Como é voar na classe Executiva da Copa Airlines

Denis Carvalho 31 · janeiro · 2012

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A Copa Airlines é figura fácil aqui no Melhores Destinos pelas excelentes tarifas e boas promoções que ela realiza com frequência. Diante destas tarifas tentadoras, muitos nos perguntam sobre a qualidade dos serviços da empresa, a conexão no aeroporto do Panamá e a experiência de voos internacionais em seus Boeing 737. Já publicamos uma avaliação da companhia em nosso especial sobre Cancún, mas hoje trazemos a experiência de voar na classe executiva da Copa. Embarque com a leitora Anna Barbara que fez um excelente relato de sua viagem de Brasília a Cancún e veja o que a empresa reserva a seus passageiros na categoria top! A Anna, além de leitora do MD, mantém o excelente blog de viagens Nós no Mundo, vale a pena conhecer.

A viagem não foi programada. Tudo aconteceu meio que por acaso.

Certo dia resolvi procurar passagens áreas com boas tarifas e encontrei passagens da Copa Airlines na tarifa Executiva Promo para Cancún/México com bons preços, tanto na ida como na volta. Resolvemos então fazer a extravagância e bilhetamos a viagem na executiva.

O Check-in

Embarcamos pelo aeroporto de Brasília. Havia um guichê específico para passageiros da classe executiva, mas a atendente estava ocupada com outros afazeres… Na volta, no aeroporto de Cancún, aconteceu o mesmo. Em ambos os casos, tivemos que aguardar atendimento na fila comum. A fila especial de check-in, divulgada com um dos benefícios da classe executiva, não funcionou muito bem…

O voo

No trajeto de Brasília à Cidade do Panamá, com duração de 5h40, voamos no Boeing 737-700. A classe executiva é composta por 3 filas de 2 assentos, totalizando 12 lugares. Os assentos são em couro e têm como grande vantagem o espaço frontal e lateral. A distância entre os bancos é bem superior à dos assentos comuns da classe econômica. Ali é possível se mexer. Mesmo assim, não espere um assento que fique totalmente reclinado na horizontal. O encosto da cadeira reclina pouco e não é dá para ficar com as pernas completamente esticadas.

O atendimento dos comissários de bordo superou as expectativas. A aeromoça passava de poltrona em poltrona se apresentando e anotando os pedidos das refeições, chamando, inclusive, os passageiros pelo nome (ou melhor sobrenome, Mister Fulano…).

Há um cardápio que informa as refeições e as bebida alcoólicas disponíveis durante o voo. Uísque, cerveja, rum, conhaque, gim, vinho tinto e branco, espumante, sucos e refrigerantes são as opções.

No voo Brasília-Panamá foram servidas duas refeições: o café da manhã, logo após a decolagem, e um lanche, quase na chegada. O café da manhã incluía frutas, iogurte, cereais, pão acompanhado de manteiga ou geléia, bem como uma opção quente à escolha do passageiro: torta de ovo com queijo gouda e presunto ou french toast (rabanada) com maple syrup. Para o lanche, foram servidos frutas e frios. A comida estava boa, mas nada memorável. Era aquele padrão de avião…

Foram distribuídos kits com itens de higiene pessoal, máscara de dormir, meia e tampão de ouvido. Também havia disponível travesseiro e manta.

O trajeto da Cidade do Panamá- Cancun, com tempo de voo de duas horas, também foi feito em  Boeing 737-700. No voo foi servido almoço, mas, nesse caso, não havia opção de escolha. O prato era arroz, vagem e presunto defumado, além de uma saladinha e uma sobremesa de sabor não identificado.

Na volta, os trajetos Cancun-Panamá e Panamá-Brasília foram em aeronaves Boeing 737-800. Não notei muita diferença entre as aeronaves 737-700 e 737-800, à exceção da quantidade de lugares na executiva. Enquanto na primeira são 12 lugares, na segunda há 16 lugares.

No primeiro trecho foi servido café da manhã, com as mesmas opções do voo Brasília/Panamá. Já no segundo trecho, que foi no período noturno, depois de um conexão de cerca de 8 horas no Panamá, foi servido jantar e um lanche, além de salgadinho de aperitivo. O jantar foi creme de milho acompanhado de salada, além um prato principal a escolher entre o peixe com molho de maracujá e arroz de coco ou pasta com legumes.

Todos os voos decolaram pontualmente. Só tivemos problemas com atrasos na ida, ao chegar na Cidade do Panamá, porque o finger onde a aeronave iria estacionar estava ocupado. Ficamos em solo por cerca de 30 minutos aguardando a liberação.

Entretenimento

A grande crítica ao voo da Copa diz respeito ao entretenimento, praticamente inexistente. Em nenhuma das aeronaves havia TV individual, o que é um pecado! Apenas TVs compartilhadas que permaneceram desligadas quase todo tempo. Só no voo Brasília/Panamá foi exibido um único filme.

Conexão no Panamá

Devido à estratégica localização geográfica do Panamá, de lá a possível fazer conexões para o Caribe, América Central, do Sul, México, Estados Unidos e Canadá. A vantagem do Hub das Américas é a possibilidade de fazer conexões rápidas sem necessidade de passar pela alfândega ou imigração. Por conta disso, é possível fazer tranquilamente conexões de uma hora.

Em conexões mais longas, dá para visitar as várias lojinhas do aeroporto da Cidade do Panamá, onde você encontrará perfumes, cosméticos e eletrônicos. Dá até para sair e fazer um rápido city tour pela capital panamenha…

Malas

Passageiros da classe executiva têm direito a levar duas bagagens, cada uma com 32kg, além de uma bagagem de mão de 10kg. A bagagem é enviada diretamente ao destino final. Um dos benefícios é a prioridade na hora de despachar e receber as malas. Até que funcionou bem.

Sala VIP

Todos os passageiros da executiva têm acesso às salas VIP Copa Clubs e United Clubs. A sala VIP da Copa no aeroporto da Cidade do Panamá tem espaço amplo, mas mesmo assim costuma ficar bem cheia. Há cadeiras confortáveis, wi-fi, TVs, computadores e um pequeno espaço voltado para crianças, com brinquedos e filmes infantis. Fica o registro de que a internet  wi-fi não funciona muito bem…

Há à disposição dos passageiros bebidas – alcoólicas ou não – e comidas. O consumo é self service e ilimitado. A diversidade de bebidas agradou bastante. Já a de comida deixou a desejar. Na ida havia bagel, cereais, frutas, além de biscoitos e barras de cereais. Na volta, só biscoitos e cereias.

A sala VIP em Cancún tem um espaço reduzidíssimo. Apenas agradou pela tranquilidade e variedade de revistas. Já em Brasília nem sala vip da Copa tem…

Conclusão

No geral, a classe executiva da Copa é boa. O espaço entre as poltronas e o atendimento dos funcionários agradou. A decepção, contudo, ficou por conta da quase ausência de entretenimento. Não espere o conforto da classe executiva das grandes companhias aéreas europeias ou asiáticas, até porque o preço da Copa é bem inferior.

Considerando o preço e o relativo conforto, voaríamos novamente pela Copa. Isso sem contar que a companhia tem conseguido descentralizar os voos do caótico aeroporto de Guarulhos (SP), fazendo voos diretos de várias cidades brasileiras para a Cidade do Panamá, o que implica, na maioria dos casos, redução do tempo de viagem.

 

Agradecemos à Anna  pelo ótimo relato, que certamente será bastante útil para os demais leitores. E você? Já voou pela Copa? Tem alguma dica sobre a empresa? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Se quiser fazer uma avaliação de alguma empresa aérea ainda não avaliada aqui no Melhores Destinos entre em contato pelo e-mail dicas@melhoresdestinos.com.br. Teremos prazer em publicá-la!

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe