Extra! Dono da Azul ganha disputa para ficar com a TAP

Denis Carvalho 11 · junho · 2015

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A TAP já tem um novo dono. Trata-se de David Neeleman, empresário que também é dono da Azul Linhas Aéreas foi declarado vencedor do processo de privatização da companhia portuguesa. A decisão foi tomada hoje durante o Conselho de Ministros de Portugal, no qual o Governo aprovou a venda de 61% da companhia a Neeleman, que se aliou nesta operação ao empresário português Humberto Pedrosa, dono do grupo empresarial português Barraqueiro.

“Foi selecionado o agrupamento Gateway, atendendo ao maior mérito da sua proposta, em especial no que respeita à contribuição para o reforço da capacidade económico-financeira do grupo TAP, em especial ao projecto estratégico apresentado e as acções representativas do capital social da TAP”, afirmou o comunicado.

O empresário norte-americano, que também tem nacionalidade brasileira, disputava com German Efromovich, dono do grupo Avianca. A oferta de Neeleman, em termos estratégicos, aposta no desenvolvimento da operação da TAP no Brasil e em uma investida no mercado dos Estados Unidos, com 53 novos aviões. Em termos financeiros, a primeira proposta previa investimento de até 350 milhões de euros na companhia, mas não se sabe se houve alguma elevação após as negociações com o governo.

A330 TAP

Dono da terceira maior companhia brasileira, que por ano transporta mais de 20 milhões de passageiros, Neeleman optou por uma atitude discreta neste processo. A única declaração pública que fez à imprensa portuguesa ocorreu a 5 de Junho, por escrito, depois de ter apresentado a oferta final pela TAP.

A companhia, que ainda será parte estatal, não terá a marca unificada com a Azul, pelo menos no médio prazo. O consórcio Gateway, união de forças entre Neeleman e Pedrosa, ficará, com 61% da TAP, estando 5% reservados aos trabalhadores. No entanto, se não houver procura para esta última fatia, os 5% serão entregues ao investidor privado, conferindo-lhe uma participação de até 66%. A intenção do Governo é alienar o capital restante da companhia de aviação dentro de um período máximo de dois anos.

“Na avaliação do projecto tivemos em atenção a proposta remetida na componente técnica e estratégica. Ambas as propostas são viáveis para apoiar a TAP na concretização do plano estratégico mas a proposta do agrupamento Gateway atende de forma mais rápida os desafios que a empresa tem de enfrentar no curto prazo. É mais dinheiro e mais cedo no tempo para fazer face aos desafios de tesouraria que a Tap tem”, afirmou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Apesar de a decisão ter sido tomada nesta quinta-feira, será ainda necessário obter luz verde por parte das entidades reguladoras, especialmente da Direção-Geral da Concorrência da União Europeia.

Com informações do Publico, Observador e RTP.

Dica dos leitores Rodrigo Aguiar, Fernando Gama, Wólnei Franco e Werlesson Silva.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe