Avaliação da Air New Zealand

Monique Renne 16 · maio · 2017
Executiva
AUK - EZE
NZ30
Boeing 787-9 Dreamliner
03/05/2017

Embarque

Previsto: 19:20h
Efetivo: 19:30h

Partida

Previsto: 20:05h
Efetivo: 20:40h

Chegada

Previsto: 16:50h
Efetivo: 16:43h

O Melhores Destinos passou um mês percorrendo as incríveis paisagens da Nova Zelândia, país conhecido por oferecer atrações que vão de vulcões a glaciares, passando, claro, pelas maravilhas usadas nos cenários das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Chegar à Nova Zelândia parece uma tarefa difícil, mas não é bem assim e a Air New Zealand é uma boa opção para quem deseja conhecer esse pedacinho da Oceania.

É fato que a companhia aérea neozelandesa não oferece voos direto do Brasil para a Nova Zelândia. Em compensação, há voos que partem de Buenos Aires para a cidade de Auckland – localizada na Ilha Norte da Nova Zelândia – três vezes por semana (quartas, sextas e domingos). Para o trecho de São Paulo a Buenos Aires a Air New Zealand realiza parcerias com outras companhias aéreas, principalmente com a Aerolíneas Argentinas. O voo de Auckland até Buenos Aires tem 11h45 de duração, tempo inferior ao de uma viagem de São Paulo para Dubai, por exemplo. Que tal mudar os conceitos de distância e investir em uma viagem para a Nova Zelândia?

O nosso voo de ida para a Nova Zelândia foi realizado na Premium Economy da Air New Zealand e agora, no voo de volta, experimentamos a Classe Executiva. A avaliação é do voo que parte do Aeroporto de Auckland rumo ao Aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires. Como o segundo trecho da viagem, até São Paulo, é operado por uma companhia aérea parceira, não faremos a avaliação.

Este review foi feito pela Monique Renne, Editora de Destinos do Melhores Destinos que esteve por um mês percorrendo o país. 

Check-in

9,0

Check-in

Cheguei ao Aeroporto de Auckland com 4h30 de antecedência para o voo. Tempo suficiente para realizar todo o processo de check-in tranquilamente e ainda dar uma voltinha pelo Free Shop. Segui direto para o check-in automático. Mesmo sendo um voo internacional, o check-in poderia ser feito de maneira totalmente automática, sendo necessário apenas escanear o passaporte. Antes mesmo de iniciar o processo, um atendente brasileiro viu o meu passaporte de longe e já avisou que não funcionaria no scanner. Segundo o funcionário, o passaporte brasileiro tem o último sobrenome na segunda linha, o que inviabiliza o correto funcionamento da máquina e impede a leitura do documento. Ele então se ofereceu para fazer o meu check-in no computador e em poucos minutos eu já estava com a mala etiquetada e os cartões de embarque dos dois voos em mãos. A mala já saiu com identificação até o destino final, São Paulo, e com etiqueta de prioridade.

O despacho da mala foi feito por mim mesma, em um sistema automatizado que identifica o passaporte (desta vez funcionou) e fotografa o passageiro para reconhecimento facial. Rápido e eficiente. O sistema pede que seja colocada a bagagem mais pesada na esteira, identifica a etiqueta e recolhe e mala. Tudo sem precisar de nenhum funcionário. Segui o processo de check-in como se fosse uma passageira da Premium Economy, classe da qual era o meu bilhete original (o upgrade aconteceu apenas na porta da aeronave). Por isso não usamos o serviço de check-in e despacho de bagagem para passageiros preferenciais. Ainda assim não pegamos nenhuma fila e tivemos um excelente atendimento. Tudo muito rápido e prático. Fiz um lanche e entrei na área de embarque internacional logo depois.

Vale dizer que todos os passageiros que embarcam da Nova Zelândia para o exterior devem preencher um formulário de saída do país. O formulário está disponível próximo ao portão de embarque internacional e em diversos pontos no aeroporto. O processo de checagem de segurança antes do embarque foi bem rápido e tranquilo. Depois foi só esperar o voo passeando pelo Free Shop.

Embarque

O início do embarque dos passageiros estava previsto para 19h20. O número do portão de embarque demorou a aparecer nos televisores e não estava impresso no cartão de embarque. Porém, pelo aplicativo da Air New Zealand, pude acompanhar o embarque e saber o portão antes dos demais passageiros que procuravam informação apenas nas telas do aeroporto.

O anúncio de embarque foi feito às 19h30. Aguardei o movimento diminuir e, quando fui embarcar, o meu cartão de embarque foi negado, com alerta de que o assento era inexistente. Aguardei rapidamente pela solução do “problema” e descobri que tinha recebido um upgrade para a Classe Executiva! Nada mau depois de 23 dias dormindo em uma campervan e percorrendo os campings neozelandeses!

Agradeci o upgrade e segui para o meu novo assento na Classe Executiva. Às 19h35 eu já estava na poltrona 2A da Business Class. Como o meu voo original seria na Premium Economy, não tive acesso à sala VIP da Air New Zealand.

Decolagem

Antes mesmo de iniciar o processo de decolagem os passageiros da Classe Executiva foram servidos de uma bebida de boas-vindas. Escolhi o Chardonnay frisante neozelandês e comecei a “descobrir” o que tinha no meu assento da Business Class. Ao entrar no voo já estavam disponíveis na poltrona o kit de amenidades, o fone de ouvido, o menu com as refeições de todo o voo, uma garrafa de água e dois travesseiros. Foram oferecidas ainda opções para leitura, com jornais e revistas.

A decolagem estava prevista para 20h05. O voo, conforme informações do bilhete, teria 11h45 de duração. Porém o piloto disse no sistema de som que o tempo total de voo seria de 11h10. O anúncio de decolagem aconteceu apenas às 20h20 e a aeronave começou a taxiar às 20h30. Decolamos às 20h40, com 35 minutos de atraso e sem problemas. 

Cabine

9,0

A cabine da Classe Executiva da Air New Zealand no Boeing 787-9 Dreamliner já tinha chamado a minha atenção no voo de ida, quando eu estava viajando na Premium Economy. A configuração é 1 x 1 x 1, com 6 fileiras e total de 16 poltronas, sendo todas em posição diagonal. A disposição dos assentos parece dar mais privacidade aos passageiros, especialmente os que estão na fileira A, sozinha na configuração. As fileiras J e K formam diagonais uma de frente para a outra, o que diminui um pouco a sensação de privacidade vista na fileira A. O meu assento era o 2A e pareceu uma das melhores opções da aeronave.

A aeronave oferece uma configuração excelente para quem viaja sozinho, mas talvez não para um casal, já que não é possível dois passageiros sentarem juntos. Para amenizar a situação, existe um “assento” extra em todas as poltronas. O apoio para os pés localizado de frente para todos os assentos pode ser usado como um banco, onde há até mesmo cinto de segurança. Caso dois passageiros estejam viajando juntos é possível dividir o espaço e até as refeições, já que o tamanho da mesa é suficiente para dois passageiros: um sentado na poltrona comum e outro no banco de apoio. A refeição romântica e o bate-papo estão garantidos no voo!

A poltrona da Classe Executiva é bem alta e os meus pés não chegavam nem perto de encostar o chão. Com as poltronas em disposição diagonal todos os passageiros tem a frente do assento 100% livre, ou seja, espaço total para esticar as pernas e se levantar. A poltrona, enquanto na posição sentada, oferece reclino confortável e controle de regulagem para a lombar. Tudo é controlado por botões na lateral do assento. O apoio para os pés ajuda a descansar, mesmo sem estar na posição de cama.

Um ponto que chama a atenção na Classe Executiva da Air New Zealand é o fato da poltrona se transformar em cama reclinando para o sentido contrário. Não é possível sair direto da posição sentado para a cama. Para chegar ao ângulo máximo é preciso se levantar da poltrona. Ao ativar o botão de cama o encosto das costas reclina para cima do assento e na parte de trás se forma uma cama. Um colchão guardado nos fundos da poltrona completa o espaço, assim como o descanso dos pés (que forma a ponta da cama).

Apesar de muito eficiente – a poltrona vira uma cama com ângulo de 180° -, é um processo que exige do passageiro se levantar, tirar tudo da poltrona e abrir o colchão que está enrolado. Nada que dois minutos ou a ajuda do comissário de bordo não resolva. Para voltar à posição sentada o mesmo processo será necessário. Ou seja, caso o passageiro deseje intercalar a todo momento entre a posição de cama e de sentar, certamente ele terá muito trabalho. Com isso, o que muitos passageiros fazem é aguardar a refeição principal no início do voo e só então montar a cama para dormir. O processo contrário, de voltar à posição de sentar, só é feito próximo à última refeição, já perto do pouso.

A poltrona da Business Class é confortável, porém com as duas laterais totalmente fechadas (não há um braço com espaço) ela limita os movimentos, especialmente na posição de cama. Uma pessoa maior certamente se sentirá um pouco presa.

As poltronas têm controles de regulagem eletrônicos. A mesa de refeição e mesinhas de apoio abrem ao toque de um botão e o mesmo acontece com a regulagem de entrada de luz na janela. Ao toque de um dedo é definida a intensidade de transparência do vidro. Não há persianas no Boeing 787.

Nas poltronas é possível aproveitar alguns espaços extras, como porta-trecos e na parte de baixo do banco de apoio para os pés há lugar para guardar a bolsa ou os sapatos. Todas as poltronas oferecem luz de leitura, entrada USB, entrada de energia e controle remoto para a tela de entretenimento touch screen com 11″ (mesmo tamanho da Premium Economy).

Tanto a cabine quanto o banheiro permaneceram limpos durante o voo. A cabine ganha diferentes tons de luz de acordo com a hora do voo, enquanto o banheiro oferece música ambiente para quem entra. A Classe Executiva durante o voo permaneceu isolada das demais classes, com a cortina fechando constantemente o acesso para a Premium Economy. O banheiro também foi de uso exclusivo dos passageiros da Business.

Entretenimento

8,0

A Classe Executiva da Air New Zealand conta com telas individuais de 11” e tela touch screen de alta resolução. Todas as telas têm como posição inicial a lateral da poltrona e, ao toque de um botão, podem ser redirecionadas com a ajuda do braço articulado que controla a posição. Mesmo deitada era possível ter boa visualização da tela. O tamanho é o mesmo da tela na Premium Economy, assim como o conteúdo disponível. Em todas as poltronas há entrada USB e tomadas de energia. Fones de ouvido de boa qualidade estavam disponíveis nas poltronas de cada passageiro da Business Class.

O sistema de entretenimento de bordo da Air New Zealand oferece seleção de filmes, seriados, programadas de TV, vídeos informativos, músicas e programas institucionais. Apesar da qualidade da tela, a diversidade de títulos não é tão alta se comparada a outras companhias aéreas. A Air New Zealand peca também por não ter disponível nenhum título dublado ou com legendas em português. Para quem não domina outra língua estrangeira certamente é um grande limitador na hora de passar o tempo.

Entre os títulos disponíveis havia filmes recém saídos do Oscar e alguns lançamentos, assim como clássicos do cinema. Destaque para todos os filmes das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, um prato cheio para quem foi à Nova Zelândia já ir matando a saudade das grandiosas paisagens do país. Eu, depois de visitar Hobbiton, não poderia deixar de rever aos filmes. E nada melhor que a Sociedade do Anel para reviver tudo o que presenciei na Nova Zelândia, mais especificamente no Condado e no banquete dos hobbits.

Além dos clássicos conteúdos de filmes e músicas o sistema de entretenimento de bordo da Air New Zealand oferece um excelente conteúdo para quem deseja se informar mais sobre a cultura e  turismo no país. Há conteúdo sobre o que fazer nas principais regiões, dicas sobre os vinhos locais e até informações sobre como dirigir no país. Muito útil!

Pela tela também é possível adquirir vinhos e produtos da marca Air New Zealand. Quem estiver viajando acompanhado poderá aproveitar a tela para conversar pelo sistema de chat. Diferente do voo na Premium Economy, desta vez o comissário de bordo passou oferecendo material de leitura (a revista da companhia aérea e jornais).

Serviço de bordo

9,0

Refeições

Eu vinha de um voo da Premium Economy da Air New Zealand onde a refeição tinha sido uma das melhores nos meus dias de viajante. Minha expectativa era bem alta em relação à Classe Executiva e a Air New Zealand não decepcionou. O serviço de bordo foi novamente de excelente qualidade.

Logo após a decolagem os comissários passaram com toalhas quentes para limpeza das mãos e ofereceram a primeira seleção de bebidas antes da refeição. Escolhi um Pinot Noir neozelandês, que veio acompanhado de castanhas temperadas. Nesse momento eu já aproveitava para rever A Sociedade do Anel e relembrar o banquete de alguns dias antes, em Hobbiton. Com meia hora de voo foi tirado o pedido do prato principal. Eu escolhi como entrada o salmão defumado e salada de batatas. Para o prato principal pedi a costela bovina com purê de batatas a mascarpone e chips de nabo. A refeição vinha acompanhada de pães (havia quatro tipos para escolha e estavam bem frescos).

O salmão chegou quinze minutos depois do pedido. A primeira garfada foi um pouco entranha, por eu não estar esperando um prato frio. Apesar da aparência ser de uma entrada quente, era, na verdade, uma salada. O susto inicial logo deu lugar ao sabor do salmão defumado. Um tanto estranho ao paladar, mas certamente saboroso. O prato principal, com costela bovina, veio logo na sequência e era tudo o que eu esperava (seguindo a expectativa causada pelo voo da Premium Economy). A carne estava extremamente saborosa, com pedaços desmanchando, tempero intenso na medida certa e tudo muito fresco e quente. O chips de nabo (eu nunca tinha experimentado) estava crocante e o purê de batata a mascarpone era delicioso. Uma excelente combinação que ficou completa com o Syrah de uma das vinícolas que visitei na Nova Zelândia, a Craggy Range. Foi um prato excepcional.

Apesar de haver sobremesas apetitosas aos olhos de muitos passageiros no menu, eu havia experimentado queijos deliciosos na Nova Zelândia e achei que era uma boa despedida. Então, para fechar o jantar, escolhi os queijos e não um prato doce. Não me arrependi. Os queijos vieram acompanhados de geleia de groselha negra com cebola roxa, além de saborosas torradinhas. Depois de um banquete digno de hobbits era hora de dormir.

Vale dizer que no menu da Classe Executiva há pratos assinados por grandes chefes. Eles estão identificados no cardápio com as iniciais de cada um dos criadores. A costela que pedi para o jantar tem assinatura do chef Michael Meredith, nascido em Samoa.

Faltando duas horas para o pouso começou o serviço de café da manhã (5h30 no horário de Auckland). As luzes foram acessas, a cama arrumada e a primeira bebida servida. Havia na seleção de sucos de frutas e smoothie de banana com amora. Optei pelo smoothie e estava delicioso, repleto de pedacinhos de frutas. Pedi para o café da manhã a opção de pão caseiro com bacon, cebolas caramelizadas e molho de mostarda (uma espécie de chutney) e barbecue. Sabor intenso e um pouco pesado, mas definitivamente muito gostoso! Casaria melhor com uma refeição rápida à noite ou à tarde. Para acompanhar havia frutas frescas, iogurte, granola, pães (croissant e torradas), manteiga e geleias. Pedi ainda um café com leite que estava normal. 

Importante dizer a apresentação tanto do jantar quanto do café estava muito boa. Talheres de metal e com a logo da companhia aérea, guardanapos de tecido bem grossos, comidas bem servidas e tudo feito com muito cuidado. Mais uma vez a Air New Zealand provou que se destaca no quesito refeições, com pratos realmente saborosos.

Kits de amenidades

Talvez este seja o ponto mais fraco da Classe Executiva da Air New Zealand. O kit de amenidades da companhia não oferece nenhum diferencial. Os produtos são comuns e até bem simples para um padrão Business. Na verdade, são os mesmos produtos da Premium Economy, acrescidos apenas de uma bolsa mais ajeitada e um creme hidratante para as mãos. O kit é composto de escova e pasta de dentes, protetor auricular, máscara para os olhos, meia (a estampa é até simpática), caneta (que auxilia na hora de preencher formulários de imigração e alfândega), creme para as mãos e protetor labial. A bolsinha onde vem o kit é feita de uma espécie de feltro grosso. Há ainda fone de ouvido disponível para todos os passageiros. Apesar de funcional, poderia ter produtos de maior qualidade para a Classe Executiva. 

Em relação ao kit para dormir, a colcha que estava à disposição na minha poltrona já estava bem desgastada. Vi outros passageiros com uma colcha igual à distribuída no voo da Premium Economy, porém não estava disponível na minha poltrona. Além da colcha havia ainda dois travesseiros grandes e bem confortáveis e o lençol de cobertura do colchão estava limpo e era de um tecido agradável ao toque.

Comissários e equipe de solo

9,0

A equipe da Air New Zealand foi eficiente durante todos os trâmites de voo. A equipe de solo, com um atendente brasileiro, antes mesmo de acontecer o problema, se prontificou a realizar o meu check-in já prevendo que o passaporte brasileiro não seria identificado pelo scanner e fez todo o processo em menos de cinco minutos. Foi atencioso da parte do atendente que se antecipou ao problema e não esperou de braços cruzados acontecer.

Na aeronave o destaque vai para o servidor Eduardo (o piloto o identificou como servidor e não como comissário), que em todo o processo de voo foi de uma simpatia a atenção ímpares. Mexicano, nascido na Cidade do México, já morou no Brasil e fala português com fluência, sendo excelente para passageiros brasileiros (eu ouvi uma passageira brasileira se dizer aliviada por poder falar português com alguém e isso faz toda a diferença em um voo). Ele auxiliou na escolha dos pratos do menu, traduzindo alguns ingredientes; se prontificou a auxiliar na arrumação da cama, estava sempre com um grande sorriso no rosto e não pecou hora nenhuma pelo excesso de atenção. Um excelente e memorável funcionário. Os outros, apesar da eficiência, foram apenas corretos no serviço de bordo, sem se destacarem.

Vale dizer que, ao final do voo, enquanto eu fazia as fotos finais do review (e aguardava todos os passageiros descerem) fui convidada a conhecer a equipe da cabine do avião. Todos foram simpáticos e até posaram para fotos. E, como eu fiz muitas imagens durante o voo, todos se oferecem para fazer a minha própria foto na aeronave. Agradeci a atenção e expliquei que o modelo era mesmo a minha poltrona e não eu. Foi um voo com serviço tranquilo e eficiente.   

Programa de fidelidade

8,0

O programa de fidelidade da Air New Zealand é o Airpoints. A companhia aérea faz parte da Star Alliance e permite que o passageiro acumule milhas em diversas empresas aéreas parceiras, como: Air Canada, United, Avianca (Lifemiles ou Amigo), TAP e Turkish Airlines. As milhas acumuladas na Air New Zealand são chamadas de Airpoints Dollars e podem ser trocadas também por outros benefícios além de passagens, como hotéis, upgrades e aluguel de carros. As milhas permitem também pagar pelo programa Koru, que inclui benefícios como acesso ao lounge, check-in prioritário e bagagem extra.

Nota final

8,6

O voo entre Auckland e Buenos Aires ocorreu em meio a muita turbulência. Por várias vezes acordei durante a noite com o avião sacudindo. O cinto permaneceu apertado todo o tempo e, apesar das turbulências, não houve nenhum incidente grave.

Com onze horas de voo, às 16h30 (horário de Buenos Aires) foi anunciado o início do procedimento de pouso. Tocamos o solo às 16h43, hora local. E, mesmo diante do atraso na decolagem, pousamos sete minutos antes do horário previsto, completando o total de 11h13 de voo (como bem disse o piloto na decolagem). O tempo de conexão para o segundo trecho (Buenos Aires – Guarulhos) era de 3h10, suficiente para sair com calma, fazer o processo obrigatório de imigração no Aeroporto de Ezeiza e aguardar o próximo voo de volta ao Brasil. A mala chegou sem danos e correu tudo bem na sequência da viagem.

A experiência com a Classe Executiva da Air New Zealand foi muito boa, com serviço de bordo excelente, poltrona/cama confortável e atendimento exemplar dos funcionários. É preciso, entretanto, fazer um comparativo com a Premium Economy (voo que avaliamos no trajeto de ida), que conta com serviços muito semelhantes e perde para a Business apenas no quesito poltrona (que não reclina 180°).

Se a diferença de preço for muito grande entre as duas classes e a cama não for primordial, vale comprar a Premium Economy, que apresenta excelente relação custo x benefício e assentos confortáveis. Entretanto, se a cama for fundamental, não pense duas vezes e invista em uma passagem da Classe Executiva da Air New Zealand.

A rota do voo permite fazer o trajeto entre Auckland e Guarulhos em pouco mais de 17h (contando o tempo somado dos dois voos). Não é tão longe para chegar a um país que é repleto de paisagens espetaculares. E se apenas a Classe Econômica cabe no seu orçamento, não se preocupe! O importante é botar os pés nas mágicas terras neozelandesas. Um salto de bungee jump ajudará a recarregar as energias para o resto da viagem.

Em breve o Guia da Nova Zelândia estará no ar. Enquanto isso você pode conferir um pouco da nossa viagem pelo país procurando pela #MDnaNovaZelândia no Instagram do @melhoresdestinos.

  • Leandro

    Parabéns pelo review, Monique. Fiquei com vontade de ir lá.

    • Monique Renne

      Leandro, super vale! É lindo demais! 😊

  • Marcelle

    Adorei a matéria… muito informativa e detalhada. Claro que NZ é um sonho, confesso achar q teria de voar no mínimo 24h pra chegar la… rsssss… Depois dessa matéria, me pareceu fácil. Obrigada pelas informações. ☺

    • Monique Renne

      Marcelle, é bem isso mesmo! Eu também tinha essa impressão antes de ir. Acredite! Está bem mais perto do que parece 🙂

  • Everton Basílio De Souza

    Amei muito esse flight report. Muito bem redigido e cheio de detalhes.

    Esse tipo de poltrona parece mais atrapalhar do que ajudar.

  • Ernesto Lippmann

    Parabens, deve ser uma ótima empresa. Parece que eles querem ter voos no Brasil. Na torcida pelas promoções.