Como é voar na australiana Jetstar

Redação 15 · abril · 2013

A Jetstar Airways é uma subsidiária da Qantas e a maior companhia aérea de baixo custo da Austrália, Oceania e região do Pacífico Asiático. Contando com todas as subsidiárias (Jetstar Austrália, Japão, Asia, Pacific e Hong Kong), ela voa para 57 destinos em 16 países diferentes. Criada em 2003 como resposta à low cost Virgin Australia, a companhia tem sede em Melbourne e oferece boas tarifas também em voos domésticos. Nossa leitora Leticia Maia experimentou os serviços da companhia em diversos voos durante sua viagem à Austrália e fez uma avaliação para os leitores do Melhores Destinos. Veja a seguir suas impressões e saiba mais sobre os prós e contras de voar com a Jetstar:

Capar Jetstar

Em minha viagem pela Austrália, voei seis vezes com a companhia aérea Jetstar e outras vezes pela Qantas. Antes de sair do Brasil, havia comprado apenas três passagens aéreas, pela internet. A pesquisa que fiz foi diretamente no site da Qantas, mas para um determinado destino – Hobart, Tasmania – o site alterou para Jetstar como se fosse a mesma companhia. Há várias diferenças entre Qantas e Jetstar, mas para mim a principal é a questão do despacho de bagagem, que é cobrado na low cost . O site foi fácil de usar, os preços são comparáveis às passagens para voos internos no Brasil e não havia promoção nenhuma na ocasião.

As outras passagens eu deixei para comprar juntamente com minhas amigas em Sydney, em uma agência de turismo que uma delas conhecia e confiava, a FlightCentre. Foi uma besteira. Sabíamos que pagaríamos a mais pela agência, mas esperávamos em retorno uma consultoria em nosso roteiro e o resultado que vimos depois foi que a sequência de nossas viagens não fazia sentido: poderia ser menos cansativo e bem mais barato.

Jetstar_Airbus_A320

A FlightCentre nos vendeu apenas JetStar, sendo que havia voos da Qantas mais baratos pela internet do que o preço que pagamos. A agência nos deu a informação equivocada de que o limite de bagagem de mão era de apenas 7kg. Mesmo assim, optei por não comprar o direito de despachar mala, me arrumei em 7kg e fui. Demoramos um pouco a descobrir, mas na verdade o limite é de 10kg, pelo menos teoricamente.

Explico: para voar na Austrália você não precisa sequer de um documento. Fiz todas essas viagens, fiz check-in nos voos e em vários hotéis e hostels e nunca me pediram meu passaporte. Nenhum documento. Nada. Com apenas bagagem de mão, é possível fazer o check-in pelo telefone celular e apresentar o aparelho no momento de embarque. Nesse caso, não é necessário passar pelo balcão da empresa aérea, de forma que ninguém verifica nem o seu documento, nem a sua bagagem.

Quando estava com minhas amigas, elas tinham que despachar bagagem e por isso tínhamos que ir ao balcão da empresa. Nesses voos, que foram os primeiros, sempre ficávamos temerosas com relação ao limite, se iriam nos cobrar excesso. Uma vez fizeram minha amiga abrir a mala que seria despachada e passar algo para a bagagem de mão e foi aí que descobrimos que o limite era de 10kg. Nos aeroportos, o que vemos é que esse limite na prática não existe, vi vários passageiros com mais de um volume, com bagagens indubitavelmente mais pesadas do que os 10kg, como podem observar nas fotos que tirei. Quem não passa pelo balcão, acaba entrando no avião com o que quiser de peso.

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Check-in

Foi muito fácil fazer o check-in pela internet. Da primeira vez, ao chegar ao aeroporto, procurei o balcão da companhia para imprimir o cartão de embarque. A atendente foi atenciosa, imprimiu para mim, mas me informou que da próxima vez não seria necessário ir ao balcão, que eu poderia ir diretamente ao portão de embarque.  Nesse voo mesmo fiz o teste: apresentei meu celular ao invés do cartão impresso, como se não tivesse passado no balcão, e deu tudo certo.

Aqui no Brasil algumas companhias já funcionam com um sistema parecido. Digo parecido porque aqui a máquina lê uma espécie de código de barras na tela do celular e lá eles escaneiam a tela do celular que não mostra nenhum código, apenas uma mensagem normal que informa que eu efetuei o check-in.

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Em alguns aeroportos enfrentei filas para o check-in, em outros não. De qualquer maneira, em nenhum deles a espera foi absurdamente grande. Os funcionários foram todos eficientes. Atenciosos, mas não atentos. Uma das vezes, no início da viagem ainda, minha amiga apresentou o passaporte, colocou ele sobre o balcão. Os atendentes mal olham para a nossa  cara. Documentos não são necessários. Saímos do check-in e o passaporte ia ficando sobre o balcão, não fosse meu anjo da guarda me dar um toque de que estávamos esquecendo alguma coisa.

Pessoas com problemas com a polícia podem passar toda a vida viajando pela Austrália sem serem identificados. Nunca me pediram nenhum documento, fosse para viajar de avião, ônibus ou trem. Minto: uma vez no Cassino me pediram documento para fazer um cartão de cliente especial e quando apresentei somente a cópia do meu passaporte, o funcionário do cassino me disse que não poderia aceitar, porque a Austrália era muito exigente em termos de documentos. Faz-me rir. Esse mesmo funcionário fez o cartão com o nome da minha amiga “Brasileira da Bahia”, porque foi o que ele ouviu em resposta a uma determinada pergunta e se confundiu. Confesso que não me senti muito segura nessas condições, preferia que o país fosse realmente mais exigente em termos de apresentação de documentos.

Embarque

A maioria dos voos saiu no horário, com exceção de um, saindo de Whitsunday (WSY). Nesse dia, praticamente todas as decolagens atrasaram. Não sei se foi um problema nas condições atmosféricas do dia ou do aeroporto. O meu voo atrasou aproximadamente uma hora e o de minhas amigas mais ou menos duas horas – quase elas perdem a conexão em Brisbane. Nessa viagem, optei pela tranquilidade de não fazer conexões, parei em Brisbane uma noite e aproveitei para conhecer. Recomendaria a quem fosse para fazer o mesmo. Brisbane é uma cidade que vale a pena conhecer e voos com conexão sempre envolvem risco e cansaço adicionais.

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O embarque foi remoto em todos os voos. Íamos caminhando para o avião ou então de ônibus, em aeroportos maiores. A fila de embarque era um pouco chatinha, mas eles facilitavam permitindo a entrada pela porta dianteira e traseira. Os funcionários eram atenciosos ao te direcionar para a melhor porta, conforme o assento. Novamente, nenhuma conferência, seja de documentos ou bagagem.

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Uma coisa diferente que notei na Austrália é que o desembarque é realizado pelo mesmo portão de embarque. Não é como no Brasil. Aqui, só tem acesso à sala de embarque quem tem um cartão de embarque e o apresenta ao segurança na entrada das salas. Quando uma pessoa chega de viagem, sai pelo desembarque diretamente nas esteiras para retirar bagagem. No Brasil, se você sai da área de desembarque sem retirar a sua bagagem, terá problemas para conseguir voltar.

Na Austrália, é possível esperar uma pessoa diante do portão exato por onde ela vai chegar e vê-la descendo do avião em alguns aeroportos menores. Vi uma cena de amor lindíssima de um marido apaixonado recebendo a esposa, enquanto esperava o meu embarque. Qualquer pessoa pode acessar os portões de embarque. Não há controle nenhum. Uma pessoa pode fazer o check-in normalmente no balcão de embarque e um criminoso voar em seu lugar, já que não há conferência nenhuma e o acesso às salas de embarque é livre. Mais uma vez, reafirmo que não me senti segura por essa falta de controle

.Jetstar embarque

Perguntei isso a um australiano e ele me respondeu que é porque na Austrália não há terroristas ou criminosos. Isso para uma nação construída basicamente por prisioneiros da Inglaterra há cerca de duzentos anos. O que também não quer dizer nada, mas que há criminosos lá também é óbvio que há. Senti certo preconceito em relação a brasileiros na Austrália, mas pode ser apenas uma impressão minha. Contraditoriamente a essa falta de controle, fui revistada por um especialista antibombas em praticamente todos os embarques. A seleção era aleatória, mas devo ter cara de terrorista…

Um dia, vinha de um tour de vinhos e estava com uma garrafa em minha bagagem de mão. Estava receosa de não conseguir embarcar com aquela garrafa. Tentei abrir no aeroporto para passar para minha garrafinha de plástico. Imaginei que não poderia entrar no avião com uma garrafa de vidro porque é a mesma lógica de não poder entrar com nada cortante, uma garrafa é uma arma em potencial. Não me deixaram abrir a garrafa no aeroporto. Não é permitido beber nos aeroportos. Não entendi, porque as lanchonetes vendiam cervejas e outros, posso estar enganada.

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Se eu tivesse um abridor, teria bebido sem problemas. Tentei em três estabelecimentos diferentes, sem sucesso, a mesma resposta. Deixei para lá, coloquei em minha bagagem, passei pela segurança e embarquei numa boa com minha garrafa de vidro.  Acho que também conseguiria embarcar com a garrafa no Brasil, será?

As bagagens na Austrália ficam meio soltas, na porta do aeroporto, mais uma vez sem nenhum controle de segurança ou conferência. E não venham me dizer que a Austrália é assim porque é segura e não tem ladrão, porque infelizmente minha amiga foi roubada lá, justamente depois de eu ter questionado se íamos deixar as coisas assim soltas, senão haveria um escaninho disponível… Escutei um “no worries”, essas coisas não acontecem aqui, você não está no Brasil, ai, que raiva! Quando voltamos, o dinheiro tinha desaparecido.

Voos

Os aviões eram Airbus A320, razoavelmente novos e limpos, com quatro assentos por fileira, dois de cada lado. Tenho 1,80m de altura e o espaço para minhas pernas foi suficiente, confortável. Em termos de tranquilidade, cada voo tem a sua história, mas foram voos tranquilos de maneira geral.  Os avisos foram feitos apenas em inglês australiano.

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Durante o voo não há nenhum acessório, nenhum lanche e nenhuma simpatia. Em um deles, minha amiga comprou um misto quente. Demorou um pouco para vir, mas apesar disso, ela disso que estava gostoso e tinha uma aparência boa mesmo. Os mesmos que mexem com o dinheiro, mexem na sua comida. O dinheiro fica meio jogado, assim, misturado.

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Pedi um cup noodles em um dos voos e ficou meio cru, acho que a água poderia ter sido mais quente. Os talheres foram de plástico. No último voo que fiz, me lembrei de testar se eles me dariam pelo menos um copo d’água sem cobrar. Solicitei e aguardei. Inacreditável. A comissária saiu e voltou com um copo que duvido fosse de água mineral. Recebi uma água da cor parecida com suco de limão com gelo, bastante gelo e… um fio de cabelo para enfeitar! Quando mostrei o fio de cabelo na água, a mesma comissária foi cortês, reconheceu o erro e me ofereceu outro copo, saído lá de dentro também (não vi ser servido para dizer se era mineral ou não). Por via das dúvidas, não bebi. Água para mim tem que ser incolor, insípida e inodora, se não, não funciona.

A parte do entretenimento eu achei interessante. A revista deles proporciona uma leitura agradável. Para voos com duração a partir de 90 minutos, eles oferecem também a possibilidade de alugar um iPad. A partir de duas horas e meia é possível ver filmes no aparelho.

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Conclusão

A JetStar é uma companhia para voos econômicos e o ponto forte dela é o preço. Para viagens curtas e com pouca mala é o ideal, rápida, prática. Muitas vezes, porém, o preço pode ser o mesmo ou até mais caro que o de outras companhias e nesse caso, preferiria as outras.

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Agradecemos à Letícia por esse interessante relato, que certamente será bastante útil para quem estiver planejando uma viagem à Austrália e região. Se você voou ou vai voar com alguma companhia aérea que não esteja aqui no Melhores Destinos envie sua avaliação para nós! Entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br. Você pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD neste post. Quer saber mais sobre low costs, não perca nosso  Guia para viajar com empresas low cost pagando pouco e sem dores de cabeça.

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Redação

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  • Diego Saraiva

    Adoraria ter tido uma boa experiência com a Jetstar, porém passou longe disso. Em Fevereiro fiz 2 vôos com eles na Ásia, e foram as piores experiências que tive, desde malas completamente arrebentadas e violadas, funcionários inexperientes e que não falavam nada de inglês (japão), atrasos longos (mais de 3 horas)… e por ai vai.

    Sobrou escrever um e-mail enorme com 1 página de reclamações, para receber uma mensagem automática sem sequer um pedido de desculpas, com um voucher de $50,00 anexo para utilizar em novas compras com a Jetstar. Cia aérea Bizarra!

  • Rafaela Carla Sousa

    Viajei pela Jetstar mas isso de não conferir documentos não foi o que aconteceu comigo e minha família. Eles conferem duas vezes! Na fila de embarque e quando você está na porta do avião também. Mas o que me chamou atenção nesses voos foi a educação dos passageiros. Sabe aquela recomendação que os comissários dizem: "Só levantem após total estacionamento da aeronave e ao apagar o sinal de atar cintos"? Aqui no Brasil as pessoas não obedecem e levantam na hora que bem entendem. Na Austrália os passageiros só levantam após o "tuuuu" da luzinha apagando. Coisa linda de ver, haha! E para descer do avião nada de ficar esperando alguém do corredor ser gentil de parar de andar um pouquinho pra você sair… saem os da fila 1, depois dos da fila 2, 3… uma coreografia de civilidade que fiquei com muita inveja de não ter no meu pais.

  • Plinio Morais

    Já eu voei com Jetstar quando morava na Austrália (2006 e 2007) e nunca tive nenhum problema.

    Voei dentro da Austrália e voei ida para Tailândia e volta pela Malásia. Sempre normal.

    Aliás, tive um problema por culpa minha, perdi o vôo na Malásia e pelas condições da tarifa, não tinha direito de transferir e perderia o direito do vôo… mas eles me realocaram para que eu pudesse voltar para Austrália sem outro custo. 🙂

  • Ranerio Vieira

    Hahaha, adorei seu relato. A parte de não pedir documento certamente você não anda indo em farmácia comprar remédio para sinusite. Eu uma vez tive que comprar remédio para sinusite e como tinha pseudoefedrina tive que mostrar uma receita do médico em um papel especial (cheio de relevo e marca d'água) e apresentar meu passaporte junto e ainda assim o atendente da farmácia conferiu tudo umas 5 vezes. Esse mesmo remedinho bobo que a gente compra em qq farmácia aqui sem receita e sem nada.

    Esse "no worries" é terrível quando a gente tá nervoso com alguma coisa ou com pressa e vem um cristão falar "no worries, mate", sinceramente me dava vontade de esganar.

    Ri muito também da parte de os avisos serem em "inglês AUSTRALIANO", realmente é uma outra língua para quem só fala "inglês". Quando cheguei no aeroporto de SYD eu pensei "que diabo de língua eles estão falando???!!!" . Demorei até acostumar, e isso sem ir na Nova Zelândia…

    Eu também fujo de agência de viagem como o diabo da cruz, faz o bilhete ficar mais caro, faz alteração e cancelamento ficar mais caro, dificultam todos os processos (estou vivendo isso com a decolar.com no momento). Faço de tudo para conseguir comprar na cia, mas o estranho é que tem tarifas que não conseguem ser compradas via o site da cia (tentei uma com a TACA e não aparecia de jeito nenhum no site, cheguei a contactar eles e veio uma resposta seca do tipo "todas as tarifas que temos é o que aparece no site").

  • Victor Nogueira

    Estava em dúvida se eu comprava uma passagem de Cingapura para o Myanmar com a Jetstars ou com a Singapore. A diferença está mais ou menos 80 dólares, mas as diferenças são gritantes. Franquia de bagagem pequena, A320 e etc. Acho que vou ficar com a Singapore mesmo. Eles operam o mesmo trecho com um 777, serviço de bordo e franquia de 23kg. Valeu pela avaliação! Me ajudou a decidir qual companhia comprar. Talvez ela seja boa para vôos internos na Austria, mas pelos comentários da JetStar Asia… fiquei com receio. Abração!

  • Ladier Spercoski

    Em fevereiro e dezembro de 2011, fiz vários trechos internos na Austrália com a Jetstar e da Tailândia para Cingapura com ela. Não tenho nada a reclamar quanto a atendimento, cortesia e afins. Só houve um problema na volta de Cingapura a Bangkok, para pegar a conexão de volta ao Brasil, em que tivemos traso de uma hora devido ao pessoal de terra ter embarcado passageiros da Qantas que não poderiam estar naquele voo. No mais, tive voos tranquilos, pontuais e com o nível de cortesia certo. Também estranhei o relato quanto aos documentos, pois para mim sempre foram exigidos.

  • Diego Saraiva

    Victor, nem pense 2 vezes… já fiz as 2 cias aéreas, e com a Singapore em vôos na ásia, os vôos foram fantásticos! Voei 3 vezes com eles por lá, e foi impecável!

    Já com a Jetstar, foi um desastre!

  • Marcelo 'Ayatol

    Fiz dois trechos com a Jetstar na Nova Zelãndia sem nenhum problema, mas lá eles conferiam os documentos.

  • Cristiano Alencastro

    É na confiança que se tem nas pessoas que vejo a diferença entre os países civilizados e a nossa terra tupiniquim.

    Não é para da mole, mas não devemos ficar irritados, ainda temos muito o que aprender e crescer.

    Não é só na Australia que acontecem essas coisas, no Aeroporto de Frankfurt na Alemanha o portão de embarque é totalmente automatizado. Não tem ninguém para conferir o seu cartão de embarque. Você passa ele no leitor da máquina e entra. Simples assim.

    Já vi aeroportos aonde a área da esteira de bagagem da direto para a rua.

    • Renan Vasconcelos

      Cristiano,

      Em janeiro estive em Frankfurt e é o aeroporto mais bagunçado do mundo. Para ir de um terminal para o outro em conexão precisei perguntar para 5 funcionários diferentes e todos deram respostas diferentes. Só te informam o portão de embarque 30min antes do vôo, enquanto isso você fica sentado nos bancos do terminal (gigante) que te mandaram. Quando fui embarcar era sim automatizado, mas não havia fila. Era um Deus nos acuda pior que GRU. E antes de liberar o embarque os funcionários da Lufthansa olharam os passaportes manualmente sem nenhuma organização. Uma verdadeira bagunça!

      Quanto à confiança. Eu não me sinto confortável vendo que não checam NENHUM documento, como relatado pela leitora do post. Quer dizer que qualquer criminoso passaria pelo controle. Confiar nas pessoas quando se tem gente do mundo todo é errado. Acho que verificar o documento de todos é respeitar os passageiros que estão certinhos, evitando que os errados os coloquem em risco.

    • Bruno Souza

      O aeroporto JFK em Nova York é assim, as esteiras dão direto para as portas da rua e qualquer um tem acesso, mas infelizmente isso não funciona em grandes cidades, qualquer uma que seja. Em JFK eu tive uma mala extraviada que nunca foi encontrada, provavelmente foi "retirada" por alguém na esteira.

      A automatização nos aeroportos como o de Frankfurt é uma idéia excelente, funcionaria se não fosse operada por seres humanos, já fiz alguns vôos partindo desse aeroporto e a confusão é generalizada, muita gente não sabe que deve passar o código de barras. Infelizmente.

  • Everton Souza

    "passei pela segurança e embarquei numa boa com minha garrafa de vidro. Acho que também conseguiria embarcar com a garrafa no Brasil, será?"

    Ano passado fiz CNF-GIG-NAT e trouxesse uma garrafa de vidro de Cachaça mineira. Tinha colocado a mesma na minha mala que seria despachada, bem protegida com plástico bolha e envolta das minhas roupas. Porem quando fui embarcar minha mala a funcionária perguntou se eu estava transportando Garrafa de cachaça. (Vi que essa pergunta é padrão)Disse que sim e ela me pediu para ver, abri minha mala e ela perguntou se eu não queria levar a bordo. Estranhei, disse que não sabia que poderia levar como bagagem de mão, ela disse que poderia desde que não estivesse aberta. Passei pelo raio-x sem problemas. Queria ter passado pelo raio-x também no GIG para ver se teria algum problema por lá, mas devido a cnx ter sido rápida, sai direto de um avião e fui entrando no outro.

    Depois fui no site da gol e lá tem isso: "BEBIDAS

    Você pode transportar bebidas, como vinhos, sucos ou cervejas, mas os produtos precisam estar lacrados, nos fracos originais e serem transportados em embalagem PLÁSTICA dentro da bagagem despachada. Consulte o atendimento GOL para informações detalhadas sobre limites de bebidas por passageiro."

    Aiaiai..

  • Fabio

    Qual o problema de se embarcar com garrafas de vidro?

    Em qualquer duty free do mundo podemos comprar uma dúzia de garrafas de vinho no embarque e leva-las para bordo sem sermos incomodados.

    Esteiras que dão direto na rua? Todos os aeroportos americanos e europeus são assim, quando se trata de vôo doméstico. Esteira em área restrita só em vôo internacional e mesmo assim por causa da alfândega e não para preservar seus pertences.

  • Everton Souza

    Fábio, uma garrafa de vidro quebrada é considerada um perfuro cortante,

  • Ticiana Sampaio

    Estava lendo o Twitter no qual sigo o "melhores destinos" e vi a chamada para essa matéria. No meio dela, comecei a notar uma semelhança com o que tinha acontecido na minha viagem com duas amigas. E não é que era a minha viagem sendo descrita?!!! Rsrs! Só algumas observações, meu vôo Arlie Beach (como a Lê chamou Whitsundays) -Melbourne, com conexão em Brisbane atrasou porque um passageiro passou mal e levamos quase duas horas esperando a situação se resolver antes de decolar. Não corremos nem risco de perder a conexão pois tínhamos muitas horas de espaço entre um vôo e outro. Não me arrependo de não ter ficado em Brisbane já que não era meu objetivo ter uma noite e algumas horas do dia para "conhecer" uma cidade e preferimos já acordar em Melbourne que era meu objetivo. Acho muito mais cansativo parar em uma cidade por pouco tempo, sair do aeroporto, procurar hotel, voltar p/ aeroporto etc! Mas isso fica a critério de cada um! Quanto à FlightCenter, morei na Australia há alguns anos e na outra vez fiz várias viagens através da FlightCenter de Melbourne e eles foram impecáveis. Inclusive, em um dos vôos, perdi o vôo e liguei p/ a FlighCenter que resolveu tudo sem custo adicional (e pela tarifa do vôo que escolhi, eu não teria direito a remarcar a passagem). Conseguimos um jantar no deserto que foi um achado!! O melhor jantar da minha vida! E só conseguimos com a dica da FlightCenter e com a conseqüente reserva antecipada do mesmo! Quando chegamos lá, várias pessoas estavam tentando conseguir vaga para o jantar mas o mesmo já estava lotada! Então, reservar por agências tem vantagens e desvantagens! Acho q demos azar com essa filial da FlightCenter que escolhemos. Quanto a não mostrar documentos, não me senti insegura. Aliás, insegura é uma palavra que nunca fez parte do meu vocabulário quando morei lá por 7 meses e nem com essas 40 dias viajando. Claro que coisas desagradáveis acontecem, como por exemplo o furto do dinheiro da minha amiga. Mas de forma geral a Australia é sim um país infinitamente mais seguro que o nosso e isso se reflete na forma como os serviços são oferecidos. Mas o que eu mais concordo com a Lê é que viajar de Qantas é muito melhor que viajar de JetStar, claro! É quase como comparar a TAM com a finada Webjet. Mas a Australia é um país tão incrível que até de camelo vale a pena! 😉

  • Erickson Darlan

    Pessoal sei que esta avaliação é antiga, mas se eu tivesse encontrado ela antes jamais teria comprado um ticket da Jetstar, exatamente ontem 09/02/14 eu estava em Bangkok e tinha que voltar para Singapura para pegar meu voo para Frankfurt que partia a meia noite, comprei um bilhete com partida as 13:00 hrs, chegaríamos com tempo de sobra e ainda daria para fazer passeios na lojas do Changi o Aeroporto de Singapura que é imenso, mas para nossa surpresa logo pela manhã já recebemos uma mensagem dizendo que o voo partiria com atraso….pensamos tudo bem porque temos muito tempo, quando chega o horário de partida fomos ao balcão e a atendente estava distribuindo vale para alimentação porque talvez este mesmo voo sairia as 19:40 hrs de Bangkok e com chegada as 23:00 aproximadamente, isso se ele partisse porque ela não tinha a mínima certeza, entramos em desespero porque se perdêssemos o outro voo teríamos um problema maior ainda, tomamos a decisão de comprar outro ticket pela Singapore Airlines que era a única companhia que tinha um voo com horário para chegarmos a tempo em Singapura, conclusão gastamos quase 700 francos por outros dois tickets( R$ 1.800,00) aproximadamente e graças a Deus conseguimos pegar o outro voo a tempo, aí vem a questão…. e se não tivéssemos meios para comprar outros bilhetes? eles não nos deram alguma assistência, não tentaram se quer nos colocar em outro voo mesmo sabendo que tínhamos um outro voo para pegar. Portanto meu conselho é não comprem tickets desta companhia, para que se arriscar? uma verdadeira companhia mesmo que tenha algum problema ela coloca pessoas que saibam administrar este tipo de problema e orientar as pessoas,as atendentes falavam muito mal o inglês. Se querem viajar com low fare na Asia posso dizer que a Airasia foi ok apesar de um pequeno atraso em um dos voos. Boa sorte a todos!!!!

  • Matheus

    a320 com configuração 2X2?

  • Muita coisa deste testo nao bate com a realidade, ou mudou. Voltei de Austrália ontem, voei com Jetstar várias vezes em vôos domésticos e sempre pediram passaparte, inclusive em hotéis, bancos e etc.