Avianca Brasil anuncia aposentadoria de seus Fokker-100 em janeiro

Denis Carvalho 4 · dezembro · 2012

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Mesmo tendo o melhor serviço de bordo, espaço nas aeronaves e um sistema de entretenimento caprichado a Avianca Brasil tem uma grande desvantagem em relação à concorrente Azul pelo posto de melhor companhia aérea nacional: os 14 jatos MK-28, mais conhecidos como Fokker-100. Este quadro, contudo, deve mudar no próximo mês. A companhia anunciou a aposentadoria das aeronaves antigas e passará a operar apenas com seus novos Airbus.

Segundo o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, a ideia inicial era manter os aviões – famosos pelo ótimo custo-benefício – até o segundo semestre de 2014, mas a mudança foi antecipada devido ao cenário adverso do setor aéreo: “O nosso plano ‘A’ era continuar a expandir a frota, recebendo novas aeronaves e mantendo os Fokker até 2014. O plano ‘B’ era substituir os Fokker pelas aeronaves novas da Airbus que vamos receber no ano que vem”, disse Efromovich ao jornal O Estado de S. Paulo.

A decisão tem o objetivo de desacelerar o crescimento da companhia, que ampliou em 87% sua oferta de assentos para voos domésticos neste ano, a maior expansão do mercado. O aumento da capacidade fez a participação de mercado da empresa atingir 5,5% em setembro deste ano, contra 3,8% registrados no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Avianca começou a usar o Fokker em 2006, quando ainda se chamava Ocean Air. As aeronaves vieram da American Airlines e hoje têm cerca de 20 anos de operação. A empresa planeja devolver nove aeronaves do modelo até o fim do ano que vem. “Existe uma oferta no mercado brasileiro maior do que a necessária”, explica Efromovich.

A empresa já tem cinco aeronaves Airbus A318 previstas para chegar em 2013, mas o número pode ser maior, dependendo das condições do mercado. Por ter os mesmos controladores que a Avianca colombiana, a companhia brasileira pode receber aeronaves encomendadas pelo grupo se o mercado reagir. “Temos essa flexibilidade”, disse Efromovich.

Apesar da desaceleração, a Avianca ainda planeja ampliar em cerca de 30% sua oferta de assentos no ano que vem. A expansão é possível porque as aeronaves Airbus A318 têm 120 assentos, contra 100 do Fokker.

Fora alguns fãs dos Fokker, a notícia é ótima para os clientes da Avianca, já que os modelos antigos não oferecem sistema de entretenimento e têm o desgaste natural de jatos com duas décadas de uso. Nos Airbus, a Avianca Brasil oferece telas individuais com uma boa opção de programas de TV, música e jogos. Só não é melhor que o sistema da Azul, que agora oferece TV ao vivo.

A Avianca Brasil é hoje a segunda melhor colocada no Ranking Melhores Destinos de Companhias Aéreas, com média de 8,4 e 46 avaliações. A Azul lidera com nota 8,8 em 81 avaliações.

TAP

Ainda falando sobre o grupo Avianca, a sexta-feira é o dia D no processo de compra da TAP. O empresário Germán Efromovich, irmão e sócio do presidente da Avianca Brasil, deve apresentar neste dia a proposta comercial ao governo português para arrematar a companhia lusa. A Avianca, por meio da controladora Synergy, foi a única empresa habilitada para o leilão e se não houver nenhum contratempo deve ser a nova proprietária da TAP.

“Por uma condição de sigilo imposta pelo governo português eu não posso falar de valores até o dia 7 de dezembro, quando a nossa proposta será efetuada. Nos próximos dias concluiremos uma completa análise da situação da empresa. Com base nesse trabalho vou chegar ao valor que estamos dispostos a pagar por ela. Por enquanto prefiro dizer que a compra da TAP pelo grupo Sinergy é um projeto que tem boas chances de acontecer. O governo português tem de privatizar a empresa e não pode mais subsidiá-la. Terá de vender a companhia, agora ou mais tarde”, explicou Efromovich.

Consolidada a compra, a TAP deverá manter o mesmo nome  e a base em Lisboa, já que são cláusulas constantes na venda, mas o grupo Avianca passará a ter a maior participação na importante rota Brasil-Europa. Ainda não está claro se a TAP será parte do grupo AviancaTaca, permanecerá como uma empresa separada do Synergy Group ou mesmo se unirá futuramente à Avianca Brasil, mas a tendência no futuro é que todas essas companhias se tornem uma só.

Com informações do Estado de S. Paulo e da revista Veja

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe