Avaliação da Qantas Airways

Redação 29 · agosto · 2017
Econômica
SYD - JFK
QF 11
Airbus A380 e Boeing 747
Fev/2017

Embarque

Previsto: 11:00h
Efetivo: 11:03h

Partida

Previsto: 11:45h
Efetivo: 11:45h

Chegada

Previsto: 17:00h
Efetivo: 16:58h

Com o emblemático canguru estampado na cauda das suas aeronaves, a Qantas é a maior companhia aérea australiana e uma das mais antigas em operação no mundo. Com uma frota de mais de 120 aeronaves e voando para 85 destinos, a empresa é conhecida pelos ótimos serviços que oferece aos seus passageiros, recebendo por isso o ranking de 4 estrelas na renomada consultoria internacional Skytrax. 

Nosso leitor Victor Millarch aproveitou um dos trechos de sua viagem de volta ao mundo para voar pela Qantas. Confira a avaliação que ele fez para o Melhores Destinos:

Neste flight report tenho o imenso prazer de avaliar a companhia que para mim é sem dúvidas uma das melhores que já voei ao longo desses anos. Irei contar os detalhes dessa rota memorável realizada pelo Airbus A380-800, bem como pelo Boeing 747-400, os diferenciais da empresa e serviços prestados antes, durante e depois do voo.

Check-in

6,5

Como havia chegado ao aeroporto de Sydney com bastante antecedência, o check-in prioritário para clientes elite da Oneworld facilitou ainda mais o processo. As passagens tinham sido emitidas pelo call center da Latam, tendo em vista que o meu destino final era Curitiba. Para realizar essa rota, foi necessário encaixar os voos individualmente. Como ainda não tinham sido colocadas em prática as novas regras de bagagens despachadas em voos internacionais, quando comprei as passagens, cada passageiro poderia trazer dois volumes de até 32 kg cada. Tal regra estava explícita no site da Latam, a qual abrangia outras companhias parceiras também, como no caso, a Qantas.

No momento de despachar as malas em Sydney, uma atendente da companhia, bem ríspida por sinal, alertou que eu deveria pagar por excesso de peso, pois a Qantas não liberava para a classe econômica volumes acima de 23 kg cada. Comprovei por meio da minha reserva que, por direito, o limite de peso era acima do que ela havia dito. Não satisfeita, a senhora entrou em contato com a Latam do aeroporto e nenhuma providência foi tomada. Em resumo, tive que pagar excesso de peso indevidamente, pois como disse a senhora: “Se no Brasil vocês são acostumados a dar um jeitinho em todas as coisas, na Austrália não funciona dessa maneira! Regras são regras e estas serão respeitadas.”

Tirando o imprevisto acima descrito, não deixei que esse motivo roubasse a minha alegria e animação para voar em uma companhia inédita como a Qantas. Ainda mais quando se trata de um voo operado pelo maior avião comercial do mundo.

O embarque ocorreu de forma rápida e eficiente. Devido ao status Emerald que possuo na OneWorld, fui um dos primeiros a entrar na aeronave.

Cabine

9,0

O interior do avião estava em perfeito estado!

Poltronas confortáveis, ótimo espaço para as pernas e uma tela individual de tamanho satisfatório são as primeiras impressões positivas que se notam ao entrar na aeronave.

Tive a sorte de não ter nenhum passageiro sentado ao meu lado, sendo a configuração da aeronave 3-4-3.

A chegada em Los Angeles foi incrivelmente suave. Chegamos antes do horário previsto e o voo tinha sido um dos melhores que eu havia realizado até então. Um fato curioso é que o voo decolava de Sydney as 11 da manhã do dia 27 de fevereiro e o pouso em Los Angeles ocorreu por volta das 05h40 da manhã do próprio dia 27 de fevereiro. Ou seja, mesmo viajando por quase 14 horas, cheguei nos Estados Unidos antes mesmo da hora que saí de Sydney!

Passamos pela imigração do aeroporto, despachamos as malas novamente e duas horas depois do pouso na Califórnia, era hora de embarcar no belíssimo Boeing 747-400 rumo a Nova York.

Ao embarcar, o aspecto mais desgastado dos assentos era perceptível. Quando tomei o meu lugar, notei uma diferença gritante no espaço entre as pernas. Muito mais apertado em relação ao A380. Fiquei imaginando como que seria aguentar tanto tempo em uma rota de Sydney para Santiago, por exemplo.

Se a avaliação consistisse apenas no voo com o A380, minha nota com certeza seria um 10 devido ao espaço para as pernas, reclinação avantajada e conforto da poltrona. Em compensação, no segundo voo com o Boeing 747 o espaço era muito apertado e poltronas mais estreitas com um notório desgaste pelo tempo.

Entretenimento

9,0

O entretenimento de bordo é bom, mas não muito completo. Opções de filmes, músicas, jogos e livros digitais compõem o acervo disponível para os passageiros usufruírem durante o voo.

A plataforma utilizada pela Qantas era diferente no A380 em comparação com o B747. O primeiro não era muito funcional, com uma certa demora para responder os comandos. As opções de filmes poderiam ser bem mais abrangentes, mas, como dormi quase o percurso todo, não senti muita falta para ser sincero.

O ponto mais interessante com certeza é a câmera localizada na cauda da aeronave. A mesma fica disponível durante todo o voo, sendo possível ter um panorama do que está acontecendo a mais de 35.000 pés de altitude.

Serviço de bordo

9,0

Travesseiros, mantas e fones de boa qualidade estavam postos sobre os assentos desde o momento do embarque. Na sequência, drinks de boas vindas e cardápios foram distribuídos pelos comissários de bordo.

Passadas 1 hora e 30 minutos da decolagem, foi servido o almoço. As opções eram polenta com frango no molho e legumes, ou tortelloni recheado com cogumelos e ragu. Optei pelo primeiro prato, o qual estava muito bom por sinal, embora a apresentação não tenha sido tão apetitosa. Ambas as opções acompanhavam torta de maçã e pão de alho.

Nas galleys, estava disponível sorvete de frutas, chocolate e caramelo. Também era possível pegar snacks à vontade durante todo o percurso. Na metade do vôo foi servido sanduíches, queijos e crackers. Pouco antes de iniciarmos o procedimento de descida em Los Angeles, foi servido o café da manhã. Omelete, salsicha e legumes no vapor compunham o prato principal. Frutas da estação, muffin e iogurte acompanhavam a opção.

Já no segundo voo os serviços foram praticamente idênticos anterior, com a exceção de ter apenas uma refeição, devido ao fato de ser um trajeto de pouco mais de 5 horas. O almoço foi servido em apenas uma única opção. Arroz com açafrão, cubos de carne e espinafre no vapor.

No geral, a comida estava excelente e qualidade era infinitamente superior a muitas outras companhias aéreas de renome. Mesmo para uma classe econômica, esse foi um dos pontos altos do percurso, superando todas as minhas expectativas.

Comissários e equipe de solo

9,0

Durante o voo, os comissários foram extremamente simpáticos e prontos para atender no que fosse necessário. Os mesmos procuravam sempre fazer um “extra” para qualquer pedido feito a eles, com um sorriso no rosto em todas as vezes. Toalhas quentes e garrafas de água foram distribuídas duas vezes neste percurso.

Pelo check-in turbulento e toda a grosseria da atendente, minha nota para a equipe de solo seria abaixo de 3,0. Porém, em relação ao voo, não tenho absolutamente nada a reclamar. Apenas gostaria de agradecer pelo excelente serviço prestado.

Programa de fidelidade

7,5

Não avaliado pelo leitor.

Nota do editor: O programa de passageiros frequentes da Qantas acumula pontos de acordo com as distâncias percorridas, com bônus que variam com a classe escolhida. Os pontos também podem ser acumulados em outras companhias parceiras da aliança Oneworld, como a Latam/Multiplus.

Nota final

8,3

Como a saída de Los Angeles teve um atraso considerável, quase perdi a minha conexão para o Brasil, mas felizmente, tudo ocorreu bem, exceto pelas minhas malas, as quais não embarcaram no voo para o Brasil devido a falta de tempo. As mesmas chegaram em perfeito estado no voo seguinte, o qual partiu no mesmo dia.

Apesar da nota final ser alta, o momento do check-in e o atendimento recebido pela equipe de solo foi uma lástima. Em contrapartida, não vejo a hora de voar novamente com a Qantas. Com certeza será um voo que tão cedo não esquecerei.

O serviço prestado a bordo pela companhia australiana foi impecável, seja pelos comissários, refeições e boa vontade ao atender. É indescritível a experiência de voar no maior avião do mundo em uma das rotas mais longas operadas atualmente. Claro, é necessário ressaltar um grande contraste entre o antigo Boeing 747 e o A380 no quesito conforto. Para um voo de longa duração pode ser complicado! A Qantas carrega consigo uma enorme reputação, a qual é visivelmente respeitada pelos seus funcionários, melhorando ainda mais a experiência de voar com eles.

Segue abaixo o vídeo de ambos os voos realizados.

https://youtu.be/G01Zmjn2RGk (A380-800)
https://youtu.be/_txwe-Zo4BU (B747-400)

Agradecemos ao Victor pelo relato! Quer ver a sua avaliação publicada no Melhores Destinos? Peça as instruções, capriche no texto e nas fotos e mande para a gente: avaliacao@melhoresdestinos.com.br

  • Jorge Henrique Souza Santos

    Lastimável o atendimento dado e comentário feito pela funcionária do check-in, mas isso só reforça a visão que os estrangeiros tem dos brasileiros…

  • Daniel Barros

    Chegaria no Brasil direto pro juizado especial denunciar essa TAM e solicitar reembolso do preju…

    • Victor Millarch

      Nós fizemos isso quando chegamos no Brasil e a TAM foi condenada em R$10.000,00

    • Fabio

      Jah fiz isso com a Delta e funcionou

  • Ricardo

    Comigo aconteceu exatamente o mesmo no checkin voando Qantas. Com direito a 2 malas de 32kgs, fui o checkin com apenas uma de 27 kgs e não me liberaram. Também levei a tal multa por excesso, com direito a um péssimo e ríspido atendimento do pessoal da Qantas. No caso estava voando American Airlines desde o Brasil (obrigado MD!!), reclamei e a AA me deu um voucher de 200 dólares para o próximo vôo (que nunca usei). A Qantas lavou as mãos…Como era o bug, não tive a cara de pau de ir ao juizado especial e mamei o prejuízo. Na ida viajei mais pesado (mas dentro do limite) e não tive problema.
    Os australianos são muito boa gente, mas ao mesmo tempo muito fechados e nada flexíveis.

  • Edson Netto

    Rapaz… só de ler já me deu ”sangue nos zoio”.
    Eu normalmente fico muito nervoso nesse tipo de situação mas cedo facilmente. Porem eu iria entrar na justiça pra ser ressarcido desse prejuizo.

  • Augusto Ramos

    Alguem sabe me dizer de onde vem esse voo com o 747? achei que o voo com o a380 prosseguia até NY.

    • Ricardo

      A Qantas tem 2 vôos diários entre Sydney e LAX (Airbus 380), dois diários entre Melbourne e LAX (também 380) e um diário desde Brisbane (747). Mas somente um vôo diário entre LAX e NY (e vice versa), que é alimentado pelos passageiros que vem dessas 3 cidades australianas, e exclusivo para esses passageiros Qantas. Ou seja, esse trecho não é vendido separadamente. A maioria dos passageiros que chegam a LAX utilizam conexões da parceira American Airlines e só uma parte segue a NY. O 747 utilizado entre LAX e JFK é o que vem de Brisbane.

  • Luciano Assunção

    Sei que não é obrigação sua saber, mas nesse caso, o atendente precisa ficar ligado nas datas das compras. Desde a resolução 400 as cias só vendem passagem com direito a 23kg. Quem comprou antes continua tendo 32kg. Abraços.

  • Fabio

    Jah voei entre JNB e SYD no 747 e apesar do aviao velho, achei uma boa cia, Mas de tivessem implicado com a bagagem de forma equivocada, a ” chinela ia cantar”

  • jorge moraes

    O B747 que a Qantas usa para Santiago é bem antigo também.

  • Marcos Henrique Lopes

    Já tive igual problema com a Lufthansa em Amsterdam. Estava embarcando de volta a São Paulo com duas enormes malas, somando mais de 60 kgs, quando a menina do check in em Schipol avisou:
    – O senho tem excesso de bagagem. Vai pagar em dinheiro ou cartão?
    – Não vou pagar, pois contratei e paguei pelo que estou levando.
    – Mas até Frankfurt só pode levar 23 kgs.-
    – Não estou voando para Frankfurt. Estou voando para São Paulo.
    – 1 min, por favor.
    Ela telefonou para algum superior que a informou sobre meu bilhete comprado no Brasil. Pediu desculpas e me desejou boa viagem.