Avaliação da Porter Airlines

Redação 3 · abril · 2018
Econômica
YTZ - YQB
PD 517
Bombardier Q400
25/12/2017

Embarque

Previsto: 15:00h
Efetivo: 15:05h

Partida

Previsto: 15:55h
Efetivo: 16:00h

Chegada

Previsto: 17:25h
Efetivo: 17:25h

A Porter Airlines é uma companhia regional do Canadá, com base no pequeno aeroporto de Toronto Island. Iniciou suas operações em 1999 e atualmente voa para 24 destinos no Canadá e Estados Unidos, utilizando aeronaves Dash-8 Q 400 da também canadense Bombardier. Nossa leitora Laura Campos teve a oportunidade de voar com a companhia e foi surpreendida com a qualidade do serviço, veja o relato que ela fez para o MD:

Pesquisei por voos de Toronto a Quebec City no final de dezembro de 2017 e o mais barato era no dia de Natal com a companhia canadense Porter. Eu não conhecia, mas é uma pequena low cost que opera em voos domésticos (na região centro-leste) e para os Estados Unidos (incluindo Flórida). A companhia tem uma frota de 29 aeronaves, todas modelo Bombardier Q400 turboélice, na configuração 2×2. Não sei quantos passageiros ela leva, mas estimo algo em torno de 80.

Compra

A compra foi feita diretamente pelo site da Porter, que está disponível em inglês e francês. O procedimento da compra foi bastante simples e eu só precisei de um cartão de crédito internacional. O valor total para dois passageiros foi de 380 dólares canadenses, incluindo impostos e taxas. Caso quiséssemos alterar o voo, seria cobrada uma taxa de 75 dólares canadenses se fosse antes da data da viagem ou 150 dólares canadenses para alterações no mesmo dia. É importante comentar que compramos apenas o voo de ida.

A companhia cobra pela bagagem despachada. A primeira bagagem de até 23kg custa cerca de 30 dólares canadenses se adquirida no momento da compra da passagem ou 40 dólares canadenses no dia do embarque.

Entretanto, é possível levar sem custo adicional uma bagagem de mão e um item pessoal (bolsa, mochila ou mala de laptop) de no máximo 9kg cada (totalizando 18kg), fora casacos. Eu achei o limite bastante generoso e eles não pesaram em nenhum momento nossa bagagem de mão.

Check-in

10

A chegada ao aeroporto é um capítulo à parte. Ele fica localizado em uma pequena ilha no lago Ontário, em Downtown Toronto. Para chegar lá, é possível pegar um Shuttle gratuito que parte a cada 15 minutos do cruzamento entre a York e Front Street (na lateral do hotel Fairmont).

O Shuttle faz um percurso de cerca de 15 minutos (sem trânsito) até a entrada do aeroporto, que ainda fica na parte continental de Toronto. De lá, você pode ir de túnel ou de balsa para a ilha, num percurso bem curto. Nós escolhemos ir de balsa, pois o dia estava muito bonito.

Os passageiros podem ficar do lado de dentro ou de fora da balsa e o trajeto não passou de 5 minutos, incluindo o embarque e o desembarque. Saindo da balsa há um corredor que leva ao saguão do aeroporto, onde há balcões de check in da Porter e da Air Canada.

Nós fizemos auto-check in no totem porque não havíamos conseguido fazer online (por algum motivo não era possível) e foi bastante fácil. O totem está disponível também em inglês e francês.

De lá, passamos pelo controle de segurança e seguimos para a área de embarque. Para a nossa surpresa, parecia muito com um lounge VIP. Havia poltronas confortáveis e mesinhas e espaço suficiente para todos os passageiros naquele momento. Mais surpreendente ainda era o fato de disponibilizarem gratuitamente bebidas (café, chá, água e refrigerantes) para os passageiros. Havia várias opções de lanches (sanduíches, iogurtes, frutas, saladas e snacks) cobrados à parte, mas nada proibitivo. Você pode se servir à vontade de bebidas enquanto espera o seu voo.

Nós ficamos nos perguntando como uma companhia tão pequena e barata pode oferecer tudo isso, e eu pensei que talvez isso evitasse o carregamento de bebidas e comidas a bordo, um peso que acaba acarretando em maior queima de combustível.

Como é um aeroporto pequeno, cada voo é chamado por vez e o embarque é extremamente rápido e descomplicado e respeita as prioridades. Em poucos minutos estávamos todos acomodados em nossas poltronas e o voo pôde sair quase pontualmente, considerando que o embarque começou um pouco depois do planejado.

No momento da compra não era possível selecionar assentos. Eu sinceramente não lembro em que momento nos foram designados os assentos, possivelmente no momento em que imprimimos o cartão de embarque no totem do aeroporto. Nossos assentos eram bem no fundo da aeronave, mas pudemos sentar juntos.

Voltando às bagagens, quando passamos pelo portão de embarque, logo antes de entrar na aeronave, havia uma espécie de prateleira onde os passageiros podiam colocar a sua bagagem de mão, já que as peças maiores não caberiam no compartimento superior. Isso é o procedimento padrão e todos os passageiros carregando uma mala de mão deixaram nessa prateleira as suas maletas. Cada um levava para a aeronave apenas o item pessoal e casacos.

Essas malas não foram identificadas, mas foram transportadas no porão da aeronave e, após a chegada ao destino, entregues na esteira, junto com as bagagens despachadas normalmente. Isso me chamou bastante atenção, já que não havia controle nenhum, e eu não havia colocado nenhum tipo de cadeado na mala.

Felizmente, furtos não são uma preocupação latente no Canadá.

Cabine

7

A aeronave era um Bombardier turboélice com fileiras 2×2. Apesar de pequena, não era particularmente desconfortável. Os assentos eram de couro e havia espaço para as pernas. Mesmo meu marido, com 1,90m, conseguiu se sentar sem muito sofrimento e até tirou um cochilo durante o voo.

A aeronave também parecia limpa e de modo geral bem conservada. A exceção era no banheiro: a torneira estava quebrada e havia um aviso escrito a mão em uma folha de papel informando que deveríamos usar o álcool em gel que estava no lugar do sabonete líquido.

Achei pouco apropriado, porque muitas vezes o álcool em gel não substitui a água (pense no caso de uma troca de fraldas, por exemplo!). Esse é o único ponto crítico que eu tenho a fazer em toda minha avaliação.

Entretenimento

5

Não havia opção de entretenimento além da pequena revista, que trazia informações sobre o que fazer nas distintas cidades-destino da Porter.

Mas no caso do voo curto, não fez a menor diferença.

Talvez para os voos longos seja bom levar livros ou tablets para passar o tempo.

Serviço de bordo

10

Lembram que eu comentei que achava que não iam distribuir nada durante o voo porque o portão de embarque já era “open bar”? Qual não foi a nossa surpresa quando começaram o serviço de bordo gratuito!

Foram servidos snacks (escolha entre batata chips, biscoito doce ou amêndoas) e bebidas (café, chá, sucos, água e, pasmem, cerveja e vinho!).

No começo achamos que era pago, mas a revista de bordo informava que era tudo cortesia. Havia inclusive mais de uma opção de vinho e de cerveja e o café era Starbucks.

Ah, e o carrinho de bebidas passou duas vezes por nós!

Comissários e equipe de solo

10

O serviço dos funcionários do aeroporto e das comissárias era cortês, mas sem exageros. O canadense de modo geral é muito educado, então nada que tivesse saído da curva.

Todos os avisos do comandante foram feitos em inglês, e acredito que também tenham sido dados em francês, mas não tenho certeza.

Programa de fidelidade

5

Nós não pontuamos milhas e eu nem sei se há um programa de milhagem dessa companhia. Eles operam também em cooperação com a Jet Blue.

Nota do editor: A Porter Airlines possui o programa de milhagem VIPorter.

 

Nota final

7,8

O voo em si foi bastante tranquilo, particularmente na primeira metade, quando contávamos com um belíssimo Sol, apesar da temperatura de cerca de -12°C.

Mais próximos de Quebec experimentamos uma turbulência leve e ventos mais fortes durante o procedimento de pouso, devido à uma nevasca leve. Considerando as condições meteorológicas e o fato de haver neve na pista, o piloto fez um belo pouso!

O desembarque foi relativamente rápido e feito através de um finger. Retiramos as bagagens de mão que foram despachadas após uma espera de cerca de 15 minutos e saímos em busca do guichê do táxi. Aqui vale uma dica: o aeroporto da cidade de Quebec não é bem conectado ao transporte público. Eu havia pesquisado antes e visto que a única linha de ônibus que chega ao aeroporto não estaria circulando no feriado de Natal.

Não sei como é a circulação em outros dias e horários. Como era Natal, a fila do táxi estava imensa, então durante a espera ficamos tentando várias vezes até conseguir um Uber. A título de curiosidade, uma corrida de táxi até o centro tinha o preço fixo de 32 dólares canadenses; o Uber saiu por 28.

Nós ainda não entendemos com uma low cost pode oferecer tantas comodidades como a Porter. Gostaria de deixar a dica para os leitores do Melhores Destinos sobre essa alternativa conveniente e econômica.


Agradecemos a Laura pelo relato! Também quer ver a sua avaliação publicada no Melhores Destinos? Peça as instruções, capriche no texto e nas fotos e mande para a gente: avaliacao@melhoresdestinos.com.br