Anac pode aprovar fim da franquia de bagagem e outras mudanças na próxima semana

Denis Carvalho 6 · dezembro · 2016

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode aprovar na próxima semana mudanças importantes no transporte aérea brasileiro, com a revisão das Condições Gerais de Transporte (CGT). A maior delas é o fim da franquia de bagagem nos voos nacionais e internacionais, mas há outras mudanças importantes, como pagamento de multa imediata no caso do extravio de bagagem e possibilidade de desistência da compra de passagens sem taxa até 24 horas.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a Diretoria Colegiada da agência decidiu votar na próxima terça-feira (13/12) as propostas, que estão submetidas a audiência pública desde março.

Confira as mudanças propostas pela Anac:

  • Fim da franquia de bagagem: Hoje todos os passageiros de voos domésticos têm direito a despachar gratuitamente uma mala de 23 kg e os de voos internacionais até duas malas de 32 kg cada. Com a mudança, a Anac não vai mais impor limites mínimos e as companhias poderão cobrar pela bagagem como desejarem. Esse modelo já é adotado em quase todo o mundo e a expectativa é que ele permita uma queda nos preços e até a chegada de companhias low cost ao Brasil. Porém, há o grande receio de que a mudança favoreça apenas as companhias aéreas e que os preços continuem os mesmos mesmo sem a bagagem gratuita.
  • Franquia de bagagem de mão: Em contrapartida ao fim da franquia bagagem, os passageiros poderão levar 10 kg gratuitamente na cabine e não apenas 5 kg como é hoje (observados limites da aeronave e de volumes). Mudança positiva. Esse limite hoje é fictício e só é aplicado quando o funcionário do check in resolve seguir a regra à risca.
  • Extravio de bagagem:  O passageiro de voo doméstico ou com destino ao Brasil que tiver a mala extraviada receberá uma ajuda de custo imediata de 100 DES (Direito Especial de Saque – 1 DES= R$ 5,15). Nos casos de extravio em voo com destino internacional, a companhia deverá reembolsar as despesas no limite de 1.131 DES, a ser pago em até 14 dias. O prazo para restituição de bagagem no caso de extravio em voo doméstico foi reduzido de 30 para 7 dias (voos domésticos). Mudança positiva. Torna o extravio menos injusto para o passageiro.
  • Assistência material x força maior: o direito de assistência material (comunicação, alimentação e acomodação) poderá ser suspenso em casos de força maior imprevisível (como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto) ou caso fortuito. Funciona assim em quase todo o resto do mundo, faz sentido mudar também no Brasil. Pode ajudar a reduzir o custo da passagem.
  • Prazo para reembolso: por solicitação do passageiro e de acordo com as regras do contrato, o reembolso ou estorno deve ocorrer em até 7 dias da solicitação. Hoje são 30 dias. O reembolso por atraso, cancelamento, interrupção ou preterição deverá ser imediato. Medida muito bem vinda, mas será necessário fiscalizar de perto as companhias aéreas, que às vezes não cumprem sequer o prazo atual de 30 dias.
  • Possibilidade de transferência do bilhete: o bilhete é pessoal e intransferível, exceto se o contrato dispuser de forma diversa. Na prática, a companhia aérea poderá aceitar o endosso do bilhete, cobrando por isso. A expectativa é que essa proposta seja rejeitada, pois há receio tanto dos passageiros quanto das companhias de que surjam cambistas de passagens aéreas em datas como feriados e férias.
  • Validade do bilhete: passaria a se encerrar na data prevista de sua utilização, exceto quando não houver data definida para viagem. Não ficou claro o que acontece depois disso? O passageiro perde o direito ao reembolso?
  • Correção de nome no bilhete: erro no nome ou sobrenome deverá ser corrigido pela empresa, sem custo, antes da emissão do cartão de embarque. Regulamenta uma prática já implantada por algumas companhias aéreas e resguarda o passageiro caso o erro seja descoberto na hora do check-in. Boa mudança, já que o assunto sempre gera problemas.
  • Quebra contratual e multa por cancelamento: proibição de multa superior ao valor do bilhete e proibição da cobrança cumulativa de multa de cancelamento com multa de reembolso, o que é muito bem vindo!
  • Multa de até 5%: a empresa deverá oferecer opção de bilhete com multa máxima de 5% do valor pago, em caso de cancelamento ou alteração. Claro que esse bilhete custará mais caro, mas o que muda é a obrigação da companhia oferecer essa possibilidade.
  • Direito de desistência: o passageiro poderá desistir da compra da passagem (100% de reembolso) até 24 horas depois de concretizada desde que o bilhete tenha sido adquirido com antecedência mínima de 7 dias da data do voo, mesmo que a compra não tenha sido feita pela internet. Em compras pela internet o consumidor tem 7 dias para desistir.
  • Alteração programada pela companhia: para alterações superiores a 15 minutos, caso o passageiro não concorde, a companhia deverá oferecer remarcação para data e hora de conveniência em voo próprio ou de terceiros sem ônus ou reembolso integral. Se a companhia não avisar a tempo de evitar que o passageiro compareça ao aeroporto, deverá prestar assistência material e reacomodar o passageiro na primeira oportunidade em voo próprio ou de terceiro.
  • Procedimento para declaração especial de valor de bagagem: passageiro poderá declarar bens de valor para receber indenização de forma mais ágil (em valor superior a 1131 DES, sendo 1 DES = R$ 5,15 (cotação de 09/03/2016 pelo Banco Central) em caso de perda/dano da bagagem. Neste caso, a empresa poderá cobrar valor suplementar ou seguro
  • Vedação do cancelamento automático do trecho de retorno: o não comparecimento do passageiro no primeiro trecho de um voo de ida e volta ou de múltiplos destinos não causará o cancelamento dos demais trechos, desde que o passageiro comunique à companhia, por qualquer meio e com antecedência de duas horas do primeiro voo. Isso vai ser um alento para muitos passageiros que perdem o voo de ida e tem que pagar caro para remarcar os dois trechos.
  • Indenização em caso de preterição: obriga a companhia aérea a indenizar o passageiro que vier a ser preterido no embarque.

Autor

Denis Carvalho - Editor chefe
  • Raoni Fonseca Duarte

    Bom, via de regra, regulamenta práticas já adotadas na aviação internacional e acaba com “benesses” que praticamente só existem no Brasil. Acho que a mudança mais sentida será a do fim da franquia de bagagem – acho quase utópico acreditar que resultarão em passagens mais baratas se não haver o ingresso de cias aéreas verdadeiramente low-cost no país (e não de empresas que de “baixo-custo” só tem o nome e a filosofia).

    • Fabricio Reis

      Não vejo problema em acabar com a franquia de bagagens desde que deixem muito claro no momento da compra das passagens quanto de bagagem o viajante pode carregar. Porque eu vejo isso como uma oportunidade para as cias aéreas não informarem no momento da venda, e posteriormente cobrarem valores absurdos pelo “excesso”.

  • Essa mudança na “Assistência material x força maior” é ridícula. A pessoa perde o vôo por mau tempo, consequentemente perde dias de hospedagem no destino, transfer já pago, compromissos já acertados, e ainda tem que arcar com os problemas que disso ocorrem?

    • Guaip

      E por que a cia aérea deveria pagar o hotel pra ti se ela não pode nem voar? Imagina que tu está dirigindo um Uber, pega um passageiro para levar até uma cidade vizinha, e no meio do caminho tem um desmoronamento de terra e vocês ficam presos. Tu vai pagar hotel pro passageiro até poder seguir viagem?

      • Porque a impossibilidade de voar em casos de força maior é ônus da atividade econômica e deve ser assumido pelo empresário, não pelo cliente, que é o elo frágil da relação. É princípio constitucional. Tal custo deve estar previsto na atividade realizado e, obviamente, faz parte do preço da tarifa.

        Seu exemplo não foi muito bom, mas eu entendi a questão. Quem não pode ser prejudicado por conta da interrupção na prestação de um serviço, salvo quando este é o culpado, é o cliente. Tal prejuízo é um risco que precisa ter sua possibilidade prevista no orçamento da cia. Imagina se ao planejar as viagens, cada cliente precise prever a possibilidade de caso de força maior acontecer? Para nós é um prejuízo gigantesco, para a empresa, é mínimo.

        • Gustavo Sousa

          Nesse caso você pode pagar um seguro viagem. Na prática no modelo atual este seguro está imbutido no preço das passagens, e mesmo pra quem não tem compromissos urgentes ou está disposto a pagar menos pra não ter essa segurança tem que pagar. Nas companhias européias sempre no fim da compra eles perguntam se vc quer pagar um seguro (geralmente 5 a 15 euros) pra esses casos de imprevistos. Na maioria das vezes eu não pago, mas quando estou fazendo um trecho local antes de um internacional eu sempre pago o seguro pra garantir que não tenha problemas.

          • Essa seria uma opção ótima para esse caso: as cias serem obrigadas a oferecerem um seguro facultativo.

          • Pedro

            As cias. aéreas já têm seguro para estas eventualidades. Se não acionam é para não ter sinistralidade e ser mais barato na hora de renovar.
            Não cabe ao consumidor fazer seguro sobre eventual prejuízo decorrente da atividade da empresa, porque quando ela tem lucro, ela não divide com o consumidor, então, porque, vai querer dividir ou jogar pra cima dele o prejuízo ?? Isto se chama Teoria do Risco e se aplica nas relações de consumo.

          • Elas têm esse seguro porque a cobertura dessas eventualidades é obrigatória no nosso país. Se não fosse, elas não precisariam de tal seguro, e o mesmo seria feito pelos próprios passageiros.

        • Fábio

          Isso já acontece. Em 2011 estive em Porto Alegre e meu voo não podia decolar por conta da erupção de um vulcão na Patagonia. Eu mesmo tive que arcar com o hotel, alimentação e outras despesas da hospedagem. E a empresa aérea não me recolocou no primeiro voo disponível. É uma piada afirmar que hoje as empresas pagam por esse tipo de infortúnio

      • Pedro

        Aí. quando a cia. tem prejuízo ela divide conosco.
        Vão dividir o lucro também ??

      • Leyne Santos

        Arrasou! Costumamos pensar apenas em nosso próprio umbigo. Que eu saiba São Pedro ainda não fechou negócio com as companhias aéreas.

  • José Eduardo

    Eu quero só ver essa história de queda nos preços.
    Aliás, pago pra ver.
    Vai acontecer o de sempre: precarização dos direitos e manutenção dos valores.
    Triste.

    • Guaip

      Tu chegou a voar nos anos 90? E nos 2000?
      Hoje tem passagem por menos de R$ 200,00 para tudo quanto é lado. De Porto Alegre dá pra ir para São Paulo, Rio, Paraná, Minas, etc. por menos de 200 reais. Isso praticamente não existia há uns 10 anos, e isso que o real valia quase o dobro na época.

      • FabioPalmeiras

        Pois é… Mas lembre-se do motivo pelo qual isso aconteceu nos últimos 10 anos. Atualmente, com essas mudanças (santa ingenuidade de quem pensa diferente) vai voltar a ser como antes…. aliás, é isso que muitos querem. Avião, só pra quem pode pagar… e caro.

      • Pedro

        A franquia de bagagem continuou a mesma.
        As passagens reduziram o custo de forma relativa e por conta dos ganhos com eficiência das aeronaves e do crescimento do mercado.
        Claro que o serviço de bordo caiu bastante desde então, mas o que tinha antes era que as cias. aéreas não eram empresas de aviação, mas sim restaurantes voadores e comissárias eram garçonetes do ar.
        Um equívoco comercial que a evolução do mercado tratou de corrigir.

  • PattyGuim

    Acho que não podem retirar a franquia de bagagem.. porque os preços não vão cair. Nos países em que você paga a mais pela bagagem o valor de uma mala de 20kg ė 10€ … aqui no Brasil se você quer comprar mais franquia qnd adquiri a passagem, na gol por exemplo 5kg é mais de 150 reais. A não ser que regularizem também o valor a ser cobrado pela mala despachada isso não vai funcionar.

  • FabioPalmeiras

    Fica claro que teremos que pagar a passagem (cujo preço não vai cair) mais a bagagem despachada, especialmente viajando pra fora, quando precisamos levar e trazer várias malas. Santa ingenuidade acreditar, no mundo de hoje, que o passageiro terá algum benefício com essas mudanças. Logo eles criam novas taxas, como marcação de assentos (algumas já cobram), comida e bebida em voos internacionais, limpeza de aeronave, fornecimento de fones, travesseiros, uso das cadeiras nos aeroportos, etc. etc… No Brasil, viagens de avião voltarão, muito em breve, a ser um privilégio de poucos.

    • Guilherme Rezende

      Espero que isso não aconteça mas discordo que temos que levar muitas malas quando viajando pra fora. Em setembro fui pra China e e fiquei muito irritado pq eu levei só uma mochila pequena de uns 8kg e nem tinha espaço pra eu colocar na cabine visto o tanto de bagagens que os outros passageiros estavam levando. No fim das contas eu pago o mesmo tanto pra levar uma pequena mochila e nem tenho espaço pra colocá-la na cabine. Enquanto isso tem uma galera que leva 64kg de bagagem.

  • Hermes Hs

    No geral, e na minha opinião vai melhorar. Só não é possível acreditar na baixa dos preços… eu duvido muito. É igual as sacolinhas de mercado em SP, que a promessa era a redução de preços, que eu não vi até agora. Muito pelo contrário, só vi o aumento! Talvez não vejamos aumento nos preços das cias aéreas, visto que o mercado mundial está acessível a todas as classes, porém, a redução eu não acredito.

  • No geral as mudanças foram bem mais positivas do que negativas. Na verdade de negativo mesmo é só o fim da franquia de bagagem e a assistência material x força maior. Achei o título um pouco sensacionalista destacando um ponto ruim sendo que a maioria das mudanças são boas. Prova disso está nos comentários (daqui e do face), porque brasileiro só lê o título e já vai comentando, não tem hábito de ler.

  • Márcio Sampaio

    O ponto de maior destaque, sem dúvida, é o fim da franquia de bagagem. Porém, quando falamos em práticas adotadas na maior parte do mundo, estamos nos referindo aos voos domésticos. Em voos internacionais, o padrão é aceitar gratuitamente apenas uma peça, que varia de 23 a 32 kg dependendo do país.

    Para alinhar às práticas internacionais, talvez o melhor fosse: voos domésticos sem franquia (mas com valor estabelecido pela Anac por cada peça para evitar cobranças absurdas das companhias) e voos internacionais com uma peça apenas, aí analisando se seria 23 ou 32 kg.

  • Leandro Ciciliato

    Acho valido tudo, principalmente o fim da franquia das bagagens se realmente abaixar os preços, ja nao viajo a tempos com mala grande, problema que nao temos certeza que os preços irão cair. Acho injusto também pagar tao caro para remarcar ou cancelar um voo, sei que a empresa aérea tem custos mas poderia pelo menos ser de graça sem reembolso mantendo um credito para usar futuramente.

  • Gabriela Rezende

    Se a Anac aprovar essas regras, quem já está com passagem comprada mantém as regras antigas ou tem que aderir às novas? Eu estou com passagem comprada para os EUA e não posso me dar ao luxo de perder essa franquia de bagagens, até porque paguei muito caro pelas passagens =/

    • Só vai valer para novas passagens quando entrar em vigor

  • Fabio

    No mes passado a Petrobras reduziu o valor dos combustiveis nas refinarias por duas vezes. Alguem viu alguma queda no preco final nos postos?

    Quanto querem apostar que as passagens nao cairao um centavo devido a essa perda de direitos?

  • Entendi sim, tanto que eu falei justamente isso. O custo está embutido na passagem. Nossa opinião aqui não importa tanto quanto o que está na nossa lei, o risco do negócio deve ser do empresário, não do cliente. Se ele vai embutir esse custo no produto (e é óbvio que vai), é algo que ele deve decidir.

    • Fábio

      Isso já acontece na prática. Em 2011 estive em Porto Alegre e meu voo não podia decolar por conta da erupção de um vulcão na Patagonia. Eu mesmo tive que arcar com o hotel, alimentação e outras despesas da hospedagem. E a empresa aérea não me recolocou no primeiro voo disponível. É uma piada afirmar que hoje as empresas pagam por esse tipo de infortúnio

      • Cabe a você correr atrás. Se ela não cumpriu, você tinha que correr atrás do que era seu por direito.
        Em 2015 meu avião não chegou em Buenos Aires porque uma tempestade de neve impossibilitou que o mesmo saísse de Istambul. Todos os passageiros ficaram em um ótimo hotel em Buenos Aires e parte embarcou no primeiro voo de outra cia, e parte nos seguintes. Mesmo assim, por conta disso perde meu vôo que sairia de Guarulhos para Curitiba, e fiz a companhia pagar almoço e emitir e assinar uma carta explicando o ocorrido. Tentei remarcar o voo que perdi mas o próximo seria muito tarde. Comprei na hora o vôo mais próximo e pedi o reembolso quando cheguei em casa, o que foi feito em menos de uma semana.

        • Fábio

          Viajava a serviço e a empresa pagou hotel e outras despesas. Se fosse eu quem tivesse que pagar a história seria outra

      • Pedro

        Respondem sim. É só acionar no JEC. Teoria do Risco.

    • Rodrigo Valdez

      Mas quando há risco o custo é maior. Ou você acha que a cia aérea vai acertar direitinho o número de dias em que o aeroporto fecha no ano?

  • Matheus

    Engraçado. Geral aqui procura, compra e viaja pra fora. Chega nos EUA, Europa, onde for e pega voos domésticos lá, com as restrições etc.
    E se aceita numa boa…Por que aqui não pode?
    Os preços das passagens, para alguns trechos, dado condições de datas etc, não vão cair mesmo. Tem trecho POA-CGH, CGH-SDU, entre outros por R$ 69. E não é promo. O MD vive postando.
    Agora, para outros trechos e datas, acredito que sim, vai reduzir. Mesmo em alta temporada, que é quando mais malas são despachadas. Quem não o fizer, será beneficiado.
    O mercado de aviação quer nossa grana, isso é óbvio, mas por que eles querem – e precisam – de lucro. E com a queda na demanda, mesmo com a alta dos custos, oferecer passagens com menos “direitos” a preços relativamente mais baixos é uma das vias de retomar o crescimento. Me chamem de utopista, mas eu acredito que essas novas regras, na maior parte, serão benéficas.
    Talvez, o brasileiro tem que aprender a ser mais objetivo e menos muambeiro em suas viagens. Se não quer, pague por isso. Viajou pra Miami e encheu 5 malas? No problem pal, pague. Foi de mochila, compacto, pra girar uma euro trip? Pague-se menos!
    Isso, aliás, beneficia o público jovem, que muitas vezes não consegue ter um cartão de crédito ultra mega black blaster ou pagar uma executiva, pra viajar mais.

  • Emmanuel Kalispera

    E a venda casada de bilhetes aéreos internacionais? Nada? Atualmente as companhias cobram mais do que o dobro do preço da ida e volta se vc quiser comprar só uma perna, forçando a venda casada da ida e volta.

  • PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    Desliga o caps lock aí…

  • Fábio

    Isso da empresa não apoiar passageiros por problemas climáticos e de força maior já acontece. Em 2011 estive em Porto Alegre e meu voo não podia decolar por conta da erupção de um vulcão na Patagônia. Eu mesmo tive que arcar com o hotel, alimentação e outras despesas da hospedagem. E a empresa aérea não me recolocou no primeiro voo disponível. É uma piada afirmar que hoje as empresas pagam por esse tipo de infortúnio

    • cyberpunk01

      pô, vc ja falou isso 3 vezes. Já sabemos.

  • regina alves

    apartir de quando comecaria vigorar a cobranca da franquia de bagagem?caso seja autorizada uma passagem que já foi comprada perderia a franquia?

  • Neto

    Impressionante como que tem muita gente feliz com o fim da franquia das passagens, mesmo também achando que não vai ter nenhuma redução de preço! Pelo visto, em breve vai faltar alfafa no Brasil…rs

  • Marcilio De Araujo

    Na maioria dos países do mundo se cobra pela bagagem, mas em compensação o valor da tarifa é super baixo. Não sei se as empresas conciliaram esses dois itens aqui no Brasil. Vamos esperar para ver…

  • Marcilio De Araujo

    Já voei de Easy Jet pela Europa… Em média os trechos custam €40 a €50 como por exemplo Paris x Londres… Nesse caso se paga pela bagagem, lanche e etc… minha pergunta é quanto vai ficar o trecho São Paulo x Santiago com essa mudança ?? Vai cair de preço ou só teremos cobranças a mais ??

  • Fabricio Reis

    E o pior, Rachel, é que com o fim da franquia, se não houver clareza de quanto o passageiro poderá carregar de bagagem no momento da compra, as cias poderão posteriormente aplicar seus valores absurdos para que você tenha o direito de carregar o que tem hoje.

  • Carlos Hass

    Sem entrar na discussão, vc poderia comprar 2 passagens no mesmo voo é terá o dobro do peso.

  • ricms

    Pessoal feliz com o fim da franquia não conhece a aberração que é o capitalismo brasileiro. Em hipótese nenhuma as cias vao baixar o preço das passagens, só vai ficar mais caro para quem precisa viajar com mais bagagem. Aqui tudo é assim, se não tem o direito no papel, você não tem esse beneficio de outra forma. Temos vários exemplos, como redução dos impostos não baratearam os carros, dos combustíveis nas refinarias. É a mesma turma que acha que acabando o FGTS hoje o patrão vai depositar 8% diretamente na conta no mês que vem.

  • Marcelo

    E quem já está com passagem comprada ? No contrato está que tenho direito a duas bagagens de 32 kg. E aí como fica ?

  • Alberto Kiess

    Concordo com quase todas as mudanças, exceto a eliminação de franquia de bagagem despachada e o valor da indenização imediata por extravio de bagagens.

    Viajo mensalmente ao exterior, e minha bagagem despachada quase nunca excede 15Kg. Não vejo necessidade das pessoas carregarem 2 malas de 32kg. Uma única bagagem despachada de 20kg para o exterior, está mais do que ótimo. Para voos nacionais também não vejo necessidade de uma franquia de 23kg. Uma franquia de 12kg para voos nacionais é suficiente! Só a redução de franquias já seria ótimo para as companhias e também para os consumidores que continuariam levando apenas o que é necessário e justo de se carregar. Quem quiser fazer compras e mais compras, pague pela sua bagagem.

    Já em relação ao valor de indenização imediata por extravio de bagagens, acho que o valor está simbólico demais, e deveria ser bem mais salgada, justamente para a empresa evitar ao máximo qualquer tipo de extravio, simplesmente o valor de uma mala rígida de qualidade já passa do valor de indenização imediata, quem dirá as roupas de dentro somadas aos objetos pessoais. Deveria ser fixada em R$2.500,00 o extravio de bagagem nacional e R$5.000,00 para viagens internacionais. Queria ver se a companhia não faria o possível e o impossível para todas as bagagens chegarem até às esteiras.

    • Jane Régis

      Concordo com suas opiniões … reduzir a quantidade do peso já seria suficiente tanto em voo nacional como internacional … quanto as indenizações da perda das malas idem …. quanto maior o preço pago pela empresa pelo extravio maior seria o cuidado …..

  • Emiliano

    Sobre o assunto bagagens, isso é mais uma tungada no bolso do consumidor. Deixem como está porque se mudarem duvido que o preço das passagens vai cair. Viajo há anos entre SP e Rio toda semana (só carry on) e a média dos preços praticados só subiu apesar das ofertas esporádicas de finais de semana. Com isso, viajo toda semana em aviões ” cheios de lugares vazios” com uma ou outra exceção porque (retiraram vários vôos da malha). Outra coisa é a multa absurda por cancelamento ou mudança de voos que supera o valor da passagem. Isso tem que mudar.

  • Ricardo

    Tanto a Air France como a KLM tem tarifas promocionais que cobram pela mala despachada, pelo menos em vôos dentro da Europa. Ano passado, de Veneza para Paris, paguei 40 Euros pela passagem, mais 20 pela mala despachada (até 20 ou 23 kgs), voando Air France.

  • Jane Régis

    Quero só ver como vai ficar as viagens internacionais ….. sem possibilidade de bagagem …. Dentro do Brasil Ok, vc se vira, mas vá para o EUA em janeiro só com bagagem de mão…. impossível … Acho que deveria sim reduzir o peso, mas tirar toda a bagagem despachada isso já é demais. Eu viajo sempre em férias, e sempre com promoção. Já fui par os EUA em 4 pessoas pagando 4.000,00 reais com as taxas e não usei o limite de bagagem despachada …. fiz a cotação na época, para o Nordeste brasileiro sairia 8.000,00 para essas mesmas pessoas …. ou seja, viajar dentro do Brasil quase sempre é mais caro do que ir para fora e ainda agora teremos que pagar pela bagagem despachada…. Concordo que não podemos olhar somente para nosso umbigo, mas as empresas brasileiras deveriam ser um pouco mais sérias… Imaginem em um voo de Curitiba à Santiago em que tive que levar meu filho de 4 anos no colo porque a empresa vendeu mais passagens do que havia de assentos dentro da aeronave … Se temos que pagar pela nossa bagagem então que suba o valor pago em caso de extravio da bagagem despachada …. imagine chegar em Cancum sem malas com criança pequena, e a empresa me dá 100,00 dolares para me “virar”…. Como essas situações já sofri na pele, lanço aqui para discussões ….