Alta do dólar e as viagens internacionais: grandes turbulências à frente!

Leonardo Marques 16 · março · 2015

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Na semana que passou o dólar rompeu a casa dos R$ 3 e se firmou acima de de R$ 3,20 – um patamar que não era visto há mais de uma década e bem acima do que muitos estavam esperando. Para quem planeja uma viagem internacional, o impacto da subida é imediato: os preços das passagens aéreas internacionais são cotados em dólar, mesmo para quem vai para a Europa e outros países.

Ainda assim, algumas rotas internacionais, especialmente para os Estados Unidos, têm se mantido estável, com ofertas abaixo de R$ 1.500. Com isso, alguns leitores têm questionado se as companhias não poderiam ter baixado os preços em dólares antes e se estavam abusando dos valores cobrados dos brasileiros.

A resposta, infelizmente, é que não. Em um mercado tão competitivo, é irreal imaginar que as empresas aéreas estivessem mantendo preços elevados para auferir altos ganhos. É mais plausível que neste momento elas estejam operando preços bem abaixo do que considerem o ideal para suas rotas, seja para evitar que aviões partam vazios, seja devido à baixa do combustível, que possibilitou um alívio nos custos do setor.

Ainda assim, pipocam na internet fotos de aviões partindo vazios e caso o cenário de mantenha, a perspectiva não é nada animadora. Hoje mesmo, um voo Guarulhos – Miami da American Airlines decolou com ocupação baixíssima, é uma situação insustentável e as companhias já estão tomando medidas mais fortes. É o caso da American Airlines, que anunciou o corte de uma rota – vai encerrar os voos saindo de Campinas.

Até 2016 há um atrativo adicional para que as companhias se mantenham por aqui, que são as Olimpíadas, Após os jogos – e mesmo antes deles – é possível que vejamos mais e mais voos sendo cancelados e direcionados para outros países, que tenham economias mais sólidas e estejam sofrendo menos com a aceleração da economia americana.

O Brasil é um mercado estratégico e importantíssimo para as companhias aéreas, isso é inegável, mas ele não é indispensável para a maioria delas. Se os brasileiros deixarem de voar e os estrangeiros continuarem a ver o país como um destino turístico caro e perigoso, sofreremos uma retração forte no número de voos, além da elevação dos valores das passagens.

Por fim, vale destacar que boa parte dos custos das companhias nacionais, como o combustível e o leasing de aeronaves, é cotado em dólares e acompanha o crescimento da moeda. Com isso mesmo os voos nacionais podem ser afetados pela desvalorização abrupta do real, dificultando até as viagens pelo Brasil.

Diante de tantas notícias ruins, nos resta destacar a importância de pesquisar os melhores preços das passagens que estão sendo oferecidos e de se aproveitar as atuais promoções, que estão com preços excelentes. Isso e torcer para que surja logo uma luz na tempestade e que nosso país passe pela turbulência econômica, que não afeta apenas a aviação, mas muitos e variados setores – e o dia a dia dos brasileiros.

De nossa parte, vamos continuar acompanhando os preços das passagens aéreas e fazendo de tudo para que você encontre os melhores preços para as suas viagens!

Autor

Leonardo Marques - Diretor do Melhores Destinos