Como é voar na CityJet, companhia regional da Air France

Denis Carvalho 21 · agosto · 2013

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Nossa expedição de avaliações de companhias aéreas mundo a fora chega hoje à Irlanda para conhecermos mais uma low cost europeia: a CityJet. Quer dizer, low cost no preços já que na avaliação do nosso leitor Mendonça Júnior, autor da avaliação de hoje, a empresa oferece um serviço que nada lembra Ryanair e companhia. Acompanhe seu relato e saiba mais sobre essa simpática companhia que pertence ao grupo AirFrance/KLM e pode ser uma opção interessante para voos pela Europa. 

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Olá Leonardo, Denis e demais colegas do Melhores Destinos. Como eu havia prometido em um de meus comentários em um dos posts do blog, estou aqui para dar minha contribuição em mais uma avaliação de companhia aérea, a CityJet. 

A CityJet é a terceira companhia aérea irlandesa, sediada na cidade de Swords, vizinha à capital Dublin, sendo uma subsidiária pertencente ao grupo da Air France, operando diversos destinos na Europa com uma frota de Avro RJ85 e Fokker 50, aeronaves de pequeno alcance, que tem como diferencial a possibilidade de operar em aeroportos pequenos, como é o caso do London City, que foi meu destino, vindo de Amsterdã.

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A companhia é considerada low-cost, o que, ao meu ver, somente é perceptível no preço do bilhete, pois, como veremos adiante, o serviço é bem superior à categoria de baixo custo.

Compra
A opção pela companhia se deu, além do preço, pelo fato de eu poder ajudar a outros aqui do Melhores Destinos, que tanto já me ajudou nas minhas andanças por este mundo. Até havia opção de voos com preços semelhantes na famosa British, mas além do voo ser operado para o aeroporto de Heathrow, que é bem mais afastado que o London City, eu iria perder a oportunidade de contribuir com o blog. Então, paguei para ver.

A compra de bilhete não foi feita diretamente no site. Comprei no decolar.com, pois queria pelo menos uma intermediária brasileira, que facilitasse as coisas caso algum problema ocorresse, além do fato de o preço na agência estar mais atrativo do que no próprio site. Também não sujeitei minha compra a uma transação internacional, que me cobraria IOF e ficaria naquela apreensão da eventual alteração cambial.

De toda sorte, cheguei a fazer simulações no próprio site da companhia e achei super fácil a navegação, exclusivamente em inglês.O bilhete custou incríveis US$ 10, mas as taxas saíram por US$ 70, totalizando, assim, US$ 80.

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O trecho foi apenas de ida, de Amsterdã para Londres (London City, que é o aeroporto mais central da cidade). Sendo assim, o preço foi uma bagatela.
Comprados os bilhetes, recebi a confirmação por e-mail e, pouco tempo depois, os dados do localizador e do e-ticket. Liguei diretamente para a Air France aqui do Brasil e eles confirmaram o voo e a compra: tudo ok.

Check-in
O aeroporto de Amsterdã é incrível. Tudo é prático, desde a chegada, que pode ser feita através de trens que partem a cada 15 minutos da Estação Central (Amsterdã Centraal) da capital holandesa, até o embarque.

Totens para check-in
Totens para check-in

Ao chegar no aeroporto, que é imenso, há diversos balcões de informações. Ao me dirigir a um deles para verificar onde ficavam os guichês de check-in da City Jet, a atendente pegou os dados do meu voo (companhia, horário e destino) e prontamente me informou para onde eu deveria me dirigir.

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Chegando ao local, percebi que era todo da KLM, companhia holandesa, também pertencente ao grupo da Air France. Havia várias atendentes da companhia e uma delas me direcionou a um dos diversos totens para fazer o check-in. Havia apenas alguns poucos guichês para check-in presencial, com a atendente, que acho que deveriam ser para voos com destinos fora da União Europeia.

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O toten é fácil de utilizar e há opções de diversos idiomas, inclusive o português — de Portugal. Ao fazer o check-in pude perceber que a marcação dos assentos já estava feita automaticamente e que eu estava sentado ao lado da minha esposa, mas era possível tentar alterar ali mesmo o assento.

Toten de Check-in
Toten de Check-in

Não consegui fazer a marcação dos assentos com antecedência. Quando liguei para a Air France para isso, me informaram que eu teria que ver com a agência onde comprei os bilhetes.
Também é possível fazer o check-in pela internet, no site, e pelo aplicativo para smartphone.

Bagagem

Máquinas para despacho de bagagem
Máquinas para despacho de bagagem

Em seguida, fui direcionado pela atendente para uma das diversas máquinas que haviam por lá para o despacho da bagagem, sendo muito prática e simples a utilização. Assim, como o toten do check-in, a máquina vai direcionando os passos até o final. Bastou passar o código de barras do bilhete no leitor da máquina, colocar a mala no local indicado, conferir o peso (a minha mala estava 1,5 Kg acima da franquia de 23 Kg, mas foi só tirar algumas coisas e colocar na bagagem de mão e pronto), colar a etiqueta da bagagem que é impressa e nada mais. A máquina puxa a mala e está encerrado o despacho.

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O diferencial da CityJet e demais companhias europeias no geral, está no peso da bagagem de mão, cuja permissão era de 10 Kg, além de uma peça adicional, ou seja, era permitido uma pequena mala e mais uma bolsa com laptop, por exemplo.

M�quina para despacho de bagagem - foto 10

Embarque

Feito o auto-check-in, fui ao portão de embarque, passando, antes disso pela imigração (isso mesmo, como o Reino Unido não aderiu ao Acordo de Schengen, é necessário o carimbo no passaporte, mas só pró-forma mesmo, pois o funcionário recolhe o passaporte, carimba e nada mais.

Portão de embarque
Portão de embarque

Interessante é que os equipamentos de raio-x ficam no portão de embarque, ou seja, a conferência das bagagens é feita ali mesmo na hora do embarque, o que é positivo, pois evita as filas enormes, já que somente estarão na fila aqueles que irão no voo do respectivo portão de embarque.

O voo

O voo estava marcado para as 19 horas, mas decolou com 10 minutos de atraso, por algum motivo que não sei, já que o embarque foi rápido. A aeronave não parecia ser nova por fora, mas por dentro aparentava ser mais novinha, mas nada de 0 km.

Aeronave

O voo foi operado em um Avro RJ85 com capacidade para 95 passageiros na configuração de seis poltronas por fileira. Os assentos eram revestidos em couro, mas achei a largura da poltrona um pouco apertada. Não era o espaço entre as poltronas, que me pareceu ter o mesmo aperto aqui do Brasil – ainda mais para mim que tenho 1,84 m de altura – mas a largura do assento.

Espaço entre poltronas
Espaço entre poltronas

Havia um senhor do meu lado que parecia muito desconfortável. Chegou até a ir para a fileira à nossa frente, que estava vazia, após a decolagem.

Atendimento

Interior da aeronave 2
Interior da aeronave

As comissárias eram super-simpáticas.Por ser considerada low-coast, pelo preço que paguei no bilhete e pelo tempo de voo, de pouco mais de uma hora, pensei que não serviriam nada no trajeto ou que, caso servissem, fosse pago. Ledo engano. Para minha surpresa, assim que os avisos de atar cintos foi desligado, as comissárias — num total de duas — começaram o serviço de bordo gratuito, com duas opções de sanduíche natural (misto ou com ovo), refrigerante, suco, água e cerveja. Muito bom o lanche!

Lanche

Em seguida, ainda passaram novamente oferecendo tabletes de chocolates belga (humm que saudade de Bruges e de seus chocolates, rsrs). O que achei impressionante foi a rapidez com que foi feito o serviço de bordo. Nunca vi tanta agilidade e rapidez na minha vida. O entretenimento ficou por conta das revistas disponíveis nos bolsões dos assentos.

Revistas

Apesar ter havido atraso de dez minutos na partida do voo, ele chegou pontualmente às 19h15 em Londres —havia uma hora de diferença de fuso em relação a Amsterdã. A imigração foi tranquila e a reposição das bagagens foi rapidíssima.

Interior da aeronave

Conclusão
Não me arrependi em nada por ter escolhido a CityJet. Pelo contrário, me surpreendi positivamente com o serviço em todos os seus aspectos, ainda mais pelo fato de a companhia ser considerada uma low-coast. Para mim isso se refere apenas no preço baixo do bilhete, já que o a franquia de bagagem de 23 kg e o serviço de bordo gratuito não combinam com a as autênticas low-coasts europeias.

Agradecemos ao Mendonça, um de nossos leitores mais participativos, por esta avaliação super detalhada, que certamente será muito útil para todos os que estão planejando voar pela Europa e poderão ter uma opção bem interessante com a CityJet! Quer saber mais sobre companhias de baixo custo europeias? Leia nosso Guia Especial sobre companhias Low Cost da Europa e tire suas dúvidas! Veja aqui todas as nossas avaliações de companhias aéreas – já mais de 100! 

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe