40 dicas para alugar um carro! Como se planejar e evitar as maiores roubadas!

Redação 15 · julho · 2016

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Por Ernesto Lippmann, o pato econômico.

É fato. Nada se iguala à liberdade de alugar um carro. Não há horários, nem a necessidade de comprar passagens com antecedência, tem-se flexibilidade nos roteiros, e espaço suficiente para compras e bagagem. Sobretudo para quem viaja com crianças pequenas e idosos, não há meio de transporte melhor do que o carro, e para duas famílias que viajam juntas, um carro grande é o meio mais prático e econômico de se deslocar numa viagem.

Porém, há várias pegadinhas que devem ser evitadas, desde os acréscimos indevidos de preço no contrato, com uma sopa de letras meio incompreensível, até multas por desconhecimento das leis locais, como na Itália, onde é comum que haja uma pequena placa “centro histórico, apenas para locais”, que gera mais de 100 Euros de multa, se desrespeitada, ou hábitos locais diferentes, como na Flórida, onde ultrapassar um ônibus escolar parado pode até mesmo levar você a responder a um processo criminal, ou levar algumas latas de cerveja fechadas, no banco de trás pode render uma multa, mesmo que você não esteja bebendo, pois bebidas devem ser levadas sempre no porta-malas, e problemas com furtos de bagagem, menos raros do que se imagina na Flórida, ou na Europa.

Nosso leitor Ernesto Lippmann, compartilha conosco um pouco sobre as experiências que teve ao rodar 100.000 km nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América do Sul, mostrando um pouco do que aprendeu com seus erros e acertos e o famoso “ah, se eu soubesse”, nesse artigo imperdível! Confira:


Quando optar por alugar carro em uma viagem?

Uma dica introdutória é avaliar se o roteiro compensa ser feito de carro, ou se as distâncias e a falta de atrativos nas paisagens fazem com que seja melhor ir de avião ou de trem. Roteiros em autoestradas do primeiro mundo fazem com que você comece suas férias eufórico como um piloto de Fórmula 1 e termine se sentido um caminhoneiro cansado.

Na minha opinião, o carro é a melhor opção em roteiros que envolvam natureza, cidades pequenas e parques naturais, sobretudo onde não há boas opções de transporte coletivo. Roteiros como a rota ecológica, em Alagoas, o trecho de Rio a Santos pelo litoral, as serras gaúchas, e o Pantanal Norte, além das serras catarinenses são viagens inesquecíveis de carro.

Roteiros que envolvam muitos dias em cidades grandes não devem ser feitos de carro, pois além do stress do trânsito numa metrópole desconhecida, os preços dos estacionamentos não compensam. Se você acha caro pagar R$ 30 no Rio de Janeiro ou em São Paulo, que tal pagar 50 euros em Amsterdã, ou 60 dólares em San Francisco?

Assim, em Cidades grandes é interessante ver o custo do estacionamento nos hotéis e nas diversas atrações, e fazer uma pesquisa num aplicativo com o cheap parking ou o best parking. Eu mesmo já paguei 75 dólares por um ótimo hotel em Seattle, pelo Hotwire, mas tive que pagar 30 para “hospedar” o carro.

É importante na hora de fazer seu orçamento, considerar alguns extras que não dizem respeito à locação, mas que podem duplicar seu orçamento. Procure ver se há pedágio, e qual o preço, principalmente na Europa. Recentemente fui de Barcelona a Valência de carro e para 350 km paguei quase 40 euros de pedágio na autoestrada. Para economizar, fiz parte da volta sem pedágio, numa pista simples, que passava por muitas cidades e cheia de rotatórias, que dobrou o tempo da viagem, tornando o carro uma escolha ruim.

Tenha em mente que estacionamentos, gasolina e, principalmente, o pedágio podem duplicar o preço da locação. Mas isto não é regra. Na Espanha, rodei uma semana por Andaluzia, sem qualquer pedágio. Na Alemanha, não há pedágios. Nos EUA, em geral, o preço é módico, e fora da Flórida e da Califórnia são raros os pedágios. Numa das maiores viagens que fiz de Salt Lake City até Portland, em cerca de 3.500 km, não paguei nenhum pedágio nas ótimas highways.

Outros roteiros espetaculares são na Argentina, um roteiro feito a partir da cidade de Bariloche indo até o Parque Lanín, e na Região de Salta, incluindo a Serra das Sete Cores, e as lagunas cheias de flamingos, também são roteiros inesquecíveis.

Se há um país em que você vai precisar de um carro é nos Estados Unidos. Excetuando-se Nova York e San Francisco onde o estacionamento é caro, e as ofertas de transporte são boas – da dupla Uber/táxi a bicicleta -, um carro é essencial e parte do modo de vida americano. É quase impossível ir de um ponto a outro de ônibus, e os táxis são caros, e há inúmeros pontos interessantes, que são muito além, desde a clássica rota entre Miami e Orlando, como a Seven Mile Bridge, uma ponte que chega – quase – a Cuba, por praias azuis, com dezenas de pontes; o percurso de San Francisco a San Diego; o Grand Canyon; os parques de Yellowstone e Yosemite e a experiência única de ver as folhagens douradas no Estado de Vermont.

Por outro lado, via de regra, carro em cidades grandes é uma despesa maior do que o prazer. O carro é ideal para roteiros entre cidades pequenas e em estradas secundárias. Uma dica é que se o seu roteiro incluir alguma cidade grande, especialmente na Europa ou Estados Unidos, sempre marque estas cidades para um sábado ou domingo, quando o trânsito é menor e o estacionamento na rua costuma ser gratuito. Ou, então, considere a possiblidade de ficar num hotel um pouco mais na periferia, onde geralmente o estacionamento é gratuito e é possível ir para a cidade com o transporte coletivo.

Por último, há países com trânsito tão caótico, como a Índia, onde a dica é alugar o carro com o motorista, que conhece os caminhos e as manhas do trânsito local.

Dicas para alugar um carro:

Antes da locação.

1 – Planeje seu roteiro. Viagens de mais de 150 ou 200 quilômetros por motorista por dia são bem cansativas. Afinal, você está viajando para relaxar, certo?

2 – Cadastre-se nas principais locadoras para receber promoções e descontos.

3 – Reserve antecipadamente seu carro. Quase sempre e o preço via internet é mais barato. Algumas vezes o carro que você reservou não estará disponível e será concedido um upgrade, ou seja, um carro melhor sem custo adicional. Se for fechar diretamente no site da locadora, de um google com o nome da locadora e a palavra “cupons”, para garimpar um cupom de desconto que deve ser usado antes da compra, bem como abra os itens “promoções”, ou “deals” do site, muitas vezes há uma que se encaixa no seu destino, ou no seu cartão de crédito. Veja também se a reserva é reembolsável ou não, no caso de você conseguir uma oferta melhor, ou precise mudar seus planos.

4 –  Nem sempre o carro mais barato é o que oferece o melhor custo-benefício. Especialmente numa viagem longa, pagar por um modelo mais espaçoso pode valer muito a pena.

5 – Consolidadores como carrentals, priceline, hotwire e kayak normalmente oferecem preços excelentes. Mas, fique atento, os preços geralmente não incluem os seguros e outros extras, que podem dobrar o preço do aluguel. Antes de fechar é conveniente conferir no site da locadora o valor do seguro, pois muitas vezes o aluguel barato é compensado com o seguro caro. O milagre da diária de 10 ou 20 dólares não existe!

6 – Usar uma locadora desconhecida local pode render uma boa economia. Mas se estiver disposto a fazer isto, avalie a reputação da empresa na internet. Lembre-se que se estiver fora do Brasil, numa grande locadora você está protegido pelo Código de Defesa do Consumidor, o que não vai acontecer numa empresa que não tenha filial no Brasil. Se usar uma locadora pequena e o carro for velho, ou estiver mal conservado, é melhor cancelar a locação, pois será perrengue a vista.

7 – Verifique se a locadora pontua em algum programa de milhas. Quase sempre vai render algum benefício.

8 – Devolver o carro em outra cidade é uma maneira excelente de conhecer os Estados Unidos. Mas é inviável no Brasil, devido aos altos valores cobrados, bem como na Europa, no caso de devolução do carro em outro país.

9 – Evite retirar o carro na hora da sua chegada ao exterior, especialmente se for de “sardinha class”. Você vai estar cansado e, seguindo viagem direta, a chance de acidentes aumenta bastante. É melhor pegar o carro no dia seguinte, descansado. Além disto, é só fazer a cotação: retirar carro no aeroporto é sempre muito mais caro, ao passo que a devolução é grátis, sendo que em muitos casos há locadoras próximas ao seu hotel ou, no caso da Europa, em estações de trem, que são bem centrais. Evite retirar o carro no aeroporto, mas se fizer questão faça uma comparação entre a taxa adicional do aeroporto e o preço de um táxi ou Uber até uma loja no centro, ou em um hotel. Numa locação de 2 semanas ou mais, possivelmente a diferença vai valer a pena.

10 – Estude bem as placas se for alugar carro no exterior. Em especial as de estacionamento proibido ou “só para moradores”, que podem gerar multas altas. Em especial, na Itália, é prudente conferir se a região onde você está entrando com o carro não é “histórica”, o que significa pelo menos 100 euros de multa. Se você não quer se dar a este trabalho, não alugue carro em países nos quais você não domina bem a língua. Em países com alfabetos diferentes, como na Tailândia, eu nem penso em alugar carro, afinal como vou ler a placa “curva perigosa”, ou “posto policial a 1km, reduza a velocidade”. Confira a lista completa de placas da Alemanha, por exemplo.

11- Faça um planejamento prévio do seu roteiro, considerando algo como 150 a 250 km por dia, por motorista. É especialmente útil em viagens na Europa, e vai ajudar a saber quanto custa o pedágio e quais as opções de estradas sem cobrança.

12 – Lembre-se de levar a carteira de habitação de todos os motoristas! Parece óbvio mas a gente acaba esquecendo. Verifique antecipadamente com a locadora se é necessária a carteira internacional, que segundo alguns sites é exigida em alguns países, como Itália e Grécia. Ela deve ser solicitada no Detran do seu Estado e vence junto com a sua carteira de habilitação nacional. Nos Estados Unidos, México e Canadá não é necessária a carteira internacional.

Ao retirar o carro

13 – Chegando ao balcão peça um upgrade gratuito. Se você tiver cartão gold de fidelidade de empresas aéreas, ou da própria locadora, apresente. Isto costuma ajudar. Mesmo os upgrades pagos costumam ser bom negócio, pois os extras e demais seguros geralmente seguem o valor do carro originalmente reservado.

14 – Não alugue GPS. Compre um chip local e use o waze no seu celular, ou baixe um programa pago de GPS para o celular. É bem mais barato. Comprar um mapa num posto de gasolina também é um excelente investimento e uma segurança em caso de problemas.

15 – Verifique as alternativas aceitas para o pagamento de pedágios. Na Flórida, por exemplo, grande parte das estradas e até mesmo alguns elevados têm pedágio. As formas de pagamento costumam variar: a) cobrança automática por placa, ou em alguns casos, manual. B) aluguel de sunpass, que costuma ter menos filas, geralmente com tarifa fixa da locadora, que chega a 10 dólares por dia, usando-se ou não estrada pedagiada, c) comprar pela internet o tag de pedágio sunpass, do tipo “sem parar”, ou se você vai ficar mais de 2 semanas, ou viaja frequentemente, é melhor comprar o tag, e guardar para a próxima viagem. Na Europa isto é desnecessário, pois a cobrança pode ser feita manualmente ou com cartão de débito. É importante ter o cartão, pois em Portugal há algumas concessionárias que só aceitam cartão.

16 – Confira os seguros oferecidos pelo seu cartão de crédito para o aluguel de carros. Cartões Mastercard Platinum e Black, Visa Platinum e Infinity, e em algumas versões do American Express costumam oferecer boas coberturas. Mas antes de comemorar confira com a locadora a abrangência e a franquia do seguro, bem como se cobre o modelo de carro que você está alugando (a pegadinha é que alguns seguros só cobrem os carros básicos). Além disso, tenha em mente que muitas locadoras pedem um depósito maior quando não se contrata o seguro delas.

17 –  Confira quais os extras da locação no exterior você deve aceitar ou recusar! Visualize essa cena: você acabou de chegar super cansado e o vendedor da locadora, como um rato ansioso, fareja seu esgotamento, já pensando na comissão que irá ganhar. Com uma conversa aterrorizante e num inglês rapidíssimo procura empurrar goela abaixo todos os extras possíveis e imagináveis, que dão lucro para a empresa, mas nem sempre são necessários e, se feitos sem critérios, podem triplicar o orçamento inicial. Quais são os adicionais realmente necessários?

Os seguros e taxas importantes são:

a) Collision Damage Waiver / Loss Damage Waiver / Theft Protection (CDW/LDW) – cobre os danos causados ao veículo e caso de colisão, incêndio, roubo etc. Pode ter (mais comum) ou não uma franquia. Várias locadoras oferecem o seguro do tipo zero, ou Extend Protection (EP), no qual você tem 1 milhão de Dólares de cobertura, um valor razoável para cobrir um acidente nos Estados Unidos. Apesar de meu incidente mais grave ter sido um furo de pneu numa pedra que não vi na Namíbia, acho que é uma tranquilidade não ter que pensar em nada, se ocorrer algo errado, bem como não ter valores bloqueados no cartão. Este seguro geralmente não é coberto pelos cartões de crédito.

b) Liability Insurance / Third-Party Insurance (LI) – cobre danos que você venha a causar em um acidente que envolva outros carros e seus passageiros. Acho interessante fazê-lo para não ter qualquer dor de cabeça no caso de um acidente, pois eventualmente um processo pode ser cobrado no Brasil, ou causar problemas na hora da renovação do visto. Além disso, se houver qualquer vítima, nos Estados Unidos os processos podem representar milhares de dólares.

Cadeirinha para criança: é obrigatória, mas dependendo do termo da locação você pode comprar ou levar a sua própria.

Rádio satélite: pode ser uma comodidade em viagens longas, com mais de 100 programações musicais para todos os gostos.

Road Assistence: é um seguro que cobre panes, furo de pneus, e outros problemas. Só vale a pena se o seu roteiro estiver fora das áreas urbanas e principais estradas, com maior chance de furar um pneu, por exemplo. Por lei, a locadora deve reembolsar qualquer despesa que seja devida a um desgaste natural do carro.

Impostos e morte, destes você não vai escapar: Concession Recoup . Esta é uma taxa adicional, por pegar o carro no Aeroporto. Como já dito, considere a comparação entre outro lugar para pegar o carro, pois esta taxa é cobrada por dia, além de em muitos casos haver uma taxa suplementar do próprio aeroporto.

Taxas adicionais. Muitas cidades e estados cobram taxas adicionais, além do sales tax, como a Flórida Surcharge, um imposto, e impostos sobre a baterias, taxas de proteção ao meio ambiente ou do uso de estradas que são obrigatórias, além da License Recoup Fee, que é uma taxa cobrada pelas locadoras para cobrir os custos de emplacamento e licenciamento dos veículos, que como todos os impostos são compulsórios.

Extras que não devem ser aceitos:

Personal Accident Insurance (PAI, que em alguns contratos aparece como CPP, (Carefree Personal Protection) PAEC ou PTI – cobre danos médicos que os ocupantes do carro tenham, se houver um acidente com o carro. Este é absolutamente dispensável, pois o seguro médico que você contrata ao viajar já cobre isto.

Tank: ou tanque cheio ou pré-pago, que significa que você pode devolver o tanque vazio, mas normalmente é mais caro do que a gasolina do posto, e é cobrado o valor do tanque inteiro, e dificilmente você vai devolver o carro com o tanque vazio.

UMP (uninsured motorist protection): ou proteção contra um acidente provocado por motorista sem seguro. É quase impossível que um carro rode sem seguro nos Estados Unidos.

PEP ou PEC: é um seguro contra arrombamento do carro, e seu conteúdo. Acho mais interessante pagar um estacionamento do que este seguro.

GPS: Além da possibilidade de usar o Waze (mas atenção, compre um chip local antes!), o preço cobrado faz com que 1 semana você possa comprar um GPS, e usar na próxima viagem.

Não deixe de declarar o motorista adicional, se houver, e pagar a taxa, pois se não o fizer, o seguro deixa de ter validade. Porém, via de regra, cônjuge, ou companheiro não é considerado como motorista adicional.

Após assinar o contrato.

18 – Ao receber o carro faça uma vistoria minuciosa na lataria, verificando riscos e amassos, inclusive no para-choque, no interior e nos acessórios do veículo, e se não há trincas nos vidros. Abra o porta-malas e veja se o estepe está em bom estado e se as ferramentas para a troca de pneu estão lá, e se o tanque está cheio. Tudo o que não estiver 100% deve estar registrado na ficha de entrega do veículo, da qual você deve ter uma cópia, pois tudo o que não constar será cobrado como sendo de sua responsabilidade. Vale o que está escrito.

19 – Dê a partida e pergunte como deve ser feito o abastecimento do carro para o atendente, pois às vezes você pode demorar para descobrir que o tanque de gasolina só pode ser aberto com o freio de mão acionado, ou que o carro só dá partida quando se pisa no freio. Verifique também o combustível do carro e sua nomenclatura no país (gasoil, por exemplo, é diesel), para não abastecer por engano um carro a diesel com gasolina, o que demanda um trabalho enorme para esvaziar o tanque, além de possíveis danos ao motor, que não estarão cobertos pelo seguro.

Ao rodar com o carro

Máxima atenção nas leis de trânsito locais. A cena do policial parando o carro no exterior só é bonita nos filmes. Alguns alertas importantes:

Leis de trânsito

20 – Máxima atenção a pedestres e ciclistas. O pedestre sempre tem preferência. PARE! Uma raladinha em um pedestre na faixa significa que você será julgado por uma corte e, no mínimo, terá uma multa salgada. Eles sempre têm preferência, presumindo-se a culpa do motorista do automóvel. Nada mais desagradável do que conhecer a delegacia de um país estrangeiro.

21 – Nunca beba e dirija, pois as leis em outros países são muito severas. Mesmo se você estiver dentro do limite legal não é um bom modo de começar uma discussão se houver um acidente.

Estados Unidos e Canadá

22 – Nos Estados Unidos e Canadá jamais ultrapasse um ônibus escolar quando ele estiver estacionado para os alunos desembarcarem. O motorista coloca um sinal de “stop” (pare) colado junto ao ônibus na lateral esquerda do veículo.

23 – Pare completamente o carro ao ver a placa “stop”, equivalente ao nosso pare. Fora do Brasil geralmente não é aceita uma mera redução da velocidade do carro, para ver se está tudo bem.

24 – Não consuma bebidas alcoólicas dentro do carro, nem mesmo pelo carona. Na maioria dos estados as latas ou garrafas devem estar guardadas no porta-malas. Isto vale até para uma garrafa de vinho que tenha sobrado do jantar.

25 – Você pode dirigir algo como 5 a 10 milhas acima do limite de velocidade, se todos os carros estiverem fazendo isto. Mas, jamais ultrapasse os outros veículos costurando, pois é multa na certa. Se estiver no deserto, como no caminho para o Grand Canyon, mesmo com a estrada vazia, não passe do limite, pois a fiscalização muitas vezes é feita com drones, e só se sabe disto após ser parado pelo policial.

26 – Use as faixas “car pool only” se estiver acompanhado. São faixas exclusivas para carros com 2 ou mais pessoas.

27 – Pare se perceber um carro com luzes azuis e vermelhas piscando atrás de você. Isto significa que você foi parado pela polícia. Ligue o pisca, freie devagar e pare o carro no acostamento. Espere o policial vir até o carro, deixe as mãos no volante e o trate respeitosamente como “officer”. É possível tentar o “jeitinho” dizendo que é turista e desconhece as regras, pois nos casos de infração leve, fica a critério do policial dar uma advertência, ou aplicar a multa. Mas jamais ofereça dinheiro ou qualquer agrado para o guarda, pois você pode ser preso.

Na Europa:

28 – Atenção ao limite de velocidade que diminui bastante ao entrar nas cidades. Nas rotatórias, sempre dê a preferencia.

29 – Não entre ou pare nas ruas “só para moradores”. Há risco de multa e ainda ter o carro guinchado, com taxas altíssimas.

30 – Atenção aos radares europeus “inteligentes”. Em muitos deles não basta dar uma “brecadinha” antes do radar, pois é considerada a média de velocidade entre um radar e outro.

31 – Alguns países exigem um selo pedágio, como Suíça, Áustria e República Tcheca. Você deve comprar e afixar no parabrisa logo que entrar no pais.

Países com mão inglesa

32 – Utilize carro com câmbio automático em países com mão inglesa, como África do Sul, Namíbia, parte do Caribe, Escócia, Austrália. O truque é se acostumar a olhar para os dois lados antes de cruzar qualquer preferencial, e ter o máximo cuidado ao sair de rotatórias, ou entrar em uma estrada, para não entrar na contra mão por força do hábito.

São Paulo

33 – Atenção ao horário do rodízio em São Paulo. Todo carro tem um dia por semana no qual não pode circular das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Os limites de velocidade muitas vezes mudam na mesma avenida, e são constantemente vigiados por radar. Somente entre na faixa do ônibus para fazer uma conversão após a faixa pontilhada, e tenha especial atenção em dar a seta ao virar, ou mudar de pista, pois os agentes de trânsito adoram multar os esquecidos nesses casos.

No mundo

34 – Pare seu carro num estacionamento fechado e numa área movimentada se você estiver com bagagens. Nunca, mas nunca mesmo, nem por alguns minutos, deixe passaporte e cartões dentro do carro estacionado. Especialmente em Miami e Orlando são comuns os relatos de arrombamento de porta-malas. Você pode dificultar um pouco o trabalho do ladrão prendendo as malas em algum ponto fixo do carro com um cadeado fino de bicicleta. Não deixe suas compras no carro, leve para o hotel!

35 – Atenção a destinos com neve, ela torna a pista escorregadia. Em alguns casos é obrigatório o uso de correntes nos pneus.

36 – Sempre verifique o combustível e procure nunca andar com menos de ¼ de tanque, afinal você não sabe onde estará o próximo posto.

37 – Ao reservar seu hotel veja se o estacionamento é grátis (free parking), ou quanto é cobrado para evitar surpresas desagradáveis.

38 Procure evitar o horário do pico entrar ou sair de uma grande cidade. Trânsito lento entre 7h e 10h e 17h às 21h não é exclusividade do Brasil.

Ao devolver o carro:

39 –  Encha o tanque antes de devolver o carro, pois o valor cobrado pelas locadoras é sempre mais caro do que o posto. Peça um recibo, pois algumas locadoras exigem o recibo do último abastecimento para que se comprove que foi feito em um posto próximo. Se o carro estiver muito sujo, especialmente em roteiros que envolvam estradas de terra, passe num posto e mande lavar. Muitas locadoras cobram uma taxa de limpeza que é bem mais cara do que uma lavagem no posto. Mas, se for uma sujeira normal e decorrente do uso, esta cobrança é considerada abusiva.

40 – Exija uma vistoria e o recibo atestando que o contrato foi fechado, com o valor total da locação, e o OK da locadora, mostrando que o carro foi entregue em ordem, para que não sejam feitas futuras cobranças no seu cartão de crédito. Guarde este documento. Se houver um pequeno acidente como um risco ou amassado, faça muitas fotos e com detalhes para evitar uma cobrança absurda no seu cartão de crédito. Nunca use os balcões de self service, pois neste caso, você não tem qualquer garantia do fechamento do contrato.


Agradecemos ao Ernesto Lippmann por esse artigo excepcional! E você, o que achou? Tem alguma dúvida? Alguma outra dica não mencionada? Já teve algum perrengue alugando carro? Utiliza o seguro do cartão de crédito ou contrata seguro próprio? Comente e participe!

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Autor

Redação - Equipe Melhores Destinos