Aviação doméstica tem queda de 5,5% e perde 7 milhões de passageiros

Thayana Alvarenga 26 · janeiro · 2017

A aviação doméstica registrou queda na demanda de 5,5% em 2016. Com a retração, 7 milhões de passageiros deixaram de embarcar no ano passado, na comparação com 2015. Os dados são parte de um balanço divulgado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Neste caso, os números já falam por si só. Em 2015, por exemplo, foram transportados 94,7 milhões de passageiros. Em 2016 a quantidade caiu para 87,6 milhões. Lembrando que os resultados são referentes à compilação das estatísticas das empresas que fazem parte da Abear: Avianca, Azul, GOL e Latam.

“A procura por voos domésticos e o número de passageiros transportados estão em redução há 17 meses consecutivos. Esses resultados são reflexo direto da crise econômica no país, de uma postura de cautela com os gastos por parte do consumidor comum e do recuo das atividades das empresas”, explica o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

O ano de 2016 registrou o menor nível de oferta desde 2010. A demanda foi a mais baixa desde 2013, bem como o volume de passageiros, que foi o menor desde 2012.

Ainda de acordo com dados da Abear, a GOL foi a companhia aérea que mais teve participação no mercado doméstico, com 36,25%. A Latam aparece em segundo lugar com 35,01%, seguida da Azul que teve 17,19% e, por último, a Avianca, com 11,55%.

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Thayana Alvarenga - Repórter
  • Maxwel de Souza Freitas

    Todas, absolutamente todas as análises desses dados “esquecem” de um detalhe muito importante: a oferta de voos teve uma redução maior que a demanda. As aéreas deliberadamente reduziram as ofertas de voos e aumentaram as tarifas em busca de mais rentabilidade e, como consequência natural, a demanda retraiu. Outra consequência foi o aumento dos passageiros transportados em voos internacionais, uma vez que o aumento dos preços das passagens dentro do Brasil aliado aos preços de hospedagem e alimentação fez com que fique mais barato voar para o Caribe do que para o Nordeste. Em alguns casos fica mais barato passar o carnaval na Europa do que no Rio de Janeiro.

    • Isso está escrito no penúltimo parágrafo: “O ano de 2016 registrou o menor nível de oferta desde 2010. “

    • FabioPalmeiras

      Concordo. As passagens subiram, apesar da queda do dólar e do petróleo, em 2016. No Brasil, hotelaria precária e caríssima. Passagens internas mais caras do que internacionais. Resultado: menos gente viajando. E a culpa é da crise? Em 2015 tinha passagem pra Miami por 600,00 a 900,00 reais. Inicio de 2017, 3.000 reais. Dá pra entender?

    • Júlio Dalmazio

      Algumas comparações não ajudam muito. Veja bem, durante a época do carnaval é baixa temporada na Europa. Comparar isso com um dos maiores e mais tradicionais carnavais do mundo é complicado. Viajar dentro do Brasil demanda planejamento também assim como viajar para o exterior, não tem jeito, a realidade é essa. É claro que por morarmos aqui gostaríamos de pagar bem pouco e que o turismo fosse mais acessível, mas com planejamento bem que dá. Não adianta achar que será fácil encontrar bons preços no Nordeste durante o verão, afinal será alta temporada. Vai ser caro mesmo ir para o Rio, Salvador ou Recife no carnaval, assim como será caro ir para Gramado no inverno. Isso é fato. Basta que saibamos planejar! Abraço!

      • Maxwel de Souza Freitas

        A comparação pode ser feita sim e mostram o resultado da pouca oferta de passagens e de hospedagens também. Estamos falando de uma pessoa sair de Vitória e ir para o Rio de Janeiro ou Europa. Um trecho Vitória – Fortaleza nunca mais por menos de R$400 e na alta temporada esse valor dobra, ou seja, fica na faixa de R$800 cada trecho. Uma passagem para Cancun, na alta temporada fica em torno de R$2500. Oras, a viagem para Cancun custa R$232/hora de voo, já para Fortaleza custa R$365/hora de voo. Tem alguma coisa errada nisso.. E não é preço de querose, não é imposto, não é nada a não ser o lucro exacerbado das aéreas.

        • Júlio Dalmazio

          Eu ainda acho que algumas comparações devem ser feitas com certa cautela… mas de qualquer forma, não havia pensado nessa questão de quanto sairia 1 hora de voo. Uma bom indicador, vou começar a utilizar! rs. Valeu!

      • Exato. Viajei para Maceió em Julho do ano passado, pagando 550 com taxas, cada perna, voando Avianca e saindo de CGH! Isso porque a Viação Nacional que faz o trecho de ônibus, cobrava R$ 327 a época.

        Ainda deu para ir em Maragogi e Porto de Galinhas. Além de locais mais tranquilos, peguei o sol a 30 graus (não gosto de temperaturas altas) o que foi excelente.

        Fora restaurantes, passeios, essas coisas que nessa época é mais barato que na alta temporada.

        • Orem B. Hartuing

          Deu sorte de pegar bastante sol em Julho, caro amigo. É sabido que, de Maio a Setembro, é a temporada de chuvas no litoral nordestino (da Bahia ao RN), algo bastante crítico para destinos cuja principal atração é a praia. Há uns anos, passei 10 dias em Recife num mês de Julho e fui à praia em apenas três dias, ainda assim com céu nublado.

  • kleber silva

    os preços das passagens estão caras demais, inclusive pagando com milhas.
    aposto que depois do dia 14 de março quando começar a vigorar a franquia zero de bagagem.
    eles vão baixar um pouquinho pra tentar justificar.
    a verdade é que os preços estão fora da nossa realidade. Acho que a única saída é abrir o mercado.

    • Orem B. Hartuing

      Os programas de milhagem, nos últimos 3 anos, mudaram seu posicionamento de mercado e hoje apenas servem aos clientes com renda alta. Eu nem uso mais a função crédito, preciso gastar 60.000 reais para trocar por um trecho de ponte aérea RJ-SP

  • Emmanuel Kalispera

    Gostaria que fosse assim, mas desconheço qualquer tipo de tabela de voos na Europa com preços fixos.

  • Xarope do Galo

    Ruim com o PT, pior sem ele…

  • Hermes Hs

    Austrália e bélgica são mercados livres não tem tarifas fixas!!!! brasta você fazer pesquisas e poderá identificar que na Bélgica não existe fixação de tarifas! Desculpa, mas não sei de onde vc tirou isso! a China (ditadura, levemente capitalista, tem fixação de e intervenção do governo em muitas coisas). Não quero que o Brasil tyenha interferência do governo, com relação a fixação de preços! Em qualquer país de primeiro mundo o que define o preço é oferta e demanda!

    É simples, eles diminuiram a oferta, porque não tem demanda. Os p´reços já estavam reduzidos e ainda assim, peguei aviões em ponte área SP-RIO, em vésperas de feriados vazios!!!! Detalhe eu havia pago R$90,00 no bilhete já com taxas! Teve até remanejamento de passageiros na aeronave para equalizar o peso!

    Qual empresa quer andar com voos vazios? já é mais caro voos domésticos por diversos fatores que já estamos cansados de saber(esses fatires que sim, poderiam e deveriam ter ações do governo), então se aumenta a frequência internacionalmente e diminui no doméstico que custa mais caro para a cia e consequente para nós passageiros.

    • Marcio Cicero Durval Durval

      Eles diminuem a oferta porque não tem demanda? Fator básico pra isso preço abusivo quem vai pagar? Por isso opto em viajar para fora do Brasil

      • Orem B. Hartuing

        Exatamente, viajar para fora do Brasil (sem desmerecer o nosso país, atendo-se apenas a fatos concretos), além de ser mais barato, é mais seguro, mais bonito e muito mais enriquecedor do ponto de vista cultural e de experiências pessoais. Viagem doméstica só vale a pena se for bem mais barato, o que não está sendo o caso ultimamente

  • Maxwel de Souza Freitas

    O que precisamos cabe em uma palavra: competição.

    • Orem B. Hartuing

      Isso mesmo, depois que a Webjet foi retirada do mercado pela Gol, os preços dispararam nos trechos que eram operados por ela.

  • Marcio Cicero Durval Durval

    Quero viajar aqui no Brasil, mais fica difícil encontrar bons preços nas passagens domésticas e que seja um preço justo tanto nas passagens como hospedagens, tudo muito caro. Um exemplo na Tailândia não teve diferença de preços comprando com 4 meses de antecedência ou na hora. Então prefiro ir para fora do Brasil e gastando bem menos.

  • Bruno Bastos

    Que peninha das empresas… Se quiserem mais passageiro sabem o que fazer, abaixem o preço.

  • Fabio

    Se as cias nao deveriam pensar em lucar muito, deveriam pensar em que? Nao sao instituicoes filantropicas.

    • Orem B. Hartuing

      De jeito nenhum, mas poderiam parar com essa mania de que, no Brasil, empresa tem que tem um lucro de 200% em cima do consumidor.

      • Fabio

        Eh o consumidor que se sujeita a pagar. Eu nao compro carro zero, por exemplo. Me recuso a ser roubado.

        • Orem B. Hartuing

          Eu também, mas infelizmente a boiada toda paga e ainda se acham o máximo com umas bostas que qualquer trabalhador braçal na Europa pode pagar

  • Orem B. Hartuing

    Que viagem, nem a Air Koryo da Coréia do Norte opera com valores fixos de passagem aérea.

  • Orem B. Hartuing

    O fato é que está tudo muito caro, não só as passagens aéreas. Esses dias, pesquisei um trecho de 1.000 quilômetros e a passagem de ônibus estava na faixa dos 300 reais, cada trecho (o ônibus leito estava por 470,00)