Azul anuncia desconto para passageiros que não despacharem bagagem

Denis Carvalho 9 · março · 2017

A Azul anunciou hoje as mudanças decorrentes da revisão das Condições Gerais de Transporte (CGT), que entra em vigor para passagens compradas a partir da próxima terça-feira (14/03/2017). A companhia informou que manterá os preços atuais para os passageiros que optarem por despachar a bagagem, mas criará uma nova opção de tarifa mais barata, para os que viajarem apenas com a mala de mão, que passará a permitir até 10 kg.

“A Azul continuará oferecendo normalmente a franquia de bagagens de 23 kg em seus voos domésticos e manterá os preços das passagens aéreas praticados atualmente. No entanto, a companhia terá uma nova opção de tarifa – que será introduzida gradativamente para os mercados onde a empresa opera no Brasil, a partir da próxima terça-feira (14/3) – com preços reduzidos para quem não despacha bagagens”, destacou a companhia em comunicado à Imprensa.

Com a mudança, as passagens da Azul estarão classificadas em duas categorias: a “MaisAzul” e a “Azul”. A categoria MaisAzul mantém a prática tarifária atual, incluindo franquia de 23 kg de bagagem e sempre estará disponível para compra.

Ao optar pela nova categoria Azul, a companhia informou que o cliente pagará mais barato pela passagem na comparação com a tarifa MaisAzul e poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada. Nessa modalidade, se o passageiro mudar de ideia, poderá incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pagando uma taxa de R$ 30. Caso ultrapasse a cota de 23 kg, será mantida a atual cobrança por quilo excedente.

A partir da próxima terça (14/03), a nova tarifa estará disponível para voos de Campinas ao Rio de Janeiro (SDU), Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Vitória, Florianópolis, Jaguaruna, Lages, Londrina, Maringá, Navegantes, Passo Fundo, Chapecó, Cascavel, Divinópolis e Ponta Grossa.

A companhia informou ainda que o perfil de tarifa mais barato terá acesso gratuito aos demais serviços, como sistema de TV SKY ao vivo, Snacks e bebidas gratuitas à vontade, marcação de assento sem custo adicional, antecipação de voo e acumulo de pontos no TudoAzul.

“Continuaremos com os mesmos serviços, a mesma franquia de 23kg de bagagem e as mesmas facilidades que temos hoje. Nosso diferencial é que, em alguns voos, nossos clientes poderão optar por uma tarifa mais barata ao não despachar suas bagagens” reforçou o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

Voos  internacionais

A Azul também anunciou redução na bagagem dos voos internacionais, que passarão a contar com franquia de uma ou duas malas com até 23 kg (hoje são 32 kg). “Os clientes com bilhetes adquiridos para Estados Unidos e Europa nas classes Econonomy e Economy Extra terão direito ao despacho de dois volumes de 23 kg cada e, os Clientes da Azul Business, poderão despachar três volumes de 23 kg cada. O número de volumes não muda em relação ao que a Azul já praticava. A diferença está no peso máximo permitido para cada volume, que agora se enquadra nos padrões internacionais”.

Caso o cliente queira despachar um ou mais volumes extras, a companhia reduzirá o valor do volume extra de US$ 150 para US$ 100 por volume.

Para os voos na América do Sul, a companhia terá por regra o despacho de um volume de até 23 kg de bagagem por cliente. Caso queira levar um ou mais volumes extras, a companhia passará a cobrar o valor de US$ 50 por volume, o que representa uma redução no valor pago atualmente na forma de quilogramas.

Programa de vantagens TudoAzul

Clientes Diamante e Safira mo programa TusoAzul que compram a Tarifa Azul poderão despachar 23 kg de bagagem gratuitamente. E, como hoje, Clientes TudoAzul Topázio, Safira e Diamante contam com 5 kg, 10 kg e 15 kg de bagagem extra, respectivamente.

Nos voos internacionais, os clientes Diamante terão direito a um volume extra de 23 kg quando comprarem as classes Economy e Economy Extra.

Outras mudanças
A Azul informou ainda que já se adequou a todas as demais regras da Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que já praticava algumas delas antes mesmo de se tornarem comuns a todas as companhias aéreas:

– Reembolso por desistência em até 24 horas após a compra;
– Não cancelamento do trecho de volta em caso não comparecimento ou aviso do Cliente sobre a não utilização do trecho de ida;
– Correções na grafia de nomes sem custos pelo Azulcenter (central de atendimento da Azul).

Conclusão

A postura da Azul é a ideal para os passageiros: manter os preços atuais para quem voar despachando bagagem e oferecer descontos para quem optar por voar apenas com a mala de mão. Todavia, só o tempo vai dizer se essa política de preços será adotada na prática ou se a companhia cederá à tentação de manter os preços atuais mesmo após a mudança.

O que achou das mudanças anunciadas pela Azul? Dê seu comentário e participe!

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe
  • Sergio Loureiro

    Menos pior que a política da Latão.
    Mas tudo gira em torno do preço da tarifa com e sem mala

    • Carlos Vinícius

      Da mesma forma que acontece na Europa… 😉

      • Sergio Loureiro

        É… só que na Europa vc não tem apenas 4 cias. aéreas dominando o mercado.. são muito mais, e tb, vc tem aeroportos alternativos, até 100 km do centro das grandes cidades onde as low-cost podem atuar, como a Ryanair e outras.
        Ki, as 4 grandes dominam os slot´s disponíveis e com lobby forte na ANAC, não deixam novos slot´s serem ofertados.

  • Alexandre Gromboni

    Gostei da proposta da Azul, acredito que o caminho para as novas regras seja bem próximo a este mesmo, as outras cias poderiam ter seguido o caminho da Azul. Mas vamos esperar para ver, que realmente ela mantenha a palavra de manter os preços atuais, e assim sendo, quem não despachar a mala terá um desconto. Vamos esperar e ver também o valor deste desconto, se ele será realmente vantajoso para nós passageiros.

  • Não passou batido o “em alguns voos”. Em nenhum momento eles dizem que essa será uma prática para todos os voos da companhia.
    “Continuaremos com os mesmos serviços, a mesma franquia de 23kg de bagagem e as mesmas facilidades que temos hoje. Nosso diferencial é que, em alguns voos, nossos clientes poderão optar por uma tarifa mais barata ao não despachar suas bagagens”

    • cpaixao

      Veja o contexto: “Continuaremos com os mesmos serviços, a mesma franquia de 23kg de
      bagagem e as mesmas facilidades que temos hoje.
      (…)
      em alguns voos, nossos clientes poderão optar por uma tarifa mais
      barata ao não despachar suas bagagens.

      Ou seja, a regra é que a tarifa antiga sera mantida, sendo que em alguns casos a nova poderá ser oferecida em virtude de uma redução no preço da passagem (e a abstenção ao despacho de bagagem). Assim eu entendi.

      • Carlos Vinícius

        Pois é… o povo não sabe do que reclama: se reclama de tirar a mala ou se reclama de manter a mala e a tarifa.. hahaha vai entender….

        • Roger Aaron

          Eu acho totalmente válida a cobrança de malas com o intuito de baixar os preços, o que eu não concordo, vão ser os espertinhos que vão tentar embarcar com 3 malas de mão para não pagar 30,00 da franquia de bagagem.

  • Teoricamente, o preço dessa nova categoria seria 30,00 reais abaixo do que temos hoje?

    • Alexandre Gromboni

      Então fiquei com a mesma opinião, o desconto não deverá ser superior a 30 reais nunca. Afinal, seria mais vantajoso comprar uma passagem da categoria ‘Azul’ e posteriormente pagar 30 reais para despachar a bagagem. Na minha opinião, o valor para uma pessoa que comprou uma passagem na categoria ‘Azul’ e quisesse futuramente despachar uma bagagem, seria a diferença de preços entre a categoria ‘Azul’ e a categoria ‘MaisAzul’ no momento em que ela efetuou a compra. Quando uma pessoa quisesse despachar a bagagem, o valor cobrado seria essa diferença. É só a azul salvar na sua base de dados essa diferença no momento da compra da passagem, e exibi-la quando alguém quiser comprar o despacho de bagagem futuramente.

      • Tarcísio Medeiros

        Na verdade isso pode depender, pois há empresas que cobram diferente até mesmo se a bagagem despachada for comprada na hora da passagem, posteriormente mas ainda online e principalmente no aeroporto. A Azul na criação dessas tarifas pode adotar o mesmo perfil de low cost e adicionar coisas que pra ela não tem custo, como embarque prioritário e cobrar mais que esses R$ 30 como serviço “casadinho”.

  • Michel Piccagli

    VAi baixar o preço das passagens ? Qual valor desse desconto?Sera que vale a pena ?
    Brasil sendo Brasil….

    • Lilian Butzke

      deve corresponder ao valor do despacho da bagagem.

  • Paola Evangelista

    Não é atoa que prefiro a Azul nos voos nacionais <3
    Uma pena que acabei de comprar passagem e nunca despacho bagagem!
    rsss

  • Roger Aaron

    A idéia é boa, mas acho que o pessoal ainda não ta pronto pra isso, vai ter um monte de gente levando uma mala de 10kg com certeza com mais de 10 kg, uma mochila pro notebook, uma bolsa, uma pochete, um bolsinha de lado, etc… certeza… Se hoje que temos franquia de bagagem a galera já exagera com as malas de mão, imaginem com desconto.

    • Fabio

      Vamos combinar que a franquia atual eh irreal. Qualquer mochila com um note dentro jah pesa 5kg. 10kg eh um pouco melhor, ma ainda irreal. quem viaja pelos USA sabe que quase todo mundo leva o dobro disso e as cias nao reclamam.

      • Roger Aaron

        O problema não é essa única mala de 10kg… vão ser os espertinhos que tentam levar 2, 3, 4 malas de mão pra não pagar a franquia de bagagem, se o povo já faz isso só para não ter que esperar a mala na esteira, imagina se isso ainda gerar um “descontinho” pra eles…

    • Rosa Montan

      No ultimo voo,saiu 30 minutos de atraso por falta de lugar para guarda as malas dos passageiros imagine a partir da mudança.atraso vai ser constante.

  • nei

    Pessima mudança! Se fosse uma mudança para beneficiar os consumidores as cias aéreas não colocariam em vigor.

  • Fabio

    No papel estah linda. Vamos ver na pratica.

  • Isso não adianta nada. O brasileiro é extremamente sem educação. Sexta na rota CGH x SDU x GRU x CWB x MGF no embarque entre SDU x GRU, uma mulher na cara larga, enchendo dois compartimentos com três malas de dimensões grandes.

    Está tudo errado, companhias e passageiros.

  • Ludmila Lima

    Se eu comprar uma passagem internacional pela Azul até dia 14/03, eu consigo a franquia atual, de 2 malas de 32kg cada?

    • João

      Oi Ludmila, se comprar até o dia 13/03 sim, as novas regras passam a valer no dia 14/03. Abraço!

  • Carlos Vinícius

    Exatamente… além do mais, com certeza o desconto vai ser bem menos que 500 reais (se for vôo doméstico, internacional até pode chegar perto disso).. pq dar um desconto de 500 reais e depois cobrar 30 reais caso a pessoa queira despachar mala.. hahaha não faz sentido nenhum…

  • Walter Rodrigues de Souza

    Então, já que a comparação é com USA e Europa que já praticam esse tipo de cobrança, abram então o mercado p/ que tds as cias aéreas possam voar aqui no Brasil. Aí eu quero ver se estas “dominadoras” do mercado fariam isso? Absurdo esta cobrança p/ voos nacionais e até mesmo internacionais, dependendo da situação.

  • André

    Essa sua análise não faz sentido. Se as aéreas conseguissem aumentar o preço em R$500 ou R$50 ou mesmo R$5 já teriam feito. Elas cobram o máximo que o mercado suporta. O que importa é que a partir de agora, se eu não levar mala vou ter um desconto, o que eu não tinha antes. E para mim que não levo mala nunca, acho bom.

  • Humberto

    Você tem toda razão.

  • Ricardo

    Claro que deixam, desde que estabelecendo uma filial local. A inglesa Virgin já operou nos EUA e opera na Austrália. A Aerolíneas Argentinas já operou voos domésticos no Chile, etc…O problema é o protecionismo brasileiro que limita a 20% a participação estrangeira nas empresas aéreas, por isso a LAN teve que comprar a TAM para entrar no Brasil. Mas já é quase unânime que isso vai mudar a curto prazo, a dúvida é se o capital estrangeiro permitido vai aumentar para 49% ou 100%, o que vai ser muito bom pra nós, passageiros.

    • André

      Não é só porque uma aérea tem o nome “Virgin” que é a mesma empresa que a Virgin Atlantic. A Virgin American demorou anos para ter sua estrutura societária aprovada pelo governo dos EUA, e só pode começar a voar quando mostrou que apenas 25% da empresa estava na mão de não-americanos (muito próximo dos 20% daqui). O Virgin Group também só tem 25% da Virgin Australia, pelos mesmos motivos (limitação de capital estrangeiro). E a Aerolineas nunca teve direitos de cabotagem no Chile.

  • Walter Rodrigues de Souza

    O que a Avianca faz aqui? Cias low cost tem de monte nos USA e Europa.

  • Só se os amigos estavam no aeroporto. Pois ela viajou só, juntamente com a filha.