Como é voar para os Estados Unidos com a Azul na Classe Executiva

Leonardo Marques 12 · dezembro · 2014

Ontem publicamos uma avaliação dos voos da Azul para os Estados Unidos na classe econômica saindo de Campinas para Fort Lauderdale e hoje estamos publicando o voo de volta, sendo que este foi feito na classe executiva, chamada pela Azul de Business Light. Provavelmente a Azul está reservando o nome Business para usar apenas nos aviões com nova configuração.

Como na avaliação de ontem a Letícia já falou sobre o processo de compra das passagens, hoje vamos direto à viagem de volta. 

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Check-in e embarque

Cheguei no aeroporto de Fort Lauderdale três horas antes do meu voo, diretamente no Terminal 3. Para o check-in, há uma fila separada para passageiros da classe business, que é junto com os passageiros do programa de fidelidade da companhia aérea. A fila estava bastante curta e o check-in foi feito rápido e sem nenhum problema, atendente sem sorrisos, mas fez o trabalho dela sem puxar conversa.

Nessa aérea do aeroporto em Fort Lauderdale, não há lojas, lanchonetes ou restaurantes, somente os balcões de check-in das companhias aéreas que operam neste terminal. Então, logo me dirigi a fila para passar no Raio-X. Passada essa etapa, encontrei alguns restaurantes e lanchonetes, embora essa área do aeroporto fosse bem pequena e parte dela estar em reforma.

A área do Duty Free me decepcionou um pouco, principalmente por aparentar ser provisório e bastante improvisado. Já o embarque foi feito rapidamente, dentro do horário previsto, e como estava voando de classe business, foi realizado mais rápido que o comum.

Avião

O avião que peguei para essa rota de Fort Lauderdale até Campinas foi um A330, que mesmo não sendo novo, apresentava boas condições. As poltronas da classe business são maiores que as da classe econômica e há mais espaço entre as poltronas da frente e a do lado, semelhante ao assento conforto da classe econômica.


A configuração das poltronas na business é 2-2-2, resultando em um total de 24 poltronas. Ao chegar no meu assento, encontrei um plástico com edredom e travesseiro, ligeiramente maior que o da econômica, e a limpeza parecia mais aparente.

Serviço

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Logo que entrei na aeronave foi servido champagne, água e suco de laranja, em taças de vidro, e um mix de nuts, servido em um recipiente de cerâmica.

Também nos deram uma necessarie com máscara para olhos, tampão de ouvido, escova-pente, kit da marca Institut Karité Paris com protetor labial, creme hidratante e agua brume, pasta, escova de dente e caneta.

Logo em seguida a comissária nos entregou cardápio e anotou as minhas escolhas para o jantar e café da manhã, também aproveitou para perguntar se eu gostaria de ser acordada duas horas antes do pouso para que fosse servido o café da manhã.

Diferente da classe econômica, as poltronas da classe business possuem tomadas, o que é um excelente diferencial, principalmente para quem gosta de usar o notebook ou tablets durante o voo.


Apesar da poltrona ser larga e a distancia entre as outras poltronas ser maior, a inclinação deixou a desejar, esse é um fator importante para quem gosta de dormir durante o voo. Outra vantagem da classe business é a luminária entre as duas poltronas, permitindo que o passageiro leia com um conforto muito maior.

Refeições

A bandeja de refeições também fica em um compartimento abrindo o braço da poltrona, assim como é na classe econômica.

Das opções do menu oferecidas, minhas escolhas foram:

Entrada: Salada, com folhas verdes, tomate cereja, queijo e rabanete. Vieiras grelhadas, que no menu estava “grelhadas ao mel”, porem não senti gosto algum de mel, mas que estavam muito boas e eram bem grandes. Havia também um pão delicioso, dois tipos de molho para salada e manteiga.

Os talheres da refeição eram de metal, guardanapo de tecido, taças de vidro, pequenos detalhes que fazem a diferença na hora da refeição. Apesar de ter o hábito de beber pouco durante as refeições, os comissários repunham bebidas o tempo todo.

Prato principal: Linguine com frutos do mar, a pasta estava divina, com o macarrão soltinho e com duas vieiras grandes e três camarões médios. Achei o prato bem grande, numa quantidade suficiente para satisfazer bem qualquer adulto.

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Ao servir as sobremesas, a comissária me perguntou o que desejava e escolhi frutas da estação. Foi-me servida uma bandeja com uvas verdes, uvas roxas, maça e banana, cada uma embalada num plástico filme. Escolhi as uvas roxas e estavam bem gostosas.

No café da manhã , escolhi o café da manhã regular, servido em uma bandeja com frutas, embutidos e queijos, pão, manteiga e mel. Quem escolheu a opção de café da manhã continental recebeu também cereal e iogurte. As bebidas oferecidas para o café da manhã eram sucos, café e chás.

Entretenimento

A parte de entretenimento da aeronave é idêntica ao da classe econômica, são os mesmos filmes e seriados. A única diferença é o tamanho da tela de TV, um pouco maior. Também não nos ofereceram jornais ou revistas.

Chegada

O avião chegou dentro do horário previsto e fui uma das primeiras a descer. Para auxiliar a saída, uma funcionária da Azul caminhou junto a mim. Havia vários funcionários da Receita Federal para a alfândega de entrada, foi super rápido, sem filas, afinal, todos os funcionários do aeroporto estavam a disposição somente do nosso voo.

Todo o caminho de saída era muito bem sinalizado, com inúmeras placas informando o trajeto. Ao sair da alfândega, fui até a área das esteiras para pegar minha bagagem, que vieram relativamente rápido. Coloquei-as no carrinho de bagagem, que são gratuitos, e me direcionei até a saída de “Nada a Declarar”. Saindo desse corredor há um Duty Free e, em seguida, na ala de desembarque um stand da Azul auxiliando os passageiros que fariam conexões.

Conclusão

Apesar de alguns poréns, como a poltrona não inclinar muito e não ser tão confortável como a poltrona da business da TAM, pelo preço oferecido com certeza vou considerar voar na business da Azul para os Estados Unidos em uma nova oportunidade.

Publicado por

Leonardo Marques

Diretor do Melhores Destinos

  • Larissa Campos Souza

    Muito bom o relato Letícia!
    Se o preço estiver competitivo, vale a pena viajar de azul.

  • Não vou criticar, só não sou o público para esse tipo de conforto.

  • Ronald

    Parabéns pela reportagem, Letícia.

    Já viajei em aeronave semelhante a este A330, e em outras mais modernas com “flat bed”. A diferença é gritante.

    Para mim, a posição inclinada não é natural – a impressão que tenho é que fico escorregando para baixo. Se ao menos as pernas ficassem na horizontal já seria bem melhor.

    Para uma pessoa de tamanho normal, que cabe com alguma folga na poltrona da classe turística, as vantagens da cabine executiva com este tipo de poltrona para uma viagem de 8 horas são muito poucas – a menos dos mimos, é claro.

  • Alexandre

    Avisem ao estagiário do marketing da Azul que o correto é “Caranguejo” e não “Carangueijo”, como está no menu. É impressionante como a ortografia é ignorada pelas pessoas, principalmente por quem trabalha em Comunicação…

    • Thomas Hisamura

      kkkkk

    • YuriBF

      “Carangueijo”: caranguejo com queijo.

    • Diego

      Pois é, parece que o pessoal da comunicação e, especialmente, do jornalismo se esforça para cometer erros absurdos de ortografia.
      Esses dias, vi na capa do “Estadão” “mais” no lugar de “mas”. Na cada do “Estadão”, que se propõe a ser um jornal sério.

    • YURI FAMINI

      Sempre é culpa dos estagiários, o que se refere a erros, coitados!

  • Marcia Oliveira

    Boa reportagem! Parabéns!
    Irei fazer este vôo na Busines ligth e pelo relato, sei que não vou gostar pq costumo ir pela Tam que tem uma super reclinação na poltrona da Executiva! Enfim, como ja comprei (a preço de Tam), tenho que ir pq senão ficarei no prejuízo de taxas de cancelamento e reembolso.
    Fiquei muito decepcionada ao saber que comprei ‘gato por lebre’, mas aprendemos muito com nossos erros!!!

    • MOACYR LOPES DOS SANTOS

      Acho que você não comprou gato por lebre. Desde o início das vendas a Azul informa que as atuais poltronas são provisórias e que será implantada uma nova configuração a partir de março. Um abraço.

    • Marco

      Antes mesmo das vendas já se sabia de como seria a configuração e conforto das classes. Além disso, se você voar a partir de abril, pode ser agraciada com a nova configuração…

    • MOACYR LOPES DOS SANTOS
  • Rebeca

    Tenho um voucher de R$50 reais da AZUL, para ser emitido agora em dezembro, se alguém se interessar mande um email que eu repasso.. é pouco, mas hahahaha já é alguma coisa né?! beky_l@hotmail.com

  • Bruna

    Como foi a passagem pela alfandega, já que tinha apenas o vôo de vocês?

    • Absalão Bussamra

      Também quero saber! Informação crucial… hehehe!

  • Fabio Peixoto

    Acredito que no tópico “Chegada”, primeiro parágrafo:
    – onde se lê “Havia vários funcionários da Receita Federal para a alfândega de entrada (…)”;
    – leia-se “Havia vários funcionários da Receita Federal para a imigração de entrada (…)”.

    O mesmo no parágrafo seguinte,
    – onde se lê “Ao sair da alfândega, fui até a área das esteiras para pegar minha bagagem (…)”,
    – leia-se “Ao sair da imigração, fui até a área das esteiras para pegar minha bagagem (…)”

    • YuriBF

      Só se a PF delegou a competência para realizar os procedimentos de imigração para a RFB. Até onde sei, RFB realiza procedimentos alfandegários, e a PF, migratórios.

  • Renata

    Incrivel a quantidade de “muambeiros” perguntando como é a alfandega em Viracopos. Alfandega é alfandega em qualquer lugar, se trouxe coisas acima de U$500 você declara e paga, simples assim. O pior é que o mesmo tipo de pessoa que tá querendo saber “como é a alfandega” aqui ou ali é o mesmo tipo de gente que faz post no Facebook contra a corrupção. Um joinha pra vocês!

    • MOACYR LOPES DOS SANTOS

      Esses mesmos muambeiros depois vão para as ruas gritar por mudanças. Ô País difícil este nosso.

      • Sandro

        Todo mundo quer saber sobre alfandega, acho isso uma coisa normal, ate porque com U$ 500,00 nao se compra nada. A maioria das pessoas trazem um valor acima e nao declara, ate mesmo estes aqui que estao criticando. Outra coisa, se esse tipo de pratica fosse o problema do nosso pais, seria uma maravilha. O problema esta num pais de governantes corruptos “valores bilionarios ” e com carga tributaria extremamente abusiva!

        • Renata

          Com U$500 não se compra nada? Perai, eu até concordo que o valor poderia ser maior, mas considerando que nesses U$500 não estão incluidos items de uso pessoal como roupas, 1 celular e 1 camera, vamos combinar que quem se preocupa com a alfandega é quem quer comprar MUITO além do uso pessoal, não é mesmo? E com certeza o governante corrupto começou assim, com pequenos delitos, que foram passando despercebidos, eles foram vendo que era possivel levar vantagem em tudo e foi assim que esse país virou a porcaria que está.

        • Felipe

          O fato de existirem ladrões de boiada não faz o ladrão de galinha menos criminoso, apenas mais incompetente.

      • Eurico Junior

        Moacyr, e VOCÊ? Acha que nada precisa mudar, que é tudo choradeira de muambeiro?

        • MOACYR LOPES DOS SANTOS

          Eurico, Boa noite.

          Acho, sim, que pagamos muitos impostos. E estes impostos não retornam a nós da forma devida. Porém, devemos cobrar nossos políticos. Vou pelo menos uma vez ao ano aos USA, compro roupas, tênis, perfumes para mim, dentro do que me é permitido. Itens de uso pessoal não entram na cota.

          Apenas acho que temos de mudar de postura. A partir do momento em que não concordamos com nosso governo e suas leis, isso não nos dá o direito de desrespeitá-las. Não adianta gritar contra a corrupção e continuar a avançar o sinal vermelho, vender e comprar sem nota, dar caixinha para p/ o guarda, pagar alguém para fazer uma monografia, etc. Tudo isso faz parte do mesmo princípio. É apenas a minha forma de pensar.

          Um abraço.

    • Absalão Bussamra

      Vou fingir que a sra. NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM excedeu a cota de US$ 500… e se o fez, declarou voluntariamente a “muamba”. Beleza?

      • Renata

        Amigo, nunca excedi. Não preciso de relógio de marca, bolsa de marca, computador de 2mil dólares e 3 Ipads pra ser feliz. Tenho meu celular Samsung, uma câmera portátil olympus, não tenho tablet e sou muito feliz assim. Inclusive, o dinheiro que deixo de gastar nas compras é o que vai pagar minha próxima viagem, afinal, o que fica na lembrança são as experiencias, não o Iphone que vai ficar obsoleto em 1 ano.

        • Absalão Bussamra

          Dona Renata, eu também não tenho tablet, nem computador de US$ 2 mil e sou muito feliz assim. Mas dou valor ao meu suado dinheirinho, por isso não admito pagar o TRIPLO ou o QUÁDRUPLO num simplório jeans Levi’s no Brasil, ainda mais sabendo que a grana dos impostos provavelmente será desviada. Por isso, sigo comprando as minhas “muambas”, senão terei que andar pelado! De resto, Miami não é destino de mochileiro desapegado… fica a dica!

    • Eurico Junior

      Usando a sua lógica, só “muambeiro” protesta contra a corrupção? Por acaso você concorda com o atual estado das coisas, acha que tudo está bem? Francamente…

      • Felipe

        É necessária muita criatividade desapegada para achar que alguém disse que está tudo bem. Pelo contrário, o post da Renata apenas defende a tese de que as coisas são piores do que parecem e corruptos estão em todos os lugares, até em protestos contra a corrupção.

    • Elton

      Concordo com a Renata. Ela não disse que as pessoas não podem fazer suas compras. Simplesmente disse que o correto é declarar os itens que ultrapassaram os US$ 500, e não ficar tentando saber como é a alfandega pra dar um jeitinho de burlar a cota. E não é porque existe coisa pior no Brasil que isso deixa de ser corrupção.

      • Thiago

        Politicamente Corretos? Duvido muito viu Renata e Elton, na minha opinião as pessoas tem o direito de comprarem o que quiserem, pois aqui no Brasil é um “assalto” comprar os chamados “itens básicos”. Se você comprar roupas para um ano por exemplo, vai exceder a cota de $500,00. Muita demagogia da parte de vocês, dizerem que é só pagar o imposto…. Ah, e não se preocupem, eu sou apenas um viajante que trago as coisas para uso próprio, e não para revender.

    • Marcelo

      quanta hipocrisia!

      • Felipe

        Onde?

      • Enzo da Costa

        Realmente é vergonhoso ler tanta hipocrisia nesses comentários. Se uma pessoa (me recuso a usar o termo “muambeiro”) consegue pagar os custos de uma viagem para o exterior, revender produtos pela metade do preço praticado no Brasil e ainda ter lucro, mesmo com o dólar alto, é porque existe algo de muito errado com a economia deste país. O mesmo vale para quem apenas traz coisas para o consumo próprio. De uma forma ou de outra parte desse lucro volta para os cofres públicos, afinal uma vez em solo brasileiro a pessoa vai gastar esse dinheiro com alimentação, transporte e afins. Tudo com uma carga tributária acima do que deveria.

        Criticar esta pessoa é a mesma coisa que criticar o vizinho, o colega de trabalho, a mãe, a tia que fazem bolos e pão-de-mel para vender.

        No mais, bem como já falaram aqui, Miami e Orlando e outros lugares não são destinos de viajantes desapegados. E pode ter certeza, que o funcionário da alfândega que quer vasculhar sua mala é o mesmo que viaja duas vezes por ano para o exterior e se nega a comprar qualquer coisa no Brasil, afinal semelhantes se reconhecem.

        • Felipe

          Enzo, sua lógica é a do “já que está tudo bagunçado mesmo, não existem mais regras, vale tudo”. Sonegação de impostos, além de ilícito tributário, pode ser enquadrada como crime. Isso faz do sonegador um criminoso, por definição e com todas as letras. Justificar um crime pela existência de outros maiores é o clássico sentar-se sobre o próprio rabo para falar mal dos rabos dos outros. Isso, sim, é hipocrisia.

    • Cadmiel Santos

      Queria entender a diferença de não trazer mais de U$500 em eletronicos, mas trazer roupas, perfumes, bolsas e cremes que somandos muitas vezes valem mais que 2 iphones! Acho no minimo hipocrisia, pra mim, celular e eletronicos são uso pessoal tão quanto roupas e acessorios.

      • Absalão Bussamra

        Concordo plenamente!

      • Jorge Gomes

        Ah, Cadmiel… mas aí é “item pessoal” e “não entra na cota”! Só rindo mesmo, quanta hipocrisia safada!

    • Hahaha. Perfeito Renata.
      Eu sempre falo isso é sou hostilizado

    • Henry

      A regulamentação que normatiza a entrada de mercadorias que vc traz do exterior é meio burra…. Senão vejamos:
      Você tem direito a trazer um celular, relógio e câmera como “item pessoal…
      Então, vc pode trazer um Rolex no pulso, de +- uns US$ 30 mil + um celular, com caixa de ouro, pela bagatela de US$ 15 mil e mais uma câmera mega sofisticada por uns US$ 5 mil.. no total, vc traz +- uns US$ 50 mil de itens pessoais, na boa…
      Dá para entender isso aí ???

  • Ray

    A questão é que alfândega é uma coisa (RFB), e a imigração (entrada/saída do país) é outra (PF).

    No texto ela fala que fez alfândega de entrada no país, antes de pegar as malas. Um equívoco.

  • Maria

    Quais são os assentos da econômica confort no A330?E o custo?

  • Guilherme

    Na “cada” do Estadão? Olha aí o ato falho… rs..

  • Renata

    Então acho que você deveria ler melhor a regulamentação de bagagem acompanhada, porque calça da levi’s é considerado item de uso pessoal (a não ser é claro que você traga 3 iguais, com etiqueta, de um tamanho que nem caberia em você). Por isso falei, se excluir o celular, a camera e as roupas, itens de uso pessoal como um perfume, um creme, etc U$500 é um valor razoável para trazer o resto. Se a pessoa vai com esse espírito, não tem com o que se preocupar com a alfandega, até porque não é esse tipo de pessoa que está sendo visada.

    • Absalão Bussamra

      Por isso mesmo jamais tive problemas com a alfândega. Não compro toneladas de coisas, mas também não recrimino quem passa da cota, tampouco rotulo como “muambeiro” (mania feia essa de julgar os outros). Aqui há criminosos muito piores, que lesam a Nação em bilhões. Lembrando que o exemplo vem de cima.

    • Jorge Gomes

      Renata, a lei é clara: os “itens de uso pessoal” devem ter QUANTIDADE COMPATÍVEL COM A DURAÇÃO DA VIAGEM. Portanto, roupas (mesmo sem etiqueta e do tamanho do viajante) não têm cota livre, como muitos erroneamente pensam. Justamente por isso, há gente que vai só com a roupa do corpo, para voltar com uma quantidade razoável. Mas é preciso ser MUITO hipócrita para dizer que “respeita a lei” ao fazer isso… também é malandragem!

  • Fabio Peixoto

    YuriBF, atente que ela escreveu “Receita Federal” e eu escrevi “Polícia Federal”.

  • Absalão Bussamra

    Elton, você declara aquilo que ultrapassou os US$ 500 ou também NUNCA excede a cota, como a Renata? Só pra saber…

    • Márcio Sampaio

      Bem, se eu compro acima de US$ 500, declaro. Já estou pagando bem mais barato por um item, por que correr risco de ser pego e pagar multa (e o pior, ficar com o peso na mente) por causa de 50% sobre o excedente? Ainda ficará mais barato que no Brasil!

      Não é pq vc faz que todo mundo tb faz… tem gente que procura cumprir as leis 😉

    • Felipe

      Como já disse antes, a existência de ladões de boiada não faz os ladrões de galinha menos criminosos.

  • Absalão Bussamra

    A percepção do brasileiro em relação à corrupção é extremamente relativa e subjetiva. Tem gente que acha um absurdo perguntar como é a atuação da alfândega num determinado aeroporto, mas acha normal se aproveitar de uma tarifa ridiculamente baixa, proveniente de erro da companhia aérea. E ainda torcer para que demorem a perceber o erro! Pode ser legal, mas é moralmente questionável. Cada um com a sua “esperteza”, né não?

    • Márcio Sampaio

      Desculpe, mas são coisas completamente diferentes. Se uma empresa oferece em seu site um produto ou serviço a preço x, tem que ser honrado, não importa se foi um erro ou promoção, é algo amparado pelo Código de Defesa do Consumidor. Não é crime nem algo imoral. Diferente, por exemplo, de você receber o troco a mais em um ônibus e não devolver, aí é totalmente imoral (no mínimo).

      Não sou eu quem falo, mas nossa legislação (não entro no mérito se é boa ou ruim, tem que ser cumprida). Se trouxer acima de 500 dólares em itens tributáveis, a lei prevê que devem ser declarados. Pode entrar na fila de “nada a declarar”? Cada um faz o que quer, mas aí está cometendo CRIME de sonegação.

      Não há qualquer crime em comprar uma passagem pelo preço anunciado. Ela não foi adquira por meios ilegais. Mas é crime sonegar imposto.

      • Ricardo

        Mostre a legislação que ampara o sujeito comprar uma passagem sabidamente com preço errado. Isso não existe. O CDC fala, inclusive, da boa-fé que deve nortear as relações de consumo. Comprar algo que sabidamente está com o preço equivocado e ficar esperneando depois é, no mínimo, má-fé. O máximo seria a devolução do dinheiro.

  • Jorge Gomes

    Convém lembrar que os famosos “itens de uso pessoal” devem ter quantidade compatível com a duração da viagem. Muita gente viaja somente com a roupa do corpo, retorna abarrotada de “itens pessoais” e ainda estufa o peito dizendo que “respeita a cota”. Assim é fácil…

    • MOACYR LOPES DOS SANTOS

      Está correto. Eu trouxe agora um tênis, duas camisas e um perfume, tudo deu menos de US 300,00. Agora, sei de gente que viaja até sem mala. Um abraço.

  • Jorge Gomes

    Desculpe, mas o Absalão foi claríssimo: “PODE SER LEGAL, mas é moralmente questionável”. É a opinião dele. Convenhamos… quem compra uma passagem pra Zoropa por 200 merréis sabe (ou suspeita) que deve haver algum erro. Ainda que amparado pela lei, está prejudicando a empresa. Não condeno quem faz isso, pois acho que também aproveitaria uma “oportunidade” dessas. Entretanto, JAMAIS apontaria o dedo pra quem compra um iPhone em Miami, pois não sou hipócrita.

  • MOACYR LOPES DOS SANTOS

    É isso ai.

  • Renata

    A legislação é burra no momento em que conta com o bom senso (inexistente) do brasileiro. Ela foi feita justamente pensando no viajante que vai somente para aproveitar a viagem e comprar itens para uso pessoal. Como disse anteriormente, se você vai nesse espírito, poderá gastar, como você também citou acima, quanto quiser dentro do limite do bom senso, pois não é isso que o fiscal está procurando e não é sóbre isso que a legislação fala. Com certeza o Rolex de U$50mil causa menos estragos na economia do que o cara que trás 15 potes de Whey e 55 camisas Hollister.

    • Jorge Gomes

      Tipo assim: quem compra um creme Skin Caviar da La Prairie (US$ 425) é “viajante com item de uso pessoal”. Quem compra um iPad (US$ 400) é “muambeiro”. Entenderam a diferença, crianças?

  • Jorge Gomes

    Henry, matou a charada! Tem gente que traz um montão de “itens pessoais” (como roupas, calçados e cosméticos) mas bate no peito dizendo que “respeita a cota de US$ 500” e ainda chama os outros de “muambeiros”. Hipocrisia pouca é bobagem!

  • Jorge Gomes

    Enzo, onde eu assino? Análise impecável!

  • Jorge Gomes

    Thiago, só que você tem uma diferença fundamental em relação aos hipócritas de plantão: não usa a churumela dos “itens pessoais” para justificar aquilo que traz acima da cota.

  • Andre Garcia

    Quem compra um iPad já diz bye bye para a cota.

  • Jorge Gomes

    Só que o espertalhão não quer o dinheiro de volta, nem em dobro. Quer viajar pra Zoropa por 200 merréis, mesmo sabendo que é um absurdo. Se isso não é má-fé, não sei mais o que é.