Conexão em Adis Abeba: uma avaliação do principal aeroporto da Etiópia

Redação 29 · setembro · 2017

Voar com a Ethiopian Airlines é tranquilo, o problema é a conexão em Adis Abeba”. Se você já pensou em voar com a companhia etíope, certamente se deparou com algum comentário assim. O fato é que a Ethiopian vem se esforçando: oferece passagens a preços competitivos, possui aeronaves confortáveis e até eliminou a escala no Togo. Mas as reclamações se concentram no aeroporto de Adis Abeba. Com pouca infraestrutura e um fluxo de 19 milhões de passageiros por ano, a fama do lugar não é das melhores. Exagero ou verdade?

Nosso leitor Rafael Castilho aproveitou uma promoção do MD para a África e foi ver de perto o aeroporto de Adis Abeba. Confira a avaliação que ele fez:

Os aeroportos representam, hoje em dia, muito mais do que o simples significado encontrado nos dicionários: superfície delimitada com instalações e equipamentos necessários ao tráfego de aeronaves, passageiros e mercadorias. Atualmente, eles vão muito além, abrigando shoppings, áreas culturais, hotéis etc, visando sempre o máximo conforto dos passageiros.

Estas grandes áreas de lazer representam, economicamente, um grande ganho financeiro para as operadoras de aeroportos, em muitos casos a principal fonte de receita. Já para os passageiros, o conforto e o entretenimento são primordiais. Para muitos, o aeroporto retrata a “cara” do país. Infelizmente, o aeroporto de Adis Abeba (ADD), na Etiópia, deixa muito a desejar e representa mal esta nação africana.

Minha viagem começou após diversos posts de promoções no Melhores Destinos. Em fevereiro deste ano, a Ethiopian Airlines foi notícia em diversas tarifas fantásticas para voar para a África: Ano Novo em Zanzibar a partir de R$ 2.023 e passagens para Kilimanjaro a partir de R$ 1.866, por exemplo. Posts assim me atiçaram e comecei a pesquisar. Dias depois, comprei a passagem com ida para o Cairo e a volta via Roma, todas com conexão em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Tanto em São Paulo ou em Roma o check-in foi rápido e tranquilo, apesar dos italianos estarem bem confusos sobre as novas normas de bagagem adotadas pela companhia após a mudança na legislação da Anac. Outros brasileiros, embarcando em Fiumicino, discutiam sobre o peso das malas que chegavam a 32 kg, e não os 23 kg autorizados atualmente. Embarque feito e voos tranquilos a bordo do Boeing 787. Em todos os trajetos fui bem atendido e bem servido pelas prestativas comissárias da Ethiopian. Apesar de toda esta tranquilidade, o pior estava por vir…

Na ida ao Egito, a escala em Adis Abeba durou cerca de 1h30. Apesar do curto tempo, toda a mal impressão ficou. Por sorte, paramos no finger e não fomos obrigados a desembarcar na pista e seguir de ônibus até o terminal. Entre 20h e 22h, período de chegada do voo de São Paulo, o aeroporto recebe cerca de 30 voos internacionais, vindos de cidades como Lagos, Joanesburgo, Maputo e Dubai. Grande parte destes passageiros fazem conexão direta para destinos fora da Etiópia. São dezenas como Tel Aviv, Beirute, Hong Kong, Cingapura ou Xangai.

Ao desembarcar do finger, todos seguem por um corredor para o mesmo local: um saguão pequeno, equipado com um balcão de informações. Os passageiros se amontoam e querem saber qual o portão de embarque para o voo seguinte. Cordas separam o balcão do acesso ao segundo piso, onde encontram-se os embarques. Uma pequena escada e outra escada rolante tentam absorver todo o grande fluxo.

No segundo andar, área de embarque, a confusão continua. Faltam informações sobre os voos. Neste andar é possível encontrar algumas lojas, poucos restaurantes e o Duty Free. Os souvenires etíopes são cotados em dólares e sobrevalorizados. Nos restaurantes, uma salada ou um sanduíche saem por cerca de US$ 12 / US$ 15, uma cerveja US$ 5 e um café US$ 2. Já o Duty Free dá pena de olhar. Parece que você está num país comunista, quando lembramos dos grandes Free Shoppings pelo mundo. Poucos produtos ocupam as prateleiras, na maioria bebidas e cigarros.

Da área das lojas, você é obrigado a passar pelo controle de segurança para chegar aos portões de embarque. Vidros separam os dois lados. Novamente a desorganização e as longas filas imperam. Aqui é obrigatório a retirada dos sapatos. Já do outro lado, mais confusão. Os painéis de informação não ajudam. Pessoas se amontoam nos portões.

Os banheiros ficam nas extremidades do Terminal. A grande maioria está montada em contêineres, tudo bem improvisado. No masculino, faltava papel higiênico, papel toalha e sabão. A limpeza deixava muito a desejar.

Funcionários gritam, literalmente, o número do voo, o destino e o portão com objetivo de auxiliar os passageiros perdidos. Os embarques realizados por meio de ônibus ficam no andar de baixo. O mesmo portão é utilizado para vários destinos. Fique atento para não entrar na fila errada e perder a viagem.

O aeroporto de Adis Abeba foi inaugurado em 1952. O Terminal 2 abriu as portas em 2003. Hoje é o quinto mais movimentado da África, com capacidade para 19 milhões de passageiros por ano. Uma ampliação foi iniciada em 2015 ao valor de US$ 345 milhões pagas com dinheiro chinês. A previsão é de término em 2018, mas o que encontrei foram obras quase paradas e com poucos operários trabalhando. No ranking do site SkyTrax o aeroporto não aparece entre os 100 melhores do mundo, não poderia ser diferente.

No meu voo de retorno ao Brasil, embarquei em Roma com nova conexão em Adis Abeba. Além dos problemas de infraestrutura já relatados, fomos surpreendidos por outra face ruim deste aeroporto. Desta vez, o desembarque foi na pista. O carrinho de bebê, embarcado no finger em Fiumicino, deveria ser entregue na escada da aeronave, mas não aconteceu. Esperamos cerca de 10 minutos na pista atrasando a saída do ônibus. Pediram para ir ao Terminal e conversar com uma equipe da Ethiopian. Fomos bem atendidos, mas tivemos que esperar cerca de 30 minutos para que o carrinho fosse localizado na esteira de desembarque.

Com carrinho na mão, subimos para o andar de embarque. As poucas opções de entretenimento fazem a conexão ser ainda pior. Pelo menos o wi-fi funcionava, bem devagar é claro. Já o WhatsApp não enviava e nem recebia mensagens. O portão de embarque foi alterado, sem ser avisado pelos alto-falantes e somente mostrado em alguns monitores. E as três horas de conexão se transformaram em quatro horas por causa do atraso de passageiros que vinham de outros voos internacionais.

Ao chegar a São Paulo, depois de cerca de 23 horas de viagem, o ADD voltou a nos surpreender. Uma das quatro bagagens não apareceu em Guarulhos. Ficou perdida no péssimo aeroporto de Adis Abeba. Felizmente a recebi três dias depois.


E você, já fez conexão em Adis Abeba? Sobreviveu? Então deixe suas dicas, comentários, compartilhe sua avaliação e fique ligado no aplicativo do Melhores Destinos – promoções com a Ethiopian Airlines podem surgir a qualquer momento!

Autor

Redação - redacao
  • Paulo Brito

    Obrigado pela relato.

  • Renan Souza

    Tem alguma sala vip nesse aeroporto?

    • Leny Eggert

      Sim. Eu utilizei a da Ethiopian Airlines, membro da Star Alliance. Ñ me recordo de ter visto outra.

    • Carmen Regina Souza

      Sim

    • Eduardo Schmidt

      Sim, mas é horrivel.. é praticamente a mesma coisa que o saguão, separada por vidro..

  • Ricardo

    Em qual aeroporto de Istambul você teve problema? Estive algumas vezes no Ataturk e embora muito movimentado, achei tudo muito bom, uma excelente infraestrutura.
    Se é pra falar de filas na imigração, os EUA são os campeões, já perdi várias conexões por estar horas nesse purgatório, tanto em Miami como Atlanta.

    • Fábio Wagner

      O meu problema foi no Sabiha Gokcen, eu estava vindo da Capadócia e meu destino era Belgrado. Estava viajando com a Pegasus Airlines, tanto os funcionários da companhia quanto do aeroporto não estavam aí se eu perdesse a conexão. Descaso total

      • Ricardo

        Oi Fábio! Sim, já me comentaram antes que o Sabiha Gokcen (piloto e filha adotiva do Ataturk) é um aeroporto mais apertado, focado em low costs, e que cresceu muito nos últimos anos em movimento de passageiros. Tanto que estão construindo um terceiro aeroporto em Istambul, que dizem que vai ser o mais movimentado do mundo. Mas o Ataturk já é muito bom, tem até metrô.
        Concordo de que as critícas ao aeroporto de Adis Abeba são exageradas, não parece ser nenhum inferno. Inferno são as filas para entrar nos EUA! Abraço!

  • Luciana Mantovani

    Eu e neu marido cheguamos em Addis Abeba com a programação de ficar 24 horas e depois partir. Embora tinha me informado que não precisava de visto p entrar no país, chegando lá eles pediram o visto de trânsito. Um funcionario do aeroporto tentou estorquir U$ 70 para cada um, segundo ele, para facilitar o visto. Recusei pirque já entrei em mais de 50 países e nunca paguei nadadora entrar em nenhum deles. Tive que entrar numa fila de 3 horas para pegar esse visto que até hoje não sei pra que serve. Nunca mais!

    • Orem B. Hartuing

      “já entrei em mais de 50 países e nunca paguei nada pra entrar em nenhum deles”

      Decorre-se que você só viajou para países da União Européia ou da América Latina. Há dezenas e dezenas deles, a maioria na África, Ásia e Oceania, que pedem o “visa on arrival”, a maioria pede um valor entre 50 e 200 USD. São, geralmente, países mais pobres, e não podem abrir mão dessa fonte de receita proveniente dos viajantes.

  • Kelly Santos

    Eu concordo. Estive duas vezes em conexao em adis abeba e nao tive problemas, fui bem tratada, tem poltronas reclinaveis no saguao do aeroporto, area de fumantes fechada a parte. Infelizmente as pessoas falam apenas das coisas ruins. O unico problema pra mim foi a longa demora na escala nas quando comprei o bilhete tinha consciencia. As mulheres sao lindas e usam maquiagem invejavel.

    • Hiroshi Kubo

      Foi tudo normal. Tudo perfeito. Deu tudo certo, apesar do voo ter saído atrasado 2h de Tokyo. Tirei até uma foto com o pessoal do Raio-X !!! Uma blz. Uma maravilha. Parabéns Etiópia. Parabéns Ethiopian!!!

  • Marcos Wagner Junior

    É isso ai, o povo é muito cheio de mimimi, gosta de reclamar de tudo ao invés de agradecer a vida que tem.

  • Leny Eggert

    Fiz esta conexão à um ano atrás, em um voo p Dubai. Tanto na ida como na volta, a conexão foi em Adis Abbeba. Realmente o aeroporto era muito precário. Desembarcamos pelo finger( ainda bem ), na volta foi de ônibus . Quanto à Ethiopian Airlines, ñ é das piores. Estávamos na executiva , os comissários eram muito atenciosos e o voo foi tranquilo. Já no aeroporto, nos assustamos! Aeroporto lotado, ninguém se entendia, o funcionário q guiava a fila ( sim! Ele berrava”follow me” e íamos todos correndo atrás dele na multidão ), errou o portão por 3 vezes nos fazendo subir e descer escadas e Ainda conseguiu errar o ônibus, uma outra funcionária percebeu o erro e pediu p trocarmos. O Dutty Free, realmente tem várias prateleiras vazias. Como ficamos na sala vip, q ñ é tão ruim assim, possui wi-fi, o buffet conta c pratos quentes, sandwiches e alguns doces. Era a melhor área do aeroporto.

  • Luiz Pereira

    Posso imaginar perfeitamente uma descrição como essa, feita em algum blog estrangeiro, sobre qualquer um dos principais aeroportos brasileiros nos tempos de INFRAERO.

  • Carlos Roberto

    Fui em maio para a Tailândia, peguei o voo em GRU e a princípio não havia mau cheiro. O problema é que com 16 de voo é quase impossível…. banheiros, pessoas etc. Mas eu gostei do serviço de bordo e o valor da passagem pesou bastante na decisão.

  • jorge oliveira

    Realmente Fábio. Pessoal exige muito de um aeroporto na Etiópia. Claro, é bagunçado, mas sempre fui bem atendido. Mas o serviço de bordo, simpatia das comissárias, é tão bom que sempre que posso viajo Ethiopian Airlines.

  • Anne Duraes

    Passei por ADD em Janeiro em uma conexão para Bangkok e achei o aeroporto com um aspecto de rodoviária. Sinceramente esperava algo pior. Consegui comer bem, fazer compras básicas no free shop, tudo com muita tranquilidade. As cadeiras para esperar os voos, fora da area de embarque, são boas.
    O que achei bem ruim, foram os banheiros e o mal cheiro. De resto, tudo tranquilo.

  • Anne Duraes

    Tem nao. E o cheiro de suor, das duas vezes que passei por lá, era bem forte.

  • antonio gomes de mac

    Boa tarde ! Sim também passei por lá recentemente indo e voltando de Seul , Gente o que é aquilo , alguém ai lembra de como são as rodoviarias ? Acho que algumas são melhores que este aeroporto , não tive coragem de ir aos banheiros e nem tempo , mas foi realmente cenas que me surpreenderam , sei e acho que estão tentando melhorar mas é isso

  • antonio gomes de mac

    que nosso amigo falou , desesperador. Espero que consigam fazer aquilo que prometem , acho que eles devem ter tido aulas com os politicos Brasileiros …..

  • antonio gomes de mac

    Não tem ar condicionado , e o cheiro é assim mesmo.

  • Cesar

    Se a sua conexão é superior a 8 horas, a Ethiopian providencia o visto de trânsito e a acomodação sem custo. Pode confirmar no momento do check in aqui, eles já providenciam uma carta para ser entregue na imigração. Se quiser fazer o visto por conta para ficar mais tempo, tem essa cobrança de 50 dólares direto na imigração.

  • Vivi Ferreira

    Eu fiz uma conexão em ADD em maio, quando fui para Tailândia. Minha experiência não foi muito diferente do seu relato, tem uma parte que tem um fumodromo, o cheiro de cigarro era horrível, banheiro nem pensar, péssimo, e lugar para sentar era raridade.

  • Juliana Miranda

    Pior que o aeroporto de Mykonos é impossível hahaha

  • GISELA ANDRE PAGANINI

    Por favor, gostaria de tirar uma dúvida: só para conexão tem que tirar esse visto?

  • Tatiana Wolff

    Quando passei por lá achei confuso, mas não tanto assim. Os banheiros não eram em conteineres, eram simples mas ok. Mas realmente faltava sabão. O pior pra mim foram os olhares masculinos, fiquei bastante incomodada e com medo, até, quando fui ao banheiro, que era meio escondido, no final do aeroporto, e ao lado de uma sala de orações onde só havia homens. Não havia ninguém no banheiro, então saí e esperei entrar outra mulher… Portanto, fica a dica, mesmo sem sair do aeroporto vale ir com uma roupa mais sóbria, folgada e tal. Chegaram a tirar foto de mim, sem nem disfarçar, e eu estava do lado do meu marido!!

  • Jose Henrique Frota Machado

    Estive mês passado no ADD meu destino final era BKK, realmente as condições do aeroporto são precárias e lembra uma rodoviária, destaco como as piores coisas : os péssimos banheiros em contêineres onde faltava higiene, falta de ventilação e informação. única coisa a favor do aeroporto é a boa vontade dos funcionários da Ethiopian em te ajudar no meio dessa bagunça toda.

  • Cibele Sugano

    Estive duas vezes e, de fato, é ruim. Encontrar água pra comprar é difícil. Se for na àrea reservada pra escala, não tem como sair e comprar água (e nenhum lugar da àrea vende). O aeroporto cheira cigarro e os banheiros são bem ruins…

  • Hiroshi Kubo

    Isso mesmo, Fábio Wagner!

    Não senti calor no aeroporto. Pessoal simpático!!
    Nos mandaram pra outro portão de embarque, mas foi tranquilo, mesmo com Pai de 80 anos e família grande!

    Tudo perfeito. Deu tudo certo, apesar do voo ter saído atrasado 2h de Tokyo. Tirei até uma foto com o pessoal do Raio-X !!! Uma blz. Uma maravilha. Parabéns Etiópia! Parabéns Ethiopian! Addis Abeba foi show!!!

    Depende do ponto de vista?

    Estou esperando promoção da Ethiopina pra Tokyo, porém, por enquanto, a Air Canada está com valor melhor!!!

  • Josinaldo

    Também tudo bacana em Adis Abeba pra mim. Mas pessoal e assustador: mau cheiro? É porque são africanos? Meu o cheiro de suvaco do comum dia franceses e forte. Mas imagina, mau cheiro em Paris…

  • Luiz Antonio Ferrari

    Alguem tem algum relato sobre atrasos em conexões em ADD ?

  • Leonardo F J

    Sinistro.

  • Ernesto Lippmann

    Interessantes, tantos os relatos, como os comentários.
    Vi alguns comentários na Turquia, já fiz convexão lá várias vezes, não há o que reclamar do aeroporto, exceto quanto a fila de imigração, mas este e um problema recorrente. Os banheiros são limpos, há opões de alimentação a preços razoáveis, boas lojas para se passar o tempo, e cadeiras confortáveis.

  • Rafael P B Mota

    aeroportos ruims temos de sobra no brasil. GRU é uma verdadeirz rodoviaria!!!

  • Thalles Amaral

    O que o traz relato da Argentina é muito mais que desconforto, falta de pontualidade, ausência de estruturas adequadas, faltaa de profissionalismo etc. Isso é crime!!! Para mim pouco importa se a responsabilidade foi do governo ou da companhia aérea. Se seres humanos são obrigados a passarem por uma situação tão humilhante como esta, o mínimo que posso fazer é não compactuar com isso. E não compactuar neste caso é evitar tanto a companhia quanto o país pois ambos lucram com estas escalas ou conexões. Além claro de denunciar tal crime para os organismos internacionais, já que pelo jeito para as autoridades locais não surte qualquer efeito. Já a Melhores Destinos poderia deixar de fazer matérias com promoções desta empresa ou de voos que parem neste país também para não compactuar com isso.

  • E no Brasil é muito diferente disso?
    Se lá existem problemas, aqui também tem… e muito!

  • Orem B. Hartuing

    Deu um baita azar mesmo, Maria, uma pena. É bom destacar que essa é uma situação que, infelizmente, pode ocorrer em qualquer aeroporto e em qualquer país, do mais desenvolvido ao mais exótico, histórias como esta abundam nos EUA, Espanha e Japão por exemplo. É injusto que associemos o relato como uma experiência comum ao passar pela Etiópia.

  • Orem B. Hartuing

    Prezada Maria, com todo respeito ao seu relato e à sua experiência, intervi porque quem lê pode achar que isso é comum no aeroporto de Addis Ababa, o que não é verdade. A noção de que uma situação dessas pode acontecer em qualquer aeroporto do mundo é uma visão técnica, não uma opinião. Se formos falar de conhecimento empírico, vamos lá: eu conheço quase uma dezena de pessoas que tiveram experiências até mais desagradáveis em Barajas e em Miami, e até você comentar, nunca tinha nem ouvido falar de algo similar na Etiópia. Fica aqui meu cordial contraponto, junto com a sugestão para que se faça um stopover de uns dois ou três dias em Addis e se conheça esse país fantástico.

  • Hilda Siqueira

    Cheguei de uma viagem essa semana para a Tailândia,também com conexão em Addis Abeba, e quando li o relato do Rafael,cheguei a rir sozinha!!!
    Parecia eu contando em casa o que vi,da desorganização desse aeroporto.O cara que tenta agilizar a fila aos berros,é demais. Mas o que mais me chamou atenção foi que ficamos cinco horas no aeroporto e não mostramos o passaporte em nenhum momento…gente,só mostramos o bilhete de embarque….ficamos passados,pq ninguém pediu documentos,pode? O Rafael não aumentou uma vírgula,é exatamente como ele contou!👏🏻👏🏻👏🏻

  • Ricardo

    Mais que reclamar sobre o aeroporto de Adis Abeba, deveriamos perguntar como um país como a Etiópia tem uma empresa aérea sempre considerada entre as melhores do continente, com aviões novos e que voa a 68 países. E como todas as empresas que operam no Brasil não chegam nem a metade desses países. Isso considerando empresas estrangeiras também, pois se considerarmos somente empresas aéreas brasileiras são só 16 países, menos que uma quarta parte dos destinos da Ethiopian. A TAM, a que a mais países chega, voa somente a 15 países. A Gol a 7, a Azul a 4 (mais Guiana Francesa) e a Avianca Brasil a 3.
    Um etíope deve pensar que o Brasil é um país insignificante e provinciano…