Como é voar na JetBlue, a irmã mais velha da Azul

Denis Carvalho 25 · setembro · 2012

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A JetBlue Airways inaugurou um novo paradigma na aviação americana ao oferecer passagens baratas sem abrir mão do conforto e bom serviço. Fundada pelo brasileiro David Neeleman em 1999, a companhia voa para 71 destinos em 21 estados e 12 países do Caribe e América Latina, incluindo México e Colômbia. Parte da empresa (19%) pertence ao grupo alemão Lufthansa. A JetBlue pode ser considerada irmã mais velha da brasileira Azul Linhas Aéreas, que também foi fundada por Neeleman em 2008. A companhia mantém várias similaridades com a irmã brasileira, que foram notadas pelo leitor Vicente Cassepp-Borges, que escreveu uma ótima avaliação da companhia para o Melhores Destinos. Acompanhe e saiba um pouco mais sobre a JetBlue:

Inicialmente, ao saber que eu voaria JetBlue e que escreveria um relato para o Melhores Destinos, foi inevitável não tentar fazer comparações com a Azul. Para quem não sabe, a JetBlue possui o mesmo fundador da Azul, David Neeleman, e eu particularmente já sou bastante satisfeito com os serviços  da empresa brasileira. Posso dizer que as semelhanças são várias, começando pelo excelente padrão de qualidade.

Fiz duas viagens com a companhia. A primeira foi no dia 17/07/2012 de Chicago (O’hare) para New York (JFK). A segunda foi no dia 24/07/2012. de New York (La Guardia) para Fort Lauderdale, na Flórida. Sobre Chicago, o aeroporto de O’hare é o internacional, um pouco mais afastado do que o Midway, mas também de fácil acesso. É possível chegar a ambos por metrô. 

Em New York, existem três aeroportos, contando o de New Jersey. A maioria dos voos internacionais chegam ao JFK, que é um pouco mais organizado. La Guardia é superlotado.  Para falar de uma maneira mais fácil para nós brasileiros, imaginem que Congonhas está para La Guardia assim como Guarulhos está para JFK. O aeroporto de Fort Lauderdale é geralmente uma opção mais barata para quem quer voar para Miami, pois é bastante próximo (mais perto do que Confins de Belo Horizonte, por exemplo). É muito grande e parece que pouco utilizado, geralmente com poucas filas.

Escultura do Brasileiro Romero Brito no aeroporto de La Guardia (The Big Apple)

Resumo das viagens:

Trecho 1: ORD – JFK – 17/07/2012 – Saída 7 horas – Chegada 10h07  (Uma hora ganhada no fuso horário)

Trecho 2 LGA – FLL – 24/07/2012 – Saída 19 h45  – chegada 22h39 (previsão)

 

Compra das passagens

O site da JetBlue é bastante amigável. Apresenta diversas informações sobre a viagem, como inclusive a taxa de atraso dos voos. A JetBlue ainda possui seu programa de milhagens, o TrueBlue, que é bastante interessante.

Por meio do site, ainda é possível reservar hotéis e automóveis. O site é bastante estável. Chamo a atenção que paguei um pouco mais caro pelas passagens da JetBlue, mas optei por isso pelo fato de que eu estaria levando uma mala um pouco grande, que pode ser carregada como bagagem de mão e uma mala para ser despachada. Considerando que eu pagaria 25 dólares de taxa na maioria das outras companhias, a passagem da JetBlue foi a mais barata, mesmo que eu tenha pago um pouco mais caro na hora da compra.

 

Embarque

Seguindo um pouco da cultura americana, na qual máquinas substituem o trabalho de humanos naquilo em que máquinas são competentes para fazer, o check-in da JetBlue é totalmente eletrônico, feito em totens no saguão do aeroporto. A única parte que envolve pessoas é a entrega e pesagem das bagagens despachadas. É necessário ter o número localizador do voo para fazer o check-in, por isso é importante ter esse número à mão na hora. A outra opção é passar o cartão de crédito na máquina. Imagino que seja confiável, mas evito sair passando meu cartão nos lugares por onde ando.

O embarque foi bastante ágil. Começou 40 minutos antes do voo, no trecho ORD – JFK. Nesse primeiro voo, fiquei extremamente satisfeito com a empresa no quesito pontualidade. Mas no trecho LGA-FLL tivemos um atraso de uma hora e meia.

Ao entrar no avião, com muita pressa para não atrasar ainda mais a nossa chegada à Florida, tivemos mais uma desagradável surpresa. Entramos em uma fila de aeronaves e o piloto disse que nossa ordem para a decolagem era entre oitavo e décimo, mas eu estimo que passou disso. Com isso, nosso atraso ultrapassou duas horas.

Eu dou algum perdão para a JetBlue, pois um avião que faz várias vezes por dia uma rota em um aeroporto tão superlotado como estava La Guardia naquele dia não tem como não acumular um atraso para a noite. Aliás, todos o voos da JetBlue que saíam de lá apresentavam atraso. Eu cheguei ao aeroporto quatro horas antes do voo e o placar eletrônico já fazia menção ao futuro atraso. Meu perdão é parcial porque ter aviões de reserva não faz mal a ninguém.

De qualquer forma, sem saber de quem é a culpa do atraso, foi meu único porém com a JetBlue. Cabe salientar que a sala de embarque possuía diversos elementos personalizados da JetBlue, parecia mais aconchegante que o embarque das outras companhias. Ao esperar o avião, olhando no pátio do aeroporto, percebi a primeira grande semelhança com a brasileira Azul: o fato das aeronaves receberem nomes de batismo que remetem à palavra Blue (Azul). Alguns nomes que eu consegui registrar são “Yes, I’m a natural blue” e “Blue chip“. O meu era o “The blue eyes“.

Avião

O avião era um A320. Muito grande se comparado aos jatos da Embraer da Azul. As poltronas estavam disponibilizadas em 3 x 3. Assim como a Azul brasileira, a JetBlue possui o programa Espaço Azul, lá chamado de “Even more space“, que vende poltronas com mais espaço. Eu não paguei pelo serviço, mas mesmo assim achei o avião confortável.

No embarque, ainda chamo a atenção para o fato de que, mesmo a JetBlue permitindo que uma mala seja despachada gratuitamente, foi um tanto difícil encontrar espaço para a minha bagagem de mão. O bagageiro era grande, mas os americanos estão acostumados a carregar consigo malas grandes. Eu sentei na poltrona 7F e só consegui acomodar as bagagens acima da 11A. Mesmo com o voo atrasado, o embarque acabou sendo lento, devido à dificuldade para acomodar as malas.

 

Entretenimento

A JetBlue oferece uma diversificada lista de opções de entretenimento. Em cada poltrona, havia uma tela de TV passando diversos canais da Directv. Eu estava assistindo a um programa esportivo sobre um jogo de basquete entre Brasil e Estados Unidos (amistoso preparatório para as olimpíadas) que recém tinha ocorrido. Se não era ao vivo, pelo menos se trata de uma programação recente.

A tela é ergonômica, sendo possível incliná-la. A JetBlue não distribui fones de ouvido, mas disponibiliza por 2 dólares no saguão de embarque. Além de serem fones bons, que valem mais que 2 dólares, eles ficam dentro de uma caixa na qual está escrito deixe 2 dólares nessa urna e pegue um fone. Pareceu-me legal, pois a empresa tem confiança de que o cliente não vai roubar nada.

 

Serviço de bordo

O serviço de bordo tem um excelente padrão e lembra o da Azul. Haviam diversas opções de Snacks e os passageiros podiam servir-se à vontade. Muitos dos lanches são azuis. Eu recomendo fortemente uma batata chips azul. Quem não provou vai imaginar que batatas azuis só podem ser ruins, mas elas são incrivelmente maravilhosas.

Com relação às bebidas, também existem diversas opções e as aeromoças primeiro passam com um bloquinho anotando os pedidos, para depois entregar os pedidos. Eu pedi um suco de Cranberry, e recebi duas latas do mesmo. Algo que me pareceu bem legal foi que a todo tempo passam recolhendo o lixo. Não existe o desconforto de ficar segurando um copo vazio por muito tempo ou de ter que comer rápido para entregar uma embalagem.

 

Chegando ao destino

A exemplo das demais companhias americanas, a JetBlue informa durante o voo a que portão devem se dirigir os passageiros em conexão. Contudo, eles tem o diferencial de que um dos comissários passa de assento em assento perguntando sobre as conexões e dando orientações. Isso não é restrito a uma mensagem no sistema de som do avião. Outro diferencial é o de que, ainda no ar, foi informada a esteira na qual retirar a bagagem despachada.

Em solo, ao ir ao banheiro, percebi que havia uma mensagem pedindo que a JetBlue fosse contatada caso alguma coisa não estivesse funcionando. Achei isso uma delicadeza interessante para com o cliente. Imagino que as empresas aéreas também administrem partes do aeroporto, mas só percebi isso quando voei com a JetBlue. O banheiro estava limpo e em ordem.

Outra preocupação com o cliente depois do voo foi o convite que recebi para responder uma pesquisa de opinião ao chegar. Acredito que eles realmente valorizam a opinião dos passageiros, isso é importante para manter um padrão de qualidade.

 

Conclusão

O público brasileiro, que conhece o padrão da Azul, vai ter surpresas muito agradáveis com a JetBlue. Eu, que sempre compro passagens pelo preço, pagaria um pouco mais caro para voar com a JetBlue caso precise de voos domésticos nos Estados Unidos. Não só pela franquia extra de bagagens, mas por que a empresa me passou seriedade. Houve um atraso, mas atrasos acontecem, eu atribuo isso mais a azar e falta de estrutura do aeroporto do que a alguma responsabilidade da empresa. Gosto muito da Azul e fiquei extremamente satisfeito em voar JetBlue.

 

Agradecemos ao Vicente por mais esta brilhante avaliação, que certamente deixou muitos leitores curiosos para experimentar os serviços (e a batata azul) da JetBlue. E você? Já voou pela companhia? Deixe suas impressões nos comentários!  Se você fez ou vai fazer uma viagem com alguma empresa aérea que ainda não foi avaliada aqui no Melhores Destinos ficaremos felizes em publicar sua avaliação: entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br Você pode conferir todas as avaliações publicadas pelo MD neste post.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe