Como é voar na australiana Jetstar

Redação 15 · abril · 2013

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A Jetstar Airways é uma subsidiária da Qantas e a maior companhia aérea de baixo custo da Austrália, Oceania e região do Pacífico Asiático. Contando com todas as subsidiárias (Jetstar Austrália, Japão, Asia, Pacific e Hong Kong), ela voa para 57 destinos em 16 países diferentes. Criada em 2003 como resposta à low cost Virgin Australia, a companhia tem sede em Melbourne e oferece boas tarifas também em voos domésticos. Nossa leitora Leticia Maia experimentou os serviços da companhia em diversos voos durante sua viagem à Austrália e fez uma avaliação para os leitores do Melhores Destinos. Veja a seguir suas impressões e saiba mais sobre os prós e contras de voar com a Jetstar:

Capar Jetstar

Em minha viagem pela Austrália, voei seis vezes com a companhia aérea Jetstar e outras vezes pela Qantas. Antes de sair do Brasil, havia comprado apenas três passagens aéreas, pela internet. A pesquisa que fiz foi diretamente no site da Qantas, mas para um determinado destino – Hobart, Tasmania – o site alterou para Jetstar como se fosse a mesma companhia. Há várias diferenças entre Qantas e Jetstar, mas para mim a principal é a questão do despacho de bagagem, que é cobrado na low cost . O site foi fácil de usar, os preços são comparáveis às passagens para voos internos no Brasil e não havia promoção nenhuma na ocasião.

As outras passagens eu deixei para comprar juntamente com minhas amigas em Sydney, em uma agência de turismo que uma delas conhecia e confiava, a FlightCentre. Foi uma besteira. Sabíamos que pagaríamos a mais pela agência, mas esperávamos em retorno uma consultoria em nosso roteiro e o resultado que vimos depois foi que a sequência de nossas viagens não fazia sentido: poderia ser menos cansativo e bem mais barato.

Jetstar_Airbus_A320

A FlightCentre nos vendeu apenas JetStar, sendo que havia voos da Qantas mais baratos pela internet do que o preço que pagamos. A agência nos deu a informação equivocada de que o limite de bagagem de mão era de apenas 7kg. Mesmo assim, optei por não comprar o direito de despachar mala, me arrumei em 7kg e fui. Demoramos um pouco a descobrir, mas na verdade o limite é de 10kg, pelo menos teoricamente.

Explico: para voar na Austrália você não precisa sequer de um documento. Fiz todas essas viagens, fiz check-in nos voos e em vários hotéis e hostels e nunca me pediram meu passaporte. Nenhum documento. Nada. Com apenas bagagem de mão, é possível fazer o check-in pelo telefone celular e apresentar o aparelho no momento de embarque. Nesse caso, não é necessário passar pelo balcão da empresa aérea, de forma que ninguém verifica nem o seu documento, nem a sua bagagem.

Quando estava com minhas amigas, elas tinham que despachar bagagem e por isso tínhamos que ir ao balcão da empresa. Nesses voos, que foram os primeiros, sempre ficávamos temerosas com relação ao limite, se iriam nos cobrar excesso. Uma vez fizeram minha amiga abrir a mala que seria despachada e passar algo para a bagagem de mão e foi aí que descobrimos que o limite era de 10kg. Nos aeroportos, o que vemos é que esse limite na prática não existe, vi vários passageiros com mais de um volume, com bagagens indubitavelmente mais pesadas do que os 10kg, como podem observar nas fotos que tirei. Quem não passa pelo balcão, acaba entrando no avião com o que quiser de peso.

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Check-in

Foi muito fácil fazer o check-in pela internet. Da primeira vez, ao chegar ao aeroporto, procurei o balcão da companhia para imprimir o cartão de embarque. A atendente foi atenciosa, imprimiu para mim, mas me informou que da próxima vez não seria necessário ir ao balcão, que eu poderia ir diretamente ao portão de embarque.  Nesse voo mesmo fiz o teste: apresentei meu celular ao invés do cartão impresso, como se não tivesse passado no balcão, e deu tudo certo.

Aqui no Brasil algumas companhias já funcionam com um sistema parecido. Digo parecido porque aqui a máquina lê uma espécie de código de barras na tela do celular e lá eles escaneiam a tela do celular que não mostra nenhum código, apenas uma mensagem normal que informa que eu efetuei o check-in.

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Em alguns aeroportos enfrentei filas para o check-in, em outros não. De qualquer maneira, em nenhum deles a espera foi absurdamente grande. Os funcionários foram todos eficientes. Atenciosos, mas não atentos. Uma das vezes, no início da viagem ainda, minha amiga apresentou o passaporte, colocou ele sobre o balcão. Os atendentes mal olham para a nossa  cara. Documentos não são necessários. Saímos do check-in e o passaporte ia ficando sobre o balcão, não fosse meu anjo da guarda me dar um toque de que estávamos esquecendo alguma coisa.

Pessoas com problemas com a polícia podem passar toda a vida viajando pela Austrália sem serem identificados. Nunca me pediram nenhum documento, fosse para viajar de avião, ônibus ou trem. Minto: uma vez no Cassino me pediram documento para fazer um cartão de cliente especial e quando apresentei somente a cópia do meu passaporte, o funcionário do cassino me disse que não poderia aceitar, porque a Austrália era muito exigente em termos de documentos. Faz-me rir. Esse mesmo funcionário fez o cartão com o nome da minha amiga “Brasileira da Bahia”, porque foi o que ele ouviu em resposta a uma determinada pergunta e se confundiu. Confesso que não me senti muito segura nessas condições, preferia que o país fosse realmente mais exigente em termos de apresentação de documentos.

Embarque

A maioria dos voos saiu no horário, com exceção de um, saindo de Whitsunday (WSY). Nesse dia, praticamente todas as decolagens atrasaram. Não sei se foi um problema nas condições atmosféricas do dia ou do aeroporto. O meu voo atrasou aproximadamente uma hora e o de minhas amigas mais ou menos duas horas – quase elas perdem a conexão em Brisbane. Nessa viagem, optei pela tranquilidade de não fazer conexões, parei em Brisbane uma noite e aproveitei para conhecer. Recomendaria a quem fosse para fazer o mesmo. Brisbane é uma cidade que vale a pena conhecer e voos com conexão sempre envolvem risco e cansaço adicionais.

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O embarque foi remoto em todos os voos. Íamos caminhando para o avião ou então de ônibus, em aeroportos maiores. A fila de embarque era um pouco chatinha, mas eles facilitavam permitindo a entrada pela porta dianteira e traseira. Os funcionários eram atenciosos ao te direcionar para a melhor porta, conforme o assento. Novamente, nenhuma conferência, seja de documentos ou bagagem.

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Uma coisa diferente que notei na Austrália é que o desembarque é realizado pelo mesmo portão de embarque. Não é como no Brasil. Aqui, só tem acesso à sala de embarque quem tem um cartão de embarque e o apresenta ao segurança na entrada das salas. Quando uma pessoa chega de viagem, sai pelo desembarque diretamente nas esteiras para retirar bagagem. No Brasil, se você sai da área de desembarque sem retirar a sua bagagem, terá problemas para conseguir voltar.

Na Austrália, é possível esperar uma pessoa diante do portão exato por onde ela vai chegar e vê-la descendo do avião em alguns aeroportos menores. Vi uma cena de amor lindíssima de um marido apaixonado recebendo a esposa, enquanto esperava o meu embarque. Qualquer pessoa pode acessar os portões de embarque. Não há controle nenhum. Uma pessoa pode fazer o check-in normalmente no balcão de embarque e um criminoso voar em seu lugar, já que não há conferência nenhuma e o acesso às salas de embarque é livre. Mais uma vez, reafirmo que não me senti segura por essa falta de controle

.Jetstar embarque

Perguntei isso a um australiano e ele me respondeu que é porque na Austrália não há terroristas ou criminosos. Isso para uma nação construída basicamente por prisioneiros da Inglaterra há cerca de duzentos anos. O que também não quer dizer nada, mas que há criminosos lá também é óbvio que há. Senti certo preconceito em relação a brasileiros na Austrália, mas pode ser apenas uma impressão minha. Contraditoriamente a essa falta de controle, fui revistada por um especialista antibombas em praticamente todos os embarques. A seleção era aleatória, mas devo ter cara de terrorista…

Um dia, vinha de um tour de vinhos e estava com uma garrafa em minha bagagem de mão. Estava receosa de não conseguir embarcar com aquela garrafa. Tentei abrir no aeroporto para passar para minha garrafinha de plástico. Imaginei que não poderia entrar no avião com uma garrafa de vidro porque é a mesma lógica de não poder entrar com nada cortante, uma garrafa é uma arma em potencial. Não me deixaram abrir a garrafa no aeroporto. Não é permitido beber nos aeroportos. Não entendi, porque as lanchonetes vendiam cervejas e outros, posso estar enganada.

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Se eu tivesse um abridor, teria bebido sem problemas. Tentei em três estabelecimentos diferentes, sem sucesso, a mesma resposta. Deixei para lá, coloquei em minha bagagem, passei pela segurança e embarquei numa boa com minha garrafa de vidro.  Acho que também conseguiria embarcar com a garrafa no Brasil, será?

As bagagens na Austrália ficam meio soltas, na porta do aeroporto, mais uma vez sem nenhum controle de segurança ou conferência. E não venham me dizer que a Austrália é assim porque é segura e não tem ladrão, porque infelizmente minha amiga foi roubada lá, justamente depois de eu ter questionado se íamos deixar as coisas assim soltas, senão haveria um escaninho disponível… Escutei um “no worries”, essas coisas não acontecem aqui, você não está no Brasil, ai, que raiva! Quando voltamos, o dinheiro tinha desaparecido.

Voos

Os aviões eram Airbus A320, razoavelmente novos e limpos, com quatro assentos por fileira, dois de cada lado. Tenho 1,80m de altura e o espaço para minhas pernas foi suficiente, confortável. Em termos de tranquilidade, cada voo tem a sua história, mas foram voos tranquilos de maneira geral.  Os avisos foram feitos apenas em inglês australiano.

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Durante o voo não há nenhum acessório, nenhum lanche e nenhuma simpatia. Em um deles, minha amiga comprou um misto quente. Demorou um pouco para vir, mas apesar disso, ela disso que estava gostoso e tinha uma aparência boa mesmo. Os mesmos que mexem com o dinheiro, mexem na sua comida. O dinheiro fica meio jogado, assim, misturado.

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Pedi um cup noodles em um dos voos e ficou meio cru, acho que a água poderia ter sido mais quente. Os talheres foram de plástico. No último voo que fiz, me lembrei de testar se eles me dariam pelo menos um copo d’água sem cobrar. Solicitei e aguardei. Inacreditável. A comissária saiu e voltou com um copo que duvido fosse de água mineral. Recebi uma água da cor parecida com suco de limão com gelo, bastante gelo e… um fio de cabelo para enfeitar! Quando mostrei o fio de cabelo na água, a mesma comissária foi cortês, reconheceu o erro e me ofereceu outro copo, saído lá de dentro também (não vi ser servido para dizer se era mineral ou não). Por via das dúvidas, não bebi. Água para mim tem que ser incolor, insípida e inodora, se não, não funciona.

A parte do entretenimento eu achei interessante. A revista deles proporciona uma leitura agradável. Para voos com duração a partir de 90 minutos, eles oferecem também a possibilidade de alugar um iPad. A partir de duas horas e meia é possível ver filmes no aparelho.

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Conclusão

A JetStar é uma companhia para voos econômicos e o ponto forte dela é o preço. Para viagens curtas e com pouca mala é o ideal, rápida, prática. Muitas vezes, porém, o preço pode ser o mesmo ou até mais caro que o de outras companhias e nesse caso, preferiria as outras.

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Agradecemos à Letícia por esse interessante relato, que certamente será bastante útil para quem estiver planejando uma viagem à Austrália e região. Se você voou ou vai voar com alguma companhia aérea que não esteja aqui no Melhores Destinos envie sua avaliação para nós! Entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br. Você pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD neste post. Quer saber mais sobre low costs, não perca nosso  Guia para viajar com empresas low cost pagando pouco e sem dores de cabeça.

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