlue. A companhia portuguesa deverá custar US$ 1,5 bilhão (valor da dívida).
Avaliada em US$ 1,7 bilhão, a JetBlue terá de ser adquirida por meio de uma oferta hostil ao mercado – operação que, para ter sucesso, prevê desembolsos maiores para atrair os acionistas.

“Sempre penso sobre coisas que a gente pode fazer, mas, neste momento, estou focado na Azul”, disse Neeleman à Folha. “Não é verdade que eu vá comprar a TAP ou a JetBlue.” Mas, ainda segundo apurou a reportagem, pessoas da Azul analisaram os balanços da TAP na sede da companhia, em Lisboa. No governo, o negócio é considerado “líquido e certo”.

Gigante

Caso o plano avance, a Azul poderá comprar as duas companhias do fundo, tornando-se a maior empresa nacional, com voos internacionais, fazendo frente à Latam (fusão entre TAM e a Lan), sediada em Santiago do Chile. Segundo a Folha, Esse é um dos motivos que levaram o governo federal a estimular Neeleman a entrar no negócio junto com o BNDES. Inicialmente, o empresário não era favorável à compra da TAP. Mas mudou de ideia quando identificou a oportunidade estratégica da união entre as três aéreas. O governo aceitou a ideia.

A presidente Dilma Rousseff se comprometeu com o governo português a buscar uma saída para a TAP e também pretende fortalecer a aliança estratégica com a África.Além disso, ela aprova o “modelo Neeleman” de gestão, que quebrou o duopólio de TAM e Gol, ajudando a aviação regional.

Com a TAM integrada à uma companhia chilena e a Gol sem demonstrar apetite para avançar no mercado internacional de longo curso, o sonho de  Neeleman, compartilhado pelo governo federal, é transformar a Azul na empresa brasileira de bandeira, no espaço que já foi da Varig. A integração das operações de Azul, JetBlue e TAP permitiria ao Brasil ter ligações diretas com EUA, América Central, Europa e África.

A TAP é a empresa europeia com mais voos para a África, continente considerado estratégico para o Brasil. Também agrada ao governo brasileiro o fato de a TAP ter uma presença descentralizada dentro do Brasil, com voos para nove cidades, de Porto Alegre a Fortaleza. Já a JetBlue tem ampliado sua presença na América Central e em novembro passará a voar para Lima, no Peru.

Dentro desse plano, a Azul poderia levar passageiros de diversas cidades do Brasil para um ponto na América Central, como em Porto Rico, e dali fazer conexão com os voos da JetBlue para os EUA, modelo usado com sucesso pela Copa e agora copiado pela GOL.

A compra da JetBlue é um sonho antigo de Neeleman, que nunca digeriu o fato de ter sido demitido do comando da empresa que criou.
Ele perdeu o cargo após divergências com o conselho de administração sobre como lidar com os efeitos de uma forte tempestade que paralisou as operações da companhia, em 2007.

Impressiona, como dissemos, os detalhes revelados na reportagem. Além disso, a Folha é o maior jornal e um dos que tem maior credibilidade em todo o país e em momento algum os jornalistas colocam os fatos na condicional. Pode ser que o negócio nunca vingue, quem sabe até por ter vido à tona na hora errada, mas ainda assim é muito bom sonhar em termos uma companhia brasileira forte voando mundo à fora!

E você? O que achou da notícia? Deixe sua opinião nos comentários!

Dica do leitor Rodrigo Aguiar

Publicado por

Denis Carvalho

Editor chefe

  • jonas88

    Se a qualidade do serviço que eles prestam for mantida, sinto cheirinho de nova Varig.

    PS: A Beta ainda não me chamou pra pegar o bônus.

  • Paulo Griiettner

    Como tenho saudades da Varig… Eu tinha cartão Smilles Diamante, pois sempre dava preferência para ela aqui no Brasil. Depois que a Gol assumiu, virou uma desgraça… Evito ao máximo voar com a Gol, tanto que meu cartão smilles descambou de Diamante para Silver…

    O serviço prestado pela velha Varig não tem comparação hj no Brasil, mas gosto da Azul… pena que programa de milhas deles não é tão atraente…

    • Márcio Sampai

      Paulo, com a fusão, o programa da TAP, o Victoria estaria disponível na "Super Azul".

  • Cesar Cardoso

    Um chute?

    Se realmente rolar isso tudo, a Gol fica apertada entre Latam e a SuperAzul e o Eframovich vai lá e compra dos Constantino. E aí a batalha da aviação comercial da América Latina passa a ter seu foco no Brasil.

  • Eduardo Carrá

    Só espero que se acontecer os preços melhorem e principalmente as promoçoes que a TAP costuma fazer anualmente não desapareçam hahah

  • Douglas Cunha de Alm

    Bah,isso seria um sonho! aqui no RS a Azul tem crescido bastante com novas rotas.

    Se isso for uma verdade,torço e dou o meu maior apoio pra que essa negociação ocorra.

  • Fernando Vieira

    Se isso for verdade é a melhor notícia de aviação que temos por aqui em muito tempo. O Brasil é um país gigante, hoje já joga entre os grandes do mundo, ser apenas servido por companhias aéreas estrangeiras era, na minha opinião, uma vergonha.

    A bola ficou com a Tam, que preferiu virar chilena, e ainda tem a Avianca que, por mais tradicional que seja, é colombiana. Nada contra esses dois países nem nenhum outro da América Latina, mas o Brasil é a potência e tem obrigação de ter uma companhia que projete o país por uma boa parte do mundo.

    Se isso for verdade, fico muito feliz

  • Márcio Sampai

    Esqueceram de inserir no texto que a Avianca também será concorrente, especialmente quando a brasileira unir suas operações com a colombiana (e depois dessa notícia da Azul, duvido que o Efromovich não antecipe a fusão).

    Outra coisa: desde que a Azul foi criada, sempre me chamou a atenção a pintura de seus aviões: tirando o logo na causa e o nome da empresa, o layout é bem parecido com o último da Varig, e acho que isso não era por acaso.

  • Márcio Sampai

    "…Gol sem demonstrar apetite para avançar no mercado internacional de longo curso…".

    Estão considerando apenas vôos diretos como longo curso? Eu acho que um vôo Brasil-EUA com escala na Rep. Dominicana ou um Brasil-Nigéria com escala em (sei lá) Atlântida como longo curso.

    Acho que está bem claro que a Gol não vai comprar aviões de longa distância, a menos que, com esta movimentação do mercado, o Congresso aprove o aumento da participação estrangeira nas empresas nacionais e a Delta assuma o controle da Laranja… aí teremos Gol de 757 e 767… rsrsrs.

  • Thomas H.

    Que notícia boa, já que a Tam não é mais uma empresa nacional e sim chilena e a Gol está mais concentrada em voos nacionais e regionais na Am Latina.

    Agora, serviços iguais ao da antiga Varig, acho muito improvavel.. era um modelo de negócio que hoje não tem mais espaço. Não só a bordo como em terra (ex. os escritórios da RG no exterior, localizados em endereços luxuosos, eram como uma embaixada brasileira).

  • Mar

    Parece uma ótima notícia!!! Gosto da TAP,espero que fique melhor ainda…mas igual a Varig,não tem mais como…A Varig servia excelentes refeições em voos domésticos e com talheres metálicos!!!Dizem que quebrou por isso,não soube se adaptar aos novos tempos,mas não foi só isso…

    • Fernando Vieira

      Muita coisa que a Varig quebrou foi por conta de roubos. Tem um playboy aí da "alta sociedade" carioca que ficou famoso por dar festas regadas a "caviar da Varig". A Varig servia caviar na primeira classe, mas para cada 1kg servido a bordo outro kg era roubado, fazendo a empresa pagar por 2kg. Esse caviar roubado era vendido a preço de banana no mercado paralelo. E quem pagava o pato era a Varig.

      O caso do caviar foi só um exemplo, mas a empresa foi roubada de tantas formas e por tanta gente diferente que não teria como sobreviver. Não fosse assim ela poderia ter se adequado e estaria entre nós até hoje.

      Aquela pintura das aeronaves é na minha opinião a pintura aeronáutica mais bonita de todos os tempos (e ganhou algum prêmio por isso também)

    • Carlos Paiva

      Só não esqueçam que a Varig , ganhou tudo de mão beijada por conta da sacanagem que fizeram com a Panair, esta sim tinha os melhores endereços, o que fizeram com a Varig, foi o que a Varig fez com a Panair do Brasil

  • Vinícius Buen

    Parabéns ao site "Melhores Destinos" que eu considero o melhor no quesito promoções e passagens aéreas e se destaca entre seus concorrentes, ficando sempre ao lado de nós usuários com informações relevantes e promoções importantes!

  • Diego Moreira Silva

    Eu acho otimo…

    isso seria muito bom para acabar com o monopolio que ainda existe…

    Tomara que concretize o seu sonho Neeleman…

  • Nelson José M

    Fico feliz ao ler essa notícia. Apesar de residir em Campinas-SP viajo com frequência a Imperatriz, pois de lá traço os meus roteiros de atendimento no Maranhão e no Tocantins. Todavia fico aborrecido em face da AZUL não atender voos para aquela cidade, sendo que somente a TAM e a GOL o fazem. O duro é que temos que ficar nas tarifas astronômicas dessas duas empresas, além de demorar de 8 a 12 hs. para se voar por volta de 2.500 km. Será que a AZUL não pode nos dar a boa notícia de operar voos diretos de Campinas para Imperatriz para breve?

  • Rafael Augusto

    O que achei da notícia? Fiquei preocupado com o voo que já comprei na TAP em setembro! Espero que nada se altere até lá.

    • Não há motivo para preocupações, nada muda em tão pouco tempo

  • Danilo Fernando

    O hub de operações da azul é em Viracopos, onde a TAP também voa (ou voava?).

    Bom de qualquer forma, se o governo bancar os 20% do BNDES, vai ter interesse em ter um retorno rápido.

    Me parece que Viracops vai tomar o lugar de Cumbica como principal aeroporto do país em uns 4 ou 5 anos, principalmente se as ligações de trem prometidas (CPTM, Regionais e TAV) saírem do papel.

    É ver para crer!

    • Estive em Viracopos e o projetos deles é fantástico: http://www.melhoresdestinos.com.br/aeroporto-vira… Cumbica também deve crescer, mas esbarra na falta de espaço. De todo modo, o presidente da Latam disse que uma das prioridades é transformar GRU em um dos principais hubs internacionais do mundo.

  • SAMIR

    Que beleza! Entre o Laranja e Vermelho…prefiro o Azul seja da Varig ou da própria Azul. Saudades da Varig. Única fusão(com a Cruzeiro) que signifou upgrade em serviços.

  • Eu entendi que a repórter estava se referindo ao mercado europeu, já que a GOL não quer entrar na disputa pela TAP

    • Márcio Sampai

      Denis, nos tempos da Panair, tinha uma rota Rio-Recife-Dakar-Lisboa-Paris-Londres. Imagina fazer essa rota hoje em dia no 737 da Gol… rsrsrs

      Deixa quieto senão o Constantino lê isso e gosta da idéia!

  • Daniel Magno

    ESTOU SENTINDO UMA REVIRAVOLTA NO MUNDO AÉREO, ESSA E A SEGUNDA TRAIÇÃO MUNDIAL NO MUNDO DOS NEGÓCIOS,A PRIMEIRA FOI COM ESTEVES JOBS, CRIOU A APPLE , FOI CHUTADO DA PRÓPRIA EMPRESA, CRIOU OUTRAS MENORES E QUANDO A EMPRESA QUE ELE CRIOU QUASE FALIU, ELE RESSURGIU DAS CINZAS, TROUXE CONCEITOS NOVOS QUE OS ANTIGOS ACHAVAM UM MERDA E SE TORNOU A MAIOR EMPRESA DE TECNOLOGIA DO MUNDO, VEJO UM NOVA VARIG RENASCENDO, E VEJO TAMBÉM VAGAS PRA NOVOS PILOTOS COMO EU, QUE GASTOU FORTUNAS PRA SE FORMAR A ESTA DESEMPREGADO, MAS NUNCA DESISTO E AGORA ESSA E A MINHA CHANCE DE SER UM FUTURO PILOTO DE P.L.A

  • Marcos Pereira

    Achei a notícia ótima, desde que não caiam na lógica nefasta de crescerem para se acomodarem e depois começar a piorar.

  • Lucas Senger Jacobus

    Não esqueça da Delta e seus olhares para a Gol…

  • Margareth d'Oli

    Paulo tenho saudades tbe da Varig, sala Vip, atendimento, não tenho o que reclamar da Tam e Gol ate agora, mas o atendimento deles era diferente. Meu filho cresceu viajando pela Varig. Fico na torcida, só os preços da Azul poderia ser melhor p/ BH e POA. A Gol hoje é a melhor.

  • JOHN PENNEY

    Participação do BNDES é o beijo da morte!!! Não estou entendendo porque um banco de "desenvolvimento" ter que entrar com milhões de reais de dinheiro do contribuinte num negócio do setor privado,sobre tudo o da aviação civil.

    • fernanda

      Pelo que entendi, o BNDES vai ser um dos sócios.

    • Guilherme Ortale

      BNDES é um banco, que consequentemente visa lucro e ainda que o dinheiro seja subsidiado e em última instância do contribuinte brasileiro, ele existe para isso mesmo, fomentar projetos de desenvolvimento das empresas brasileiras. Não há nada errado nisso. As vezes o banco ganha muito, as vezes perde como atualmente está perdendo nas participações do grupo do Eike batista. Normal.

    • Marcos Pereira

      É por isso que há quem defenda que o BNDES nem deveria existir (eu, um deles). Mas, já que existe, a sua atuação está regular.

      Olha, isso aí não é nada, pois ao menos há a possibilidade de retorno via impostos. Pior mesmo é quando o BNDES usa o dinheiro do contribuinte para construir estradas na Bolívia.

  • fernanda

    Acho ótimo uma nova concorrência de peso. Quem ganha com isso? Nós, amantes de viagens baratas!

  • Klyver Kly

    Dono da Azul nega que vá comprar TAP e JetBlue, diz Reuters

    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.asp

  • JOHN PENNEY

    Este ano os preços da TAP subiram muito. Nunca vi estas maravilhosas promoções. Em que mês acontecem?

    • Ignacio

      a tap nao mergulha no preco em promos, no maximo uns 20%

  • Guilherme Ortale

    Se isso acontecer a gol vai ter que crescer, comprar aviões maiores, senão vai ser engolida pela TAM, AZUL e AVIANCA (que já é gigante).

  • Rodolfo Guidi

    Muito bem lembrado, Carlos!

  • Mauro Heleodoro

    O problema da Azul é a incerteza,sim,Trabalhei um bom tempo no Aero da minha cidade e muito raramente um voo da azul chegava no Horário,contrariando gol e tam, que estavam quase sempre no horário,fora o despreparo da base da minha cidade quanto aos passageiros, desde isso criei um receio quanto a Azul eu não sei quanto a outros Aeroportos,mas aqui a azul eu tinha pra mim que era um tiro no escuro.Quanto A Gol,com o tal do cancelamento dos 200 voôs domésticos eu acho que eles devem tá planejando algo grandioso também, n duvido nada, uma fusão com qualquer outra CIA, ou até mesmo, ''supostamente'' a gol compra a DELTA,já que a mesma n pode ser ''total'' dona da Laranja

    • Mauro Heleodoro

      comprar*

  • Ygor

    E, tudo ocorrendo como na reportagem, é o que vão fazer com a TAM. rsrsrs

    "…o sonho de Neeleman, compartilhado pelo governo federal, é transformar a Azul na empresa brasileira de bandeira, no espaço que já foi da Varig."

  • Vitor J. Nunes

    Juro que só não entendi o porquê de tantos louros à Folha. Na minha opinião, não é lá bem um jornal de tanta credibilidade assim.

    • Não tem louro nenhum. Apenas fatos

      • Vitor J. Nunes

        Tamanho não é medida de credibilidade, pelo menos não deveria ser para um jornalista. Basta "googlar" "Folha desmascarada", e fatos podem ser encontrados.

        Mas, nos atenhamos às informações sobre promoções e não aos louros ou críticas.

        • Maria Elisa da Silve

          Não sei baseado em que o jornalista diz que o jornal Folha é o maior. Esse jornal desde que foi contra o diploma de Jornalismo caiu para mim. O jornalista que escreveu a matéria ou é um funcionário da empresa, um iludido porque ele apenas é um trabalhador ,ou está querendo ser. Para mim, empresa que vai compra outras cheira a monopólio e isto nunca é bom para nós,consumidores.

          • Maria, ninguém está discutindo qual jornal é melhor. A Folha de S. Paulo é o maior jornal em circulação do país. segundo a ANJ: http://www.anj.org.br/a-industria-jornalistica/jo… Não há opinião de ninguém que mude isso, pois é número de vendas, de assinantes, de exemplares! Vamos encerrar esse assunto que já deu, certo? 🙂

  • Vitor J. Nunes

    Azul e Avianca preparam rotas novas

    As companhias aéreas Azul e Avianca, terceira e quarta colocadas no ranking doméstico de transporte de passageiros, aguardam detalhamento do programa governamental de incentivo à aviação regional, anunciado em dezembro de 2012, para acelerar o ritmo de crescimento por meio de novas rotas.

    O diretor de relações institucionais da Azul, Victor Celestino, disse ontem durante o seminário Aero Brasil 2013, em São Paulo, que a companhia já tem mapeados 100 aeroportos regionais no Brasil que podem entrar nas rotas de atuação da empresa, considerando o plano de estímulo ao setor.

    Mas o executivo afirma que algumas questões ainda precisam ser resolvidas. "É preciso endereçar a questão das tarifas, o subsídio de tributos e a modernização regulatória, com abertura de slots [horários de pouso e decolagem] em Congonhas para Azul, onde já estamos prontos para operar", disse.

    "A oportunidade hoje é o plano de aviação regional. Mas temos um problema de implementação e de gestão. O plano tem que sair do papel", acrescentou Celestino.

    O projeto lançado pelo governo prevê investimentos de R$ 7,2 bilhões em 240 aeroportos no país. O objetivo é ampliar o acesso aos serviços aéreos e fazer com que 95% da população esteja a menos de 100 km de distância de um aeroporto. O programa inclui ainda subsídios de até 50% das tarifas pagas pelos passageiros – no limite de 60 passageiros por aeronave – e isenção de taxas e tarifas pagas por clientes e companhias nesses aeroportos, cujas despesas serão cobertas pelo Fundo Nacional da Aviação Civil.

    Segundo Juliano Roman, gerente da Secretaria de Aviação Civil, até o fim de novembro começarão as obras nos primeiros aeroportos atendidos pelo programa.

    "Não precisa gastar R$ 7 bilhões em mais de 200 aeroportos. É melhor focar em 30 ou 40 que podem demandar R$ 150 milhões para entrar em operação em menos de um ano", disse o presidente da Avianca, José Efromovich, que defendeu um foco maior e urgente no grupo de aeroportos que podem entrar no sistema de rotas com pequenas intervenções.

    Ele afirmou que a demanda pela ampliação e renovação da frota da Avianca nos próximos anos passa pelo detalhamento do plano de aviação regional. Segundo ele, nesse contexto, há interesse pelos aviões da Embraer. "Tudo vai depender da definição de rotas a serem operadas, em que condições e com que densidade", disse.

    De acordo com o empresário, a Avianca tem interesse na nova família de aeronaves E2 da fabricante brasileira. Segundo ele, os aviões da Embraer são uma opção para as substituições que serão feitas ao longo dos próximos três a cinco anos. "Temos 15 aviões de 120 passageiros que deverão ser substituídos nos próximos três a cinco anos e se o que foi nos apresentado [pela Embraer] for isso mesmo, podemos sim comprar", afirmou.

    Azul e Avianca ganharam mercado em maio – mês em que a demanda doméstica total das companhias aéreas avançou 5% e a oferta de assentos caiu 4% em relação a igual intervalo de 2012, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A fatia da Azul, considerando também a operação da Trip (adquirida no ano passado), aumentou de 15,93% para 17,32% no mês, enquanto a participação da Avianca subiu de 5,10% para 7,14%. O mercado continua liderado por TAM e Gol, que encerraram maio com fatias de 39,55% e de 35,35%, respectivamente.

    A Azul informou ontem, ainda, que mantém a intenção de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A expectativa é lançar a operação no segundo semestre, mas a companhia ressalta que "está monitorando as condições de mercado" para avaliar qual seria o melhor momento.

    • Márcio Sampai

      "É preciso endereçar a questão das tarifas, o subsídio de tributos e a modernização regulatória, com abertura de slots [horários de pouso e decolagem] em Congonhas para Azul, onde já estamos prontos para operar".

      Traduzindo: quanto terão de redução de impostos, quanto será o subsídio e mais vôo para São Paulo…

  • Vitor J. Nunes

    Dono da Azul nega que vá comprar TAP e JetBlue, diz Reuters

    O presidente-executivo da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, está criando um fundo de investimentos destinado a comprar a empresa portuguesa TAP e a americana JetBlue, fundada por ele mesmo, publicou um jornal nesta sexta-feira (28).

    Neeleman quer integrar as três empresas e criar uma companhia com rotas no Brasil, para a Europa, África e Estados Unidos, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que não citou fontes. A notícia impulsionava as ações da JetBlue, que às 11h (horário de Brasília) subiam 4,93%, a US$ 6,38 (cerca de R$ 12). Procurada pela Reuters, a Azul, também fundada por Neeleman, negou a informação publicada pelo jornal.

    Neeleman também refutou a notícia, segundo o que foi publicado pela própria Folha. "Não é verdade que eu vá comprar a TAP ou a JetBlue", teria dito o executivo ao jornal. Segundo o diário, o governo brasileiro deve entrar no fundo por razões estratégicas, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), com 20% de participação e investimento inicial de 600 milhões de dólares. Questionado pela Reuters, representantes do banco informaram que a instituição não comentará o assunto.

    O jornal publicou que Neeleman deverá ter participação de 5% no fundo e participar com recursos próprios. Fundos privados que também são acionistas da Azul devem participar. "O investimento total será inicialmente de US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 6,4 bilhões), valor que deve dobrar", publicou o jornal. "Os recursos serão usados na compra da TAP e da JetBlue." Segundo a Folha, a TAP "deverá custar US$ 1,5 bilhão", enquanto a JetBlue é avaliada em US$ 1,7 bilhão e deverá ser alvo de uma oferta hostil de aquisição.

    A TAP faz parte do programa de privatizações previstas no pacote de resgate externo da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Portugal. Mas governo português cancelou no fim do ano passado a venda da empresa depois que o único candidato, a Synergy Aerospace, do magnata brasileiro German Efromovich, que controla a companhia aérea Avianca, falhou na entrega das garantias bancárias necessárias.

    Com informações da Reuters

  • Rodrigo Mesquita

    Para dar nome aos bois, o nome do tal playboy é Bruno Cheateaubriand – um dos filhos de Assis Chateaubriand.

  • Ruan Fernando Cardos

    Tomara que dê certo mesmo. Depois que a TAM foi comprada pela LAN e virou chilena ficou faltando uma grande empresa brasileira no cenário internacional de aviação.

  • Oscar Luiz da Silva

    O melhor de tudo: A Azul (ou SuperAzul) na Star-Alliance. Isso resolveria o problema da saída da TAM e a saída da US Airways. Mesmo a Avianca Brasil entrando na Star-Alliance, ela (ainda) não tem capacidade de alimentar ou distribuir os voos internacional.

    Que seja bem-vinda a SuperAzul!

    • Oscar Luiz da Silva

      Além disso, 19% da Jetblue é Lufthansa, eles já tem acordo com a Jet, SAA, Air China e a Azul com a TAP.

      É só juntar os trapos e temos uma nova potência aérea.

  • Lucas Cechin

    Verdade Douglas, estou esperando os voos daqui de RIA para POA e para VCP que começará em agosto ou setembro.

  • Thiago Castro

    01/07/2013 às 00h00
    Governo financia compra da TAP, mas Azul precisa querer

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    Por Daniel Rittner | De Brasília

    O governo está disposto a apoiar financeiramente o empresário David Neeleman, dono da Azul, a comprar a companhia aérea portuguesa TAP. O apoio oferecido a Neeleman seria por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com um empréstimo em condições vantajosas ou com a injeção de recursos em um fundo que pode ser montado especificamente com essa destinação.

    O dinheiro existe e está disponível, mas o mais difícil é convencer o empresário a entrar na privatização da TAP, segundo fontes do governo brasileiro. A disposição é maior com o americano, que tem cidadania brasileira, do que com os donos da Avianca, os irmãos José e German Efromovich.

    Para auxiliares da presidente Dilma Rousseff, que esteve no mês passado em Portugal e estimulou sua equipe a encontrar formas para a entrada de companhias brasileiras no país, a Avianca tem menos robustez e é vista com menos simpatia pelas próprias autoridades em Lisboa. Por isso, o esforço do governo brasileiro é convencer Neeleman a entrar no processo.

    Nas próximas semanas, uma medida do governo deverá beneficiar a Azul: a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende liberar mais voos no aeroporto de Congonhas, o mais disputado do país, e fazer uma redistribuição de slots (autorizações para pousos e decolagens) que tende a dar mais espaço à companhia.

    O BNDES, na sexta-feira, informou que não há em andamento na instituição nenhuma operação que envolva a Azul e a TAP. Esta companhia portuguesa informou que "não se pronuncia sobre a privatização, pois sempre aguarda a posição do governo português". A Azul negou que esteja envolvida em negociações referentes à compra da TAP e da JetBlue (companhia com sede nos Estados Unidos, fundada por Neeleman).

    No dia 10 de junho, o Valor informou, segundo uma fonte do governo brasileiro, que David Neeleman estava em conversas com o BNDES sobre a necessidade de capital para uma eventual operação envolvendo a TAP, com pelo menos duas hipóteses: a instituição entraria como sócia para comprar uma participação na TAP ou o banco financiaria a aquisição.

    A TAP tem uma dívida estimada em mais de € 1 bilhão e precisa desesperadamente ser capitalizada. No ano passado, o grupo fechou com prejuízo de € 42,2 milhões, ante € 6,8 milhões em 2011. Em dezembro do ano passado, o governo de Portugal rejeitou a proposta do grupo Synergy, dos irmãos Efromovich, para comprar a TAP. O Synergy teria oferecido € 35 milhões, além de uma injeção de capital de € 316 milhões, e assumiria uma dívida de € 1,1 bilhão. (Colaboraram Alessandra Saraiva e Rafael Rosas, do Rio)

    Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/3179988/governo-

    • Vitor J. Nunes

      Eu ia postar isso agora. Thiago foi mais rápido.

      Bom que a informação já estava disponível.

  • Cristiano Alencastro

    Todo mundo tem saudades da Varig (inclusive eu), só que a Varig não era barata. Me causa estranheza as pessoas esperarem preço de low-cost e serviços de primeira. Concordo que um sorriso e bom atendimento não custa nada, mas não se pode querer pagar pouco e ter as mordomias (sala VIP, lanchinhos, telinhas de entreterimento) das outras cias empresas.

  • Vitor J. Nunes

    Avianca pede financiamento à Caixa para levar TAP

    MARIANA BARBOSA

    JULIO WIZIACK

    DE SÃO PAULO

    A disputa pela TAP chegou à Caixa Econômica Federal. O banco recebeu pedido de financiamento de R$ 1 bilhão do grupo Sinergy, que controla a Avianca, para fechar sua proposta de compra da companhia aérea portuguesa.

    A Folha apurou que o pedido foi feito duas vezes. Na mais recente, há cerca de dois meses, chegou a ser apresentado ao conselho da Caixa, mas foi negado.

    Ainda segundo apurou a reportagem, o banco não quis se expor aos riscos do setor de aviação -que está endividado e com prejuízos bilionários constantes.

    Só em 2012, TAM e Gol, juntas, acumularam perdas de R$ 2,7 bilhões. A TAP tem uma dívida de US$ 1,5 bilhão que será assumida pelo comprador.

    German Efromovich, dono do Sinergy, confirma o pedido de financiamento à Caixa, mas não quis comentar sua nova proposta pela TAP.

    No ano passado, ele foi o único habilitado pelo governo português (que controla a companhia) a apresentar sua oferta, mas ela foi recusada.

    Agora, o Sinergy aguarda a abertura da concorrência pelo governo, prevista para setembro, e poderá fazer a oferta sem recursos da Caixa.

    AZUL

    Efromovich disputa a endividada TAP com David Neeleman, dono da Azul. Como a Folha revelou no fim de junho, Neeleman lidera um fundo de investimento que terá o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como sócio para tentar comprar a TAP e a JetBlue -uma operação que consumirá inicialmente US$ 3,2 bilhões.

    O BNDES entrará com US$ 600 milhões, cerca de 20% das cotas iniciais do fundo.

    Caso o negócio avance, esse grupo pretende criar uma "nova Varig" com rotas no Brasil, em países da América Latina,dos EUA, da Europa e da África.

    Em destinos e receita, essa nova empresa seria menor do que a companhia que surgirá caso a TAP seja adquirida pela Avianca.

    Para Efromovich, o negócio levará à criação de uma empresa equivalente à metade do tamanho de LATAM (fusão entre a chilena LAN e a TAM).

    Também fortalecerá a Avianca Brasil, que ganha força devido às conexões com os voos internacionais.

    Com a TAP, Efromovich chega mais perto de seu objetivo: triplicar de tamanho no mercado brasileiro e ampliar a frota atual, de 34 aviões, para 40 até 2015.

    Para Neeleman, da Azul, também seria uma oportunidade de fortalecer a companhia que, desde sua criação, há cinco anos, já ganhou 15% de mercado nacional, deixando para trás a Avianca (6%) em passageiros transportados em voos domésticos.

    Já seriam motivos suficientes. Mas, para ambos, o que define os rumos com a compra da TAP é a liderança do mercado do Brasil para a Europa.

  • Walmor Carvalho

    Negócio fechado. Meu filho e técnico MMA na Tap Manutenção em Poa. Parabéns, AZUL!