Como é voar na Air Baltic

Denis Carvalho 5 · novembro · 2013

Nosso giro pelas companhias aéreas low cost da Europa chega hoje à Letônia, sede da companhia Air Baltic. A companhia estatal tem sede em Riga e voa para 60 destinos, com frota de 25 aviões. Nosso leitor Salvatore Carrozzo utilizou os serviços da empresa entre Roma e Tallinn, capital da Estônia, e aprovou os serviços. Divirta-se com seu relato e conheça um pouco dessa companhia, essencial aos turistas que visitam os países Bálticos. 

Esse relato talvez seja um tanto quanto bizarro: um cara apaixonado por aviões desde criança, que colecionava réplicas, sabia tudo sobre a área, pensou seriamente em ser piloto comercial na adolescência e que, já adulto, acabou desenvolvendo um pânico de voar. Mesmo assim, esse cara continua amando aviação, lendo, pesquisando e se apaixonando cada vez mais. Sempre. Exceto quando está sentado em uma poltrona e o avião começa a arrancada para a decolagem. Esse cara já chorou de pânico em um voo. Esse é o grau da coisa. Bem, nem preciso dizer que esse cara sou eu, né? 

Avaliacao-Air-Baltic-capa

Tudo isso para dizer que, no voo sobre o qual farei o review, voei com a preciosa ajuda de um remédio para controlar a ansiedade (devidamente prescrito por um médico) e uma dose generosa de uísque. “Mas peraê. Qual a validade de um review feito por um passageiro semi-grogue?”, você pode perguntar. Concordo, meio dúbio tudo isso. No meu primeiro review aqui no Melhores Destinos, de um voo Copenhague-Reykjavik pela Iceland Express, eu ainda não tinha pânico, então foi tudo ok. Para me preparar para este review atípico, usei alguns artifícios, planejados antes da viagem. 1) Tentei aumentar minha atenção nos detalhes do voo, pois precisaria driblar o ar letárgico. 2) Anotei tudo num caderninho à medida que ia observando as coisas. E isso de fato ajudou. Tanto é que, dias depois, reli as anotações (garranchos psicografados pouco legíveis) e me peguei tipo “uau, é mesmo, nem lembrava disso”. Sendo que “disso” = “algo que acontecera dias antes”.

Avaliacao-Air-Baltic2

“Mas, rapaz, isso ainda tá tudo muito estranho, o senhor estava um morto muito louco no avião, qual seu poder de análise?”, você pode ainda perguntar, com certa razão, caro leitor. Entra em jogo o terceiro fator: um outro humano viajando comigo, sem pânico (ou seja, 100% lúcido), e previamente instruído sobre o que observar em um voo para um bom review. Será que esse é o primeiro relato do Melhores Destinos escrito a quatro mãos?

Compra

Tudo começou em meados do ano passado, quando eu, meu namorado e um amigo começamos a programar nossas férias. Escolhemos o destino (Europa) e o período (maio de 2013). Depois de Paris, Roma e Costa Amalfitana, era hora de dar adeus ao amigo no aeroporto romano de Fiumicino e embarcar para a parte romântica da viagem: Tallinn (Estônia), Estocolmo (a espetacular capital sueca), Bergen (para conhecer os fjordes noruegueses) e Oslo. E é o trecho Roma – Tallinn (com conexão em Riga, capital da Letônia), com a Air Baltic, que irei focar aqui.

Vamos voltar no tempo.

Apesar de ser leitor voraz, lembro de ter lido pouco sobre os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia). Uma vez, uma amiga comentou ter conhecido e amado. Como eu e meu namorado, Rafael, queríamos conhecer a Escandinávia, seria interessante incluir um destino báltico, pela proximidade. Utilizando ferramentas de pesquisa como o site Skyscanner, descobrimos um voo Roma-Tallinn operado pela low-cost Air Baltic. O preço era razoavelmente barato para um trecho considerado longo para o continente (3h45 de duração): 152 euros, já com todas as taxas, mais 20 euros para despachar uma bagagem de 20 quilos. A bagagem de mão de até oito quilos já era inclusa no preço da passagem.

Avaliacao-Air-Baltic4

Mesmo sendo um amante da aviação, pouco conhecia sobre a empresa. O site da Air Baltic, clean e fácil de usar, logo me passou uma impressão bastante profissional, bem diferente da árvore de Natal piscante que é o site da Ryanair. Claro que resolvi fazer mil pesquisas, basicamente para ver se a empresa era segura. Assim, acabei descobrindo que a Air Baltic foi criada em 1995 como uma joint venture entre a ultra-prestigiada SAS (Scandinavian Airline System) e o governo letão (o hub da empresa é em Riga). A SAS, até 2009, tinha quase 50% da empresa, mas acabou se desfazendo do negócio.

Depois de uns anos mal das pernas, parece que a companhia báltica está se reerguendo e continua voando para muitas cidades da Europa Ocidental (com seus rígidos controles de segurança como pré-requisito), com direito a novos destinos agora no Verão Europeu, como Malta, Sardenha e Chipre. Então relaxei de vez – apesar da identidade visual da Air Baltic usar um tom de verde ligeiramente parecido com o da Webjet (calafrios).

A coisa começou a ficar melhor quando vi que esse voo Roma – Tallinn teria uma conexão/espera de quase sete horas em Riga. A outra opção era pegar uma conexão mais cedo em Riga, porém com desvantagens como pagar mais caro e voar em um fokker-50. Muito melhor então seria pegar o voo mais tarde – o que de fato acabamos pegando -, pois assim, nesse segundo trecho, voaríamos com um 737-300, o mesmo modelo usado no voo Roma-Riga. Não adianta argumentar e defender o fokker-50, dizendo que é tão seguro quando os jatos. Aquelas hélices girando do lado de fora não me convencem. E, quando fomos comprar as passagens, vimos que um fokker-50 havia caído no Congo no dia anterior, matando 36 pessoas. Se isso não era um sinal caindo dos céus (literalmente), não sei mais o que é um.

Sendo assim, optamos mesmo pela maluquice de fazer um tour CVC rapidão por Riga. Odeio conhecer uma cidade correndo, mas já que o destino final era mesmo Tallin, então foi como um bônus mesmo. A maior parte dos comentários que farei aqui é referente ao voo Roma-Riga, pois teve duração bem maior (3h45 contra 40 minutos do trecho Riga-Tallinn).

Para melhorar nossos planos, maravilhas das maravilhas: descobrimos que o trajeto entre o aeroporto de Riga (pequeno, porém bem simpático) e o centro da cidade poderia ser feito em 15 minutos de taxi. Numa tarde de domingo, então, as chances de engarrafamentos caíam (a cidade estava bem tranquila, de fato). Mandamos um e-mail para o serviço de atendimento ao cliente da Air Baltic para confirmar se a bagagem seria despachada diretamente para Tallinn – assim poderíamos flanar por Riga apenas com uma mochila leve.

Pasmem: em exatos 32 minutos, recebi um gentil e-mail de resposta, confirmando que poderíamos, sim, pegar as malas apenas no destino final, Tallinn, e já sair de Roma com o cartão de embarque do trecho Riga-Tallinn. As companhias aéreas brasileiras têm muito o que aprender com a Air Baltic em termos de celeridade de resposta. Assim, acabamos batendo o martelo. Mas tive de relevar o fato de parte da frota de 28 aviões (composta por modelos 737-300, 737-500, fokker 50 e Bombardier Q400) ser dos anos 90. O avião que pegamos entre Roma e Riga, um 737-300 de prefixo YL-BBY, foi construído em 1999.

Check-in e embarque

Painel no aeroporto de Fiumicino para o voo com destino a Riga
Painel no aeroporto de Fiumicino para o voo com destino a Riga

Na véspera da viagem, fizemos o check-in online. Quem faz check-in no aeroporto tem de pagar uma taxa extra de 10 euros. Assim, chegando ao aeroporto de Fiumicino, tivemos apenas que despachar as malas. Havia a opção de receber o cartão de embarque no celular, no sistema QR Code. No aeroporto romano, o atendimento do check-in foi feito pelas sempre simpáticas (só que não) funcionárias da Alitalia.

Embarque remoto em pânico. A cara feliz é por conta do uísque
Embarque remoto em pânico. A cara feliz é por conta do uísque

O embarque foi remoto, coisa que só faz aumentar meu pânico. Passar perto das turbinas ligadas já me deixa ressabiado. A primeira impressão quando entrei na aeronave não foi das melhores: o avião estava lotado e muito quente, provavelmente com o ar-condicionado desligado. Apesar de limpa, a aeronave apresentava sinais de desgaste. As cadeiras, em couro azul escuro, imprimiam um ar antigo, um pouco pesado.

Avião

O avião não possuía sistema de entretenimento. A revista de bordo, Baltic Outlook, era interessante e bem diagramada (claro que, grogue do jeito que estava, só li depois). Os preços dos lanches e das refeições não eram muito salgados, mas acabei não pedindo nada. Preferi guardar a fome para um belo almoço típico letão em Riga, coisa que rolou em um restaurante com ar medieval. Mas o legal disso tudo é que a Air Baltic tem opções (mais de uma) vegetarianas, algo raro e que agrada pessoas como meu namorado, que é vegetariano. Havia muitas opções de lanches, refeições, bebidas, chocolates e snacks. Achei bacana também ter bebidas alcoólicas típicas dos países bálticos.

Cabine cheia e avião sem sistema de entretenimento
Cabine cheia e avião sem sistema de entretenimento

O espaço entre as poltronas era razoável. Tenho 1,86 m de altura e não me senti esmagado como costumo ficar na TAM ou Gol. Sobraram até uns dedos de distância entre meus joelhos e a poltrona da frente. Em todo caso, achei o assento estreito. Tudo bem que, depois de 10 dias na Itália, talvez eu estivesse mais gordo mesmo.

Revista de bordo Baltic Outlook, com matérias bacanas e bem diagramadas
Revista de bordo Baltic Outlook, com matérias bacanas e bem diagramadas

Algo interessante, que nunca notei em outras companhias, é que as aeromoças deram explicações detalhadas aos passageiros sentados nas fileiras de emergência sobre como operar as portas caso necessário. Achei importante.

A decolagem atrasou 20 minutos, o que considero pouco em tempos de aeroportos cada vez mais apinhados. O serviço de bordo começou após uma hora de voo. As aeromoças eram cordiais, eficientes e tinham um inglês correto, porém pareciam impessoais. Mas uma delas foi bem simpática comigo. Na metade do voo, fui, cambaleando, puxar papo com as aeromoças que ficam na galley traseira (isso me deixa menos tenso).

Quando soube que daríamos uma volta de cinco horas no centro de Riga antes de prosseguirmos para Tallinn, uma delas foi logo dando dicas de coisas para ver, inclusive sugeriu um lindo parque central que definitivamente valeu a pena, para sentar na grama e relaxar. Deu inclusive a dica de usar os táxis da Air Baltic – você pode comprar vouchers para os trajetos aeroporto-centro-aeroporto e é possível pagar no cartão, coisa bem conveniente em um país que não adota o Euro como moeda.

Detalhe da asa suja em voo
Detalhe da asa suja em voo

Meu namorado lembra de uma coisa que eu não notei na viagem: a asa do avião no primeiro trecho parecia estar bem suja, o que o assustou um pouco. Além disso, durante o voo, em altitude de cruzeiro, uma das peças que compõem a asa tremia sem parar, parecendo estar meio solta. Apesar disso, ele disse que achou o voo tranquilíssimo, sem solavancos (ainda bem que ele só me contou sobre esses detalhes da asa alguns dias depois. Eu teria surtado ao ver a peça tremendo).

Os pousos – tanto em Riga quando em Tallin – foram desastrosos! Ficou em mim a impressão de que os aviões simplesmente despencaram. Mas como amo o momento do pouso (afinal, marca o fim de minha angústia), por mim o piloto pode até dar um cavalo de pau na pista que eu estou comemorando e pedindo bis. Mas, brincadeiras à parte, recomendo a Air Baltic. E, sobretudo, Tallinn. Uma cidade incrivelmente linda.

Táxi da Air Baltic em frente ao aeroporto de Riga
Táxi da Air Baltic em frente ao aeroporto de Riga

Agradecemos ao Salvatore e ao Rafael por mais essa ótima avaliação! E você? Já voou com a Air Baltic? Deixe sua impressão nos comentários. Você pode conferir todas as avaliações publicadas até hoje pelo Melhores Destinos nesse post – já são mais de 100! Não deixe de visitar também nosso Ranking de Companhias Aéreas, com avaliações de todas as empresas que voam para o Brasil.

Publicado por

Denis Carvalho

Editor chefe

  • Também já voei Air Baltic e gostei! Fui no Fokker-50 de Tallinn para Riga e Boeing 737 de Riga para Copenhagen. Recomendo a companhia e os Países Bálticos!!!

  • Bruno

    Bom relato!
    Só achei que faltou um pouco mais de descrição dos aeroportos em si, pois eles fazem parte do vôo. Bom, eu penso assim.
    Mas, devido ao estado semi-lisérgico, está totalmente perdoado!
    Obrigado por compartilhar com a gente.
    🙂

    • salvatoree

      Oi, Bruno. O aeroporto de Riga, hub da Air Baltic, é pequeno, mas tem boa estrutura. Fica bem perto do centro da cidade, uns 15 min de taxi, super recomendo um pulo para ver o centro para quem tiver oportunidade em uma escala longa. O aeroporto de Tallinn tb é pequeno, possui uma decoração austera bem interessante, sóbria. Particularmente não gosto de estruturas espalhafatosas como as encontradas no oriente médio (Dubai, Doha etc). O bacana no aeroporto de Tallinn foi ver um modelo Embraer 190 da Estonian Air. Bom ver o produto nacional alcançando diversos pontos do planeta!

  • Alex

    durante o voo, em altitude de cruzeiro, uma das peças que compõem a asa tremia sem parar,.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk , Coitado gente.

  • Acho que foi uma das descrições mais divertidas que já foram compartilhadas aqui no MD! Parabéns pelo relato (que está ótimo) e por enfrentar seu medo de voar, dispondo-se a relatar essa experiência!!
    Nunca voei de Air Baltic, mas alguns amigos me disseram que é uma boa opção para viajar na Europa.

  • Já voei de Air Baltic também! Trecho de Moscow para Tallinn com conexão em Riga. No caso o segundo trecho foi com o F50 (bem tranquilo por sinal) e vimos o tradicional sol da meia noite, uma vez que estávamos viajando quase no verão em chegamos em Tallinn depois da meia noite (ainda com luz natural).
    Curiosidade: no vôo Moscow – Riga havia um grupinho de playboys russos baderneiros (pareciam músicos) que compraram whiskey no free shop e ficaram tomando diretamente da garrafa durante o vôo – e claro, tumultuando bastante. Depois de serem advertidos pela comissária, e depois pelo próprio co-piloto, faltando 30 min para o pouso o comandante anunciou que os passageiros não deveriam sair do avião após o pouso, pois alguns passageiros seriam retirados pela policia. Durante o speach, a comissária entregou aos baderneiros um cartão gigante de advertência, com um texto em diferentes idiomas, que provavelmente informava que eles estavam ferrados. Dito e feito! Após o pouso em Riga, algumas pessoas tentaram levantar, mas foram prontamente repreendidas pelos comissários. Instantes depois entraram 2 policiais e retiraram os baderneiros, que ficaram levando um pito fenomenal do lado de fora do avião enquanto o restante dos passageiros desembarcavam. No mínimo foi muito divertido!
    Ah, isso tudo aconteceu em maio de 2010. Abs!

  • Pedro

    Muito boa a sua trip report! Gostei ainda mais do seu relato ao seu pânico de voo (é recente mesmo?), ainda mais que eu estou começando a estudar medicina aeroespacial (também sou apaixonado por aviação) para que eu possa atender melhor estes pacientes em específico (apesar de que é a dermatologia e a medicina estética que me sustentam), todavia fiquei um pouco preocupado quando disse que misturou com whisky, não pode garoto!

    • Oi, Pedro. O pânico começo em 2010. A última vez que eu vi meu pai vivo foi me despedindo dele no aeroporto (por coincidência, o de Fiumicino, em Roma). Ah, não, ele não morreue m uma queda de avião.srsrs.. já estava com a saúde bem debilitada e teve de ser internado logo ao chegar em Salvador. enfim, não sei se tem relação. Até comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

      • Salvatore
        tb tenho medo de avião, antes eu tinha pavor… evitava voar a qualquer custo, fiz 5 anos de análise e me ajudou muito. Na última vez que eu voei me peguei consolando amigos durante uma turbulência.

        • uau, simone, espero um dia conseguir ficar assim tb! vc usa alguma técnica? respiracao? ou só a análise q resolveu?

          • Salvatore foi so a análise mesmo. Mas odeio a decolagem só fico mais tranqüila qdo o avião estabiliza. Turbulência leve tiro de letra… As mais pesadas são mais chatas. Em geral procuro me distrair livros música e o sistema de entretenimento do avião me ajudam muito

          • salvatore

            hoje eu estou bem melhor…já consigo viajar sem tomar calmante ou tomando uma dose bem pequena. Mas quando viajo assim sem me chapar com calmante, sempre fico muito tenso. A decolagem é realmente a pior parte. Quem sabe um dia consiga voar sem tomar nada nada. Em outubro vou pra NY e estou pensando em tomar algo, mas menos pelo pânico e mais pelo desconforto de ficar tantas horas na classe econômica tendo 1,87m de altura 🙂

  • Um dos relatos mais engraçados que eu já li aqui no MD! Sensacional! Parabéns, o texto foi informativo e muito divertido!

  • giuli iuliano

    eu já fiz Athens/Helsinki e Dublin/Turku via Riga, das low cost é a melhor para ir até a Finlândia .

  • Fabiano

    Amigo, vou te contar algo, eu estou muito parecido com vc, depois de já ter voado muito, dentro e fora do Brasil, também desenvolvi medo, não vou dizer pânico, mas medo de voar, principalmente quando se está passando por turbulência, é horrível, mãos e pés transpirando, sensação horrível. Tento sempre pensar nos momentos mais tensos que esse balançar é comum e que quando o avião foi planejado esse tipo de situação foi bem planejada para ser aguentada pela aeronave, pode parecer besteira para a maioria que ler isso, mas só quem tem medo que sabe o que digo, como eu me identifiquei com o seu relato de pânico…rsrsrs hoje já levo mais na esportiva, mas já deixei de comprar tickets para voar e deixar de fazer a viagem por achar que naquela região do meu destinos estava tendo muita tempestade e que iria aumentar muito a change de passar por uma turbulência caso comprasse o ticket rsrsrsrs, é a vida !!! Abraços

    • Te entendo perfeitamente, meu caro! É uma sensação horrível!!! Vou copiar aqui um trecho de uma resposta que dei lá em cima: "Comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Paulinha Marchesan

    Adorei o texto… Leve, engraçado e bem completo.
    Assim que puder, voarei de Baltic.

  • Felipe Ernesto

    Excelente relato, muito bem escrito e muito engraçado! hahahah

    O mais importante foi que a peça da asa não se soltou.. se ela balançar e ficar lá presa, tá tudo certo

  • Pedro Alfaro

    Muito bom o relato! Esclarecedor e engraçado, parabéns!!!!

  • Marllon Torres

    Ótimo relato. Depois de passar alguns anos viajando quase que diariamente a trabalho, tanto dentro quanto fora, fiquei um tempo sem viajar. Eis que de 3 anos pra ca tambem adquiri panico de avião. Voltei da Alemanha agora e achei que ia desmaiar na hora da turbulencia.

    E olha que ja estava sob efeito de calmantes como vc. kkkkk

    Estava voltando de Caracas no A320 da TAM a uns 6 meses e simplesmente fiquei as 5 horas do voo olhando pra asa. 5 HORAS. Nem fechar a persiana eu quis.kkkk Incrivel.

    Agora que estou pegando mais voos acho que esta melhorando. Acho que conhecer o Melhores Destinos fez piorar, pois aqui agente ve relatos de turbulencia, arremetidas, e detalhes sobre companhias aereas.

    • Olá, Marllon. Super me identifico com vc. Vou copiar aqui um trecho de uma resposta que dei lá em cima: "O pânico começo em 2010. A última vez que eu vi meu pai vivo foi me despedindo dele no aeroporto (por coincidência, o de Fiumicino, em Roma). Ah, não, ele não morreue m uma queda de avião.srsrs.. já estava com a saúde bem debilitada e teve de ser internado logo ao chegar em Salvador. enfim, não sei se tem relação. Até comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Mariana G.

    Ótimo relato.. parabéns!!

  • Marcos

    Gostei muito do relato…
    Mas queria saber…existe alguma razão específica para que esse medo de voar tenha se manifestado?
    Pergunto isso pq eu viajo frequentemente de avião e adoro voar…
    Eu tenho um pouco de resistência em viajar nos aviões da Fokker, mas se fosse necessário eu viajaria sem problemas.
    Desconfio um pouco dos Airbus, embora nunca tenha experimentado problemas viajando neles…mas quando posso optar escolho viajar de Boeing…
    Será que corro o risco desse medo se manifestar? kkkkkkk…

    • Oi, Marcos, td bom? Vou copiar aqui uma resposta que dei lá em cima: "O pânico começo em 2010. A última vez que eu vi meu pai vivo foi me despedindo dele no aeroporto (por coincidência, o de Fiumicino, em Roma). Ah, não, ele não morreue m uma queda de avião.srsrs.. já estava com a saúde bem debilitada e teve de ser internado logo ao chegar em Salvador. enfim, não sei se tem relação. Até comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Titobosco

    Parabens pelo review!!! Eu pelo menos diminuo o meu receio de voar ainda na sala de embarque. Tomo logo dois dramin e ja entro com sono no aviao. Depois da turbulencia que peguei no Azul vindo de Recife para SSA, fiquei tenso hehehe

    • Marllon Torres

      Dramin é o macete. kkk

  • Everardo

    Olá! Salvatore, eu também voei pela AirBaltic e também como você não tenho nada a dizer, eu adoro as empresas européias LOW COST, eu só tive um problema na Vueling, que eles cancelaram um vôo e só descobri quando estava no aeroporto para embarcar para Barcelona, eles foram muito irreponsáveis. Parabéns pelo relato!

    • Obrigado, Everardo. É mesmo, muita irresponsabilidade da Vueling. Já voei duas vezes com a Vueling (Roma-Paris em 2010, voo que teve uma decolagem terrível pq ventava mt, o avião decolou de lado.hauhauha) e Paris- Roma agora em maio (mas dopado com Rivotril).

  • João Carlos

    Ótimo relato,amo a aviação sei que e um dos meios mais seguros de viajar; mais sofro muito.Tenho pavor de turbulencias peguei uma vindo de Cuiabá que chorei de pânico ainda mais que era um turboélice de tripi mais deu tudo certo no final .

    • Oi, João! pois é, tb já chorei em avião! horrível a cena. Vou copiar aqui um trecho de uma resposta que dei lá em cima: "Até comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP"

  • Fred K.Chagas

    Muito bem escrito, o camarada deve trabalhar com palavras. Agora, esse lance de não ter medo e começar a ter (e pior, outros aqui disseram que acontece o mesmo com eles) me deixou boladão. Pô, não tenho MESMO. Pelo contrário, também fui/sou um entusiasta aéreo, lá pelos 20 e poucos anos fiz até o curso de PP (piloto privado) voando em AEROBUERO (sacam o modelo?). Já voei em Seneca, jatos pequenos e enormes e até em hidroavião. Deus que me livre começar a sentir pânico. Cara, não seria boa ideia vc procurar um psicoterapeuta? isso não é normal. E parabéns pelo relato!

    • ehehhee..valeu pelos elogios, fred. Vc sacou: sou jornalista, meu ofício é escrever. Espero um dia vencer de vez esse pânico. Há relatos de pânico que chegam do nada, após um evento traumático ou algum fato importante da vida. Uma irmã minha começou a temer voos após o nascimento do primeiro filho (medo de morrer numa queda e deixar a criança sem mãe). O meu pânico começou em 2010. A última vez que eu vi meu pai vivo foi me despedindo dele no aeroporto (por coincidência, o de Fiumicino, em Roma). Ah, não, ele não morreue m uma queda de avião.srsrs.. já estava com a saúde bem debilitada e teve de ser internado logo ao chegar em Salvador. enfim, não sei se tem relação. Até comprei um livro este ano (mas ainda não li), chamado Avião: Viaje sem Medo – Entenda, Domine e Supere o Medo de Voar, da psicóloga Elvira Gross. E sei que há um curso para quem tem medo de avião, ministrado em SP. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Rafael Poggi

    Fico imaginando o que pode ter acontecido para o Salvatore começar a ter pânico de voar (e ainda assim continuar voando!). Deve ser uma experiência muito ruim e angustiante voar dessa maneira!

    De qualquer forma, muito bom o relato. Dei boas risadas aqui.

    • Putz, Rafael, e imagine que, como sou jornalista e moro em Salvador, já viajei muito pra rio e sp, para coletivas de imprensa, lançamentos etc. Sofro demais. É muuuuito angustiante. Várias vezes vou conversar com comissárias de bordo, tentar esquecer o medo. Mas não adianta, ele está sempre ali. Puxo conversa com desconhecidos ao lado tb. Isso quando não estou grogue de remédio. Aí nem vejo a decolagem, é uma maravilha!

  • Nelson

    Ótimo relato, vocês devem ter aproveitado bastante.

    • A Escandinavia e região báltica é incrível, recomendo muito, Nelson.":-)

  • Rodrigo

    Eu fico muito tenso, de modo geral, em qualquer vôo. Simplesmente porque pra mim é muito surreal um avião decolar, estabilizar em situação de turbulência, e pousar hahaha. Eu vôo, vôo, vôo e ainda não acho isso uma coisa corriqueira.
    Mas uma coisa é certa: eu não vou parar de viajar por causa do medo!

    • hauhauahuhaa…pois é, rodrigo! eu tento racionalizar. Pensar que aquilo ali é seguro, mas não tem jeito!! O terror começa já na véspera, não consigo dormir direito, pesadelos. Na hora do embarque me tremo todo. Na decolagem, então, só falto desmaiar.

  • mariostefa

    Belo relato. Adoro viajar melhor ainda se for de avião. alias este fim de semana tõ indo B.As, promoção MD da Turkish. Minha unica preocupação no voo, é se a mulher do piloto dormiu de calça jeans. kkkkk

  • ansiolítico + álcool, oi?
    = boa noite cinderela

    • eheheheh…pois é, meu caro, não farei mais isso. Em relação ao uso de Rivotril, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Henry

    Com todo respeito e sem querer ofender ou denegrir o relato do colega, foi um dos piores relatos que eu ja vi na minha vida….
    Informações trucadas..falta de sequência lógica… e falou mais dele e do namorado do que objetivamente do avião, da viagem e demais condições que levam-nos a voar ou não por esta Cia….
    Acho que dá para desculpar pelo estado semi-chapado em que o relator ficou, depois de um coquetel de alcool com remédio.. coisa que não se deve fazer nunca…

    • Rodrigo

      Henry, muitas pessoas relatam coisas pessoais nessas avaliações. Cada um tem o seu estilo de escrever, então não há nada de melhor ou pior. Nós não somos jornalistas, somos só pessoas relatando experiências.
      Cabe a nós captar as informações que são úteis para nós e desconsiderar aquilo que não for útil.

    • Salvatore

      Oi, Henry. Não se preocupe, não há pq me sentir ofendido. E realmente, álcool mais remédio é algo que não farei nunca mais e não aconselho a ninguém.

  • Salvatore, me lembro perfeitamente de seu relato da Iceland, aliás, seus relatos são fantásticos, a gente vive a cena! Eu voei na Air Baltic de Belgrado para Riga e achei a companhia razoável. Tudo na cidade parece ser dominado pela Air Baltic: os ônibus, os táxis… enfim, tudo tem a marca da companhia. Monopólio puro 🙂 Valeu em compartilhar sua experiência!

    • salvatore

      Sim! Monopólio puro! rs….mas achei que tudo funcionou bem, até pela facilidade de pagar o taxi com preço fixo e com cartão de crédito (como ficamos poucas horas lá, não quisemos trocar dólar por Lats, a moeda na época (em 1 de janeiro deste ano o país adotou o euro).

  • Sem problemas, Henry 🙂 Em relação ao uso do remédio, fui aconselhado por um psiquiatra (viajava muito de avião até o ano passado, a trabalho). Confesso que fui imprudente ao misturar com álcool, mas o medo nessa viagem à Europa foi muito grande e temi que o Rivotril sozinho não segurasse a onda. Não aconselho a ninguém.

  • Maurício

    Também voei de Air Baltic este ano, em junho, no trecho Vilnius – Berlim (Tegel), com conexão em Riga. De Vilnius a Riga o vôo foi num Fokker 50 e no trecho seguinte, Riga a Berlim num 737. As descrições de compra, aeronaves e atendimento de Salvatore são perfeitas. Em relação aos aeroportos, o de Vilnius é muito pequeno, porém o embarque, que no nosso caso foi remoto, foi bem eficiente. O de Riga é maior, mas ainda modesto, porém bem mais moderno.

  • Emir

    Voei pela Air Baltic em duas situações diferentes durante uma 2ª Lua de Mel com minha esposa. Concordo com os comentários que Tallin é impressionante, cidade extremamente aprazível e com uma "cidade velha" lindíssima. Além disso o povo nos recebeu muito bem por lá e foram abstante simpáticos. Chegamos em Talin de navio vindo de Helsinki e alugamos um carro para ir até Riga e Vilnius, de onde pegamos um voo da Air Baltic para Atenas. O que foi extremamente desagradável com relação a esta cia aérea é que eles cobraram EUR80 por 1Kg de excesso de bagagem, isso mesmo, 1Kg!!! Claro que joagamos algumas coisas fora e ficamos com casacos na mão, mesmo assim, ficmaos com 1Kg a mais que nos foi cobrado! Isto faz uns 3 anos e fiquei mmuito decepcionado com o que aconteceu até porque, nesta mesma viagem, tinha voado com outras 4 cias que não cobraram excesso… Enfim, o serviço deles nos decepcionou e esta imgaem que ficou da emrpesa.

  • oi emir…pois eh, tem empresas que são pouco flexíveis..um amigo meu era terceirizado da tam. a funcao dele era viajar pelo pais fazendo se passar por um passageiro comum e depois fazer relatórios para a tam analisar. um dos critérios que ele tinha de observar era se a atendente liberava ou não um pequeno excesso de peso (a tam, claro, estava de olho justamente para ver se ocorria mt isso, de atendestes liberarem)

  • Jonathan Petenão

    Gostei muito do relato! Muito divertido e me fez ler cada virgula, não tenho ainda essa visão do mundo (sou um baby) maaas em breve estarei dessa forma rsrsrs.

    • salvatore

      Oi, Jonathan, que bom que vc gostou. Fique tranquilo que viagens bacanas surgem, basta se programar. Dá pra viajar gastando pouco, aproveitando promoções aéreas aqui no MD, ficando em hostels etc.